|
Psicologia Infantil
Texto
extraído do Capítulo 14 do livro Mais Além de Meu Olhar, por Luiz Sérgio.
(...) Uma jovem psicóloga
iniciou uma palestra sobre educação da criança, isto é, o ser, desde o
berço, ou melhor, o ventre. Com que carinho ela mostrava o desenvolvimento
da criança, do jovem e do adolescente:
Muitos pais, ou a maioria
deles, não estão preparados para educar, porque também são doentes, também
receberam educação errada. Muitos pais não gostam de dar uma palmada no seu
filho, mas abusam do chicote verbal, usando palavras duras, que a criança
jamais esquecerá. Todos os pais devem tomar cuidado especial com as palavras
usadas para qualificar os filhos. Existem pais que adoram chamar o filho de
débil mental. Vindo dos pais, essa agressão surte um efeito dramático na
criança ou no jovem, que começa a construir sua própria identidade: se os
pais o consideram um débil mental, imagine os outros, os seus amigos, os
seus professores! Hoje os pais julgam estranho o comportamento dos filhos,
mas estes não são os únicos culpados. Portanto, a família deve urgentemente
voltar a viver como família: pais respeitando filhos e filhos respeitando
pais. O suicídio entre adolescentes tem aumentado e os jovens estão sofrendo
distúrbios emocionais, sendo tratados com tranqüilizantes São muitos os
exemplos de mães que, por se julgarem mal amadas, adoram gritar com as
crianças, as vezes dizendo por dizer: você é má, você não presta! E se
estão-se separando dos maridos, há o desabafo infeliz: você é mau,
igualzinho ao seu pai! Muitas vezes essas crianças tornam-se neuróticas,
vindo a sofrer de depressão, por efeito da baixa estima.
Muitas crianças hoje quase não
conversam com os pais. As mães não querem assumir a maternidade, pois vivem
se embelezando e raras noites ficam em casa. Estas crianças sentem o
abandono dos pais e vão ficando agressivas nos colégios, junto aos
coleguinhas; são crianças que mordem, batem e falam palavrões. Elas querem
agredir o mundo, pois se julgam agredidas, por sentirem-se abandonadas. Os
pais, principalmente os espíritas, não têm o direito de tratar os filhos com
violência; eles não devem se descontrolar diante dos filhos, porque vão
provocar graves danos psicológicos. Hoje culpa-se muito o adolescente, mas
eles, as crianças, o adolescente e o jovem estão sem orientação,
principalmente sem ídolos, sem exemplos. Muitos pais estão distantes dos
filhos, ignorando mesmo se eles existem.
A busca de conforto está
levando a família a uma falta de amor. Os ocupantes de um lar quase não se
encontram e quando isso ocorre não sabem dialogar. E os jovens estão cada
vez mais distantes dos mais velhos. Existe hoje uma separação, o jovem
parece ter aversão aos mais idosos, como se estes não soubessem falar a sua
língua. De quem é a culpa? Da família, que evita participar da vida dos
filhos, ignora os seus amigos, os seus sonhos, enfim, existem pais que levam
os filhos à insegurança. E eles, lá fora, na sociedade, fazem tudo para
aparecer, são agressivos, duros e mal educados.
Está na hora de se debater a
relação entre pais e filhos e os especialistas alertam para a violência
verbal. A irritação que vem acompanhada de palavras, gritos e gestos tende a
aumentar o trauma nas discussões. A família tem de respeitar a criança, o
adolescente, o jovem, enfim, quem respeita é respeitado. Os pais têm de
ensinar aos filhos o que é o amor, não ter vergonha de pedir desculpas e
dizer o quanto o filho é amado e importante na sua vida.
Quando a criança é pequena, o
maior mal que a mãe lhe causa é a verborragia não só as palavras agressivas
ferem a criança, mas também o excesso de palavras, ditas sem parar e com
pouco conteúdo, provocam em qualquer ouvinte impaciência, cansaço e revolta,
e a comunicação entre pais e filhos se perde. A mãe que fala
ininterruptamente serve de deboche aos filhos, que riem dela. É, para eles,
uma coitada.
