Utilizando a Reforma Íntima
"Mas não basta ser
convidado; não basta o nome de cristão, nem sentar-se à mesa para
participar do banquete celeste: é imperioso, antes de tudo e como
condição expressa, ter vestido o traje nupcial, isto é, ter a pureza de
coração e praticar a lei segundo o espírito. (Allan Kardec. O Evangelho
Segundo o Espiritismo. Capítulo XVIII. Muitos os Chamados e Poucos os
Escolhidos.)
A partir de agora, vou utilizar alguns trechos de Ney Pietro Peres, em seu
livro Manual Prático do Espírita. Livro muito interessante do qual pudemos
retirar algumas partes. A que pelo jeito já causa um certo frisson é a que fala
da caderneta.
Mas, para que compreendamos um pouco da maneira de pensar e as abordagens do Ney
Pietro, eis que começamos por um fator interessante: utilizando a Reforma
Íntima. Ele inicia citando a seguinte parábola:
"Mas não basta ser convidado; não basta o nome de cristão, nem sentar-se à
mesa para participar do banquete celeste: é imperioso, antes de tudo e como
condição expressa, ter vestido o traje nupcial, isto é, ter a pureza de coração
e praticar a lei segundo o espírito. Ora, esta lei se acha toda na frase: 'Fora
da caridade não há salvação'. Mas entre todos quantos ouvem a palavra divina,
quão poucos a guardam e a aproveitam! Quão poucos se fazem dignos de entrar nos
planos superiores da espiritualidade! Por isso disse: "Muitos serão chamados e
poucos escolhidos”. (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo
XVIII. Muitos os Chamados e Poucos os Escolhidos. Parábola do Festim de Núpcias,
2.)
Aqui já temos um esboço da maneira franca e direta de pensar deste nosso
companheiro. Não basta estejamos envolvidos com o assunto na maneira de
espectadores ou acompanhantes. É preciso mais do que isso. Será fundamental
nossa interação, seja através das obras, seja através da auto-análise, seja
através do completo aproveitamento daquilo que se nos dizem. Ponto pacífico,
gente, é que se nos é dito que determinado caminho será benéfico, eis que
devemos segui-lo e não apenas contemplá-lo. Conforme um exemplo contido em texto
do site espírito.org, gentilmente ventilado por Marcio e que em breve estará no
site da Momento Fraterno, no tema Reforma Íntima, eis que um cidadão foi ao
médico e, após exames, o médico diagnosticou sua doença. Fez-lhe uma série de
recomendações e prescreveu-lhe um medicamento. Findo o tempo de observação, eis
que o paciente retorna ao hospital ainda com dores, para surpresa do médico que
passa a lhe perguntar se seguiu suas orientações: caminhada – sim; alteração na
alimentação – sim; ingestão da medicação nos horários certos – sim; aumento das
horas de sono – sim. O médico ficou boquiaberto, até que resolveu perguntar algo
meio que óbvio, diante do diagnóstico de cirrose hepática pela ingestão de
bebida alcoólica: parou de beber: Ah, doutor, isso não fiz não!
Oras, gente!! Se a causa da doença era a bebida alcoólica, de nada adianta
manter a bebida como rotina diária, que o trem não sara de jeito nenhum.
Dispensa comentários, né? Mas em nosso caso, nós que buscamos melhorar algo em
nós mesmos, como agir? Cadê o diagnóstico médico daquilo que devemos parar de
ingerir? Ou melhor, cadê o diagnóstico de nossa doença? Na verdade, este
diagnóstico não será feito por ninguém de fora, mas sim por nós mesmos, diante
da auto-análise e da reflexão de nossa conduta diária. Aliás, falar em por
dentro, vejam esta interessante colocação do Ney Pietro:
(...) No processo lento e progressivo da Reforma Intima, vamos realizando
transformações sutis nas estruturas magnéticas do nosso perispírito e ampliando
as potencialidades do nosso espírito.
A libertação dos vícios comuns, como o fumo, o álcool, o jogo, a gula, os abusos
do sexo, realiza uma higienização nessas mesmas estruturas magnéticas do nosso
corpo espiritual, removendo as impregnações densas obstrutoras de energias que
nos consumiam os fluidos vitalizantes mantenedores do nosso equilíbrio orgânico
e espiritual. O nosso campo de energias vitais passa a vibrar com mais
intensidade em todas as suas regiões, exercendo maior ação restauradora da saúde
e do equilíbrio emocional. (item utilizar reforma íntima).
Vejam lá o âmago que nos interessa: melhorar nossa moralidade significa
transformar nosso espírito, como já bem vimos no estudo da escala espírita.
Agora, vejam como tudo é energia e o chamado magnetismo exerce influência.
