Doar sangue, fazer o cadastramento para doação de medula Óssea e destinar os órgãos ao próximo, após nossa morte, são gestos de caridade. Confira mais informações em nosso Site Doar de Si nos links abaixo.
 

Início

Estudos

Textos

Oratório

Paltalk

Quem Somos

Links

Informativo Doar de Si Site Irmão Site Irmã

 

 

Separação da alma e do corpo; quando podemos doar.

"Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu" (Mt 16, 19)

Nosso tema TRANSPLANTES versará por alguns sub-temas de grande importância e de alguma correlação com o principal, trazendo também informações e detalhes que ainda desconhecemos sob muitos ângulos da matéria. Dentre eles teremos transfusão de sangue e transplante de medula óssea, doação de órgãos e células tronco ou embrionárias.

É um tema muito rico, interessante e de grande necessidade em nossos dias atuais. Vamos tentar compreender a visão espírita em determinadas situações (e as interpretações diversas que são dadas a um mesmo ponto) e, com o apanhado geral, espero que cada um possa formar a sua própria opinião acerca dos assuntos.

Não temos a pretensão de dar nenhuma resposta mágica, mas fizemos estudos bem abrangentes, buscando entender as várias faces destes temas que, a princípio teriam algo de tão simples: morreu acabou, mas que despertam muitas questões, inclusive de foro íntimo.

Para adentrarmos aos estudos, escolhemos uma questão do Livro dos Espíritos, a de número 154:

154. A separação da alma e do corpo é dolorosa?
Resp.: Não; o corpo, freqüentemente sofre mais durante a vida que no momento da morte; neste, a alma nada sente. Os sofrimentos que às vezes se provam no momento da morte são um prazer para o Espírito, que vê chegar o fim de seu exílio.
Na morte natural que se verifica pelo esgotamento da vitalidade orgânica, em conseqüência da idade, o homem deixa a vida sem o perceber: é uma lâmpada que se apaga por falta de energia.


Interessante observarmos neste ponto, que a espiritualidade nos diz que o Espírito, ao contrário daquilo que imaginamos, se vê aliviado do fardo que carrega, ou seja seu próprio corpo. Para ele é um momento de libertação e de desprendimento.

E eis a grande questão que ronda nossa mente: desprendimento? Como será que poderemos deixar nosso corpo físico sem o devido desprendimento? Que será desprendimento nesta situação?

Vamos analisar a questão seguinte:

155- Como se opera a separação da alma e do corpo?
Resp.: Desligando-se os liames que a retinham ela se desprende.


Parece simples, não? Se desligarmos, por exemplo, um fio da tomada será o equivalente a dizer que o espírito está livre do corpo, como o aparelho elétrico estaria livre da corrente que o alimenta? Não tão simples assim como sugere este exemplo. Como podemos ver na seqüência do próprio Livro dos Espíritos, o espírito durante a vida está ligado ao corpo pelo perispírito também conhecido como envoltório material.

Para as pessoas mais ligadas á matéria e à sensualidade, o desprendimento é muito mais demorado, podendo levar dias, semanas e até meses, sem que isso sugira que ainda existe vida no corpo. Pelo contrário, por vezes, tamanha é a ligação do espírito à matéria, que ele se vê em seu próprio corpo sendo decomposto. Um sofrimento inenarrável e que, em muitos momentos, é a porta para que obsessores tirem a sua lasquinha de vingança.

Estes liames a que se referiu a espiritualidade, são os mesmos que nos mantém ligados ao corpo, por exemplo, durante a hora de sono em que nosso espírito se separa do corpo e mantém-se a ele ligado por finíssimo fio prata (para alguns existem outras definições e aparências para este fio). É por onde percorrerem os fluidos perispirituais que ligam espírito e corpo.

Na obra O Céu e o Inferno, temos lá na parte segunda, Capítulo I , O PASSAMENTO. Quando formos analisar o referido capítulo, teremos em mãos excelentes referências acerca das maneiras como o espírito se liberta do corpo, na hora do passamento ou da morte. O que nos chama a atenção, está ligado ao 4º item da questão 5 e que vem ao encontro daquilo que dissemos acima:

4º- Se a pós a cessão completa da vida orgânica existirem ainda numerosos pontos de contacto entre o corpo e perispírito, a alma poderá ressentir-se dos efeitos da decomposição do corpo, até que o laço inteiramente se desfaça. Daí resulta que o sofrimento que acompanha a morte está subordinado à força adesiva que une o corpo ao perispírito(...)

Talvez vocês estejam se recordando um pouco daquilo que estudamos no Tema Sexo na Internet e estejam compreendendo porque o abordamos de forma tão abrangente. Lembram-se daquele nosso irmãozinho, cuja manifestação se deu através de invocação feita em Paris e utilizada como exemplo na Revista Espírita de como se processa esse apego à matéria?

Este irmão denominado como Gastrônomo, possuía fortes laços ligados á alimentação e aos prazeres que dela advinha; não possuía maldade e muito menos vontade de conhecer acerca das coisas de Deus. Este irmão, embora no Plano Espiritual, ainda não estava vivendo a verdadeira vida espiritual.

Essa ligação acentuada com a matéria, pode ter sido, segundo lemos e estudamos nestas duas obras supra citadas, motivo de suplício para seu espírito ao se aperceber da morte. Imaginem casos, por exemplo, de pessoas que são perseguidas de perto por seus obsessores e que não estão ligadas à espiritualidade por pensamento ou laço algum.

São as chamadas visões de leito de morte. Em que o moribundo, cerca de 24horas antes de desencarnar, diz ter visto próximo a si alguém da família que já se foi, ou luzes, ou braços amorosos a se estenderem convidativos e, na pior das hipóteses, seus verdugos que o esperam com avidez.

Neste ponto, podemos conjecturar que existem várias formas de morte ou desencarne ou passamento. E, justamente baseados nestas formas, mas sobretudo na moralidade da criatura quando encarnada, é que podemos ter uma visão geral de como se processou tal passagem.

Antes de vir à mim, vai e reconcilia-te com teus inimigos – lembram-se dessa frase de Jesus? Pois é, quanta gente, no leito de morte se arrepende sinceramente de coisas que praticou, de atos que exerceu ou de atitudes a que se prestou? Pede o perdão ás criaturas a quem molestou e, sobretudo, pede perdão a si mesmo. E são, freqüentemente, vistos à beira do túmulo com uma expressão de leveza no rosto, até um quase sorriso a se desenhar, potencializando assim a expressão serena da face, reflexo da serenidade do seu espírito no derradeiro momento.

Por outro lado, não podemos nos esquecer de quão deliciosa deve ser a passagem de quem se encontra, ainda que envolto por enfermidades cruéis, mas que desprendido da matéria. Nestes casos, em que o corpo acolheu ápices de dor e desgaste em decorrência da doença, o espírito se vai desligando de forma suave. Quem já passou por alguma situação similar, em que o parente ou ser amado esteve acamado por um período longo em dolorosa decomposição, compreende isso.

Minha mãe morreu em 30 dias, após ser hospitalizada. Creio que estes 30 dias foram os mais longos que ela poderia ter sequer imaginado em sua vida. Porém, foram momentos únicos entre ela, meu irmão e eu. Assim o é com todos nós. Aquele ser que está em grande suplício em um hospital ou que, muitas vezes é mandado de volta para casa, pois mais nada se tem a fazer, está percorrendo sublime momento redentor ao seu espírito.

Abençoados são aqueles que compreendem tais momentos e não nutrem a revolta ou a comiseração egoísta. Abençoados são aqueles espíritos que recebem nossas preces e orações e que, nos momentos em que se encontram prestes a fazer o passamento, podem contar com o nosso perdão, a nossa compreensão e o nosso devotamento sincero. Se esta oportunidade se fizer na vida de cada um de vocês, peço-lhes de coração: não a deixem passar!!

Usem deste momento divino de redenção e de refazimento dos laços. Estaremos exercendo as palavras do Mestre e proporcionando-nos, assim como ao desencarnante, a paz de espírito necessária. Façamos por amor e não apenas para dizer: minha parte eu fiz. Sentiremos em nosso âmago a plenitude; sentiremos em nosso íntimo o dever retamente cumprindo.

A morte natural, de certa maneira foi abordada mais acima em suas duas características. Desprendendo-se de forma natural ou através das doenças a que somos acometidos. A morte daqueles que são apegados á matéria também pudemos perceber como se desenha. Temos agora, como enfoque, a morte de forma violenta.

Esta forma de morte, em termos de estudo das sensações do espírito, é muito interessante segundo temos assinalado na Obra o Céu e o Inferno. Trata-se de um estado dúbio, em que o espírito se vê aturdido por tamanha, chocante e repentina situação. Existem variadas e infinitas possibilidades do que pode ocorrer com o espírito nessa situação.

Elas vão desde o conhecimento espiritual da criatura e o seu real progresso espiritual (lembrando sempre e infinitamente que conhecimento elevado não significa moralidade elevada) até a purificação adquirida com estas experiências. Existem pessoas de grande coração, ou seja, caridosas de forma imensamente bella, mas que guardam em seu íntimo reminiscências inferiores ligadas ao apego, posse e tantas outras coisas.

Comovente é a situação que envolve os irmãos que praticaram o suicídio. Estes, em muitos casos, permanecem anos à fio sofrendo e revivendo os momentos cruciais do desencarne, pois a ligação não se processa: o perispírito permanece ligado ao corpo em todas as suas fibras, ocasionando sofrimentos imensuráveis. Nossa maior e melhor atitude será sempre, antes de abrirmos nossa boca para julgarmos qualquer coisa pertinente ao estado ou situação, a de emitir uma oração sincera por este irmão. Já nos foi sugerido o tema suicídio para os dias de estudos da terça-feira e, conforme vi sendo feito lá na Momento, por sugestão da Marisa, antes de terminar os estudos de hoje, passarei para vocês alguns temas propostos, para que possamos juntos, escolher qual será o próximo. Mas não achem que este aqui vai se encerrar antes de uma semana ou duas, ta?

Por estas breves pinceladas que demos acerca dos diferentes estados que podemos observar através da morte e suas repercussões, podemos apreender, basicamente que, o sofrimento é tanto maior quanto mais demorado se processa o desligamento e, o desligamento se processa mais lentamente em razão do retardamento moral do Espírito. Quanto mais espiritualizado e desprendido da matéria, mais facilmente haverá de se processar o desligamento e a sua real função: a de que nos vejamos libertos do corpo físico e possamos voltar à Pátria Espiritual, nossa verdadeira morada.

Uma questão que se faz necessária enfatizemos, relacionada ao espírita sério e também encontrada no Livro O Céu e o Inferno, trata do fato de que existem diferenças entre aquilo que cremos, compreendemos e raciocinamos. Esse exercício é praticado diariamente e em muitos momentos de nosso viver.

À medida que vamos tomando contato com o conhecimento acerca do mundo espiritual e da continuidade da vida; ao passo que vamos sentindo em nós essa verdade; de acordo com o que vamos compreendendo em sua grande profundidade, eis que se nos são ofertadas oportunidades inconstantes de praticarmos este desligamento de forma constante e diária.

Já vimos isso em estudos anteriores e aonde Kardec nos diz que o verdadeiro espírita, ao se deparar com a grandeza e enormidade do mundo espiritual, ao se deparar com a imensidão daquilo que ainda o aguarda, passa a ter atitudes cada vez mais desprendidas e elevadas, notando o quão ínfima é esta passagem pela matéria.

Bom quando buscamos o tema transplante diante da medicina, vemos algumas informações que se fazem necessárias sejam trazidas a estes estudos. Marcio nos enviou um apanhado interessante que fala de forma resumida sobre o assunto e que vamos colocar no site, pois é em forma de cartilha, mas te agradecemos a colaboração, Marcio.

Vamos abordar duas questões ante a visão médico material e retornaremos para a parte da Doutrina para compreendê-las. A primeira questão que nos vêem à mente é a de:

QUANDO PODEMOS DOAR:

Resp.: A doação de órgãos como rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida. Em geral, nos tornamos doadores em situação de morte encefálica e quando a nossa família autoriza a retirada dos órgãos.

Diante desta pergunta, podemos perceber a importância da próxima. Primeiro, que algumas partes de nosso corpo como rim e fígado, já podem ser doados em vida, sem que tenhamos maiores prejuízos. O mesmo se dá com a medula óssea. Vamos abordá-la mais adiante e esmiuçá-la um pouco mais.

Existem alguns momentos em que não podemos exercer este ato, ou seja, não podem ser considerados doadores pessoas portadoras de doenças infecciosas incuráveis, câncer ou doenças que pela sua evolução tenham comprometido o estado do órgão. Os portadores de neoplasias primárias do sistema nervoso central podem ser doadores de órgãos. E, interessante, também não podem ser doadores: pessoas sem documentos de identidade e menores de 21 anos sem a expressa autorização dos responsáveis.

Em termos de rins, ao afirmar-se a possibilidade de doação de um dos rins, temos como fato médico que um rim sadio pode exercer a função que compete a dois. Existem algumas sobrecargas, mas ainda é melhor que realizar hemodiálise, que o diga quem tem problemas nos rins. A pessoa que doa em vida, fica hospitalizada em torno de uma semana em se tratando dos rins.

Quando falamos de doadores com morte encefálica, queremos dizer que são pessoas que passam pela chamada parada definitiva e irreversível do encéfalo (cérebro e tronco cerebral), provocando em poucos minutos a falência de todo o organismo. É a morte propriamente dita. No diagnóstico de morte encefálica, primeiro são feitos testes neurológicos clínicos, os quais são repetidos seis horas após. Depois dessas avaliações, é realizado um exame complementar (um eletroencefalograma ou uma arteriografia).

Bom, diante destas duas perguntas, temos dois fatos relacionados à Doutrina Espírita e que despertam a curiosidade de seus adeptos. Vou me servir de uma entrevista de Eurípides Küll para enfatizá-los. No que diz respeito á morte encefálica, como vimos, momento em que a pessoa é dada como oficialmente morta pela medicina terrena, temos esta passagem que pode ser trazida como compreensível neste tocante:

- Questão 156: “Há casos em que há sangue nas veias, mas não há vida”; essa informação, promanada em 1857, diz de situação que talvez possamos configurar tanto como a morte encefálica quanto a morte cerebral, diagnósticos estes, cuja precisão só seria alcançada no crepúsculo do século XX. Em tal estado, muito mais delicado do que um coma é de se supor que o perispírito ou já está desligado ou em avançado processo de desate do corpo físico; numa ou noutra situação, a dor física estará ausente de qualquer injúria somática — extirpação de um órgão, por exemplo —, eis que o cérebro, então inapelável e definitivamente “desativado”, já não capta mais nenhuma mensagem “de dor” emitida pelo sistema nervoso central.

Este pode e deve ser nosso ponto de partida para o pensamento referente á doação. Não existe conseqüência ao nosso corpo espiritual, neste momento, quando da retirada dos órgãos. Vale lembrar, claro, da introdução que fizemos e que vimos os diferentes desprendimentos que podem ocorrer entre espírito e corpo, relacionados á maior ou menor moralidade da criatura.

Esta é justamente aquela parte que nos falava, em o Céu e o Inferno, sobre o espírita sério que busca mais do que crer, compreender! Compreendamos, de forma serena, que os laços estarão desfeitos e que não haverá prejuízo ao espírito esta doação, pelo contrário, empréstimo divino nos foi o corpo, nada mais fraterno do que, na medida do possível, repassá-lo aos de que dele possam necessitar, dentro do que a medicina terrena já nos permite. Servindo-me das palavras de Eurípides Küll, podemos ouvir:

Assim, doar órgãos é ato de amor, complementar aos que tenham sido realizados em vida. Só benefício trará a quem o faça. A Lei Divina de Ação e Reação, de ação automática e permanente, muito beneficiará o doador, além do que, o beneficiado (e seu Anjo Guardião), seus parentes, amigos e a própria equipe médica envolvida, estarão todos direcionando a ele, doador, vibrações positivas, em preces de gratidão. Para o doador desencarnado isso é bênção incomparável.

São inúmeras mensagens que ouvimos e lemos sobre a corrente do bem, por exemplo. O desencarne, em muitos momentos, nos traz dor e sofrimento, em muitas situações, o desencarnante está mais do que nunca, necessitando de preces, assim como seus familiares. Já imaginaram a corrente de amor e fraternidade que se forma em torno destes familiares?

É como se o doador continuasse vivo em quem recebe o transplante e é este sentimento de gratidão que faz com que a fraternidade e o amor se perpetue. Claro, existem pessoas que carregam sentimentos diversos, mas em essência, todo ser humano haverá de se sensibilizar e solidarizar diante desta situação.

 

Exposição: Fiorell@!

 

 
 

 

 

Ao nos depararmos sem nossos órgãos já na espiritualidade

"Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu" (Mt 16, 19).

Em nosso primeiro encontro sobre transplantes, tomamos ciência de que este tema haverá de envolver outros sub-temas e assuntos correlacionados, de grande interesse para todos nós. Os sub-temas são: transfusão de sangue e transplante de medula óssea, doação de órgãos e células tronco ou embrionárias.