A mãe que a todo momento grita
o nome do filho, este faz de conta que é surdo. Ele tem razão, para que
escutar o que nada de bom lhe traz? Por isso as mães têm de tomar cuidado
para não ficar gritando: 'Fulano! Fulano! Fulano, não faça isso!' O certo é
a mãe aproximar-se e dizer: 'filho, não faça isso, porque não está certo'.
Explicar por que ele não deve fazer aquilo. Porém, mãe que “ Mia” é tão
agressiva como a que grita e fala palavrão. Educar um filho não é difícil,
quando os pais têm educação e não são neuróticos.
A finalidade das nossas aulas
é a de que, em todos os grupos de evangelização infanto-juvenil os
educadores passem aos educandos confiança, mostrando-lhes que a Casa
Espírita está ciente do que a vida está-lhe passando; que a Casa Espírita
conhece o mundo lá fora, o que está ocorrendo com eles. Falar a verdade, sem
crendices; fazer a criança, o adolescente, o jovem, se abrirem, contar o que
se passa na sua escola, no seu grupo de colegas e no seu lar. Se não for
assim, a Casa Espírita não conseguirá trazê-los para suas fileiras. Eles têm
de amar a Doutrina, encontrar Jesus e respeitar as leis de amor a Deus. O
trabalho da Doutrina é com a família, é educá-la, Hoje, entristece os
Espíritos que trabalham nas Casas Espíritas o comportamento de muitas
juventudes ditas espíritas: as meninas quase nuas, sem o mínimo respeito a
uma Casa de Oração. Os meninos na deles indo à Mocidade apenas para se
divertir. A finalidade é tornar a criança de hoje o grande Espírita de
amanhã. Os instrutores devem estar cientes da influência que suas palavras
podem ter no discernimento de seus
educandos. Não que devam dar conselhos, pois o excesso de conselhos às vezes
causa revolta na juventude, que reage com indiferença ou críticas. O
professor é referência.
Se ele tem um discurso
agressivo e ofensivo, só falando de Umbral, de obsessores, de influenciação,
o aluno perde a vontade de freqüentar o Centro Espírita. Porém, se o
instrutor colocar-se ao lado do educando, ele se sentirá protegido e verá
que, mesmo convivendo com os ditos “ mortos” , o instrutor é um homem igual
a ele. No momento atual, não podemos dar uma aula de Evangelização como se
estivéssemos à frente de inocentes crianças. Elas estão em busca de apoio.
Uma criança de seis anos, às vezes, fica defronte da televisão umas dez
horas, e quanta informação ela recebe? Será que ela deve ser educada como se
inocente fosse? Claro que não.
Temos de informá-la de acordo
com o que vê em casa, com o que assiste no vídeo. As aulas de Evangelização
devem falar do que hoje assusta os pais e educadores: a gravidez precoce,
não só mais das adolescentes, as doenças sexualmente transmissíveis, que
levam as meninas de quatorze anos a contraírem o vírus HPV, que lesa o útero
e causa o câncer.
Quantas meninas estão tendo os
seus úteros e ovários retirados, sem esperança mais de engravidar! Já
imaginou a cabeça de uma adolescente nesse estado, de ter de sofrer a perda
de seus órgãos? Precisamos levar até o mundo físico um pouco de esperança e
de fé. Os espíritas têm de levar para seus lares a Doutrina. Por que só os
Espíritas têm dificuldade em contagiar a sua família com as verdades do
Cristo?”
A palestrante fez uma pequena
pausa e Luiz Sérgio aproveitou para refletir sobre tudo o que
escutara.
"Aquela psicóloga alertava os
encarregados da Evangelização infanto-juvenil, para que os espíritas se
inteirem do que acontece na sociedade, porque os encarregados de levar a
palavra de Deus aos homens não podem se refugiar em suas Casas ou templos,
longe do mundo louco de hoje".
Dando continuidade a sua
preleção, prosseguiu:
Pais e avós não podem viver
culpando os companheiros dos seus filhos como responsáveis pelo que lhes
acontece de errado. De quem é a culpa, então? perguntamos.