Conforme vamos nos livrando das cargas negativas, é como uma purificação
energética se processando em nosso perispírito e eis que ele, assim como nós
mesmos, passamos a nos sentir leves e renovados. Aquele trem de ‘peso’ que
sentimos em determinadas pessoas que se aproximam de nós, faz parte dessa
necessidade de renovação e purificação do perispírito. Se nos recordamos que uma
alimentação saudável auxilia o organismo a eliminar toxinas, principalmente pela
ingestão de água em abundância, eis que veremos que em nosso corpo espiritual
também se processarão modificações magnéticas diante da mudança de hábitos e
atitudes.
Imaginem juntar tudo? Alimentação saudável (uma pessoa com boa alimentação repõe
todas as vitaminas necessárias para a perfeita manutenção de suas funções
físicas); prática de exercícios regulares, abandono de determinadas situações
que contribuem para o vício e para os maus hábitos; mínimo de 8horas de sono
diárias (melhora o humor de muita gente); a meditação e oxigenação da mente
diante da percepção dos pensamentos e idéias, excluindo-se as nocivas e, por
fim, a prática da Reforma Íntima. Nossa... Seremos super potencias!!! Vejam o
que mais temos em vista da melhoria da estrutura magnética de nosso perispírito
e percebam que delícia é esta parte:
(...) A disposição saudável, o bem-estar, a calma interior, o ânimo forte
tomam seu lugar em nós, contribuindo para uma completa renovação no nosso
sentir. Libertando-nos dos vícios, deixamos de alimentar as entidades que
usufruíam das mesmas sensações e prazeres, a nós ligadas nos processos de
simbiose e vampirização. Rompemos os laços fluídicos viscosos que nos ligavam a
esses espíritos, presos à nossa animalidade. Em consequência, libertamo-nos
dessas influências perniciosas que nos condicionam aos vícios e nos transmitem
depressão, mal-estar, desânimo, irritação, além de abrir fendas nas regiões dos
campos magnéticos do nosso perispírito, acarretando desequilíbrio e
comprometendo o fluir das energias vitalizantes, abastecedoras do metabolismo
celular orgânico.
Erradicamos, assim, certos distúrbios vibratórios que se estendiam no
perispírito, com imediatos reflexos no funcionamento dos nossos órgãos,
aparelhos e sistemas.(...)
Por mais que o termo nos pareça pesado, incrível como ele se enquadra bem:
vampirismo. Vimos através dos estudos de anjos e demônios, que as entidades
denominadas como demônios, nada mais são do que espíritos que ainda permanecem
no mal e na sua prática. Em se tratando de vampirismo, temos a mesma situação:
são espíritos que se mantêm na necessidade de determinadas práticas próximas da
animalidade e da materialidade, necessitando de retirar de outros estas
emanações ou fluidos. Aliás, mais do que se pensa, esse processo também se dá de
encarnado para encarnado, quando vemos pessoas que sugam outras em seu trabalho,
em seu ombro amigo, nas práticas sexuais e por aí vai.
Bem, a partir do momento que processamos essas renovações, eis que estas
entidades também se afastam, pois já não mais encontram sintonia conosco. O elo
que alimentava essa ligação se perdeu: seja a bebida, o fumo, o sexo, as
vaidades e etc. E, nesse processo de renovação, eis que até determinadas doenças
acabam por se extinguir, pois o mal que as causava foi erradicado. Determinadas
doenças que se curam sem mais nem menos ou que aparecem de repente. Analisemos a
situação e, com muita probabilidade, encontraremos o reflexo em nossas atitudes.
Vejam outra coisa interessante que ocorre com nosso organismo:
(...) A nossa mente é semelhante a um grande dínamo, que movimenta e alimenta
o fabuloso conjunto de pequenos motores elétricos representados pelas células
orgânicas. A mesma ação mental, imprimindo pela vontade as modificações no nosso
comportamento, no modo de ser, controlando conscientemente nossos impulsos,
começa a movimentar e dinamizar campos magnéticos de maior penetração e alcance
na nossa esfera mental. Mudamos aos poucos nossa maneira de pensar, refletindo-a
no agir e, portanto, no relacionamento com o próximo.(...)
Eis a sensação de plenitude ao estarmos de posse de nossos desejos e vontades.
Criamos uma energia e ela se propaga por todo o nosso corpo, alterando uma série
de funções e receptividades. Um estudo aprofundado sobre a pineal, embora seja
bem técnico e um tanto cansativo, é interessante para que compreendamos como se
processa todo esse mecanismo e para que estejamos conscientes dessa grande força
que é a mente. E, como um conjunto, eis que não apenas nós nos modificamos em
termos de mente/corpo/espírito, mas também naquilo que emanamos e,
consequentemente, em nosso relacionamento com o próximo. Todos são beneficiados
e tudo começa em nosso interior!