Abordamos sobre a morte e algumas das formas como ocorrem e como se comporta o espírito nestes casos. Ou seja, mortes violentas, por esgotamento dos fluidos vitais, por doenças e as maneiras que cada ser pode se sentir no momento do passamento, principalmente se notarmos seu apego á matéria.

Ao abordarmos no encontro passado que o instante da morte se dá a partir do momento em que se nota a morte encefálica (total e irreversível parada do cérebro), lembramos que este é um assunto polêmico mesmo dentro dos meios médicos, pois existe a chamada morte clínica, ou seja, quando o coração pára de bater.

A primeira, a morte cerebral, pode se dar sem que se dê a segunda e, levando-se em conta de quem são os possíveis doadores de órgãos, ou seja, aqueles que estão capacitados para a doação, e quando pensamos em órgãos vitais como o coração e o fígado, podemos compreender que possa ocorrer um tipo de eutanásia, ou seja, estes órgãos em muitos casos, se devidamente mantidos por máquinas, podem ter uma sobrevida de dias, semanas até.

Pode parecer uma questão assustadora e aterradora, mas lembro-lhes daquilo que ouvimos e que está contido no Céu e o Inferno: o espírita sério, mais do que saber, procura compreender aquilo que lhe chega. Compreendamos que, em muitos momentos, não será aquilo que for feito de nosso corpo após a morte o fato que haverá de nos dar problemas, mas sim, aquilo que fizemos no decorrer de toda nossa existência terrena.

Inclusive, neste ponto, pego uma deixa contida no site Momento Espírita, que cita o exemplo de um homem-bomba, que morre ao detonar os explosivos atados ao seu próprio corpo. Que será dele? Que acontecerá com seu perispírito neste momento? Qual a diferença entre o reflexo no espírito e o reflexo no perispírito?

O Espírito é eterno e é ele quem guarda toda a influência sobre o perispírito, ou seja, será ele quem irá ‘plasmar’ o novo corpo na espiritualidade. Allan Kardec, no livro Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas nos diz: “O perispírito pode tomar todas as formas à vontade do Espírito; ordinariamente ele assume a imagem que este tinha em sua última existência corporal”.

O homem bomba realizou além do suicídio, praticamente a cremação de seu próprio corpo, não é mesmo? E o que deve nos preocupar mais: o que acontecerá com seu espírito ou com seu perispírito? Quais os reflexos que poderão chegar nestes dois casos?

Nós temos aquilo que foi visto e que envolve um suicida, ou seja, o sofrimento será atroz e por um longo período, salvo raras exceções se é que elas realmente existem. Um segundo caso, poderia ser o de uma pessoa que além de ser doador teve também seu corpo cremado, mas com o devido espaço de tempo aguardado.

E eis a afirmação coerente que encontramos como resposta: as pessoas dão mais importância ao perispírito do que ao Espírito. Pensam que ao ‘acordarem’ no Plano Espiritual, estarão sem a parte doada do corpo e sem as partes queimadas ou cremadas, por isso temem o ato.

E questão que se faz importante que fique bem clara em nossa mente, é a que se segue: Se você realmente acredita que vai acordar no plano Espiritual sem partes de seu corpo, não deve doar, pois o problema não está no perispírito, mas no Espírito, e realmente você poderá plasmar esta situação na espiritualidade.

Não podemos nos esquecer de fato semelhante á doação de órgãos é a de pessoas que amputaram membros do corpo. Na questão 257 do Livro dos Espíritos, Ensaio Teórico sobre a sensação nos Espíritos, nós temos enfatizado que: (...) Todos sabem que as pessoas que sofreram amputações sentem dor no membro que não mais existe. Seguramente não é esse membro a sede, nem o ponto de partida da dor: o cérebro conservou a impressão, eis tudo (...).

Este Ensaio Teórico nos traz informações importantíssimas sobre as chamadas dores e sensações do Espírito quando presente na espiritualidade. Eles concluem que: (...) O corpo durante a vida, recebe as impressões exteriores e as transmite ao Espírito por intermédio do perispírito, que constitui, provavelmente, o que se costuma chamar de fluido nervoso. O corpo estando morto, não sente mais nada, porque não possui Espírito nem perispírito(...)

Fato este que atesta a favor da doação para a aqueles que tem a dor no perispírito. Não existem essas sensações corporais, existem sim as sensações gravadas no Espírito. Aliás, exemplo interessante que se vê sobre essa diferença, está no do suicida que diz estar sentindo as dores de ter seu corpo roído por vermes. Oras, enquanto vivo ele não foi roído por vermes, então essa lembrança não faz parte de nada gravado em seu ser.

Neste caso em específico é justamente o exemplo que vimos do Espírito ainda preso á materialidade e fato comum em se tratando de suicidas. Finalizando essa questão das sensações do Espírito e do perispírito, temos a enfatizar apenas a passagem desta mesma questão 257 em que a espiritualidade nos esclarece: (...) Ao dizer que os Espíritos são inacessíveis às impressões da nossa matéria, queremos falar dos Espíritos mais elevados, cujo envoltório eterizado não encontra termos de comparação na Terra.(...)

(...)Não se dá o mesmo com aquele cujo perispírito é mais denso, pois ele percebe os nossos sons e sente os nossos odores, mas não por uma parte determinada de seu organismo como quando vivo(...)


É aquilo que dissemos já, mas de forma comprobatória dentro dos alicerces da Codificação, ou seja, palavras da espiritualidade e de forma conclusiva diante daquilo que estão ensinando e trazendo do plano espiritual no Livro dos Espíritos.

Existe uma psicografia de Chico Xavier de 05.Abr.85 em que ele nos traz uma mensagem vinda do Espírito de um jovem cuja irmã autorizara o aproveitamento do coração dele: narrou esse Espírito que assim que foi dado como “clinicamente morto” pelos médicos cirurgiões teria sentido uma dor muito grande, mas logo foi amparado por outros Espíritos amigos com magnetismo curativo e a dor desapareceu. Soube, mais tarde, que houvera “doado” o coração a um homem que necessitava urgentemente desse transplante. Sentiu-se então satisfeito e agradecido, notando, inclusive, que no seu peito (perispiritual) o coração pulsava forte e robusto!

Emmanuel através de psicografia de Chico nos traz o seguinte comentário: ” A medicina do futuro terá de ser eminentemente espiritual, posição difícil de ser atualmente alcançada, em razão da febre maldita do ouro; mas os apóstolos dessas realidades grandiosas não tardarão a surgir nos horizontes acadêmicos do mundo, testemunhando o novo ciclo evolutivo da Humanidade.”

Esta passagem de Emmanuel nos faz perceber que tudo o que ocorre em nosso corpo é reflexo de nosso Espírito. Seja na fragilidade com que cuidamos de nós e abrimos as portas das doenças ao nosso corpo físico, seja no pretérito em que causamos atos que corromperam o equilíbrio do perispírito e, em conseqüência, de nosso corpo físico”.

Gostaríamos de recordar a contribuição de nosso companheiro de estudos, Oberdhan, ao citar a questão 165 do Livro dos Espíritos, contida no capítulo III - Retorno da vida corpórea a espiritual. Embora não a tenhamos esmiuçado durante os estudos, gostaríamos de enfatizar que este capítulo é de grande importância para que compreendamos um pouco mais acerca desta transformação que ocorre conosco, ou seja, a saída do corpo físico para o retorno á pátria Espiritual. Em breve teremos a oportunidade de estudarmos estas questões, aos sábados, mas fica a referência muito bem colocada pelo companheiro.

Em outro momento, quando falávamos sobre a real necessidade de buscarmos determinados tipos de tratamentos e curas, abordando inclusive, as espirituais ou realizadas em Casas Espíritas, Oberdhan também nos recordou de uma importante Lei - a do progresso. E, inserida nesta lei está a questão 799 à qual convido a todos para lerem com atenção. Citá-la-ei, por ser menor e distante de nossa programação de estudos, mas igualmente importante quando observamos o contexto evolutivo e de auto-preservação que aprendemos com a Doutrina Espírita:

799. De que maneira o Espiritismo pode contribuir para o progresso?

Resp.: Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, ele faz os homens compreenderem onde está o seu verdadeiro interesse. A vida futura, não estando mais velada pela dúvida, o homem compreenderá melhor que pode assegurar o seu futuro através do presente. Destruindo os preconceitos de seita, casta e de cor ele ensina aos homens a grande solidariedade que os deve unir como irmãos.

Te somos gratos, Oberdhan. 
 

Exposição: Fiorell@!

 

 
 

 

 

Cremação e estados na erraticidade

"Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu" (Mt 16, 19).

Retrocedendo um tisco no aspecto cremação, encontrei nesta semana uma palestra de Bismael B. Moraes e quero comentá-la, além é claro, de colocá-la na íntegra em nosso site.

Neste endereço encontrei a raiz de muitos estudos que circulam pela Internet tratando sobre cremação e a ótica espírita e não posso me furtar a repassá-lo a vocês, pois creio que o estudo realizado por esta criatura, no que diz respeito a abrangência com que se deu e a fidelidade ás fontes pesquisadas, merece ser repassado na íntegra, analisado com profundo respeito e, se repassado, feito citando-se as fontes. Acesse aqui: ASPECTOS LEGAIS  E ESPÍRITAS DA CREMAÇÃO.

Atitude que tentarei tomar doravante, embora envolva uma sistemática que ainda não possuo quando realizo estes estudos.  Mas, ao ler todo o estudo, compreendi que as fontes são necessárias. Já vi um par de estudos na net que são cola deste aqui (presumo isso dada a superficialidade com que o autor enfoca certas passagens) e sequer citam a fonte. É trabalhoso, mas sinal de respeito ao próximo. Se eu não fizer, me cobrem, por favor.

E eu já havia percebido, no estudo anterior, que eu simplesmente não tinha tratado do assunto cremação com maior ênfase, tanto que fizemos alguns comentários no início do encontro anterior e eu pedi para que deixássemos para mais adiante, pois havia inserido este tema no contexto do estudo. Mas nosso horário parece que encolheu, então eis que o enfoque à cremação surge neste momento.

É delicado e requer muita atenção. Embora para quem pensa em ser doador isso aparentemente não faça diferença alguma, ou seja, o ato de cremar ou não cremar, é também um fato que preocupa algumas pessoas e que merece nossa atenção, pois possuem alguns detalhes importantes a serem conhecidos.

Algumas pessoas temem a cremação justamente por tudo aquilo que vimos até então, ou seja, temem ainda estar ligadas á matéria no momento da mesma e é isso que gostaríamos de enfatizar:

Se o Espírito estiver ligado ao corpo não sofrerá dores, porque o cadáver não transmite sensações ao Espírito, mas obviamente experimentará impressões extremamente desagradáveis, além do trauma decorrente de um desligamento violento e extemporâneo.

Emmanuel, no livro "O Consolador", psicografia de Francisco Cândido Xavier, nos diz: (...) Na cremação, faz-se mister exercer a piedade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o ato de destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo, onde se extinguiu o "tônus vital", nas primeiras horas seqüentes ao desenlace, em vista dos fluídos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material.(...)

O próprio Chico, em entrevista na extinta televisão Tupi, em 1971, transmite nova informação de Emmanuel (Consta do Livro "CHICO XAVIER - DOS HIPPIES AOS PROBLEMAS DO MUNDO", cap. 18.): Deve-se esperar pelo menos setenta e duas horas para a cremação, tempo suficiente, ao que parece, para o desligamento, ressalvadas as exceções envolvendo suicidas ou pessoas muito presas aos vícios e aos interesses humanos.

Foi onde Guerrero nos falou do Cemitério da Vila Alpina, aqui em SP, que faz a cremação e que está dentro deste trâmite de tempo e aonde eu complemento: “Nos fornos crematórios de São Paulo espera-se o prazo legal de vinte e quatro horas. Não obstante, o regulamento permite que o cadáver permaneça em câmara frigorífica pelo tempo que a família desejar. Espíritas costumam pedir três dias. Há quem peça sete dias.”

Simonetti em seu livro QUEM TEM MEDO DA MORTE? Nos lembra do seguinte: “Importante reconhecer, todavia, que muito mais importante que semelhantes cuidados seria cultivarmos uma existência equilibrada, marcada pelo esforço da auto-renovação e da prática do Bem, a fim de que, em qualquer circunstância de nossa morte, libertemos-nos prontamente, sem traumas, sem preocupação com o destino de nosso corpo.”

Dados que nem sempre ficamos ao par, principalmente na hora derradeira e que nem sequer levamos em conta. A cremação não é coisa inventada em nossos dias, pelo contrário, ela ocorre desde a antiguidade e, em muitos momentos, foi tida como sinal de status, quando era aplicada aos soldados Romanos que eram trazidos mortos das batalhas.

Quando relembramos o que estudamos no encontro passado, temos a abordagem feita sobre o que realmente é considerado como morte cerebral e alguns dados técnicos da mesma. Marcio nos enviou uma interessante matéria, traduzida do jornal Lê Monde, aonde um cidadão foi encontrado caído na rua e, após diversos procedimentos médicos para reanimar o coração, o mesmo foi dado como morto.

Aonde isso nos interessa, quando falamos de transplantes? Aonde isso é importante para nossos estudos? Caso alguns de vocês ainda não tenham notado, nossa pretensão (que espero não seja vã ou isenta de humildade) é poder trazer ao grupo que compomos, um pouco mais de esclarecimento quando tratamos do tema transplantes.

Mesclamos o aspecto espírita com os dados que encontramos em nosso dia-a-dia, com a intenção que todos possam ter subsídios básicos (talvez não suficientes, por isso da palavra ‘básicos’), para decidirem ou não pela doação. Não apenas motivados pelo coração ou pelos temores, mas sim embasados em algum conhecimento do que ocorre em nosso dia-a-dia e como isso é visto sob o prisma de nossa Codificação Espírita.

Nada nos impede de retomarmos a algum ponto que não ficou claro ou que pode ser abordado de forma diferente e, com certeza, não existe melhor termômetro para esta atitude, do que vocês. Mais uma vez coloco meu e-mail á disposição para perguntas, sugestões ou encaminhamentos.

Bom essa passagem que fala da morte cardíaca do cidadão parisiense, nada mais é do que as várias legislações que podemos encontrar acerca do que é ser dado como morto. Repito que, no Brasil, existe uma legislação específica e cercada de cuidados para que o cidadão seja dado realmente como morto. E, diferentemente do que pudemos observar neste caso citado no jornal Lê Monde, aqui existe uma preocupação ética muito grande com este momento.

O Brasil pode ser considerado como um dos países mais rígidos no que diz respeito a este assunto. Por exemplo, na Espanha o índice de doação de órgãos é grande, porque eles adotaram um sistema que consiste da permissão irrestrita, ou seja, você só não doará se deixar algo registrado por escrito. Interessante, não? E o povo ainda reclama do Brasil.

Um outro aspecto que podemos observar na situação do cidadão lá de Paris e que vale a pena seja enfatizado, trata-se da situação do espírito nesta circunstância. Segundo a Gênese, no capítulo XIV item 30 temos a seguinte passagem:

(...) 30. - Em certos estados patológicos, quando o Espírito há deixado o corpo e o perispírito só por alguns pontos se lhe acha aderido, apresenta ele, o corpo, todas as aparências da morte e enuncia-se uma verdade absoluta, dizendo que a vida aí está por um fio. Semelhante estado pode durar mais ou menos tempo; podem mesmo algumas partes do corpo entrar em decomposição, sem que, no entanto, a vida se ache definitivamente extinta.

Enquanto não se haja rompido o último fio, pode o Espírito, quer por uma ação enérgica, da sua própria vontade, quer por um influxo fluídico estranho, igualmente forte, ser chamado a volver ao corpo. É como se explicam certos fatos de prolongamento da vida contra todas as probabilidades e algumas supostas ressurreições.

É a planta a renascer, como às vezes se dá, de uma só fibrila da raiz. Quando, porém, as últimas moléculas do corpo fluídico se têm destacado do corpo carnal, ou quando este último há chegado a um estado irreparável de degradação, impossível se torna todo regresso à vida.(...)

A própria Gênese nos oferta esta recomendação: Exemplos: Reviue Spirite, "O doutor Cardon", agosto de 1863, pág. 251; - "A mulher corsa", maio de 1866, pág. 134  e eu deixo para vocês um link contendo os números da revista para serem baixados:

http://www.espirito.org.br/portal/download/pdf/

Finalizando essa parte sobre a morte e o estado em que o espírito se encontra, temos mais uma vez o depoimento da Fraterna, feito no primeiro encontro, que nos serve de referencial. Aqueles que não estavam, posso resumir dizendo que próximo ao final de sua vida, quando se encontrava hospitalizada e em avançado estado da doença que a consumia, a sobrinha de fraterna postou-se ao lado do corpo e conversou ‘em espírito’ com os presentes.

Embora Fraterna tenha usado o exemplo em outra passagem dos estudos, trago-o para que entendamos que é muito mais próximo do que imaginamos. O corpo quase finalizando sua estada terrena e o espírito lúcido ao seu lado. Nenhuma novidade para muitos, mas fato que vale a pena ressaltemos, até em vista do exemplo do francês supra citado e da passagem contida em A Gênese.