Dos pais, que não estão
atentos às informações erradas que seus filhos vêm recebendo da mídia. As
imagens claras de sexo chegam às crianças, aos adolescentes, jovens e
adultos, nas capas dos principais semanários, revistas, out-doors nas ruas,
nas propagandas de tevê. A publicidade hoje traduz a época atual, ou melhor,
as transgressões atuais. Não somente as telenovelas passam ao público o
adultério como um fato comum, onde casais não têm vínculo moral um como
outro, como as revistas de homens e mulheres sem roupas fazem apologia às
perversões, tendo o sexo como tema principal da vida. Que quer a
publicidade? Vender seu produto ao público ou chocar a sociedade? Achamos
que o que se vê na mídia é uma realidade cruel de falta de valores morais do
homem. Será que a sociedade de hoje está aceitando costumes que ontem
considerava obscenos, perversões? Será que ninguém pára um pouco e pensa em
analisar a poluição visual que vem ocorrendo, quando os valores morais da
família estão sendo abafados, oprimidos, pelos excessos de uma propaganda
descontrolada do sexo, como se este fizesse parte da vida do homem vinte e
quatro horas por dia? Sabemos que isso não é verdade. O homem luta, estuda,
trabalha, portanto, tem muito mais deveres a cumprir do que se perder no
mundo irreal do sexo atual. Crianças, adolescentes e jovens, e mesmo os
adultos, estão sendo iludidos por uma propaganda enganosa.
Sabemos que existem aqueles
que estão resistindo a essa poluição visual, aqueles que ainda possuem
família, que estão preocupados com a imagem que criam. Esses sabem que a
sociedade violenta de hoje tem por causa a liberdade excessiva dada aos
filhos, porque surgiu uma teoria de que, para não se tornarem neuróticas,
seus pais tinham de deixar as crianças destruírem seus lares, criá-las sem
limites. E é isso o que estamos colhendo hoje. Se ontem as crianças
quebravam os brinquedos, os adornos dos lares, brigavam entre si, enfim,
tomavam os lares um inferno, com o passar dos anos a violência saiu dos
lares e chegou às escolas e à sociedade. Hoje, mulheres em pose sensual
fazem propaganda de refrigerante, de caramelos, só faltam fazer de
mamadeiras.
Mesmo sabendo que não é ético,
as agências de publicidade acham que sexo vende. Acreditamos que o homem
logo estará saturado de todo esse lixo que hoje polui a mente de todos. Até
quando isso irá acontecer, e as autoridades competentes o que fazem para
defender a família? Porém, quem deve hoje defender o seu lar é a família,
dando aos filhos explicações seguras do que é certo e do que é errado.
Existe algo certo e algo errado? O que pode ser considerado errado para um é
certíssimo para outro. O melhor é analisarmos se todos aqueles que se dizem
liberados, que acham tudo amoral correto, são felizes. Temos a certeza de
que não.
O tempo se encarrega de provar
que tudo o que não tem um freio se precipita no abismo da dor e do remorso,
e a mulher é a maior vítima da libertinagem que atualmente assola o Planeta.
As mulheres de hoje, que lutam com os homens no mercado de trabalho, não
podem deixar de lado as obrigações familiares: filhos e casa.
Portanto, estas mulheres têm
problemas sérios de estresse. Não têm tempo de se dedicar às práticas
sexuais vinte e quatro horas por dia e se sentem fracassadas, porque a mídia
cobra da mulher um comportamento completamente impossível de ser real: a
mulher fatal, a mulher desejada. E sabemos que, se elas existem, são
minoria. As verdadeiras mulheres, com M maiúsculo, são boas mães, boas
filhas, boas irmãs e ótimas profissionais. Porém, as mulheres que enfeitam
as capas das revistas e dão conselhos sobre sexo, que enfeitam os outdoors
com poses sensuais, não são as preferidas dos homens? Podem até ser, mas
todos os homens adoram um colo materno e sonham com uma mulher inteligente e
digna.
Principalmente a mulher mãe de
família não deve esquecer que aquela que está nua nas revistas, endeusada
pela mídia, é uma profissional, ganha para isso, é o seu trabalho. Não podem
as donas de casa, as crianças, as adolescentes, as jovens ou as adultas
desejar imitá-la, porque a realidade da vida do homem não está só no sexo.