(...) Em decorrência desse trabalho, naturalmente vamos modificando a nossa
compreensão para com tudo e com todos que nos cercam, os nossos pensamentos se
abrem para os aspectos dignificantes e nobres da nossa existência e passamos a
emitir ondas mentais indutoras do bem, sintonizando com planos vibratórios mais
elevados e colaborando positivamente para a melhoria dos que nos cercam.
As irradiações que partem da nossa região cardíaca, refletindo o nosso sentir,
igualmente vão, de modo progressivo, se ampliando. Passamos a vibrar mais amor,
compreensão, tolerância, o que se transmite em forma de energias renovadoras,
influindo dentro e fora de nós. A somatória das ondas mentais e emocionais
intensificadas no bem compõem o campo colorido e luminoso da nossa aura, que
também se altera em decorrência das nossas transformações interiores.(...)
Estas são aquelas pessoas que todos gostam de ficar perto, porque sentem e
recebem boas coisas. E como é gostoso, não? Paz, tranqüilidade e harmonia se
fazem presentes mesmo nos momentos de dificuldade e dor. Para quem pôde
desfrutar, imaginem como devia ser delicioso estar ao lado de Francisco Xavier!
E quantos não deviam também tentar ‘sugar’ dessa energia para si. O mesmo ocorre
no momento do passe e das emanações que fazemos. Elas não terminam, mas
enfraquecem o médium. O cansaço se faz presente, necessitando que reparemos
nossa própria condição física. Eis a vida regrada, a boa alimentação e o sono
fazendo a diferença novamente. A mente harmoniosa e em equilíbrio também é
excelente repositor, pois que a comunicação com o plano espiritual se faz sem
barreiras. Na sequência temos que:
(...) Tecemos, assim, o halo magnético, envoltório ao nosso espírito, a aura
de que nos fala André Luiz, pelo nosso próprio esforço em renovação constante.
Criamos um campo vibratório de maior intensidade e alcance, à semelhança de uma
cortina vibratória protetora, que precisa ser mantida com a nossa vigilância,
auxiliando a nossa evolução nesse contínuo esforço de aperfeiçoamento.(...)
Viram o detalhe: precisa ser mantida com a nossa vigilância, auxiliando a nossa
evolução nesse contínuo esforço de aperfeiçoamento. Não tem mágica. Fez uma vez
e é para todo o sempre. Necessário que cultivemos que fortaleçamos que estejamos
continuamente nesse empenho e nesse esforço. Por isso:
(...)As emissões de amor no serviço ao próximo, nas obras assistenciais, na
tarefa mediúnica, na doação de energias fluido-dinâmicas, nas explanações
evangélicas, na orientação à criança, no amparo ao velho, são as oportunidades
que temos de exercitar e ampliar as nossas possibilidades, solidificando o
trabalho de Reforma Intima.(...)
Viram quantas oportunidades de bem servir? Vejam mais:
(...) Reforma Intima sem serviço cristão é obra interrompida que parou nos
alicerces. O trabalho que se inicia no íntimo das criaturas transborda
espontaneamente para o exterior como consequência natural da sua continuidade e
ampliação. André Luiz também nos esclarece que as irradiações emitidas, nas
ocasiões em que as dores profundas nos atingem e são recebidas com resignação,
realizam efeitos transformadores no nosso espírito. (...)
Duas coisas importantíssimas. Primeiro é aquele exemplo do terreno que foi
carpido, em que foram retirados troncos e pedras, onde podemos encontrar a
superfície limpa e prontinha para o cultivo. Se assim não procedermos, nossa
tarefa será perdida. O Sol será inclemente, as sementes das ervas daninhas virão
com o tempo e eis que nossa obra será vasto campo desperdiçado ante a
produtividade.
A segunda coisa que vale a pena se enfatize é aquilo que sempre salientamos: a
resignação. Mesmo nesta hora emanamos energias e vibrações e elas poderão nos
ser benéficas ou destrutivas. A compreensão e verdadeira aceitação da situação
haverá de nos proporcionar a paz necessária e isto virá de dentro para fora.
Será aquele momento em que as pessoas se surpreenderão com nossas atitudes em
que estamos consolando ao invés de sermos consolados. Não se enganem com uma
coisa: vai doer. Continuará doendo, mas muito provavelmente a dimensão da dor
será menor, assim como seu impacto em nós, pois não estaremos abandonados tais
quais folhas ao vento.
Ontem (16-02-09), na leitura do evangelho foi-nos dito isso: marchemos sempre.
Ontem, hoje e amanhã; façamos continuamente. E assim se dará com todas as
situações. Reforma íntima a todo instante, resignação verdadeira ante a todas
situações. Nem sempre é fácil. Tem momentos em que nos vemos envolvidos pelas
torpezas e maldades alheias, pela mesquinharia e por coisas que não
necessitariam existir e que são inesperadas, principalmente quando oriundas de
pessoas que alardeiam sua condição cristã. Mas, a cada qual segundo suas obras.