Quando encerramos os estudos passados, estávamos falando de algumas passagens de Emmanuel e que vinham ao encontro da cremação e suas elucidações. E foi por conta da passagem de Emmanuel que lemos e desta que teremos a seguir, que nosso companheiro Joel nos enviou um texto de André Luiz acerca das invasões bacterianas estarem vinculadas a causas espirituais. Colocaremos este texto na íntegra em nosso site e vale acrescentar que André Luiz já nos alertava sobre a influência da mente na cura.

Estes dados fazem parte daquilo que fica como questionamento para cada um de nós: será mais prejudicial a doação de um órgão, após a morte ou as nossas inúmeras atitudes diárias? E é esta resposta que Emmanuel nos oferta em seu comentário narrado a Francisco Xavier:

(...) O estado precário da saúde dos homens, nos dias que passam, tem o seu ascendente de longa série de abusos individuais e coletivo das criaturas, desviadas da lei sábia e justa da Natureza. A Civilização, na sua sede de bem-estar, parece haver homologado todos os vícios da alimentação, dos costumes, do sexo e do trabalho.(...)

Ou seja, assimilamos todos estes vícios como coisas normais e aceitáveis em nosso dia-a-dia, esquecendo-nos do que estamos inserindo em nosso Espírito. E para poder adentrar ao assunto pelo enfoque medicinal, trago mais um comentário de Emmanuel. A ele é perguntado: Como é considerada nos planos espirituais a medicina terrena?

A medicina humana, compreendida e aplicada dentro de suas finalidades superiores, constitui uma nobre missão espiritual. O médico honesto e sincero, amigo da verdade e dedicado ao bem, é um apóstolo da Providência Divina, da qual recebe a precisa assistência e inspiração, sejam quais forem os princípios religiosos por ele esposados na vida.

Está ao nosso alcance e é de nosso dever, buscar os meios lícitos e possíveis para a melhoria de nosso corpo físico. Estes apartes de Emmanuel que, de certa forma já abordamos anteriormente, só vem corroborar que são nossas atitudes e pensamentos que mais danificam nosso perispírito e nosso futuro corpo físico.

Bom, neste momento nos deparamos com perguntas ligadas á Doutrina e que podem surgir em nossa mente. Recolhi algumas que encontrei e que são muito interessantes. Ao término destas, se surgirem outras, façam-nas por gentileza, para que possamos chegar a um consenso no que diz respeito aos aspectos doutrinários da doação de órgãos. Pergunta endereçada a Eurípides Küll:

(...)17. Conheço um caso de uma colega de trabalho, que doou parte do fígado para um irmão. O receptor do órgão ainda não se encontra completamente recuperado, já que ainda sofre algumas conseqüências desse procedimento, como o surgimento de "sapinho" por todo o esôfago e a boca (isso é reação dos remédios contra a rejeição). Há situações em que essa colega sente um repuxamento no abdômen, e se percebe que, ao mesmo tempo, esse irmão dela não se encontra bem, seja lá por algum motivo. Será que essa doação não foi completamente realizada, ou seja, ainda existem, no corpo do receptor, energias que são do doador, e que assim o prejudicam? Seriam essas reações, não só por conta dos remédios, mas também vindas da pessoa doadora?

— A rejeição que se verifica num transplante de órgão, de doador morto, ou de parte de órgão, como no caso focado, de doador vivo, incidirá sempre na questão fundamental do merecimento do receptor. Quando o órgão ou parte de um órgão é separado do corpo original, interrompe-se automaticamente o fluxo de vitalidade na matéria orgânica, sob comando até então daquele Espírito (o doador, no caso). Ao ser realizado o transplante, essa matéria se submete ao Espírito que se asila no novo endereço orgânico (no receptor).

E é aí que entra em ação a Lei de Causa e Efeito:

- o desconforto observado no doador e no receptor (agindo como depurador) pode indicar que o primeiro, agindo com intenção altruística, fraternal, e o segundo, recebendo mais transplante de amor do que de matéria orgânica propriamente dita, vivenciam, ambos, sublime apara de arestas, até então escondidas nas dobras do tempo e que agora se esvaem nas abençoadas alamedas do presente, rumo a um porvir feliz. Essa é uma primeira hipótese. Sempre existirão outras...(...)

Vejam que interessante essa reportagem que encontrei e como podemos analisá-la pela ótica espírita:

(...)Coração e destinos iguais -  Homem recebe órgão de suicida e também se mata 12 anos depois.

VIDALIA (EUA) - Uma história real nos EUA, que mais parece ter saído de filmes de ficção científica, chamou a atenção do mundo essa semana. Doze anos depois de ter recebido num transplante o coração do suicida Terry Cottle, 33 anos, Sonny Graham, 69, se matou com um tiro — exatamente como o doador fizera. O incidente foi na terça-feira. As coincidências não param por aí: Sonny era casado com a viúva de Terry.

Sonny foi encontrado morto com um tiro de escopeta no pescoço, na garagem da casa onde vivia com a enfermeira Cheryl, 39, na cidade de Vidalia, no estado norte-americano da Georgia. O casal tinha seis filhos — de casamentos anteriores dos dois — e netos. Sonny conheceu Cheryl, que morava na Carolina do Sul, depois que descobriu que seu marido tinha lhe doado o coração. Ele começou a escrever cartas agradecendo à família pela doação. Os dois passaram a se corresponder e casaram em 2004.

Quando recebeu o órgão, o americano sofria de insuficiência cardíaca e tinha apenas mais seis meses de vida.Vários amigos do casal disseram que Sonny não apresentava sinais de depressão. Viúva novamente, Cheryl decidiu que o coração não seria mais doado.(...)

Essa passagem trouxe á baila um tema discutido entre os médicos e que se engloba o fato da célula possuir uma memória e ser esta memória que influencia no receptor. Vejam o que eles comentam nesta matéria:

‘(...)Memória celular’ é discutida

A morte trouxe à tona o fenômeno da herança de traços de personalidade do doador por transplantados, que já é debatido pelos cientistas. Segundo a rede britânica BBC, em 2002 a revista científica ‘Journal of Near-Death Studies’ publicou uma pesquisa realizada pelo neuroimunologista Paul Pearsall sobre o assunto.

Cerca de 150 receptores de órgãos foram entrevistados e o autor chegou à conclusão que as células vivas do tecido do órgão transplantado tinham a capacidade de transmitir memória.

Entre as entrevistadas estava uma professora de dança que recebeu um coração. Ela nunca tinha bebido cerveja, mas depois que acordou, pediu a bebida. Outro caso famoso aconteceu mês passado na Inglaterra: uma mulher que recebeu um rim apresentou mudanças radicais no gosto literário.

ASSUNTO ABORDADO NO CINEMA

Apesar das pesquisas sobre o assunto, o fenômeno da memória celular ainda não é unânimidade dentro da comunidade científica. Isso não impede que o tema seja usado constantemente no cinema, sempre com uma boa dose de fantasia.

Um dos filmes mais recentes sobre o assunto, é ‘Olho do Mal’. Jessica Alba interpreta uma deficiente visual que recebe um transplante de córneas. Ela passa a ver fantasmas e tenta descobrir o doador.

No ano 2000, David Duchovny estrelou ‘Feitiço do coração’. Seu personagem tem um caso de amor com a transplantada, que recebera o coração de sua mulher.

Bem antes, em 1992, a novela ‘Corpo e Alma’, de Glória Perez já abordava o assunto: o personagem de Tarcísio Meira se apaixona pela mulher que recebeu o coração de sua amante.(...)

Convido-os a perceberem esta questão enviada a Eurípides Küll e fazermos uma reflexão acerca das duas situações:

(...)4. Em uma palestra ouvi que a força vital de uma pessoa vai junto com seu órgão ou até mesmo sangue, por este motivo o ideal seria que apenas pessoas de vibrações elevadas fizessem a doação, para não serem atingidas caso o receptor do órgão possua baixas vibrações, ou até mesmo para compartilhar da sua alta evolução e por sua vez dos seus bons sentimentos com o captador do órgão. O exemplo dado para explicar tal fato foi de que, em determinados tipos de magias do mal são utilizados cabelos, por exemplo, daquele que se quer atingir, pois a força vital ali contida seria o seu endereço, para onde iria o poder maléfico da magia. Existem mesmo tais fatos?

— A “força vital”, que melhor deve ter a denominação de princípio vital (fluido magnético animal ou fluido vital) é um patrimônio individual.

Em “O Livro dos Espíritos” (LE) vemos que:

- em vida, essa energia, que animaliza a matéria (questão n° 62), pode ser doada (questão n° 70), como por exemplo, pelos passes. A fonte dessa energia é o fluido universal (questão n° 65);

- na morte, essa energia cessa de ativar os órgãos, que se decompõem, indo formar novos organismos; o princípio vital volta à massa de onde saiu (ainda na questão n° 70). Em “Evolução em dois Mundos”, do autor espiritual André Luiz, com psicografia de F.C.Xavier e W.Vieira, colhemos preciosa informação no capítulo “Células e Corpo Espiritual”, item Efeitos do Automatismo: quando a célula é retirada da sua estrutura formadora, no corpo humano, indo laboratorialmente para outro ambiente energético, ela perde o comando mental que a orientava e passa, dessa forma, a individualizar-se; ao ser implantada em outro organismo (por transplante, por exemplo), tenderá a adaptar-se ao novo comando (espiritual) que a revitalizará e a seguir coordenará sua trajetória(!).

Isto posto, deduzimos, grosso modo, que a transferência do órgão de um doador (morto) para um receptor doente talvez possa ser considerada como a substituição de uma bateria imprestável por outra, sem carga, mas apta a ser recarregada. Se tal transferência ocorrer entre vivos, ao ser retirado o órgão (um rim, parte do fígado, medula óssea, sangue) o fluxo de vitalidade desse material cessará na fonte energética de origem (no doador) e será ativada na de destino (“no novo dono”).

Indeclinável considerar que os transplantes contam, necessariamente, com acompanhamento pelo Plano Espiritual, que de posse dos informes (merecimento) sobre o receptor, ajuíza e promove o resultado — positivo ou negativo... Havendo sintonia entre doador (agindo por caridade: doação espontânea) e receptor (que quase sempre está fragilizado e voltado para Deus), necessariamente, é de se esperar que o transplante prospere, eis que entre ambos há uma ponte fluídica positiva, praticamente inibindo a rejeição psicossomática.(...)

Diante desta resposta de Eurípides Küll, podemos com mais tranqüilidade chegarmos á conclusão de que não existe a tal memória celular, mas sim um caso muito comum de obsessão. Por sinal, temos como exemplo os transplantados acima, a situação de um doador suicida e, nós espíritas, sabemos dos agravantes e das dificuldades que uma pessoa enfrenta ao tomar esta atitude.

Como vimos já em diversos estudos anteriores, o suicida se mantém ainda ligado ao corpo, experimentando sofrimentos atrozes. Oras, o coração era 'parte do corpo' deste cidadão, logo, o elo de ligação entre ele e o novo receptor. Haveremos de abordar novamente esta questão no próximo encontro.

Exposição: Fiorell@!

 

 
 

 

 

Memória celular e Fluido Vital

"Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu" (Mt 16, 19).

Nos três últimos encontros, abordamos o transplante sob o aspecto espiritual no ato da morte (causas de morte e formas de desligamento do espírito do corpo); vimos acerca dos cuidados no momento da cremação e no aceite de tal iniciativa.

Iniciamos algumas colocações acerca do transplante propriamente dito, quando se aborda pela ótica do espírito e conversamos um pouco sobre a memória celular, ou seja, sobre o fato que se vem estudando da possibilidade do órgão transplantando levar consigo heranças ou memórias.

Temos algumas perguntas que foram endereçadas a Eurípedes Kühl em uma entrevista que se encontra no site CVDEE e que nos servirão como referencial para buscarmos alguns ângulos desta parte espiritual.

Estávamos falando, no encontro passado, sobre a reportagem de um cidadão que recebeu o coração de um suicida e que, após 12 anos, optou também pelo suicídio. De forma coerente, percebermos tratar-se não de ‘memória celular’, mas muito mais de uma obsessão ou influência do desencarnado.

Lembrando apenas uma passagem que encontramos sobre o assunto e que servirá como mais um referencial. Trata-se do seguinte: (...)A Ciência já vem pesquisando uma “estranha memória” das células dos órgãos transplantados, principalmente do coração. O médico americano Paul Pearsall, durante os últimos dez anos, vem colecionando e analisando depoimentos de pessoas transplantadas do coração, tendo selecionado cerca de 150 episódios daquelas que declararam ter experimentado alterações relacionadas, de algum modo, à pessoa do doador.

Há casos curiosos como o da professora de balé Claire Sylvia (relatado na Revista Galileu - Janeiro de 2000), que jamais havia bebido cerveja na vida, mas passando a ter no peito o coração de um jovem consumidor de álcool, surpreendeu a todos ao pedir uma cerveja, assim que despertou da cirurgia cardíaca. Dr. Pearsall explora a idéia de que todas as células possam ter uma “memória” e uma “energia sutil” capaz de fluir para todo o corpo e acionar dispositivos importantes dele.

Para o Espiritismo esta “estranha memória” das células e a “energia sutil”, podem estar ligadas às reminiscências fluídicas do perispírito do doador, que de alguma forma ficaram retidas nas estruturas celulares do órgão doado e encontraram condições propícias para se expandirem. (...).


Vimos sobre isto quando entendemos que a morte não é um processo súbito, mas si um processo lento que, em alguns casos como o da cremação, por exemplo, seria interessante que se aguardassem 72horas. Oras, se neste prazo ainda existem as ligações entre espírito, perispírito e corpo material, quem dirá de um coração que é mantido ‘vivo’ e precisa ser transplantando em no máximo 6horas? Eis aí a tal da memória celular e até compreensível nestes casos.

Mas para analisarmos os dois ângulos da moeda, vamos à questão formulada a Eurípides Küll e analisemos sua resposta comparando com tudo aquilo que já vimos:

(...)4. Em uma palestra ouvi que a força vital de uma pessoa vai junto com seu órgão ou até mesmo sangue, por este motivo o ideal seria que apenas pessoas de vibrações elevadas fizessem a doação(...)

11- Bom, um pequeno aparte antes de adentrarmos á resposta do Eurípides Küll. Se tomarmos por analogia que somente os de vibração elevada poderão doar, por exemplo, sangue imaginaram como será um caos maior nos Bancos de Sangue? Existe uma série de cuidados que são tomados no ato da doação de sangue e que são extremamente necessários haja vista a quantidade de doenças que possuímos e que podem ser retransmitidas.

Já imaginaram se no questionário do Banco de Sangue fosse incluso algo como: você já perdoou teu inimigo? Ou quando foi a última vez que você fez um gesto obsceno ou falou um palavrão? Você realmente ama teu próximo?....enfim, perguntas que poderiam delinear um pouco o perfil espiritual do doados, mas que estão completamente fora da realidade!!

Neste ponto, devemos nos lembrar de uma passagem evangélica que nos diz assim: “o amor cobre a multidão de pecados!” E é o amor quem motiva as pessoas a doarem sangue! É o carinho por alguém hospitalizado ou por alguém que tem um parente nesta situação, que mobiliza tantas pessoas para que façam este gesto solidário.

Embora não tenham pedido absolutamente nada em troca do sangue que transfundiram na bebê, nas ocasiões em que ela esteve internada e assim necessitou, eu senti que esta era uma oportunidade de muitas pessoas que se encontravam do lado de fora do hospital, desejosas de fazerem algo de positivo ou concreto pela bebê, poderem se sentir úteis.

Tenho certeza que cada um daqueles que foi lá fazer a doação de sangue tem suas mazelas pessoais, seus defeitos e suas virtudes ainda adormecidas, mas fez com tanto carinho pensando na bebê, que acho que aquele que receber daquele sangue será uma criatura feliz, pois muito amor foi doado junto! Quer vibração mais elevada do que esta? É aquilo que fazemos diariamente em nossa sala de Evangelho: vibramos amor! Ofertamos amor!

Bom, vamos verificar pelo aspecto doutrinário:

Eurípides Küll diz: — A “força vital”, que melhor deve ter a denominação de princípio vital (fluido magnético animal ou fluido vital) é um patrimônio individual.
Em “O Livro dos Espíritos” vemos que:
- em vida, essa energia, que animaliza a matéria (questão n° 62), pode ser doada (questão n° 70), como por exemplo, pelos passes. A fonte dessa energia é o fluido universal (questão n° 65);


E é justamente nesta questão 70 que encontramos um parágrafo muito bonito que nos diz o seguinte:
(...)O Fluido Vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que o tem em maior quantidade pode dá-lo ao que tem menos, e em certos casos fazer voltar uma vida prestes a extinguir-se (...).

Gente, percebam aí a sabedoria divina. Em momento algum nos foi dito para ‘regularmos’ aquilo que nos fora dado. E quando digo a palavra dado, vale lembrar que é um empréstimo divino para que realizemos nossas funções enquanto na carne.

A quem muito for dado, muito será cobrado. Oras, se temos muita energia, se somos hiperativos ou com vida em abundância, como pode ser lido nesta questão do livro dos Espíritos, por que não dá-la a quem tem menos? E tem mais!! Água parada e estagnada apodrece, lembram-se? É o caso de muita gente que está às voltas na vida, sem destino e sem se sentir útil e poderia, no mínimo, estudar e compreender um pouco mais daquilo que a cerca e dar daquilo que lhe pertence por empréstimo.