Sua parte intelectual é muito mais ativa do que muitos pensam. Se ninguém
faz sexo vinte e quatro horas do dia, por que tanta propaganda, tanto
chamado para a libertinagem? Onde fica a verdade para as crianças, para os
adolescentes e para os jovens?
Os Espíritos que trabalham no
plano físico sabem que há crianças de sete anos que dizem ao namoradinho do
colégio que lhe dá um beijo no rosto: eu não quero só beijo, eu quero “
ficar” . E os pais riem, acham engraçadinho. Por que isso vem ocorrendo? E a
publicidade excessiva da sexualidade, as maiores vítimas são as crianças, os
adolescentes e os jovens e ninguém está tentando fazer algo por eles. A cada
hora dão entrada nos hospitais crianças estupradas, violentadas, agredidas
por namorados, amigos e familiares. A sociedade, antes, assustava-se quando
isso acontecia, mas agora ninguém se assusta mais. É comum encontrarmos nos
lugares públicos pais e avós cuidando de netos, de bisnetos, porque os
verdadeiros pais são crianças ainda, sem maturidade para assumir um filho.
Só que não param por aí, continuarão “ ficando” , porque as imagens claras
do sexo provocante estão por toda parte, e eles, moderninhos, não podem
ficar de fora. E a família, passiva, nem mais se importa se a filha não
volta para casa, se o filho chega “ doidão” ; tudo está-se tornando mais que
natural. Isso passa, é coisa de adolescente ...... comentam alguns e dizem
os publicitários: a sociedade está mais sofisticada, exige mais. E a
poluição visual está na rua e nos lares.
Por que muitos que falam a
palavra do Senhor também não encontram tempo para educar seus filhos? São
espíritas nas Casas Espíritas, mas ninguém da família vai ao Centro, a não
ser quando está precisando. A Espiritualidade sempre escuta alguns Espíritas
dizerem: somos liberais, não obrigamos nossos filhos a nada. O “ nada” é a
Doutrina, é o acesso às leis morais. Com pesar, a Espiritualidade vem
constatando que a família de poucos espíritas freqüenta uma Casa Espírita.
Mesmo os trabalhadores, seus filhos e netos nada querem com Jesus, estão no
mar do materialismo, dizendo aproveitar a vida. Eis por que os irmãos aqui
se encontram: para serem alertados e levarem o pedido de socorro para que os
espíritas se unam. Que todas as Casas se levantem em prol da família. Vamos
avaliar os atos de nossos filhos, quais são os seus valores, o que acham da
Doutrina.
Se eles consideram seus pais
apenas espíritas, que não conseguiram transformá-los em homens de fé, está
na hora de alertá-los de que ninguém deve viver sem Deus. Se não gostam do
Espiritismo, que busquem outra crença. O Espiritismo precisa de corações que
amem e que lutem para viver as lições do Mestre . Se a família acha que não
tem condição de postular os ensinos espíritas, que não brinque com os
Espíritos. É comum filhos de espíritas se dizerem espíritas, mas não
possuírem valores morais, encontrando-se bem longe de compreender a grandeza
da Doutrina.
Será que o jovem espírita
está-se conscientizando do que a Doutrina ensina: o respeito à encarnação?
Quantos espíritas ainda acham que alguns tragos de bebida nenhum mal lhes
causam, que a Doutrina nada proíbe, que qualquer espírita pode dar festas
regadas pelos mais finos licores, champanhe e vinhos caros!... Eles têm
razão, a Doutrina nada proíbe, mas esclarece o quanto o álcool, o fumo e a
droga fazem mal ao homem, como destroem a família. Vamos conscientizar a
família das belezas do Espiritismo. Devemos levar até a criança, o
adolescente, o jovem, o adulto, a grandeza dos livros doutrinários, mostrar
os caminhos por onde passaram os grandes homens e
descobrir o valor dos verdadeiros espíritas que já tivemos e temos em nossas
fileiras.