E as obras que queremos realizar são obras de renovação e depuração. E vão doer,
de alguma maneira vão doer, porque teremos de abrir mão de posições cômodas e
até então conhecidíssimas, mas que estavam gerando resultados péssimos.
A postura de renovação frente à vida também trará dores, mas serão dores ínfimas
e com término visível, diferente do que as dores e sofrimentos que se arrastam
em nosso vier, parecendo não ter mais fim. Aliás, existirão aqueles que tentarão
nos provar, como que virando a faca em nossa ferida, mas devemos percebê-los até
como criaturas que nos auxiliarão a encontrar nosso intento com maior brevidade.
Mas por favor, não vão saindo por aí dando a cara à tapa. Sem permissividade ou
estagnação, ok? Outra coisa gostosa proporcionada por este quadro que pintamos
desde o início dos estudos:
(...) As mudanças que vamos realizando interiormente vão assim transformando
nosso campo de radiações, que passa a refletir as vibrações do íntimo do nosso
espírito, nos indumentando magneticamente da "veste nupcial" de que nos fala a
parábola das Bodas, condição de que precisamos estar revestidos para adentrar a
Espiritualidade Superior.(...)
Estaremos aptos a freqüentar o banquete da parábola Festim das Núpcias, citado
no início deste encontro. E muitos devem estar se questionando: puxa, tão fácil
com tudo escrito á nossa frente, com o apoio de quem já viveu a situação e com o
direcionamento daqueles que conhecem o caminho. Mas e quando eu desligo o micro
e me vejo sozinho ou sozinha nas tribulações diárias, como fazer?
É importante que lembremos de que nunca estamos sós. Isso é ponto pacífico e
precisamos ter a consciência disso. Outra coisa que temos aprendido no decorrer
de nossa vida é que em muitos momentos era melhor termos nos calado. Quantas
vezes falamos algo e nos arrependemos, quantas vezes nosso desabafo é mal
compreendido e quantas vezes somos influenciados pelos pensamentos alheios? É
quase como uma terapia. Existe aquela que fazemos em grupo, mas existem os
momentos que são apenas nossos. Para este momento só nosso, uma grande
ferramenta é a tal da caderneta.
Ela é uma auto-avaliação periódica, mas que estará palpável e visível, pois
faremos por escrito. Teremos anotações e dados inseridos de maneira constante,
profunda e sincera. Não precisaremos ter medo, pois estará entre nós e o papel,
salvo tenha algum bisbilhoteiro em casa. Se assim for, melhor alugar uma
caixinha no cofre do banco. Ouçam:
(...) "Por que sinais se pode reconhecer no homem o progresso real que deve
elevar o seu Espírito na hierarquia espírita?
— O Espírito prova a sua elevação quando todos os atos da sua vida corpórea
constituem a prática da lei de Deus, e quando compreende por antecipação a vida
espiritual". (Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Pergunta 918.)
(...) No nosso trabalho de transformação íntima podemos resumir o seu seguimento
nas seguintes etapas:
AUTO-ANÁLISE: o conhecimento de nós mesmos — diagnóstico íntimo progressivo.
AUTO-OBSERVAÇÃO: o trabalho de aprofundamento detalhado do que queremos mudar -
contagem, registro e programação. Essa é a parte ansiosamente esperada!
AUTO-APRIMORAMENTO: trabalho efetivo de transformação íntima — substituição de
defeitos por virtudes.
AUTO-AVALIAÇÃO: verificação dos resultados — aferição de esforços,
reciclagem.(...)
Quatro etapas que precisam ser observadas com seriedade, disciplina e ordem.
Quatro etapas que haverão de interagir entre si e tornar-se-ão simples e
corriqueiras ao passo que forem praticadas. Temos mais:
(...) André Luiz, no livro Opinião Espírita (Capítulo 1. Examinemos a nós
Mesmos. Ed. CEC.), diz-nos que “O dever do espírita-cristão é tornar-se
progressivamente melhor". Desse modo, acrescenta: "Útil, assim, verificar, de
quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação
íntima". E ainda enfatiza: "Espírita que não progride durante três anos
sucessivos, permanece estacionário".
Interessante observar isso. Três anos consecutivos sem progresso é sinônimo de
estacionamento. De paralisação. E, com tantas oportunidades que nos são
ofertadas diariamente, a todo instante até, permanecer mais de 1000 dias sem
fazer um progresso é terrificante. É quase como apagar nossa luz. Olhem-se no
espelho. Só para começar. Olhem atentamente e percebam como anda a vossa
aparência. Olhem os olhos, esmiúcem, busquem em profundidade.
Exposto em
17-02-09 por Fiorell@!