Afora os atletas do sexo que canalizam esse excesso de energia para as práticas sexuais. Vimos isso em nosso estudo sobre vampirismo (ou parasitarismo, como queiram). Bom, voltando à questão:

- na morte, essa energia (Fluido Vital) cessa de ativar os órgãos, que se decompõem, indo formar novos organismos; o princípio vital volta à massa de onde saiu (ainda na questão n° 70). Em “Evolução em dois Mundos”, do autor espiritual André Luiz, com psicografia de F.C.Xavier e W.Vieira, colhemos preciosa informação no capítulo “Células e Corpo Espiritual”, item Efeitos do Automatismo: quando a célula é retirada da sua estrutura formadora, no corpo humano, indo laboratorialmente para outro ambiente energético, ela perde o comando mental que a orientava e passa, dessa forma, a individualizar-se; ao ser implantada em outro organismo (por transplante, por exemplo), tenderá a adaptar-se ao novo comando (espiritual) que a revitalizará e a seguir coordenará sua trajetória(!).

Isto posto, deduzimos, grosso modo, que a transferência do órgão de um doador (morto) para um receptor doente talvez possa ser considerada como a substituição de uma bateria imprestável por outra, sem carga, mas apta a ser recarregada. Se tal transferência ocorrer entre vivos, ao ser retirado o órgão (um rim, parte do fígado, medula óssea, sangue) o fluxo de vitalidade desse material cessará na fonte energética de origem (no doador) e será ativada na de destino (“no novo dono”).


Bom, e agora, que podemos deduzir comparando as duas fontes e os comentários do encontro passado aonde vimos que a probabilidade do desencarnado estar rondando o receptor de seu órgão? Quem desejar se aprofundar no assunto pelo prisma de André Luiz, sugerimos o livro Evolução em dois mundos e já vou avisando: preparem-se para inúmeros termos que não possuem tradução e só poderão ser compreendidos em sua profundidade se a criatura estiver em um grupo de estudos ou acompanhada de alguém que conheça um pouco mais do assunto.

Aproveitando a oportunidade de aprendizado, vamos desdobrar a pergunta anterior em outras duas e analisarmos dois aspectos importantes e de grande freqüência em nosso dia-a-dia. A questão é:

(...) o ideal seria que apenas pessoas de vibrações elevadas fizessem a doação para não serem atingidas caso o receptor do órgão possua baixas vibrações, ou até mesmo para compartilhar da sua alta evolução e por sua vez dos seus bons sentimentos com o captador do órgão (...).

Existe uma grande ingenuidade contida nesta frase e vamos conhecê-la. Trata-se do fato de que o novo dono de um rim ou de um coração se for pessoa de pensamentos depressivos ou de baixa moralidade, vai contaminar o doador já desencarnado e aquele encarnado com as suas vibrações.

Esta ligação pelo que vimos, se dá independentemente do órgão em questão, mas, sobretudo pela sintonia. Trecho interessante pode ser lido na Revista Espírita de 1863 e que nos reporta o seguinte:

(...) Pela natureza fluídica e expansão do perispírito, o Espírito (desencarnado) alcança o indivíduo sobre o qual quer agir, o cerca, o envolve, o penetra e o magnetiza. O homem, vivendo no meio do mundo invisível, está incessantemente submetido a essas influências, como às da atmosfera que respira, e essa influência se traduz por efeitos morais e fisiológicos, dos quais não se dá conta, e que atribui, freqüentemente, a causas inteiramente contrárias. Esta influência difere naturalmente, segundo as qualidades boas ou más do Espírito, assim como explicamos no nosso precedente artigo. (Revista Espírita – dezembro de 1862).

Vivemos nesse oceano fluídico, incessantemente expostos às correntes contrárias, que atraímos, que repelimos, ou às quais nos entregamos, conforme as nossas qualidades pessoais, mas no meio das quais os homens conservam sempre seu livre arbítrio, atributo essencial de sua natureza, em virtude do qual pode sempre escolher o seu caminho (...).

É de se esperar que haja uma troca de pensamentos intensa envolvendo o doador e o receptor. É de se esperar que exista a sintonia e, lembrando, que nem sempre essa sintonia haverá de ser exatamente entre as duas partes, mas também com aqueles que se encontram á volta destes seres. Enquanto o doador se restabelece, na impede que um parente espiritual ou amigo da espiritualidade venha em seu lugar e interaja com os demais envolvidos. Ou seja, o mundo espiritual é amplo e cheio de possibilidades.

Leiam esta passagem na íntegra da Revista Espírita. É deveras elucidativa e consta sob o título ESTUDO SOBRE OS POSSESSOS DE MORZINE. As causas da obsessão e os meios de combatê-la. (Segundo artigo).

No caso do doador e receptor, trocarem estas energias, vale lembrar que pode se dar através do processo visto neste trecho da Revista Espírita e não por causa do órgão em si e que existe uma via de mão dupla, ou seja, tanto encarnado pode alcançar o doador pela sintonia, quanto o contrário.

Acho que foi o Braz quem deu o exemplo de uma senhora que recebeu o rim de outra que possuía baixa vibração. E aí, que fazemos? Recusamos a oferta ou aprendemos a conviver com a situação, modificando-lhe os horizontes? Tudo de triste e depressivo que ocorrer com a pessoa transplantada vamos de forma desapiedosa jogar nas costas da desencarnada ou cada qual vai assumir as suas responsabilidades perante aos atos e à vida? Vale para tudo em nossa vida, não gente?

Ainda naquela questão endereçada ao Eurípides Kühl, temos a seguinte continuidade de pensamento: (...) O exemplo dado para explicar tal fato foi de que, em determinados tipos de magias do mal são utilizados cabelos, por exemplo, daquele que se quer atingir, pois a força vital ali contida seria o seu endereço, para onde iria o poder maléfico da magia. Existem mesmo tais fatos? Vejamos a resposta ofertada por Eurípedes Kühl:

(...) Quanto ao efeito devastador da “magia do mal”, com uso de cabelos, roupas e/ou objetos da pretensa vítima, não há como negar que o prejuízo decorre da condição mental do alvo, que por exclusiva invigilância, estabelece também “paridade de sintonia” com os agressores (encarnados e desencarnados, agindo em dupla), caracterizando tal invigilância algo assim como deixar as portas escancaradas para a tempestade.(...)questão 130....(LM)


Pronto, né gente, mais uma vez a sintonia e nada mais de extraordinário. São as nossas portas abertas. A pessoa que dá o pedaço de cabelo de outrem, por exemplo, tem algo palpável em que acreditar e vai fixando a sintonia em sua mente. O desencarnado que vai lá atrapalhar a vida da criatura e a criatura que em alguns momentos de invigilância, baixa a guarda e abre portas para a obsessão.

Ainda sobre a questão das energias específicas nos órgãos, temos uma outra pergunta muito interessante endereçada ao Eurípedes Kühl: (...)18. Sabendo-se que cada órgão do corpo físico é portador de energia específica, necessária à experiência terrena daquela existência do Espírito desencarnado, e doador em questão, não haveria uma espécie de transmissão energética que possa se contrapor às experiências que o Espírito encarnado receptor necessita para sua experiência na existência em causa? Tal fato poderia constituir uma interferência nas leis da vida?

Esta questão nos faz recordar da rejeição e será nossa próxima abordagem. Vejamos a resposta ao questionamento: — Embora seja por vários motivos que o Espiritismo contempla a doação espontânea de órgãos para transplantes, um dos mais decisivos é assim descrito por Joanna de Angelis, no livro “Dias Gloriosos”: (...) Transferido o órgão para outro corpo, automaticamente o perispírito do encarnado passa a influenciá-lo, moldando-o às suas necessidades, o que exigirá do paciente beneficiado a urgente transformação moral para melhor, a fim de que o seu mapa de provações seja também modificado pela sua renovação interior, gerando novas causas desencadeadoras para a felicidade que busca e talvez ainda não mereça(...).

Se tomarmos por base esta resposta de Joanna de Angelis, poderemos ter em vista que o receptor é o grande responsável pelo seu destino, muito embora com a doação, esteja sendo mais uma vez contemplado por nova oportunidade redentora. Foi agraciado, mas também precisa fazer por onde manter-se meritório dela. Eis aí a questão da rejeição. Terminemos esta resposta de Eurípedes e vejamos esta outra questão.

(...) Cada órgão tem mesmo características energéticas específicas (células, que são verdadeiras mini-usinas geradoras de energia), contudo se interligam molécula a molécula do organismo integral, o qual se rege por comando do Espírito, daí resultando equilíbrio (saúde) ou desequilíbrio (anomalia em algum órgão, com reflexos em todo o corpo). Num transplante o material a ser aproveitado deverá apresentar condições plenas que gerem a expectativa de sucesso.

A Lei Moral de Causa e Efeito, citada na questão anterior, preside inteira e invariavelmente os acontecimentos marcantes da trajetória dos Espíritos (encarnados ou desencarnados) e assim, pelas “leis da vida” só prosperarão os transplantes que se enquadrarem nelas(...).


Pronto!! Merecimento, Causa e Efeito, Sintonia. Não somos máquinas a que simplesmente se trocam peças. E olha que para fazer um transplante não é fácil. Tem de se estabelecer compatibilidade em uma série de quesitos. E nós sabemos que existe a necessidade de preenchermos alguns quesitos no âmbito espiritual. Eis porque para alguns dá certo e para outros não, o mesmo valendo para as cirurgias e curas espirituais, certo?

 

Exposição: Fiorell@!

 

 
 

 

 

Rejeição e desprendimento material

"Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu" (Mt 16, 19).

Desfilamos, no encontro anterior, por passagens como teor vibratório dos órgãos a ser transplantados, sobre a possível existência de memória nas células e estávamos rondando o aspecto rejeição nos transplantes.

Uma coisa nós precisamos enfatizar, pois é muito comum vermos e em todos os setores de nosso viver. Estamos cansados de ouvir as interjeições “Foi Deus quem quis assim” ou outras tantas que querem dizer sempre que a culpa de tudo cabe a algum desencarnado.

A criatura que doou o órgão ainda leva a culpa por conta da rejeição, já pensaram nisso? Fala-se, inclusive como vimos no encontro passado, da obsessão daquele que desencarnou e não foi doador de boa-vontade ou coisas do tipo. Mas gente precisamos levar em conta que existem muitos fatores envolvidos.

As pessoas que depositam na espiritualidade a culpa de tudo, são geralmente as mesmas pessoas que não assumem as responsabilidades decorrentes de seus atos e atitudes, frente à vida. Vai desde ao coitado que não tem sorte de nada até o médium que se faz de fascinado ou obsedado, justificando aí as suas torpezas.

Agora, venhamos e convenhamos, uma ingenuidade sem tamanho, principalmente no caso do médium, pois como já pudemos ver até agora, em muitos pontos aonde abordamos acerca destas referidas trocas de energia, ficou bem claro o fator sintonia! Seja sintonia por similaridade, seja sintonia por portas abertas, seja sintonia por amor unilateral, seja sintonia direta. Então, não nos cabe depositar em outrem a responsabilidade que nos pertence.

Vamos a um acréscimo naquilo que já vimos até então, mas de forma diretiva à rejeição pelo âmbito material. São pequenas informações que desconhecemos e, talvez vocês possam se perguntar: que farei com isso? Creio eu que vamos aprender a refletir naquilo que sempre dizemos dentro da Doutrina Espírita: a fé raciocinada. As coisas acontecem não por fatalidade ou acaso, mas como uma resposta de nossas ações, seja em forma de provação, missão, ou seja, lá quais as outras inúmeras maneiras que ocorrem. Vamos lá:

(...)O QUE SIGNIFICA REJEIÇÃO? O nosso sistema imunológico nos protege de infecções em geral. As células deste sistema percorrem cada parte de nosso corpo procurando e conferindo se algo difere do que elas estão acostumadas a encontrar. Estas células identificam um órgão transplantado como sendo algo diferente do resto do corpo e ameaçam destruí-lo.
Numa linguagem figurada, isto é REJEIÇÃO. É, ao lado da DISPONIBILIDADE DE DOADORES, uma das grandes barreiras ao sucesso dos programas de transplantes.

Como a rejeição pode ocorrer em qualquer tempo após o transplante, a maioria dos transplantados usa medicamentos imunossupressores pelo o resto de suas vidas. A rejeição ocorre na maioria dos casos de transplantes e pode ser mais facilmente controlada quanto maior for a compatibilidade entre o doador e o receptor. É uma questão de sorte: a chance de se encontrar um doador compatível varia entre um para 10 mil e um para 100 mil entre pessoas não aparentadas.(...)


Eis a questão terrena da coisa, né gente? Afora alguns dados técnicos que eu suprimi, mas que giram em torno de compatibilidade não apenas do tipo sanguíneo, que já é uma grande canseira. Oras, diante disso tudo, cabe-nos pensar mais que a rejeição tenha se dado por uma limitação física do que propriamente dita espiritual. Aliás este fato da pessoa tomar medicamento pela vida afora, já cansei de ver jovens nas comunidades do orkut reclamando que preferiam poder tomar uma cerveja a ter de tomar imunossupressores. Uma total falta de consciência perante a nova oportunidade que lhe é concedida, ou seja, a sobrevida terrena. Vamos ver um ângulo espiritual para esta coisa através da entrevista de Eurípedes Kühl que já se encontra na íntegra em nosso site. Ele nos diz:

(...) — Rejeição psicossomática - Sabemos nós, os espíritas, que cada ser humano tem todo um acervo de realizações positivas e negativas ao longo de inúmeras existências terrenas, daí advindo a inexistência de patamares espirituais semelhantes. Por isso mesmo, sendo diferentes as vibrações energéticas perispírituais do doador e do receptor, o órgão a ser transplantado não encontrará sintonia vibracional no destino.

Daí advém a rejeição orgânica, que na verdade, espelha diferença nos complexos, quanto sutis sistemas vitais de um e de outro, regulando o equilíbrio nos interplanos — material e espiritual. Nesse caso, somente com altruísmo da parte do doador e com gratidão da parte do receptor, acreditamos que essa discrepância vibratória tenderá a ser atenuada, sob supervisão de Espíritos protetores, ocorrendo aquilo que o Espírito André Luiz denomina de “vibrações compensadas”. Nos transplantes, configuramos como equalização de fluidos, transitando nas camadas mais profundas do psiquismo do doador e do receptor (...)
.

Pois é. Eurípedes nos fala da parte vibracional da situação e nos lembra que cada criatura, em decorrência de sua individualidade, possui uma vibração energética diferente. Existem as semelhanças, mas em sua totalidade, são diferentes. Agora, a parte que podemos trazer como crucial para tudo isto é aquilo que vai na mente da pessoa.

Tanto o processo de espera por um órgão, quanto o processo cirúrgico e pós cirúrgico, não são um passeio no parque. Some-se a isso que a criatura está cercada por familiares que nem sempre colaboram e nem sempre possuem os pés no chão. Tratam a pessoa com coitadeza e quando não, com frieza. E existe o fator cruciante disto tudo, que se chama aprendizado.

Dia destes, conversando com uma nossa companheira de sala, ela me contava de sua situação com a doença da filha. E o que mais me chamou a atenção na conversa, foi justamente como ela se mobilizou em favor d recuperação da menina: não permitia caras de choro e de coitadeza perto da menina, procurava transmitir-lhe alegria, renovação e bom ânimo através das pequenas atividades que faziam juntas ou com os outros irmãos e familiares.

Gente, metade da recuperação vem disto. Que pensar daquela criatura que se encontra acamada e só vê choro, cara de piedade, alegria fingida ou pior, que sente todas as vibrações ao seu redor? Será que, neste caso também devemos ser irresponsáveis e pensar que a espiritualidade está zelando por esta paz da criatura? Oras, oras, oras, né?

Olhem lá um esclarecimento pertinente dado por Emmanuel na questão 96 do livro O Consolador:
(...) E é ainda na alma que reside a fonte primária de todos os recursos medicamentosos definitivos. A assistência farmacêutica do mundo não pode remover as causas transcendentes do caráter mórbido dos indivíduos. O remédio eficaz está na ação do próprio espírito enfermiço. Podeis objetar que as injeções e os comprimidos suprimem a dor; todavia, o mal ressurgirá mais tarde nas células do corpo.

Indagareis, aflitos, quanto às moléstias incuráveis pela ciência da Terra e eu vos direi que a reencarnação, em si mesma, nas circunstâncias do mundo envelhecido nos abusos, já representa uma estação de tratamento e de cura e que há enfermidades d ‘alma, tão persistentes, que podem reclamar várias estações sucessivas, com a mesma intensidade nos processos regeneradores(...).


Sabem, me sensibilizo ao dizer isso: Deus é infinitamente misericordioso. Enquanto cuidamos de aniquilar nosso corpo físico, por conta de nossas chagas morais, eis que Deus nos dá a oportunidade e todos os meios para que possamos refazê-lo e prosseguir nossa jornada evolutiva. No próximo sub-tema que adentraremos, o de células-tronco, devemos refletir que todos estes questionamentos não teriam sido necessários e tantas dúvidas não seriam precisas, fazendo-nos dar voltas imensas em nosso caminhar, se cuidássemos melhor de nosso corpo físico.