Sabemos que a Doutrina é uma
cascata de luz, por isso não devemos esquecer as nossas Casas. Será que elas
vêm recebendo o amor que deve fluir dos corações quando nos propomos a
trabalhar em prol dos nossos irmãos? Hoje, na era moderna, a Casa Espírita
não pode ignorar a droga, o sexo e a gravidez na adolescência, porque esses
fatos estão em quase todas as famílias. O verdadeiro espírita já foi
apresentado a Deus e bem conhece Suas leis: amar a Deus sobre todas as
coisas e ao próximo como a si mesmo. Se ele ainda não sabe amar, não pode
ensinar ninguém a ser bom. Por isso, frisamos: vamos sair um pouco dos
nossos gabinetes e olhar o mundo lá fora, buscando as informações,
enfrentando a realidade; e não é preciso ir longe, basta assistir, em nossos
lares, às ditas novelas de televisão, que mostram um garoto sendo
ridicularizado porque é bom aluno e não tem tempo de namorar; sua idade: dez
anos. Também nos lares chegam, através da televisão, imagens de outras
crenças falando horrores do Espiritismo. Como ignorar esses fatos? Por isso
precisamos amar a Doutrina como ela é: pura e cristalina. O que precisamos é
olhar quem busca a Doutrina e dar-lhe o muito que aprendemos, sem colocar
armadura de soldados romanos, vestes de antigos cardeais, roupa de Pilatos,
ornamentos de Herodes e ficar atirando pedras nos companheiros. A Doutrina
está bem longe dessas coisas.
Digamos aos jovens espíritas
brasileiros que, mesmo vivendo em um mundo difícil, não se contaminem e
lutem pela Doutrina, pois alcançarão muitas vitórias. E àqueles que só
desejam celeuma, as nossas preces, para que Jesus consiga colocar as mãos
sobre os seus olhos, cegos de orgulho e vaidade. Muitos momentos difíceis
viverão os espíritas em terras brasileiras. Algumas Casas Espíritas serão
caluniadas, médiuns respeitáveis serão vítimas de obsessores encarnados,
porém, o Cristo não deixará sem amparo o exército de Deus, que vem
protegendo os homens desde os primórdios da Humanidade, exército este
composto de plêiades de Espíritos que têm, Por incumbência levar o homem à
Terra Prometida. Esses Espíritos mensageiros estarão sempre ditando
mensagens para que os carteiros levem até os médiuns as orientações do mais
Alto.
O que mais preocupa a
Espiritualidade é a falta de orientação familiar. O certo seria a família
colocar limites em seus filhos e orientá-los de que, antes de fazer sexo,
deve-se pensar nas conseqüências. Também nos colégios, é preciso levar
grupos para fazer palestras, distribuir panfletos e responder perguntas dos
alunos. Os pais, mesmo se dizendo modernos, ainda não acreditam que seus
filhos de treze, catorze anos já têm vida sexual ativa. As autoridades têm
de lembrar que uma menina de onze ou doze anos, que se julga madura o
suficiente para fazer sexo, não possui corpo nem mente prontos para isso. Se
hoje deparamos com o crescimento da gravidez na adolescência, significa que
os jovens estão mal informados, pois não estão usando preservativos,
expondo-se a doenças sexualmente transmissíveis. E todos sabem que no Brasil
a Aids já afeta mais de quatro mil e quinhentos jovens, entre treze e
dezenove anos. Se perguntarmos aos jovens: “ seus pais lhes passam alguma
informação?” Eles responderão: “ não, na minha casa meus pais são muito
fechados; eles nem imaginam que há muito já tenho vida sexual ativa” .
Por que os Espíritos estão
alertando a família e mandando às Casas Espíritas o alerta? Porque sua
finalidade é salvar o homem, é fazê-lo reencontrar-se com Deus, jogar fora o
materialismo, tomar-se melhor. A Doutrina Espírita não existe para que
alguns julguem que apenas as suas palavras terão o poder de transformar um
espírito
trevoso e mau. Não é essa a tarefa da Doutrina. Ela veio à Terra com a mesma
tarefa de Moisés e de Jesus: a de levar o homem à Terra Prometida, isto é,
torná-lo bom. Infelizmente, muitos espíritas não conhecem a verdadeira
finalidade da Doutrina. A missão do Espiritismo é a de apresentar o homem a
Deus. Se um Espírito levanta a bandeira contra as drogas, o sexo livre, a
falta de limite nos lares, alguns espíritas fazem campanhas contra os livros
que tratam do assunto, dizendo que não é essa a finalidade da Doutrina. A
pureza doutrinária está na dignidade dos homens que têm a incumbência de
usar a tribuna, os jornais, a televisão, as rádios, para divulgação das
belezas dos ensinamentos do Cristo. O de que mais está precisando no
Espiritismo é estudo, estudo, estudo.
