Cremação e estados na erraticidade
"Dar-te-ei as chaves do reino
dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que
desligares na terra, será desligado no céu" (Mt
16, 19).
Retrocedendo um tisco no aspecto cremação, encontrei nesta semana uma
palestra de Bismael B. Moraes e quero comentá-la,
além é claro, de colocá-la na íntegra em nosso site.
Neste endereço
encontrei a raiz de muitos estudos que circulam pela Internet tratando sobre
cremação e a ótica espírita e não posso me furtar a repassá-lo a vocês, pois
creio que o estudo realizado por esta criatura, no que diz respeito a
abrangência com que se deu e a fidelidade ás fontes pesquisadas, merece ser
repassado na íntegra, analisado com profundo respeito e, se repassado, feito
citando-se as fontes. Acesse aqui: ASPECTOS LEGAIS
E ESPÍRITAS DA CREMAÇÃO.
Atitude que
tentarei tomar doravante, embora envolva uma sistemática que ainda não possuo
quando realizo estes estudos. Mas, ao ler todo o estudo, compreendi que as
fontes são necessárias. Já vi um par de estudos na net que são cola deste aqui
(presumo isso dada a superficialidade com que o autor enfoca certas passagens) e
sequer citam a fonte. É trabalhoso, mas sinal de respeito ao próximo. Se eu não
fizer, me cobrem, por favor.
E eu já havia
percebido, no estudo anterior, que eu simplesmente não tinha tratado do assunto
cremação com maior ênfase, tanto que fizemos alguns comentários no início do
encontro anterior e eu pedi para que deixássemos para mais adiante, pois havia
inserido este tema no contexto do estudo. Mas nosso horário parece que encolheu,
então eis que o enfoque à cremação surge neste momento.
É delicado e
requer muita atenção. Embora para quem pensa em ser doador isso aparentemente
não faça diferença alguma, ou seja, o ato de cremar ou não cremar, é também um
fato que preocupa algumas pessoas e que merece nossa atenção, pois possuem
alguns detalhes importantes a serem conhecidos.
Algumas
pessoas temem a cremação justamente por tudo aquilo que vimos até então, ou
seja, temem ainda estar ligadas á matéria no momento da mesma e é isso que
gostaríamos de enfatizar:
Se o Espírito
estiver ligado ao corpo não sofrerá dores, porque o cadáver não transmite
sensações ao Espírito, mas obviamente experimentará impressões extremamente
desagradáveis, além do trauma decorrente de um desligamento violento e
extemporâneo.
Emmanuel, no
livro "O Consolador", psicografia de Francisco Cândido Xavier, nos diz: (...) Na
cremação, faz-se mister exercer a piedade com os cadáveres, procrastinando por
mais horas o ato de destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo,
existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o
corpo, onde se extinguiu o "tônus vital", nas primeiras horas seqüentes ao
desenlace, em vista dos fluídos orgânicos que ainda solicitam a alma para as
sensações da existência material.(...)
O próprio
Chico, em entrevista na extinta televisão Tupi, em 1971, transmite nova
informação de Emmanuel (Consta do Livro "CHICO XAVIER - DOS HIPPIES AOS
PROBLEMAS DO MUNDO", cap. 18.): Deve-se esperar pelo menos setenta e duas horas
para a cremação, tempo suficiente, ao que parece, para o desligamento,
ressalvadas as exceções envolvendo suicidas ou pessoas muito presas aos vícios e
aos interesses humanos.
Foi onde
Guerrero nos falou do Cemitério da Vila Alpina, aqui em SP, que faz a cremação e
que está dentro deste trâmite de tempo e aonde eu complemento: “Nos fornos
crematórios de São Paulo espera-se o prazo legal de vinte e quatro horas. Não
obstante, o regulamento permite que o cadáver permaneça em câmara frigorífica
pelo tempo que a família desejar. Espíritas costumam pedir três dias. Há quem
peça sete dias.”
Simonetti em
seu livro QUEM TEM MEDO DA MORTE? Nos lembra do seguinte: “Importante
reconhecer, todavia, que muito mais importante que semelhantes cuidados seria
cultivarmos uma existência equilibrada, marcada pelo esforço da auto-renovação e
da prática do Bem, a fim de que, em qualquer circunstância de nossa morte,
libertemos-nos prontamente, sem traumas, sem preocupação com o destino de nosso
corpo.”