Não me refiro apenas a beleza e estética. Refiro-me a cuidados com nossa alma!! Ela habita o corpo e o corpo é para ela, como é nossa casa para o corpo. Precisamos de um local agradável, funcional, arrumado, arejado, limpo, etc... O corpo, em relação ao espírito, necessita do mesmo: que esteja bem alimentado, que receba as devidas emanações energéticas provenientes de nossa mente, que tenha o cuidado diário da auto-estima e do bem querer, que façamos por ele coisas simples, como caminhar, tomar vitaminas, repor nutrientes quando eles não são produzidos em suficiência, tomar os medicamentos que farão com que ele funcione melhor (mesmo que traga efeitos colaterais), enfim, temos de fazer por nosso corpo e nossa mente aquilo que está ao nosso alcance para que ele esteja bem.

Entrar em uma casa limpa, florida, arejada e bem cuidada não é agradável? Então!! Nosso corpo limpo, bem cuidado e estimado é prazeroso, não só aos que nos olham, mas ao nosso próprio espírito!! Aguardemos da espiritualidade os benefícios do amor e da caridade, mas não nos esqueçamos de fazer a nossa parte, por nós mesmos. Em momento algum a doutrina Espírita e os seus integrantes, que compõe o Movimento Espírita, pedem que abandonemos os tratamentos terrenos e nos deixemos supliciar ou curar apenas pela espiritualidade. Ambos andam de mãos dadas.

Vejamos pelo aspecto físico, mas que também envolve o aspecto espiritual. Doação de órgão também significa desprendimento material, por Eurípides kühl :
(...) Somadas, as considerações acima, podemos sinalizar que a doação de órgãos pressupõe desprendimento dos bens terrenos — especificamente do corpo físico —, dos quais o homem não passa de usuário eventual. Assim, doar órgãos é ato de amor, complementar aos que tenham sido realizados em vida.

Só benefícios trará a quem o faça. A Lei Divina de Ação e Reação, de ação automática e permanente, muito beneficiará o doador, além do que, o beneficiado (e seu Anjo Guardião), seus parentes, amigos e a própria equipe médica envolvida, estarão todos direcionando a ele, doador, vibrações positivas, em preces de gratidão. Para o doador desencarnado isso é bênção incomparável (...).


Claro que isso tudo ocorrerá de forma natural, não esperando-se o dar com a mão direita e alardeando-se pela esquerda, pernas e pés, né? O ato está feito e, quando muito, deve servir de exemplo para que outros possam agir da mesma maneira, como algo: eu fiz, então para outros também será possível fazer. Vejam outra consideração que quase nunca nos lembramos, mas que é fundamental em nossa decisão para doarmos ou não órgãos:

(...) Considerando-se que o corpo físico inclui-se no rol dos bens que o Criador coloca à disposição da criatura humana, no seu roteiro existencial terreno, não deverá o homem desse bem se julgar detentor eterno, mas apenas, responsável pela sua boa conservação, no período de utilização. Concluída esta, pela desencarnação, por que se preocupar com o destino que lhe será dado? Se nessa etapa terrena há a chance de uma última ação de amor ao próximo (sobrevida), por que não investir nessa “poupança celestial?”.

Se no último minuto de um moribundo pode ocorrer sua transformação moral (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. 5, Item 28), imagine-se que um receptor de órgão, passa a ter não “um minuto” a mais, e sim considerável sobrevida. Pessoa alguma há que, após passar por um transplante, continue a mesma. Daí à auto-reforma (...).


Bom aqui preciso fazer um pequeno adendo. Eu, Fiorella, não sou adepta desta linha de raciocínio, o da ‘poupança celestial’. Tem a oportunidade na frente? Não desperdiça, pronto e acabou. Esse lance de poupança celestial, ao meu ver, é algo muito errado. Poderá vir a ser uma conseqüência ou um ponto favorável, mas não algo que se busque.

Se você doar, querendo somar gestos de amor e bondade na posteridade, sinto informar, mas como diz o Mestre e está enfatizado em nosso evangelho: “Guardai-vos, não façais as vossas boas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis a recompensa da mão de vosso Pai, que está nos céus (Mateus VI:1 e ESSE XIII:1). Façamos com o verdadeiro desprendimento e, com toda certeza receberemos a recompensa. Aliás, segundo estas palavras do Mestre, sempre receberemos uma recompensa; basta ver qual é a que faz a verdadeira diferença.

Agora, este aparte acerca da oportunidade que se faz ao receptor do órgão, é muito verdadeiro. Imaginem, sabendo aproveitar, quantas inúmeras oportunidades esta criatura não terá? No entanto, vai de cada criatura. Conheço um senhor que desencarnou recentemente. Ficou ‘cego’ em decorrência de uma complicação pelos diabetes. 3 anos atrás, inexplicavelmente, a criatura voltou a enxergar. Que fez o bom homem com esta oportunidade? Acabou com o dinheiro que recebia, se envolveu com um monte de mulheres que só fizeram roubá-lo e deixá-lo á mingua.

Um outro conhecido, pela ciência médica, não poderia voltar a enxergar. De repente, aos poucos, voltou a divisar claro e escuro e foi aprimorando até que, hoje, consegue divisar que fala com ele. Possui uma sub-visão, mas para quem não tinha nada, não é mesmo? E que faz ele? Percorre encontros de Deficientes Visuais levando de sua experiência, de sua força motivadora e de sua fé! Uma criatura que aproveita cada momento em servir ao próximo, sem descuidar de suas responsabilidades no lar.

Poxa...Se um olho teu, que vai se perder definitivamente pode servir de farol a um destes irmãozinhos, que fará você? Vamos pensar nesse trem, gente. Faz parte daquilo a que os estudos se propõem. Vejamos mais duas perguntas feitas ao Eurípides Kühl para finalizarmos este aspecto e abrirmos para as considerações pessoais de cada um. A primeira é:

(...) Todos devemos doar os órgãos em sinal de caridade? Há algum caso em que não se devam doar os órgãos?
— Numa ou noutra das hipóteses (doar ou não doar) a decisão é de cada um. Doar nem sempre redundará em aproveitamento físico do órgão, como por exemplo, em determinadas causa mortis do doador (idade avançada, metástases, doenças infecciosas, avaria no órgão, etc). A decisão de ser doador tem que estar muito bem alicerçada, à luz consciente da imortalidade do Espírito e do quanto seu gesto irá aliviar vidas terrenas. Fora dessa consciência melhor será aguardar que novas reflexões venham banhar o entendimento e a firme tomada de posição, saindo da hamletiana dúvida de ser ou não ser doador (...).


Na dúvida, abstenha-te, não é mesmo? E nada como o tempo ao tempo para alargar nossos horizontes e serenar nossa mente. Estes dias pedi á Ieda que nos preparasse um ‘selo’ para a campanha que estamos realizando em nosso site e que faz parte daquilo que abordamos diariamente em nossas salas. E, de chofre, eis que surge o lema de nossa campanha: DOAR DE SI; UM GESTO DE CARIDADE. A segunda questão é esta:

(...) A doação de órgãos interfere na vida espiritual daquele doador que desencarnou e aquele encarnado que recebeu o órgão?
— Intensamente! A doação, por amor ao próximo ou mesmo a decidida pela família, carreia benesses ao Espírito do doador, pois os receptores (e seus familiares) sentem tanta alegria e gratidão que isso reverbera positivamente na forma de bônus espirituais para ambos (...).


Gostosa esta parte, se nos reportarmos ao aspecto Cristão da situação. E é assim que agimos em nossa vida, trazendo Deus em nossa presença, acalentando-nos e ofertando-nos as inúmeras e infindáveis oportunidades de sermos úteis e de servirmos. Eis mais uma e que gerará aquela reação em cadeia tão bonita. É como aquele vídeo do cão que espera o dono retornar do trabalho e que a Luz de lanterna tentou colocar na sala semanas atrás. Aliás, bella campanha, que circula pela tv. Aquele que se foi continua, de um jeitinho todo especial, vivo naquele que ficou.

Será sempre lembrado por aquele que permaneceu no plano terreno e com muito amor, além de ser envolvido e amparado por irmãos ligados a ele no plano espiritual. Vale lembrar que sempre somos amparados; jamais abandonados mesmo quando não temos merecimento próprio, alguém intercede por nós. E posso assegurar que todos nesta sala possuem algum tipo de merecimento. E são privilegiados por possuírem um grau de conhecimento sobre este assunto que muitos não possuem. Não apenas sobre este assunto, mas sobre a continuidade da vida. Agradeçamos a isso, sempre!

 

Exposto em 01-07-08 por Fiorell@!

 

 
 

 

 

Doação de sangue, magnetismo, curas e células-tronco

"Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu" (Mt 16, 19).

Até então abordamos algumas situações que envolvem os transplantes, pela ótica médica (quando falamos do momento em que a morte é detectada, dos cuidados que envolvem este momento e até de alguns detalhes envolvendo os processos de transplantes. Fomos, inclusive, até as situações que envolvem a cremação).

Falamos também sobre o aspecto espiritual das várias maneiras com que desencarnamos, dos laços que mantemos ou não neste momento, das vibrações que carregamos conosco ou que recebemos.

Trouxemos algumas passagens reais envolvendo transplantados e também questões que foram feitas abordando várias faces acerca da doação x espiritualidade. Questões estas que se encontram na íntegra em nosso site e são mais de trinta, generosamente respondidas por Eurípides Kühl e disponibilizadas através do site CVDEE, mas que estão na íntegra também em nosso site neste ponto aqui, além de mais alguns textos e informações sobre os assuntos abordados.

Hoje abordaremos a transfusão de sangue, algo relativamente rápido inclusive por tudo aquilo que vimos até então, mas que nos abrirá as portas para que adentremos AO SUB-TEMA CÉLULAS TRONCO. Em momento algum pretendemos esgotar o assunto, até porque ele ainda haverá de dar pano para manga. Dentro do próprio Movimento Espírita existem divergências acerca deste assunto, principalmente quando são analisadas passagens das obras básicas da Codificação.

De nossa parte, teremos o cuidado de trazer as duas posturas encontradas sobre o assunto: espíritas e entidades que são favoráveis e contra a estas pesquisas. Porém, o que veremos ao esmiuçarmos este assunto, é que até aqueles que se dizem contra, são mal interpretados. Os esclarecimentos se tornam superficiais e a confusão se instaura. Mas vamos ao trem!!

Começo falando da Transfusão de sangue, com um comentário de Emmanuel contido no livro O Consolador, livro que já recomendei e ainda uma vez recomendo para os que desejam saber um pouco mais sobre este assunto que estamos abordando, pelo enfoque espiritual. Aliás, lembrem que retiramos passagens que achamos convenientes a um determinado enfoque que estamos abordando no tema, mas nada como a leitura individual para que cada um possa compreender e apreender daquilo que lhe seja necessário ao próprio espírito.

Ainda que falemos do mesmo assunto, utilizemos as mesmas palavras e até a mesma entonação de voz ao enunciá-las, cada qual possui experiências próprias e individuais, que refletem na assimilação e compreensão desta ou daquela situação. O interessante ao lermos alguma leitura recomendada é justamente o fato de lá encontrarmos algo que cala direitinho ao nosso ser. Acaso? Vidência de quem recomendou? Não é isso, mas sim nosso ser aberto para que isso ocorra. Vamos ao Emmanuel:

(...) O homem deve mobilizar todos os recursos ao seu alcance, em favor do seu equilíbrio orgânico. Por muito tempo ainda, a Humanidade não poderá prescindir da contribuição do clínico, do cirurgião e do farmacêutico, missionários do bem coletivo. O homem tratará da saúde do corpo, até que aprenda a preservá-lo e defendê-lo, conservando a preciosa saúde de sua alma(...).

Sempre o bom e velho puxão de orelhas nos alertando a respeito daquilo que ainda fazemos com nosso corpo e com nosso espírito eterno. Continuando:

(...) Acima de tudo, temos de reconhecer que os serviços de defesa das energias orgânicas, nos processos humanos, como atualmente se verificam, asseguram a estabilidade de uma grande oficina de esforços santificadores no mundo (...).

Ou seja, temos de reconhecer que não fosse essa interferência material em nosso corpo, não teríamos as inúmeras oportunidades que temos de correr atrás do prejuízo. O conjunto se faz necessário e, mais uma vez vale lembrar: quem está em tratamento médico não deve abandoná-lo por conta de cirurgias espirituais ou tratamentos em casas Espíritas.

Embora em determinados momentos recebamos a alta ‘espiritual’, cabe à medicina terrena esgotar a sua participação, ainda que boquiabertos com os resultados inesperados. Aliás, principalmente boquiabertos, pois é neste momento que se fazem presentes as sementes da dúvida em relação ao tratamento apenas do físico, assim como também as portas que se abrem para que mais pessoas através de nosso testemunho pessoal, possam divisar as benesses do Pai. Emmanuel finaliza sua colocação enfatizando que:

(...) Quando, porém, o homem espiritual dominar o homem físico, os elementos medicamentosos da Terra estarão transformados na excelência dos recursos psíquicos e essa grande oficina achar-se-á elevada a santuário de forças e possibilidades espirituais junto das almas(...).

Momento haverá que isso se tornará realidade. Se na Terra ou em outros mundos, não nos cabe questionar, apenas aceitar como fato consumado, pois faz parte da evolução do ser. Cedo ou tarde. Com mais ou com menos dor, isso caberá a cada um de nós.

Indo diretamente ao assunto: Têm-se diante da água, os processos que denominamos de fluidificação, por que não haveremos de tê-los também no sangue e em outros órgãos? Vale lembrar que a chamada fluidificação da água (já vi algumas pessoas corrigirem essa forma de expressão afinal, água é um fluido, mas uso-a ciente da minha imperfeição neste tocante) é um processo que envolve magnetismo, como bem vimos em estudos anteriores envolvendo A Teoria relativa e do meio ambiente, constante da introdução ao Estudo do Livro dos Espíritos por Allan kardec e contida em nosso site na página de estudos.

A mentora espiritual Joanna de Ângelis, no livro "Florações Evangélicas", afirma, referindo-se à aplicação do passe:

(...) "Recorre aos recursos espíritas; ora, e ora sempre, para adquirires resistência contra o mal que infelizmente ainda reside em nós; permuta conversação enobrecida, pois que as boas palavras renovam as disposições espirituais; utiliza o recurso do passe socorrista, rearticulando as forças em desalinho; sorve um vaso de água fluidificada, restaurando a harmonia das células em desajustamento e, sobretudo, realiza o bom serviço”(...).

Que será esse reajustamento ou restauramento a que ela se refere? Nada mais do que a ação magnética ou magnetizadora advinda do passe e da água fluidificada em benefício ao socorrido. Quando associamos as situações médicas comentadas por Emmanuel, logo acima a estas declarações de Joanna de Angelis, só nos compete lembrar que diante de uma transfusão de sangue ou de um transplante de órgãos, podemos atuar de forma benéfica também no campo espiritual, não nos restringindo apenas àquilo que a medicina terrena tem a ofertar. Fazendo uso das palavras de Herculano Pires no livro Obsessão, temos a seguinte passagem:

(...) As mãos humanas funcionam, no passe espírita como antenas que captam e transmitem as energias do plasma vital de antimatéria. Hoje conhecemos, portanto, toda a dinâmica do passe espírita como transmissão de fluidos no processo aparentemente simplíssimo e eficaz do passe. Não há milagre nem sobrenatural na eficácia do passe, modestamente aplicado e divulgado por Jesus há dois mil anos. Essas as razões que nos levam a exigir, na atualidade, o respeito que o passe merece (...).

Diante desta recordação, temos que em diversas áreas notamos a prática do magnetismo, envolvendo o sangue: as magnéticas sutis emitidas pelas mãos e largamente praticadas por Mesmer, Hell, Du Potet, Lancelin, Reichenbach, Reich, etc., tendo sido os seus efeitos recentemente observados sob controle laboratorial por Zimmerman (campos magnéticos fracos), Justa Smith (atividade de enzimas), Dolores Krieger (aumento de hemoglobina), doadores de Johrei (temperatura, circulação sanguínea), Korotkov (alterações no sangue água, bile, etc., pela técnica GDV – Visualização por Descarga de Gás), Grad (Tensão Superficial da água) e outros (GERBER, 2000).

Lembremo-nos também desta bellíssima passagem envolvendo o Mestre Jesus e que nos reporta a seguinte situação: "E uma mulher, que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e gastara com os médicos todos os seus haveres, e por nenhum pudera ser curada. Chegando por detrás dele tocou na orla do seu vestido, e logo estancou o fluxo do seu sangue." E disse Jesus: "Quem é que me tocou? Pois saiu de mim uma virtude." Uffa....Magnetismo saindo até pelas vestes do Mestre, não é mesmo? E com tamanha sensibilidade que alguém lhe tocou apenas as vestes e Ele percebeu a cura, tudo aquilo que O motivou a dizer quem é que me tocou, pois saiu de mim uma virtude; é a criatura se curou.