O que buscam as crianças, os
adolescentes, os jovens e os adultos nas Casas Espíritas? o caminho. Que
caminho é esse? O caminho do amor, da perfeição, guiados pelo Mestre
verdadeiro, que não critica, que não mata sonhos, que não destrói criaturas.
É isso o que o homem está buscando, e muitos deles o estão encontrando nas
promessas de um “ reino de Deus” e tudo fazendo por essas seitas, porque
esperam voltar a ter esperança na salvação. Portanto, não vamos fazer
ameaças com umbrais, com obsessores, e sim falar da beleza da Doutrina, o
quanto ela elucida sobre a vida e a morte, o quanto consola, o quanto é
verdadeira. A Doutrina cristalina esclarece quando diz ao homem que ele é
eterno e o túmulo, a porta para a verdadeira vida, mas nem por isso devemos
desejar “ morrer” . Certos oradores dizem que os espíritas cantam e dançam
de alegria quando alguns dos seus desencarnam. Por mais espiritualizado seja
o homem, ele está no mundo físico e teme deixá-lo, e aqueles que ficam
choram e sofrem. Essa é a realidade que o verdadeiro espírita tem de passar,
e não a fantasia da indiferença com a morte. Perguntemos a um médium sério
se ele tem medo de “ morrer” e responderá que sim. E por que alguns oradores
espíritas desejam passar para o público que a morte é natural para todos os
espíritas? Não é verdade. Por estar trancafiado em um corpo carnal, a alma
teme o momento do desencarne, como o Espírito teme a reencarnação.
As Casas espíritas precisam
alertar a todos que a finalidade da Doutrina Espírita é a melhoria do homem,
a busca da verdade, e que o compromisso de uma alma é intransferível; que
todos os que estão mergulhados em um corpo de carne, o estão para aprender a
viver as leis morais. Espiritismo não é entretenimento nem busca do
sobrenatural. O Espiritismo é o encontro com Deus. Ao chegarmos à Doutrina,
tiramos o véu que oculta as verdades divinas, que trazemos na consciência.
Aí, não podemos nos dizer ignorantes, porque só éramos simples e ignorantes
quando estávamos caminhando pelos reinos da Natureza. Desde o momento em que
se acendeu a luz da nossa consciência, deixamos de ser ignorantes. A
Doutrina tem por finalidade nos instruir; só estudando-a vamos nos
conhecendo e, ao nos conhecer, envergonhados ficamos com tantos defeitos que
ainda possuímos. Se ela não adentrou nossos corações e nada aprendemos,
então nada mudou em nossas vidas. Ao contrário, estaremos fazendo um mal
imenso a esta Doutrina divina, que Jesus prometeu fazer brilhar no coração
da Humanidade. Com pesar constatamos que poucos ainda são os que a respeitam
como ela merece. Se Deus nos mandou Seu filho primogênito para que nEle
pudéssemos mirar, sentirmos o Criador, enxergá-Lo, para nos tornarmos
realmente Seus filhos, mas até hoje não encontramos Jesus, talvez por isso
ainda não compreendemos a Doutrina Espírita. Mesmo nos dizendo espíritas,
atiramos pedras na cruz e no próximo.
A cada dia o manto da verdade
se aproxima dos ombros curvados dos homens do Planeta Terra, e feliz aquele
que não se curvar diante das responsabilidades a que foi chamado, pois quão
dura é a jornada e quão áspero o caminho. Jamais aquele que ficou parado
para observar o trabalho do próximo foi o vencedor nem os que crucificaram o
Cristo receberam o aplauso da Humanidade, ao contrário, receberam, sim, o
desprezo. Também os que se armaram para defender a “ Igreja” que diziam ser
do Cristo, estes escreveram os seus nomes com a tinta do sangue dos
inocentes. Todos aqueles cuja vaidade, soberba e ganância fizeram com que se
apossassem das revelações, julgando-as de sua propriedade, tiveram seus
nomes apagados no Plano Maior. Aos espíritas foi dado saber de onde tirar as
informações sobre o Universo de Deus, sobre Sua bondade, sobre a vida e a
morte, sobre a imortalidade da alma, a sua peregrinação pelas vidas
sucessivas. Não queremos acreditar que falte aos espíritas estudo e
trabalho, porque a pedra que não é usada se perde nas estradas da vida.