Dados que nem
sempre ficamos ao par, principalmente na hora derradeira e que nem sequer
levamos em conta. A cremação não é coisa inventada em nossos dias, pelo
contrário, ela ocorre desde a antiguidade e, em muitos momentos, foi tida como
sinal de status, quando era aplicada aos soldados Romanos que eram trazidos
mortos das batalhas.
Quando
relembramos o que estudamos no encontro passado, temos a abordagem feita sobre o
que realmente é considerado como morte cerebral e alguns dados técnicos da
mesma. Marcio nos enviou uma interessante matéria, traduzida do jornal Lê Monde,
aonde um cidadão foi encontrado caído na rua e, após diversos procedimentos
médicos para reanimar o coração, o mesmo foi dado como morto.
Aonde isso nos
interessa, quando falamos de transplantes? Aonde isso é importante para nossos
estudos? Caso alguns de vocês ainda não tenham notado, nossa pretensão (que
espero não seja vã ou isenta de humildade) é poder trazer ao grupo que compomos,
um pouco mais de esclarecimento quando tratamos do tema transplantes.
Mesclamos o
aspecto espírita com os dados que encontramos em nosso dia-a-dia, com a intenção
que todos possam ter subsídios básicos (talvez não suficientes, por isso da
palavra ‘básicos’), para decidirem ou não pela doação. Não apenas motivados pelo
coração ou pelos temores, mas sim embasados em algum conhecimento do que ocorre
em nosso dia-a-dia e como isso é visto sob o prisma de nossa Codificação
Espírita.
Nada nos
impede de retomarmos a algum ponto que não ficou claro ou que pode ser abordado
de forma diferente e, com certeza, não existe melhor termômetro para esta
atitude, do que vocês. Mais uma vez coloco meu e-mail á disposição para
perguntas, sugestões ou encaminhamentos.
Bom essa
passagem que fala da morte cardíaca do cidadão parisiense, nada mais é do que as
várias legislações que podemos encontrar acerca do que é ser dado como morto.
Repito que, no Brasil, existe uma legislação específica e cercada de cuidados
para que o cidadão seja dado realmente como morto. E, diferentemente do que
pudemos observar neste caso citado no jornal Lê Monde, aqui existe uma
preocupação ética muito grande com este momento.
O Brasil pode
ser considerado como um dos países mais rígidos no que diz respeito a este
assunto. Por exemplo, na Espanha o índice de doação de órgãos é grande, porque
eles adotaram um sistema que consiste da permissão irrestrita, ou seja, você só
não doará se deixar algo registrado por escrito. Interessante, não? E o povo
ainda reclama do Brasil.
Um outro
aspecto que podemos observar na situação do cidadão lá de Paris e que vale a
pena seja enfatizado, trata-se da situação do espírito nesta circunstância.
Segundo a Gênese, no capítulo XIV item 30 temos a seguinte passagem:
(...) 30. - Em
certos estados patológicos, quando o Espírito há deixado o corpo e o perispírito
só por alguns pontos se lhe acha aderido, apresenta ele, o corpo, todas as
aparências da morte e enuncia-se uma verdade absoluta, dizendo que a vida aí
está por um fio. Semelhante estado pode durar mais ou menos tempo; podem mesmo
algumas partes do corpo entrar em decomposição, sem que, no entanto, a vida se
ache definitivamente extinta.
Enquanto não
se haja rompido o último fio, pode o Espírito, quer por uma ação enérgica, da
sua própria vontade, quer por um influxo fluídico estranho, igualmente forte,
ser chamado a volver ao corpo. É como se explicam certos fatos de prolongamento
da vida contra todas as probabilidades e algumas supostas ressurreições.
É a planta a
renascer, como às vezes se dá, de uma só fibrila da raiz. Quando, porém, as
últimas moléculas do corpo fluídico se têm destacado do corpo carnal, ou quando
este último há chegado a um estado irreparável de degradação, impossível se
torna todo regresso à vida.(...)