Bom, só nos cabe, diante destes exemplos e destas considerações, observar o que se segue. Vimos que tudo se realiza através da força do pensamento, da imposição das mãos (que retiram do espaço elementos, acrescentando-os aos seus fluídicos emanados) e das forças estudadas não apenas pelos meios espiritistas e espiritualistas, mas também materialistas. Embora no ato da doação de sangue façamos isso envolvidos em muito amor e em muita paz, devemos ter a consciência que ao sair de nosso corpo o sangue não mais contará com nosso princípio vital ou energético, embora assim o esteja no ato.

Mas, existe toda uma manipulação feita neste sangue, inclusive o seu congelamento. Ficará sim registrada a nossa boa intenção, o nosso amor e o nosso desejo sincero de que o sangue seja útil e cure algum enfermo. A pessoa que recebê-lo, assim como seu acompanhante ou administradores tem grande parcela de responsabilidade em reativar esses fluidos, através da sintonia com o alto, com o amor e o desejo sincero de cura e benefício ao doente. E isso deve estar claro em nossa mente, porque quando acompanhamos um doente, não estamos ali para enfeite, principalmente nós que conhecemos um pouco destas situações.

Talvez agora vocês entendam o porquê de eu querer trazer este conteúdo aparentemente tão destoante, mas tão cabível no contexto geral. Amor, pensamentos de alegria e bondade, desejo sincero, fé. Tudo isso é medicamento e temos de forma inesgotável dentro de nós. Saibamos encontrar, usar, distribuir, ministrar. Não nos arrependeremos.

Corroborando, temos as questões 555 e 556 do livro dos Espíritos. Na 555 Kardec complementa:

(...) O Espiritismo e o magnetismo nos dão a chave de uma multidão de fenômenos sobre os quais a ignorância teceu uma infinidade de fábulas em que os fatos são exagerados pela imaginação. O conhecimento esclarecido dessas duas ciências, que por assim dizer são apenas uma, mostrando a realidade das coisas e sua verdadeira causa, é a melhor defesa contra as idéias supersticiosas, porque mostra o que é possível e o que é impossível, o que está nas leis da natureza e o que é apenas uma crença ridícula(...).

E na questão seguinte ele pergunta e obtém como resposta:

556 Algumas pessoas têm verdadeiramente o dom de curar pelo simples toque?
– O poder magnético pode chegar a esse ponto quando se alia à pureza dos sentimentos e um ardente desejo de fazer o bem, porque os bons Espíritos vêm em sua ajuda, mas é preciso desconfiar da maneira como as coisas são contadas por pessoas muito crédulas ou entusiasmadas, sempre dispostas a ver o maravilhoso nas coisas mais simples e naturais. É preciso, também, desconfiar das narrações interesseiras das pessoas que exploram a credulidade em seu proveito.

Bom gente, é isso. Excesso de credulidade é prejudicial. O estudo, embora em muitos momentos seja cansativo, nos traz a acuidade e a lucidez necessárias para que não sejamos levados por mecanismos de fé cega e nem de charlatães. Charlatães temos aos montes e em todos os setores: lobos vestidos em pele de cordeiro, que só aprenderemos a discernir e distinguir, através da observação e do conhecimento. Vale a pena uma passadinha, de vossa parte, pelo Livro Primeiro, Capítulo VII do Livro O Céu e o Inferno, que nos fala da carne fraca. Vamos às células-tronco.

Antes de adentrar ao aspecto espírita das células-tronco e ás controvérsias, gostaria de trazer algumas explicações técnicas acerca do termo e de suas ramificações. Estes dias, estudando e lendo sobre o tema, aprendi muitas coisas e creio que são estas coisas que estão desconhecidas para a maioria das pessoas.

O que são células-tronco?

As células-tronco são células muito especiais. Elas surgem no ser humano, ainda na fase embrionária, previamente ao nascimento. Após o nascimento, alguns órgãos ainda mantêm dentro de si uma pequena porção de células-tronco, que são responsáveis pela renovação constante desse órgão específico. Essas células têm duas características distintas:
1- elas conseguem se reproduzir, duplicando-se, gerando duas células com iguais características;
2– conseguem diferenciar-se, ou seja, transformar-se em diversas outras células de seus respectivos tecidos e órgãos.
Um exemplo é a célula-tronco hematopoética, que no adulto se localiza na medula óssea vermelha. Na medula óssea, ela é responsável pela geração de todo o sangue.
Essa é célula que efetivamente substituímos quando realizamos um transplante de medula óssea.


Onde podemos encontrar as células-tronco?

Além da célula-tronco hematopoética, pesquisas recentes têm demonstrado a presença de células-tronco específicas, presentes em tecidos como, fígado, tecido adiposo, sistema nervoso central, pele etc. A utilização para fins terapêuticos dessas células também tem sido alvo de vários estudos.


O que é o sangue de cordão umbilical e placentário (SCUP) e por que ele é tão especial?

Durante a gravidez, o oxigênio e nutrientes essenciais passam do sangue materno para o bebê através da placenta e do cordão umbilical. O sangue que circula no cordão umbilical é o mesmo do recém-nascido. Quando pesquisadores identificaram no cordão umbilical um grande número de células-tronco hematopoéticas, que são células fundamentais no transplante de medula óssea, este sangue adquiriu importância, pela doação voluntária, para pessoas que necessitem do transplante.


O que eu pude constatar com minha leitura leiga, ou seja, apenas de alguém interessada no assunto, é que muito está se descobrindo recentemente. As pesquisas que foram autorizadas aqui no Brasil, embora promovam e promoveram uma série de protestos, possuem um benefício imensurável a ser ofertado. Ainda não existe tudo aquilo que vemos ou vimos nas manifestações.

Pessoas que estão em cadeiras de rodas e aguardam ansiosos por esta nova ‘cura’, precisam ter os pés no chão ante ao fantasioso e ambicioso de tudo que se descortina. Tivemos em 2005 o caso de um cientista Sul Coreano, se não me falha a memória, que alvoroçou o mundo científico com suas descobertas, acerca do assunto.

 

Exposto em 15-07-08 por Fiorell@!

 

 
 

 

 

Células-tronco embrionárias: ciência pró e contra a sua utilização

"Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu" (Mt 16, 19).

Semana passada após finalizarmos as abordagens acerca do aspecto espiritual no transplante de órgãos, as influências ou não que os órgãos podem trazer de seus doadores (referendamos inclusive o magnetismo) adentramos ao sub-tema Células-tronco.

Até aqui abordamos as chamadas células tronco adultas, que são pesquisadas há mais de 20anos e responsáveis pelos atuais sucessos alardeados atualmente, embora ninguém faça caso disso. Adentrando às embrionárias temos que são as:

(...) Células-tronco encontradas em embriões com até uma semana de vida, e que aparentemente constituem o material perfeito para que cientistas desenvolvam novos e poderosos tratamentos para diversos tipos de doenças.

As células-tronco embrionárias são células-mestre que podem se especializar e formar diferentes tipos de células e tecidos no organismo. Ou seja, a partir das células-tronco se formam outros tipos de células especializadas e presentes em diferentes tecidos do corpo humano. Devido a essa característica elas oferecem o potencial de regenerar órgãos ou tecidos lesados.

O problema é que ao se extrair as células-tronco os embriões são mortos. Atualmente existem três métodos para a obtenção de células-tronco embrionárias:

1. Utilização de embriões em excesso encontrados nas clínicas de fertilização, ou seja, os embriões não usados nos processos de fertilização assistida;

2. Criação de embriões especificamente para a obtenção das células-tronco, através da fertilização in-vitro, com a utilização de óvulos e espermatozóides de doadores voluntários;

3. A clonagem. Uma vez desenvolvido o embrião, através dos métodos discutidos acima, os cientistas removem as células-tronco, matando os embriões. As células-tronco removidas são colocadas em um caldo rico em proteínas e enzimas onde podem crescer e se multiplicar. Os cientistas estão desenvolvendo técnicas onde é possível direcionar o crescimento das células-troncos em células especializadas desejadas. Assim, para diferentes tratamentos seriam desenvolvidas, a partir das células-tronco originais, células sanguíneas, pancreáticas, nervosas etc. Essas novas células sadias seriam implantadas em pacientes receptores com diversos problemas.

A esperança aqui é que as “novas” células (desenvolvidas em laboratório a partir das células-tronco) atuem terapeuticamente no receptor tratando doenças tais como Alzheimer, Parkinson, diabete, enfarte, derrame e lesão na medula espinhal. (...) (1)

E esse foi o cerne do escândalo científico constado através da afirmação do Cientista Sul Coreano que tinha conseguido isolar essas células, reproduzi-las e fazer clones humanos. Mas, conforme falamos semana passada, quando estas experiências foram para uma ‘auditoria’, constatou-se que elas não desenvolveram a resposta necessária e alardeada. O meio científico ficou com a cara no chão.

Ainda embalados pelos sonhos de ventura das chamadas células tronco embrionárias, muitos estão acreditando que em coisa de 5 anos poderão voltar a andar. E cientistas afirmam, aqueles mais cautelosos, que se realmente ficar comprovada a eficácia do uso de células tronco embrionárias, esse grande salto curador só acontecerá em uns 20 anos. Haja cautela nessa estimativa.

De concreto e alarmante, temos um estudo excelente apresentado no site UOL com mais ou menos 10 páginas, na seção denominada Scientific American Brasil, em que dois cientistas mostram muitos ângulos acerca das células tronco embrionárias. Está intitulada como “Obstáculos no caminho que leva da promessa terapêutica aos tratamentos reais em seres humanos” e pode ser encontrado, inclusive em sites de ORG dos Estados unidos, Itália dentre outros países.

Separamos aquilo que nos interessa, a outra face da moeda pelo aspecto científico e que é pouco alardeado, muito embora os segmentos religiosos e humanistas estejam se empenhando em fazê-lo, mas sem o aval científico e, portanto, sujeito a observações de que são opiniões isoladas e embasadas apenas em crença religiosa e improvável. A diferença neste artigo está, justamente, nos autores. Renomados cientistas!!Vamos aos pontos que nos interessam:

...Os pacientes se enchem de esperança com os relatos das propriedades quase miraculosas dessas células, mas muitos dos estudos científicos mais comemorados foram refutados posteriormente, e outros dados foram distorcidos em debates não sobre a técnica, mas sobre a moralidade de retirar essas células de embriões humanos.

...Muitos obstáculos técnicos precisam ser superados e muitas questões sem resposta precisam ser solucionadas antes de podermos utilizar as células-tronco com segurança.

...Por exemplo, a simples identificação de uma célula-tronco verdadeira pode ser complicada. Mesmo com exames minuciosos e exaustivos, não é possível distingui-las por sua aparência. É seu comportamento que as define.

...Com produtos químicos, freqüentemente conseguimos levá-las a se transformar em um tipo específico de célula. Mas elas parecem preferir certos tecidos - viram facilmente aglomerados de células cardíacas que batem, por exemplo -, enquanto outros são muito mais difíceis de produzir.

... Como ainda não entendemos os sinais que instruem as células a escolher determinado caminho durante o desenvolvimento embrionário, os pesquisadores vêm estudando seu "nicho" natural, a fim de entender possíveis indícios ambientais.

...Mas derivar células é apenas metade da batalha. Células TE podem produzir com facilidade placas cheias de neurônios, por exemplo, mas eles só terão utilidade se puderem ser inseridos em um cérebro vivo, criando conexões e "conversando" com os neurônios a seu redor. Em 2001, os pesquisadores acreditaram ter conseguido um grande avanço quando Ronald McKay, dos Institutos Nacionais de Saúde, relatou ter gerado células produtoras de insulina (importante objetivo na pesquisa de células-tronco) a partir de células TE de camundongos. No ano passado, no entanto, Douglas A. Melton, da Universidade Harvard, reproduziu o experimento de McKay e descobriu que as células haviam absorvido insulina do meio de cultura, em vez de produzi-la.

...O ideal seria injetar células TE na parte do organismo que necessita de regeneração, deixando que elas obtenham as informações necessárias do ambiente. A pluripotência das células TE, no entanto, torna essa alternativa perigosa demais para terapias em seres humanos. As células poderiam formar um teratoma, ou se diferenciar em um tipo de tecido indesejável, ou ambos.

... Em experimentos com animais, existem diversos relatos de teratomas com dentes totalmente formados. Em vez de se arriscar a criar um tumor ou um dente no cérebro ou no coração de um paciente com injeções diretas de células TE, ou de tentar produzir tecidos funcionais específicos, muitos pesquisadores vêm buscando um meio-termo.

... Os cientistas ainda não sabem se a reprogramação ou algum outro aspecto da manipulação desses embriões poderiam introduzir mutações genéticas que predisponham as células TE ao envelhecimento ou ao câncer. Mutações genéticas hereditárias, como as que causam hemofilia ou distrofia muscular, também teriam de ser corrigidas antes de as células do próprio paciente serem empregadas para a criação de células TE.

...A saúde das células TE derivadas de embriões clonados também é questionada, uma vez que experiências desse tipo esbarram em uma taxa muito elevada de deformidades e mortalidade.

Por Robert Lanza e Nadia Rosenthal

Ver texto completo em:

http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/celulas-tronco.html

Existem outros dados interessantes, como, por exemplo, o de que os maiores investigadores já as estão abandonando estas pesquisas com células tronco embrionárias e esta informação se encontra em editorial publicado pela revista científica inglesa Nature, uma das mais respeitadas do mundo (vol. 450, 7170|29, em novembro de 2007).

Conforme a publicação inglesa, “James Thomson, da Universidade de Wisconsin–Madison, um dos cientistas que primeiro isolaram as células-tronco embrionárias humanas e co-autor em um desses recentes estudos com as células reprogramadas, escolheu este momento para colocar, publicamente, sua aversão ao uso de células-tronco embrionárias humanas.

E Ian Wilmut, da Universidade de Edimburgo, Reino Unido, cuja equipe criou a ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado, diz que está abandonando planos de trabalho com células-tronco embrionárias humanas. Muitos cientistas que estudam células-tronco partilham dessa inquietação geral, tanto devido ao dilema de trabalhar com embriões como pelo fato de que as mulheres têm de doar os óvulos em um procedimento altamente invasivo.”

Ocorre que aqui no Brasil o assunto estava até meio que abafado, inclusive com a descoberta que os dados fornecidos em 2005 para que se aceitasse o estudo das células troncos embrionárias eram deturpados, como por exemplo a estimativa que se tinha do tanto de embriões congelados. Falou-se em um número estapafúrdio, quando na realidade o montante chegava a cerca de 3.000.

Existe aquilo que nosso companheiro chama de uma 'discussão braba', em torno de alguns dados acerca do início da vida. Para alguns cientistas, a vida começa apenas a manifestação das células nervosas no embrião, ou seja, lá pelo 14º dia de gestação. Baseados nesta defesa alegam que utilizar embriões com até 7 dias de vida é utilizar apenas um amontoado de células e não um ser vivo.

Uma outra situação necessária é que se tenha acima de 100 células tronco dentro deste tal amontoado de massa e estudos revelam que Células-tronco embrionárias são encontradas no Blastócito que é reconhecido como o embrião fertilizado e com apenas 100 células em sua composição geral. Para receber o nome de Blastócito, o embrião precisa ter em torno de 8 dias de vida.

E isso é todo o buxixo ético e moral que tem ocorrido por conta desse assunto. A pergunta que já tem resposta, mas que parece ter sido convenientemente modificada é a de que a vida começa no zigoto, ou seja, na junção do óvulo com o espermatozóide.

Porém, alguns cientistas querem defender que a vida, propriamente dita, só começa quando do surgimento das células nervosas, como dissemos acima. Tendenciosidade ímpar, segundo geneticistas e biologistas que também são humanitaristas. Lembrando, meninos e meninas, que os maiores investidores em tudo o que se fala acerca deste assunto, são as organizações privadas e alguns governos, dentre o americano, que estimulam tudo isto visando não apenas o progresso ou a melhoria do ser humano, mas sim fins lucrativos.

Outro exemplo poderá ser visto através deste artigo, em que uma cientista nos fala de suas descobertas utilizando-se de camundongos e as grandes frustrações que este experimento vem encontrando ao utilizar células-tronco embrionárias. Acesse aqui: Cientistas clonam ratos a partir de células-tronco adultas.

Bom gente. Se a Ciência é que é preto-no-branco se divide neste assunto, vocês já podem imaginar os integrantes do Movimento Espírita. Tentei reunir em um mesmo contexto todas as informações correlacionadas encontradas nos livros da Codificação. Claro que pode haver outras e que eu não tenha inserido e isso poderemos ver com o correr do tema!!

Começo com uma colocação contida no livro A EVOLUÇÃO ANÍMICA de Gabriel Dellane, lembrei deste trem e vim aqui só para trazê-lo:

(...)A união de alma e corpo começa na concepção, mas só se completa no instante do nascimento. O invólucro fluídico é que liga o Espírito ao gérmen, e essa união vai-se adensando, torna-se mais íntima de momento a momento, até que se completa quando a criança vem à luz.

No período intercorrente, da concepção ao nascimento, as faculdades da alma são pouco a pouco assomadas pelo poder sempre crescente da força vital, que diminui o movimento vibratório do perispírito, até o momento em que, não atingido o mínimo perceptível, o Espírito fica quase totalmente inconsciente. Dessa diminuição de amplitude do movimento fluídico é que resulta o esquecimento (...).