Preciso e que aquele simpatizante, curioso ou espírita se conscientize de
que o Espiritismo é o encontro com Deus, e Ele, como o grande Pai, não Se
cansa de ensinar aos Seus filhos a viver as leis morais. O espírita precisa
somente disso: ser bom e digno.
Quando o Cristo voltou para o
Mundo Maior, Ele prometeu aos Seus apóstolos que não os deixaria sozinhos,
que o Consolador viria até o plano físico, e cumpriu Sua promessa, não
depositando os ensinamentos em um só homem, mas deixando cair do Alto, em
forma de estrelas cadentes, as palavras divinas, trazidas pelos Espíritos,
por toda a Terra. Não foram os espíritas que criaram os Espíritos, foi Deus,
o Criador incriado de todos nós, que entregou as cartas aos Espíritos
mensageiros, os Seus apóstolos, os Seus discípulos, e eles chegaram em época
certa, trazendo as mensagens. Os homens encarnados, assombrados, não
conseguiram saber o que fazer. Mas ele, o ungido por Jesus, Allan Kardec, e
outros encarnados, captaram as mensagens, e foi então que surgiu a Doutrina
Espírita. Antes só existia o mediunismo, na figura dos videntes, dos
feiticeiros, dos profetas. Mas a Doutrina surgiu, derrubando a fantasia, o
faz-de-conta, o misticismo, os ídolos, as estátuas, enfim, ela chegou como
fonte de luz, espantando as trevas da morte. Os homens, inebriados, foram
catalogando as estrelas cadentes repletas de luz e as levando até Allan
Kardec, para que ele as juntasse, como faz um zeloso jardineiro. E isso ele
fez.
Juntou o primeiro buquê de
estrelas, chamado carinhosamente de o Livro dos Espíritos. Outros ramalhetes
foram-se formando, até completar o Pentateuco Espírita, do mesmo modo que,
no primeiro chamado, Moisés recebeu os cinco primeiros livros da Bíblia.
A história se repete e o
edifício vai sendo construído. Agora, os espíritas precisam lutar para
colocar o telhado. Que este não seja um telhado de vidro e sim um telhado de
bons exemplos; que cada pai de família ofereça a seus filhos as verdades
espíritas. Essa nossa palestra é uma súplica para que os ocupantes de um lar
aprendam a
dialogar para que não ocorra a separação, que com pesar estamos presenciando
nos tempos modernos: os jovens julgando os pais antiquados, os avós
decrépitos, enfim, não amando seu lar como deva ser amado: o único lugar
onde ele é resguardado realmente, quando assim o deseja. É preciso que cada
um seja um facho de luz por onde passa. Se a maior propaganda que Jesus fez
foram os Seus exemplos, os espíritas têm de fazer o mesmo. A hora é agora!
Os contraditores não falam mansamente, são acusações sérias, que denigrem o
Espiritismo, e ninguém está vendo o que vem acontecendo em todas as cidades
brasileiras. Por que os espíritas não estão se unindo, carregando uma só
bandeira, a do Amor. Só esta bandeira derruba as desavenças religiosas. As
trevas não estão preocupadas com as outras crenças, sim com o Espiritismo,
que age como se fosse uma lixa que alisa a alma do homem, tirando-lhe as
imperfeições.
Os espíritas precisam se unir
para a grande jornada da renovação do Planeta. O Plano Maior está envidando
esforços para a unificação da palavra de Deus no coração da Humanidade.
Lutemos em levar a verdade para o plano físico, não importando se nossas
mensagens serão guardadas no coração dos nossos irmãos. Que Deus nos ampare”
.
(atualizado em 22-09-08) |