A própria
Gênese nos oferta esta recomendação: Exemplos: Reviue Spirite, "O doutor Cardon",
agosto de 1863, pág. 251; - "A mulher corsa", maio de 1866, pág. 134 e eu deixo
para vocês um link contendo os números da revista para serem baixados:
http://www.espirito.org.br/portal/download/pdf/
Finalizando
essa parte sobre a morte e o estado em que o espírito se encontra, temos mais
uma vez o depoimento da Fraterna, feito no primeiro encontro, que nos serve de
referencial. Aqueles que não estavam, posso resumir dizendo que próximo ao final
de sua vida, quando se encontrava hospitalizada e em avançado estado da doença
que a consumia, a sobrinha de fraterna postou-se ao lado do corpo e conversou
‘em espírito’ com os presentes.
Embora
Fraterna tenha usado o exemplo em outra passagem dos estudos, trago-o para que
entendamos que é muito mais próximo do que imaginamos. O corpo quase finalizando
sua estada terrena e o espírito lúcido ao seu lado. Nenhuma novidade para
muitos, mas fato que vale a pena ressaltemos, até em vista do exemplo do francês
supra citado e da passagem contida em A Gênese.
Quando
encerramos os estudos passados, estávamos falando de algumas passagens de
Emmanuel e que vinham ao encontro da cremação e suas elucidações. E foi por
conta da passagem de Emmanuel que lemos e desta que teremos a seguir, que nosso
companheiro Joel nos enviou um texto de André Luiz acerca das invasões
bacterianas estarem vinculadas a causas espirituais. Colocaremos este texto na
íntegra em nosso site e vale acrescentar que André Luiz já nos alertava sobre a
influência da mente na cura.
Estes dados
fazem parte daquilo que fica como questionamento para cada um de nós: será mais
prejudicial a doação de um órgão, após a morte ou as nossas inúmeras atitudes
diárias? E é esta resposta que Emmanuel nos oferta em seu comentário narrado a
Francisco Xavier:
(...) O estado
precário da saúde dos homens, nos dias que passam, tem o seu ascendente de longa
série de abusos individuais e coletivo das criaturas, desviadas da lei sábia e
justa da Natureza. A Civilização, na sua sede de bem-estar, parece haver
homologado todos os vícios da alimentação, dos costumes, do sexo e do
trabalho.(...)
Ou seja,
assimilamos todos estes vícios como coisas normais e aceitáveis em nosso
dia-a-dia, esquecendo-nos do que estamos inserindo em nosso Espírito. E para
poder adentrar ao assunto pelo enfoque medicinal, trago mais um comentário de
Emmanuel. A ele é perguntado: Como é considerada nos planos espirituais a
medicina terrena?
A medicina
humana, compreendida e aplicada dentro de suas finalidades superiores, constitui
uma nobre missão espiritual. O médico honesto e sincero, amigo da verdade e
dedicado ao bem, é um apóstolo da Providência Divina, da qual recebe a precisa
assistência e inspiração, sejam quais forem os princípios religiosos por ele
esposados na vida.
Está
ao nosso alcance e é de nosso dever, buscar os meios lícitos e possíveis para a
melhoria de nosso corpo físico. Estes apartes de Emmanuel que, de certa forma já
abordamos anteriormente, só vem corroborar que são nossas atitudes e pensamentos
que mais danificam nosso perispírito e nosso futuro corpo físico.
Bom, neste
momento nos deparamos com perguntas ligadas á Doutrina e que podem surgir em
nossa mente. Recolhi algumas que encontrei e que são muito interessantes. Ao
término destas, se surgirem outras, façam-nas por gentileza, para que possamos
chegar a um consenso no que diz respeito aos aspectos doutrinários da doação de
órgãos. Pergunta endereçada a Eurípides Küll:
(...)17.
Conheço um caso de uma colega de trabalho, que doou parte do fígado para um
irmão. O receptor do órgão ainda não se encontra completamente recuperado, já
que ainda sofre algumas conseqüências desse procedimento, como o surgimento de
"sapinho" por todo o esôfago e a boca (isso é reação dos remédios contra a
rejeição). Há situações em que essa colega sente um repuxamento no abdômen, e se
percebe que, ao mesmo tempo, esse irmão dela não se encontra bem, seja lá por
algum motivo. Será que essa doação não foi completamente realizada, ou seja,
ainda existem, no corpo do receptor, energias que são do doador, e que assim o
prejudicam? Seriam essas reações, não só por conta dos remédios, mas também
vindas da pessoa doadora?