Temos também as seguintes colocações em nossas Obras básicas. Estas no Livro dos Espíritos:

136ª. O corpo pode existir sem a alma?
– Sim, pode; porém, desde que cesse a vida no corpo, a alma o abandona. Antes do nascimento, não há união definitiva entre a alma e o corpo; ao passo que, depois que essa união está estabelecida, só a morte do corpo rompe os laços que o unem à alma, que o deixa. A vida orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não pode habitar um corpo em que não há vida orgânica.

136b. O que seria nosso corpo se não houvesse alma?
– Uma massa de carne sem inteligência, tudo o que quiserdes, exceto um ser humano.

Baseados nestas duas questões, temos a defesa de alguns espíritas para que seja aceito sem maiores traumas na consciência, as experiências com Células Tronco Embrionárias, haja vista o fato de que existe grande probabilidade destes embriões ali abandonados em um congelador não possuírem um espírito acoplado. Para eles, a Espiritualidade responsável pelo processo de reencarne não depositaria naqueles embriões, um espírito para que ali permanecesse sem a possibilidade de reencarne.

Por outro lado, se excepcionalmente houvessem ali espíritos ligados, estariam passando por um processo expurgatório e para sustentarem essa premissa, fazem uso desta passagem contida em André Luiz, no livro Nosso Lar:

André Luiz, no cap. 27 do livro "Nosso Lar", refere-se a Espíritos adormecidos há longo tempo em uma câmara da Colônia Espiritual (do mesmo nome da obra), sofrendo pesadelos sinistros. Inferimos que a transferência de alguns desses Espíritos para tais embriões poderá representar um primeiro passo para futura reencarnação, vez que permaneceriam no sono que antecede à reencarnação (questões n°s 345 e 351 de "O Livro dos Espíritos"), ao tempo que estariam auxiliando o progresso da ciência terrena, captando tal crédito.

A opinião aqui expressa não pertence a Eurípedes Kühl, eles apenas descreve opiniões recolhidas dentro do Movimento Espírita. Lembrando aos mais entusiastas que boa parte das obras de Eurípedes não são mediúnicas e sim de seu próprio cunho, fruto de pesquisas e estudos por ele realizados. Bom, que nos diz as questões citadas? Na 345 temos:

345 A união entre o Espírito e o corpo é definitiva desde o momento da concepção? Durante esse primeiro período o Espírito poderia renunciar ao corpo designado?
– A união é definitiva no sentido de que nenhum outro Espírito poderá substituir o que está designado para aquele corpo. Mas, como os laços que o unem são muito frágeis, fáceis de se romper, podem ser rompidos pela vontade do Espírito, se este recuar diante da prova que escolheu; nesse caso, a criança não vive.

Ou seja, seria o equivalente a dizer que se o embrião não for escolhido para gestação ou passar por um processo como os descritos acima, aonde suas células são retiradas descartando-se o restante, terá o Espírito a esse ‘corpo’ ligado, a potencialidade de desligar-se a qualquer momento.

Fonte: (1) Marcelo Coimbra Régis - Dezembro de 2001

Exposto em 22-07-08 por Fiorell@!

 

 
 

 

 

Início da vida e ligação do Espírito

"Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu" (Mt 16, 19).

Semana passada adentramos as questões que envolvem o início da vida pelo prisma da codificação espírita. E eis que nos deparamos com uma situação que Kardec chamaria de Proteu!!

Pois é. Temos aqui um Proteu–embrionário ou um Proteu-príncípio-da-vida ou um Proteu-ligação-do-Espírito. Talvez alguns de vocês se recordem, pois esta parte foi abordada por Herculano Pires, na introdução comemorativa ao centenário do Livro dos Espíritos em alusão ao comentário feito por Kardec no item II da Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, ou seja, nós abordamos essa forma de expressão pelo menos duas vezes durante nossos estudos.

Quando kardec aborda as várias maneiras com que Alma, Princípio Vital e Fluido Vital são designadas pelas várias vertentes, dentre elas o materialismo, panteísmo e espiritualismo (lembrando que espiritualismo não é Doutrina Espírita), ele nos diz que situações em que uma mesma coisa pode ser ajeitada ou interpretada de modo conveniente a quem se expressa ou interpreta, faz criar aí um chamado Proteu.

Proteu, para refrescar nossa memória era uma criatura da Mitologia Grega que tinha o dom da premonição e da vidência e isso fazia com que as pessoas o procurassem de forma interesseira. Para fugir desse assédio desagradável, ele assumia formas assustadoras, mas se alguém fosse corajoso o suficiente para encará-lo, eis que ele acaba revelando-lhe a verdade.

Ou seja, as várias faces e formas com que Proteu se apresentava, dava-lhe diversas conotações, variando conforme o medo de quem o via. A Doutrina Espírita, dentro de seus participantes não está isenta desta situação, infelizmente.

Algumas respostas muito claras e simples contidas em nosso Livro dos Espíritos, ganharam interpretações diferentes quando relacionadas ao mesmo assunto. Ou seja, às vezes reclamamos do pão-pão queijo-queijo de Kardec ao fazer as perguntas ou até mesmo repeti-las com uma outra maneira de se expressar, mas podemos perfeitamente entender o porquê: as várias interpretações que se pode dar à mesma coisa.

Foi isso que encontramos na última parte abordada semana passada. Primeiro vimos através da questão 136ª e b que o corpo pode sim existir sem alma, mas a alma só nele poderá habitar desde que exista vida orgânica.

Baseados nestas questões, temos algumas vertentes do Movimento Espírita que os embriões congelados lá estão sem nenhum espírito nele ligado, ou ainda, quando falam de forma comedida, esses companheiros de crença doutrinária alegam que é possível que sejam gerados corpos sem alma e que utilizá-los em pesquisas científicas seria benéfico a todos quantos por elas forem envolvidos.

Por outro lado, se excepcionalmente houvessem ali espíritos ligados, poderiam assim estar em um processo expurgatório e de grande validade para seus próprios espíritos, que abnegadamente cederiam seus corpos em benefício de outros seres que, eventualmente tenham prejudicado em existências pretéritas. Em seu socorro, utilizam-se da passagem contida em Nosso Lar, de André Luiz e que Eurípides Kühl nos traz na seguinte forma:

(...) André Luiz no cap. 27 do livro "Nosso Lar", refere-se a Espíritos adormecidos há longo tempo em uma câmara da Colônia Espiritual (do mesmo nome da obra), sofrendo pesadelos sinistros. Inferimos que a transferência de alguns desses Espíritos para tais embriões poderá representar um primeiro passo para futura reencarnação, vez que permaneceriam no sono que antecede à reencarnação (...)

Temos também esta declaração: (...) No futuro, esperando que esteja bem próximo, acreditamos que os espíritas estarão em uma posição bem confortável, em relação às células-tronco embrionárias. Não nos negaremos a uma possível cura e, ao mesmo tempo, mesmo sabendo da pequena possibilidade de ter estado algum espírito ali presente, oraremos ao Pai para que abençoe e guarde, se lá estava, o irmão espiritual, ovóide ou quem quer que seja, que proporcionou a possibilidade do resgate de faltas pretéritas, sendo veículo do expurgo da aflição e do sofrimento, acarretando a extinção da expiação (...). O autor, Américo Domingos Nunes Filho é médico, presidente da AME-RIO e Vice-Presidente da ADE-RJ, é também escritor espírita com nove livros publicados.

Eu, particularmente, não gosto muito deste pensamento, principalmente aonde ele propõe a seguinte situação: ao tempo que estariam auxiliando o progresso da ciência terrena, captando tal crédito. Conforme foi elucidado pelo nosso companheiro Marcio, a colocação pertence a Joanna de Angelis e, com todo respeito a sua envergadura moral, discordo da forma de se colocar a situação, mas compreendo que faz parte do esclarecimento e do aprendizado acerca do assunto.

Bom gente, essa é uma opinião muito minha. Tem gente que acha super natural trazer da casa espírita as doações que foram ofertadas a terceiros, ou seja, aquele arroz e aquele feijão que alguém deu na Casa Espírita achando que iria ser destinado a doação em alguma entidade, foi parar na casa dos trabalhadores da Casa.

Tudo uma questão de ponto de vista....alegam que se a pessoa está passando necessidade, não haveria mal algum em destinar ao trabalhador da casa o que foi angariado em nome de uma entidade, mas há que existir a ética. E, quando falamos que alguém se propõe espontaneamente a servir nesta situação do embrião, existe uma certa acomodação do pensamento, não é mesmo?Enfim, vejamos mais um comentário de Eurípides Kühl:

(...) c. ali está um Espírito que durante sua(s) existência(s) terrena(s) amealhou inúmeros inimigos, por causa do seu grande poder e procedimento cruel, que pode até ter causado milhares de vítimas, as quais, agora no Plano Espiritual, perseguem-no obstinadamente, com propósitos vingativos; se esse Espírito for alocado num embrião congelado isso lhe proporcionará abrigo (esconderijo) indevassável, constituindo isso defesa contra tantos vingadores.

Simultaneamente, receberá tratamento espiritual a cargo de enfermeiros espirituais, podendo arrepender-se e iniciar processo de reconstrução moral. Quanto mais tempo ali permanecer, maior a chance dos perseguidores evoluírem e abandonarem a idéia de vingança, ou, no mínimo, reencarnarem e temporariamente concederem trégua para esse Espírito, assim contemplado com bênção inapreciável!

Gente, para mim, esse é o grande problema de algumas situações. E o nome do problema é: especulação!! Especulasse demais!! Faz lembrar o caso do garoto João hélio em que queriam atribuir uma justificativa ‘palpável’ para que ele fosse morto como foi. No caso das células embrionárias, queremos que a pesquisa seja aceita de qualquer forma, então, primeiro dizemos que não existem espíritos ligados àqueles corpos e, depois, ainda nos saímos com galhardia para o caso de se ali sim houverem espíritos ligados. Terreno arenoso e escorregadio, que vou deixar para que vocês reflitam. Eu já disse como me sinto ante esta postura.

Existem duas questões levantadas por Eurípides para corroborar o que atesta André Luiz. Vamos a elas:

345 A união entre o Espírito e o corpo é definitiva desde o momento da concepção? Durante esse primeiro período o Espírito poderia renunciar ao corpo designado?
– A união é definitiva no sentido de que nenhum outro Espírito poderá substituir o que está designado para aquele corpo. Mas, como os laços que o unem são muito frágeis, fáceis de se romper, podem ser rompidos pela vontade do Espírito, se este recuar diante da prova que escolheu; nesse caso, a criança não vive.

Ou seja, seria o equivalente a dizer que se o embrião não for escolhido para gestação ou passar por um processo como os descritos acima, aonde suas células são retiradas descartando-se o restante, terá o Espírito a esse ‘corpo’ ligado, a potencialidade de desligar-se a qualquer momento.

Mas, eis que nos chega a questão 351 em socorro desta afirmativa ou interpretação, como Eurípides mesmo assinalou:

351. No intervalo da concepção ao nascimento, o Espírito desfruta de todas as suas faculdades?
– Mais ou menos, de acordo com a época, visto que ainda não está encarnado, e sim vinculado. Desde o instante da concepção, o Espírito começa a ser tomado de perturbação, anunciando-lhe que é chegado o momento de tomar uma nova existência; essa perturbação vai crescendo até o nascimento. Nesse intervalo, seu estado é quase idêntico ao de um Espírito encarnado durante o sono do corpo. À medida que a hora do nascimento se aproxima, suas idéias se apagam, assim como a lembrança do passado, do qual não terá mais consciência, como pessoa, logo que entrar na vida. Mas essa lembrança lhe volta pouco a pouco à memória ao retornar ao seu estado de Espírito.

Corroborando esta colocação, temos a próxima, contida no Livro dos Médiuns:

(...) 51ª Pode evocar-se um Espírito cujo corpo ainda se ache no seio materno?
“Não; bem sabes que nesse momento o Espírito está em completa perturbação”.
Nota. A encarnação não se torna definitiva senão no momento em que a criança respira; porém, desde a concepção do corpo, o Espírito designado para animá-lo é preso de uma perturbação que aumenta à medida que o nascimento se aproxima e lhe tira a consciência de si mesmo e, por conseguinte, a faculdade de responder(...).

Podemos entender que no ato da concepção o espírito ainda está plenamente lúcido a ponto de fazer a escolha supra citada, ou seja, desligar-se do embrião quando ele não for escolhido para vida e sim para testes. Mas, falamos da perturbação que acomete as criaturas nesta situação, a do reencarne.

Afirmar que o Espírito poderia se desligar do embrião, por exemplo, ao antever o manuseio de seu ‘corpo’, é um tanto fantasioso e sem propósito, haja vista as elucidações recebidas nestas questões, aonde o Espírito não está mais de plena posse de suas faculdades, além de que, não é ‘acoplado’ ao embrião apenas por sua livre e espontânea vontade, mas sim por todo um rigoroso processo de reencarne.

Embora tenhamos citado que os abortos espontâneos em muitos momentos são esses tipos de situação ocorrendo (ou o espírito voltando atrás e fugindo do reencarne ou a mãe rejeitando-o de tal maneira a expeli-lo do corpo). Mas, nestas situações, não falamos de lucidez e de livre-arbítrio como é para nós encarnados, mas sim situações excepcionais que podem ser interpretadas desta maneira.

Vamos somar pontos de vistas e questões da Codificação, quem sabe cheguemos a um consenso:

344- Em que momento a alma se une ao corpo?
- A União começa na concepção, mas ela não se completa senão no momento do nascimento. Desde o momento da concepção, o Espírito designado para habitar tal corpo a ele se liga por um laço fluídico que vai se apertando, cada vez mais, até que a criança nasça; o grito que se escapa, então, da criança, anuncia que ela se conta entre os vivos e servidores de Deus
.

Nada mais é do que aquilo que trouxemos nas palavras de Gabriel Dellane, logo no princípio desta abordagem. Apenas aqui temos que a união se concretiza quando do choro da criança, ou seja, quando dela despertando fora do ventre materno. Temos mais duas questões:

346 – Que acontece para o Espírito se o corpo que escolheu morrer antes de nascer?
- Ele escolhe um outro.


346ª.- Qual pode ser a utilidade dessas mortes prematuras?
- As imperfeições da matéria, na maioria das vezes, são a causa dessas mortes. São as mais freqüentes causas dessas mortes.

Aqui temos uma visão interessante, mostrando-nos como que o ‘abortamento’ do Espírito ante a matéria defeituosa. Entendamos aqui o defeituoso de forma figurada. Ao constatar-se que a matéria sucumbiu, ou seja, não teve a sua formação levada ao término, o Espírito não permaneceria ligado aquele corpo, diferente daquilo que vemos no caso da morte, em que nos mantemos ligados ao corpo pelos laços fluídicos que já se fortaleceram durante a existência terrena.

Essa diferença se faz justamente devido ao perispírito que, como vimos anteriormente, ainda não fixou a ligação entre o Espírito e a matéria, no caso do reencarne. Quando morremos, já tivemos essa situação complementada, ou seja, desde o momento em que nascemos a ligação se efetiva. Há inclusive especulações de que essa ligação se efetuaria plenamente somente aos 7 anos. Aliás, uma vez mais temos a colaboração de nosso companheiro Marcio que diz ser uma informação de Alexandre, o mentor espiritual de André Luiz, ou seja,pelo que pude entender não são as Obras Básicas. Temos ainda mais uma questão contida em A Gênese no capítulo XI item 18:

(...) Quando o Espírito deve ser encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que nada mais é senão uma expansão de seu perispírito, o liga ao gérmen em cuja direção ele se sente atraído por uma força irresistível desde o momento da concepção. À medida que o gérmen se desenvolve, firma-se o laço; sob influência do princípio vital material do gérmen, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula por molécula ao corpo que o forma (...)

Existe uma força de atração que liga o Espírito ao corpo em formação. Leis da Natureza e que escapam à nossa concepção. Embora seja um elo de junção, não significa que o Espírito está ali, coladinho no corpo, mas sim que já existem laços entre este espírito e este corpo. Lembram-se da questão 345 que nos lembra que uma vez destinado um espírito aquele corpo, outro não poderá habitá-lo? Existe um programa e um entendimento muito sutil e que nos foge ao entendimento. Se soubéssemos exatamente como se processa isso, teríamos acabado com todas as especulações, pois saberíamos com certeza inconteste se aquele corpo possui ou não um Espírito. Que nos leva a próxima questão...

Exposto em 29-07-08 por Fiorell@!

 

 
 

 

 

Embrionárias e Movimento Espírita: prós e contras.

"Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu" (Mt 16, 19).

Adentramos no encontro passado a um aspecto importante acerca da vida, da ligação ou não do Espírito ao feto e seqüências destes assuntos. Abordamos algumas questões colocadas pelo meio espírita e as interpretações que se dão a elas. Apenas lembrando como referencial, abordamos as questões:

345 que fala sobre a união do espírito ao corpo, questionando se ela é definitiva desde o início e ainda querendo saber se o Espírito poderia abrir mão do corpo em que está. Aliás, rememorando essa passagem, eis que me recordo de que existem reencarnações compulsórias, ou seja, aquela em que o Espírito é designado ao reencarne mesmo contra a sua vontade, mas sempre zelando para que seja em seu benefício e seguindo as Leis de Deus.