— A rejeição
que se verifica num transplante de órgão, de doador morto, ou de parte de órgão,
como no caso focado, de doador vivo, incidirá sempre na questão fundamental do
merecimento do receptor. Quando o órgão ou parte de um órgão é separado do corpo
original, interrompe-se automaticamente o fluxo de vitalidade na matéria
orgânica, sob comando até então daquele Espírito (o doador, no caso). Ao ser
realizado o transplante, essa matéria se submete ao Espírito que se asila no
novo endereço orgânico (no receptor).
E é aí que
entra em ação a Lei de Causa e Efeito:
- o
desconforto observado no doador e no receptor (agindo como depurador) pode
indicar que o primeiro, agindo com intenção altruística, fraternal, e o segundo,
recebendo mais transplante de amor do que de matéria orgânica propriamente dita,
vivenciam, ambos, sublime apara de arestas, até então escondidas nas dobras do
tempo e que agora se esvaem nas abençoadas alamedas do presente, rumo a um
porvir feliz. Essa é uma primeira hipótese. Sempre existirão outras...(...)
Vejam que
interessante essa reportagem que encontrei e como podemos analisá-la pela ótica
espírita:
(...)Coração e destinos iguais -
Homem
recebe órgão de suicida e também se mata 12 anos depois.

VIDALIA (EUA)
- Uma história real nos EUA, que mais parece ter saído de filmes de ficção
científica, chamou a atenção do mundo essa semana. Doze anos depois de ter
recebido num transplante o coração do suicida Terry Cottle, 33 anos, Sonny
Graham, 69, se matou com um tiro — exatamente como o doador fizera. O incidente
foi na terça-feira. As coincidências não param por aí: Sonny era casado com a
viúva de Terry.
Sonny foi
encontrado morto com um tiro de escopeta no pescoço, na garagem da casa onde
vivia com a enfermeira Cheryl, 39, na cidade de Vidalia, no estado
norte-americano da Georgia. O casal tinha seis filhos — de casamentos anteriores
dos dois — e netos. Sonny conheceu Cheryl, que morava na Carolina do Sul, depois
que descobriu que seu marido tinha lhe doado o coração. Ele começou a escrever
cartas agradecendo à família pela doação. Os dois passaram a se corresponder e
casaram em 2004.
Quando recebeu
o órgão, o americano sofria de insuficiência cardíaca e tinha apenas mais seis
meses de vida.Vários amigos do casal disseram que Sonny não apresentava sinais
de depressão. Viúva novamente, Cheryl decidiu que o coração não seria mais
doado.(...)
Essa
passagem trouxe á baila um tema discutido entre os médicos e que se engloba o
fato da célula possuir uma memória e ser esta memória que influencia no
receptor. Vejam o que eles comentam nesta matéria:
‘(...)Memória celular’ é discutida
A morte trouxe
à tona o fenômeno da herança de traços de personalidade do doador por
transplantados, que já é debatido pelos cientistas. Segundo a rede britânica
BBC, em 2002 a revista científica ‘Journal of Near-Death Studies’ publicou uma
pesquisa realizada pelo neuroimunologista Paul Pearsall sobre o assunto.
Cerca de 150
receptores de órgãos foram entrevistados e o autor chegou à conclusão que as
células vivas do tecido do órgão transplantado tinham a capacidade de transmitir
memória.
Entre as entrevistadas estava uma professora de dança que recebeu um coração.
Ela nunca tinha bebido cerveja, mas depois que acordou, pediu a bebida. Outro
caso famoso aconteceu mês passado na Inglaterra: uma mulher que recebeu um rim
apresentou mudanças radicais no gosto literário.
ASSUNTO
ABORDADO NO CINEMA
Apesar das
pesquisas sobre o assunto, o fenômeno da memória celular ainda não é unânimidade
dentro da comunidade científica. Isso não impede que o tema seja usado
constantemente no cinema, sempre com uma boa dose de fantasia.
Um dos
filmes mais recentes sobre o assunto, é ‘Olho do Mal’. Jessica Alba interpreta
uma deficiente visual que recebe um transplante de córneas. Ela passa a ver
fantasmas e tenta descobrir o doador.
No ano
2000, David Duchovny estrelou ‘Feitiço do coração’. Seu personagem tem um caso
de amor com a transplantada, que recebera o coração de sua mulher.
Bem antes,
em 1992, a novela ‘Corpo e Alma’, de Glória Perez já abordava o assunto: o
personagem de Tarcísio Meira se apaixona pela mulher que recebeu o coração de
sua amante.(...)
Convido-os a perceberem esta questão
enviada a Eurípides Küll e fazermos uma reflexão acerca das duas
situações:
(...)4.
Em uma palestra ouvi que a força vital de uma pessoa vai junto com seu
órgão ou até mesmo sangue, por este motivo o ideal seria que apenas
pessoas de vibrações elevadas fizessem a doação, para não serem atingidas
caso o receptor do órgão possua baixas vibrações, ou até mesmo para
compartilhar da sua alta evolução e por sua vez dos seus bons sentimentos
com o captador do órgão. O exemplo dado para explicar tal fato foi de que,
em determinados tipos de magias do mal são utilizados cabelos, por
exemplo, daquele que se quer atingir, pois a força vital ali contida seria
o seu endereço, para onde iria o poder maléfico da magia. Existem mesmo
tais fatos?
— A
“força vital”, que melhor deve ter a denominação de princípio vital (fluido
magnético animal ou fluido vital) é um patrimônio individual.
Em “O Livro
dos Espíritos” (LE) vemos que:
- em vida,
essa energia, que animaliza a matéria (questão n° 62), pode ser doada (questão
n° 70), como por exemplo, pelos passes. A fonte dessa energia é o fluido
universal (questão n° 65);
- na morte,
essa energia cessa de ativar os órgãos, que se decompõem, indo formar novos
organismos; o princípio vital volta à massa de onde saiu (ainda na questão n°
70). Em “Evolução em dois Mundos”, do autor espiritual André Luiz, com
psicografia de F.C.Xavier e W.Vieira, colhemos preciosa informação no capítulo
“Células e Corpo Espiritual”, item Efeitos do Automatismo: quando a
célula é retirada da sua estrutura formadora, no corpo humano, indo
laboratorialmente para outro ambiente energético, ela perde o comando mental que
a orientava e passa, dessa forma, a individualizar-se; ao ser implantada em
outro organismo (por transplante, por exemplo), tenderá a adaptar-se ao novo
comando (espiritual) que a revitalizará e a seguir coordenará sua trajetória(!).
Isto posto,
deduzimos, grosso modo, que a transferência do órgão de um doador (morto)
para um receptor doente talvez possa ser considerada como a substituição de uma
bateria imprestável por outra, sem carga, mas apta a ser recarregada. Se tal
transferência ocorrer entre vivos, ao ser retirado o órgão (um rim, parte do
fígado, medula óssea, sangue) o fluxo de vitalidade desse material cessará na
fonte energética de origem (no doador) e será ativada na de destino (“no novo
dono”).
Indeclinável
considerar que os transplantes contam, necessariamente, com acompanhamento pelo
Plano Espiritual, que de posse dos informes (merecimento) sobre o receptor,
ajuíza e promove o resultado — positivo ou negativo... Havendo sintonia entre
doador (agindo por caridade: doação espontânea) e receptor (que quase sempre
está fragilizado e voltado para Deus), necessariamente, é de se esperar que o
transplante prospere, eis que entre ambos há uma ponte fluídica positiva,
praticamente inibindo a rejeição psicossomática.(...)
Diante desta
resposta de Eurípides Küll, podemos com mais tranqüilidade chegarmos á conclusão
de que não existe a tal memória celular, mas sim um caso muito comum de
obsessão. Por sinal, temos como exemplo os transplantados acima, a situação
de um doador suicida e, nós espíritas, sabemos dos agravantes e das dificuldades
que uma pessoa enfrenta ao tomar esta atitude.
Como vimos já
em diversos estudos anteriores, o suicida se mantém ainda ligado ao corpo,
experimentando sofrimentos atrozes. Oras, o coração era 'parte do corpo' deste
cidadão, logo, o elo de ligação entre ele e o novo receptor. Haveremos de
abordar novamente esta questão no próximo encontro.