Oras, se for tão fácil assim desistir do reencarne, seria o equivalente a dizer que se a pessoa não estiver satisfeita com a família, com as posses, com o corpo que terá e tantas outras coisas, ela simplesmente sai correndo e a espiritualidade fica a ver navios. Não creio nisso. Não creio nessa bagunça toda. A disciplina também impõe limites às situações.

Temos sim o nosso livre-arbítrio, Deus é compassivo, bom, justo, tolerante e etc. e tal, mas chega uma hora que não tem para aonde correr: ou aprende ou aprende. Felizes daqueles que se resignam e resolvem colaborar. A organização, a disciplina, o cumprimento de horários e compromissos é habitué na espiritualidade. Aqui, somos flexíveis.....

A outra questão que abordamos é a 351 que busca saber se no intervalo existente entre a concepção e o nascimento se o Espírito desfruta de lucidez ou de todas as suas faculdades. E vimos que existe uma grande perturbação neste período, variável em intensidade e profundidade, mediante quem é o Espírito reencarnante, ou seja, diante de sua moralidade e elevação. O apagar da consciência se dá bem próximo ao nascimento, o que nos faz crer que o Espírito, em tendo condições para isso, neste intervalo não está adormecido, mas sim atuante, perto ou longe do corpo.

Chegamos á tranqüila questão 344 em que aprendemos que o momento em que o Espírito se liga ao corpo, de maneira completa, é justamente no ato do nascimento. Existem ainda outros relatos da espiritualidade, mas preferimos nos ater às Obras básicas que, em ponto algum, aborda algo diferente deste enunciado.

Na direta questão 346, vimos que se o corpo que o Espírito escolheu para nascer, morrer antes do momento consumado, ele deverá escolher outro, ou seja, vai reencarnar, num ou em outro corpo, claro que com as dificuldades decorrentes da situação. Não vai apenas pegar outro corpo, como quem muda de roupa, mas que vai reencarnar, se assim está estabelecido, lá isso vai.

Vimos que estas chamadas mortes prematuras são justamente para depuração do corpo ou para aprendizado dos envolvidos. Bom, diante deste pequeno retrocesso, não custa lembrar-lhes de que “O escândalo é necessário, mas ai daquele que o deflagrar”. Portanto, prossigamos com as próximas questões:

353 – A união do Espírito e do corpo não estando completa e definitivamente consumada senão depois do nascimento pode-se considerar o feto como tendo uma alma?
– O Espírito que o deve animar existe, de alguma forma, fora dele. Ele não tem propriamente falando, uma alma, pois a encarnação está somente em vias de se operar; mas está ligado à alma que o deve possuir.

Aqui a espiritualidade nos ensina que ainda não existe o ser completo, ou seja, espírito, perispírito e corpo. Este ser completo ou completamente interligado só irá se efetuar quando na carne, pois antes disso ainda não se completou, como vimos nas questões anteriores. Vale lembrar que, como dizemos que para cada pé existe um par de sapato, aqui também se aplica a mesma máxima: para cada Espírito existe um corpo.

Agora adentraremos às opiniões pessoais de alguns expositores espíritas. Veremos colocações que são a favor das células-tronco embrionárias e suas pesquisas e aqueles que não são. Vejamos a seqüência que é fruto de estudo e pesquisa de Marcelo Coimbra Régis que é colunista do Espirit.net e segundo entendi engenheiro que apresentou um trabalho no IV Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita, em 1995. Baseando-se em André Luiz ele nos diz o seguinte:

(...) André Luiz em Missionários da Luz descreve com detalhes o processo reencarnatório de Segismundo. No caso em questão os Espíritos acompanham, influem e dirigem todo o processo reencarnatório. Em linhas gerais o processo descrito por André Luiz se dá da seguinte forma:
1. Segismundo (o Espírito desencarnado) se prepara para sua reencarnação, reduzindo seu perispírito ao tamanho de uma criança. Tal redução ocorre anteriormente à fecundação.
2. Os mentores espirituais “entregam” Segismundo aos pais, num processo de assimilação mental.

Neste ponto, precisamos nos recordar que os mesmos defensores disto que lemos, são os mesmos que defendem que o Espírito pode se desligar do corpo a qualquer instante, pois os laços ainda são frágeis. Oras, mas ele é reduzido a ponto de se tornar do tamanho de uma criança. Entregue aos pais, ainda que simbolicamente no ato da concepção. Ué.....Então é um bebê!! E que pensamentos possui um bebê? Seu perispírito foi reduzido ao tamanho de uma criança no ato da fecundação e ligação do espírito ao óvulo fecundado.

Entendem por que alguns relatos acabam se chocando com as respostas apresentadas no Livro dos Espíritos, por exemplo? Somente com muito estudo, compreensão e discernimento podemos entender se tal afirmativa está dentro ou fora do aceitável e, para isto, não nos basta lermos ou relermos a mesma questão ou tão somente a questão em enfoque.

Temos de pesquisar, ver opiniões e relatos diversos. Mas, saber a quem ouvir e a quem ler. Uffa...complicado isso, não? Temos mais relatado por André Luiz:

(...)3. Após o ato sexual, os mentores escolhem o espermatozóide mais conveniente para a fecundação, dirigindo seus influxos energéticos de forma que o mesmo tenha sucesso em fecundar o óvulo.
4. Nesse momento as atenções se voltam novamente para a forma reduzida de Segismundo, passando os mentores a coordenar a ligação do perispírito ao óvulo fecundado.
5. Estando perispírito e óvulo ligados, o processo caminha normalmente até o nascimento (...).

Marcelo Coimbra Régis, faz o seguinte comentário:

(...) À luz das pesquisas atuais a descrição acima é bem difícil de sustentar. Hoje centenas de óvulos fecundados não chegam a produzir nenhum ser humano, deixado que são nas clínicas de reprodução assistida ou em hospitais (...)

E é o mesmo Marcelo Coimbra Régis quem conclui da seguinte maneira:

(...) Como sempre a posição exposta por Allan Kardec em O Livro dos Espíritos me parece a mais adequada. Minha interpretação de tais conceitos no Espiritismo é de que os embriões desenvolvidos para a pesquisa ou aqueles não utilizados pelos casais em processo de fertilização assistida não possuem alma, sendo passíveis de destruição em prol da vida de outros. Ou seja, no âmbito da Doutrina Espírita não temos nenhuma conseqüência maior no fato de que vários embriões não cheguem a bom termo. Não estaríamos “matando” um ser, nem traumatizando o Espírito.

Novamente a conclusão aqui é que temos muito a aprender e que o Espiritismo e os espíritas devem acompanhar de perto a evolução da ciência. A realidade é que não sabemos quase nada do processo reencarnatório, nos prendendo apenas às descrições feitas por André Luiz há mais de 50 anos atrás. Nenhuma pesquisa de maior relevância foi levada a efeito. Poucas vezes temos solicitado aos Espíritos que descrevam o processo, e muitas vezes temos assumido como verdades opiniões e descrições particulares.(1) (1) Marcelo Coimbra Régis - Dezembro de 2001 (...).

Se nos recordamos do que foi abordado tempos atrás pelo lado científico e biológico, teremos que até agora existem dois lados da Ciência: aquele que defende o início da vida lá pelo 7º dia e o lado que considera já desde o zigoto ou óvulo fecundado. Vimos também a vertente do Movimento Espírita favorável ao trem das embrionárias. Agora gostaria de trazer-lhes as colocações feitas pela Associação médico Espírita Brasil e Internacional, composta apenas aqui no Brasil por 41 AME’s. Ou seja, espíritas que em sua profissão são médicos ou ligados à área.

Vamos ás colocações de Dra. Marlene Nobre. Desculpe-me se não está perfeito, fiz uma transcrição do áudio que se encontra disponível na página de vídeos da campanha DOAR DE SI; UM GESTO DE CARIDADE:

(...)Há muita polêmica em torno dos embriões congelados e nem poderia deixar de ser, porque afinal de contas é a vida humana que está em jogo.

Alguns dizem: "Vai jogar fora mesmo, os embriões, por que não levar para as pesquisas?"

E quem disse que você pode jogar fora? E Quem disse que você pode fazer o que quer do material genético?

Isso é crime. Isso é ilegal. De modo que não é jogar fora e nós estamos aqui para defender os direitos do embrião, porque o que nós temos visto é a 'COISIFICAÇÃO DO EMBRIÃO', quer dizer você pode descartá-lo a hora que você quiser, pode chutar , pode fazer dele o que você bem entender. por que? Porque ele é uma coisa.

E isto ou por detrás disto está uma escola Bioética Pragmática Utilitarista. Só tem valor ou só tem dignidade humana a pessoa que for auto-consciente, quer dizer , em torno de 1 ano e meio, 2 anos, a partir daí a pessoa ou o ser é auto-consciente, tem consciência de si mesmo.

Antes ele não tem valor nenhum ele é apenas vida biológica para este paradigma materialista reducionista utilitarista.

Então tudo o que você for fazer com o zigoto, o embrião não tem problema nenhum, porque não existe dignidade humana nesse material apresentado.

No entanto para nós médicos espíritas que temos como base a Bioética Personalista Espírita, nós cremos que a dignidade humana começa no zigoto, a partir da célula-ovo, a partir da união dos dois gametas o masculino e feminino, com a formação da célula ovo você tem o início da vida humana.

Ah, mas só quando tiver o sistema nervoso é que vai realmente ter atributos de ser humano. Não é verdade.

E os embriologistas sabem disso. E os estudiosos também. Todos os embriologistas reunidos em 2005 manifestaram-se a favor da vida a partir do embrião inicial, ou seja, da célula-ovo, a partir da união dos dois gametas, e os embriologistas e fisiologistas são unânimes em dizer que a primeira divisão define para a vida toda o que será o ser humano.

Quando ele vai ter sistema nervoso? A partir da sua condição embrionária, a partir da sua condição como zigoto,a partir da primeira divisão da célula-ovo, define a sua vida, você é um ser diferente de todos os outros com características especialíssimas.

Então não é a partir da formação do sistema nervoso que você tem um ser humano.Ele se inicia com o zigoto da célula ovo e a partir da primeira divisão

Erwin Rudolf Josef Alexander Schrödinger, o grande Schrödinger grande físico quântico, dizia que todo o projeto tetra dimensional do ser, está contido dentro do zigoto da célula ovo, não há o que discutir.

Então nós dizemos com todas as palavras, que a vida está presente, a dignidade humana por conseqüência esta presente no embrião ou na célula ovo.

Outro aspecto, como é que o espírito poderá estar ligado, de que forma aos embriões congelados? Pois é, mas eles estão. E é preciso que a ciência se renda a este fato.

Eu digo isso porque o menino Vinícius Dorti nasceu em Mirassol-sp interior do estado de SP, de parto cesariano e a aprtir de um embrião que estava a 8 anos congelado.

Se vocês quiserem saber mais a respeito do número de anos de congelamento e o nascimento

Podem acessar o nosso site AME - BRASIL onde vocês verão um link para o youtube aonde terão essas informações.

E sabe o que mais? Depois de 13 anos congelado nasceu no exterior alguém que estava esperando sua oportunidade, com 13 anos de congelamento, a menos de 195º centígrados, congeladinho.6:18

O espírito estaria o que? Desesperado, morto de frio? Congelado? Nada disso. O espírito ele está ligado ligado por um forte laço magnético como nós podemos ver nas lições que Allan Kardec nos traz em A Gênese mostrando que é uma ligação muito forte e isso em nada atrapalha as atividades do mundo espiritual, de modo que o espírito pode livremente agir.

O que nós estamos dizendo é o seguinte: se esses embriões congelados a 8anos, a 13anos a 11 anos, já nasceram até gêmeos congelados a 8anos, então o que estaria, aonde eles estariam estes espíritos que reencarnam? Por acaso eles cairiam de para quedas ali ou eles já estariam muito antes conservando esse embrião e apresentando as qualidades, dando a ele essa força magnética para que ele venha a se desenvolver?

Então o que a Associação Médico Espírita Brasileira e Internacional faz é a defesa do embrião, a defesa dos direitos do embrião, porque no embrião nós temos uma obra divina. Nós devemos respeitar a obra do Criador.Quando nós fazemos ciência sem o devido respeito a essa obra, pagaremos caro.

Nós temos em Einstein, em Newton, em Abdul Saddam tantos outros, exemplos de cientistas que fizeram ciência com os olhos voltados para Deus e, principalmente, reverenciando o poder e a majestade do Criador.

A Associação Médico Espírita Brasileira e Internacional não faz mais nada do que repetir essa mesma reverência. Quando nós defendemos os direitos do embrião e dizemos que ele não é uma coisa e que não pode ser jogado fora,que ele representa uma entidade divina entre nós, nós estamos dando dignidade a este material que precisa ser dignificado realmente, porque nele está a própria dignidade humana.

Então com todo respeito que nós temos às pessoas que dizem que gostam o que lhes vêem a cabeça sobre isso, nós respeitamos, no entanto continuamos como espíritas que somos na defesa da dignidade humana, na defesa do embrião.

Enquanto não tivermos experiência que nos diga francamente se há ou não espírito ligado, nós não aceitamos as experiências com células tronco embrionárias.

Há uma questão importantíssima ligada á pesquisa dos embriões congelados. Nós sabemos hoje, através de pesquisas científicas realizadas no mundo todo e que são expressas em revistas indexadas, revistas que tem muito valor para a área científica. Nós sabemos hoje que somente as células tronco adultas é que estão dando bons resultados. E são as células tronco adultas que nós da Associação Médico Espírita estamos apoiando.

As pesquisas com células tronco adultas porque elas são retiradas do seu próprio organismo. Elas não dão rejeição porque são fornecidas, são produzidas a partir das suas próprias células e serão aplicadas em você, então não vai haver rejeição. Nas células tronco embrionárias é lógico que a pessoa que sofreu o transplante dela, vai ter que tomar remédio a vida toda, para impedir a rejeição, este é um ponto básico e que ninguém fala.

Outra questão que temos visto nas revistas indexadas, é que as células tronco embrionárias, elas são selvagens, elas se cancerizam com facilidade e principalmente sofrendo mutações genéticas com freqüência, o que nós já não observamos isso com as células tronco adultas. É uma pena que a mídia ao informar o sucesso das células tronco, ela não especifique que o sucesso é das células tronco adultas, isto não é passado para o público.

Bem, se chegarmos a ter pesquisas aqui no Brasil com células tronco embrionárias, eles vão chegar à mesma conclusão porque somente as células tronco adultas são dóceis às pesquisas.

E por que elas são dóceis? Porque elas estão impregnadas de perispírito ou de corpo espiritual . E é o corpo espiritual que modela, quem organiza a matéria.

Então as células tronco embrionárias que nasceram em laboratório vão receber o perispírito de quem? Quem é que está ligado?. Por isso que elas são selvagens. É por isso que elas mudam com muita facilidade , não obedecem.

Nós sabemos por revelações espiritual, que o corpo espiritual ou perispírito é que permite a ação do espírito sobre a matéria e por isso a docilidade das células tronco adultas resulta exatamente do fato de que existe o perispírito presente. E qual perispírito? DO seu mesmo. do seu espírito morador aquele mesmo do qual o corpo saiu ou originou-se e é desse corpo que são retiradas as células adultas.

De modo que as experiências com células tronco embrionárias que estão sendo realizadas no mundo todo e que um dia podem vir a ser realizadas no Brasil por decisão de um poder maior,13:43 nós espíritas estamos esperando os resultados porque no exterior já se sabe que elas não se prestam às pesquisas como é divulgado a todos os cantos.

E nós teremos então uma grande pergunta:qual a diferença entre células-tronco embrionárias e células-tronco adultas? É o perispírito.

Então em ultima análise as pesquisas mesmo que feitas de uma maneira errada ou uma maneira não ética, elas nos levarão a uma pergunta: existirá alguma coisa além da matéria entre a célula-tronco adulta e a célula-tronco embrionária?

Os espíritas sabem a resposta: é o modelo organizador biológico ou perispírito. (...)

Bom, meninos e meninas. Era isso que tínhamos a apresentar, não como detentores de verdades absolutas, mas apenas como fruto de pesquisa sobre o assunto. Tenho certeza que nesta quinta-feira, em que excepcionalmente estaremos na sala MOMENTO FRATERNO, haja vista a característica aberta desta sala, proporcionando a todos a oportunidade de falar, que teremos um 'debate' respeitoso, de alto nível não de conhecimento, mas sim de fraternidade e boa vontade em compreender o próximo, que é o que nos envolve em nossas salas, ambiente que cada um de vocês constrói a cada novo encontro!!!

Exposto em 05-08-08 por Fiorell@!

 

 
 

Copyright © 2007
Sob a Ótica Espírita
 Todos os direitos reservados
Atualizado em: 16-04-2010
Webdesigners: Neuly e La Romana

.

 

Início

Estudos

Textos

Oratório

Paltalk

Quem Somos

Links

Informativo Doar de Si Site Irmão Site Irmã