Sob a Ótica Espírita: encontros aos sábados e às terças-feiras às 22horas (horário de Brasília) na sala do PALTALK.
 

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TEMAS PELO PRISMA DA CODIFICAÇÃO ESPÍRITA

 Sexo na Internet

Tema abordado de 08 de abril a 27 de maio de 2.008.

 

 

 

Sexo virtual, sintonia e vampirismo

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém.


É com muita alegria que reiniciamos nossos encontros sob a ótica espírita com temas livres. Temas que são comuns em nosso dia-a-dia e que nem sempre sabemos como observar ou como avaliar ante a Doutrina Espírita.

Procuraremos, na medida do possível, dirimir dúvidas acerca de conceitos e assuntos diversos que parecem não se enquadrar na Doutrina Espírita, mas que como tudo em nossa vida, encontram respostas nos livros básicos da Codificação. Sei que surgirão muitas dúvidas e muitos questionamentos e conto com a colaboração dos companheiros auxiliando nas respostas, assim como também conto com a colaboração de todos para que não percamos o foco da seriedade e do bom-senso nas mesmas.

Neste primeiro tema, teremos Sexo na internet. Eu nem preciso dizer para vocês que, a exemplo dos estudos do Livro dos Espíritos, este de temas também se estenderá por quantas semanas forem necessárias para que eles sejam abordados não em sua totalidade, mas em conformidade para que fiquem bem explorados. Confesso que amei o fato de estarmos no PALTALK e não mais na sala de chat em que fazíamos os estudos. Nossa, como poderemos levá-lo a sério e em profundidade, coisa que lá muitas vezes, não nos era possível. Sexo, sensualismo, vampirismo, mediunidade e obsessão estão incutidos neste tema e não necessariamente nesta ordem. Vamos lá!! Para os leigos, vou conceituar o tal do trem de sexo na internet:

O sexo virtual ou cibersexo nada mais é do que uma forma de masturbação em grupo. O sexo virtual é comum em canais de IRC e outras salas de bate-papo (IRC é utilizado basicamente para bate-papo (chat) e troca de arquivos, permitindo a conversa em grupo ou privada. Muito popular no fim dos anos 90, o IRC decaiu e foi substituído por mensageiros instantâneos como o MSN e sites de relacionamento como o Orkut. Hoje temos e estamos no PALTALk). O foco do desejo fica centrado na virtualidade do prazer sexual, contribuindo para um isolamento sócio-afectivo. Vale lembrar também, que está é uma ótima forma de aquirir vírus - no computador!!

Bom, creio que não falei nada de desconhecido a todos, não é mesmo? Basta dar um giro pelo orkut, adentrar a algumas salas do PALTALK, estar em uma sala de bate-papo ou ter novos amigos adicionados no MSN para vermos que muitos pensam com ênfase em sexo, em flertar, em seduzir, em cativar, em obscenidades e etc.

Claro óbvio e evidente que isso não é via de regra, mas não estamos aqui para questionar, criticar ou defender. Fatos são fatos e não adianta tamparmos o sol com a peneira.

Diante destes fatos, devemos ser francos e não primar pela falsa moralidade. A intenção, ao abordarmos este tema, é a de que todos saibamos o que ocorre em termos espirituais quando estamos envolvidos em algumas destas situações. O fazer ou não fazer, caberá a cada um de nós. Porém, depois de ouvir o tema de hoje, ninguém poderá alegar: eu não sabia. E já vou logo avisando, estão proibidos de abandonar a sala... Continuando aquela definição sobre sexo virtual temos que:

O sexo virtual, quando vivido de forma habitual, pode acarretar como conseqüência a destruição de relacionamentos afetivos, pois o parceiro poderá encarar isso legitimamente como uma forma de traição sentimental e sexual.

Outra conseqüência é a tendência de que os relacionamentos afetivos e sexuais fechem-se em um Mundo Virtual, constituindo-se por isso em um novo desvio da sexualidade.

A gravidade da situação não é a coisa em si, mas a compulsão ou obsessão que pode dominar uma pessoa, tornando esta nova forma de excitação como a única válida na vivência da própria sexualidade. É aí que começam os transtornos psicológicos, a materialização de um conflito sexual latente ou oculto.

Saindo dos conceitos wikipedianos, sabemos que é fato sabido que muitos usuários de net são solitários. E, não podemos nos esquecer que este ambiente nos proporciona uma série de facilidades, principalmente a de externarmos aquilo que vai em nosso íntimo. Não é difícil encontrarmos pessoas que já conheceram ou conhecem pessoas virtuais que são completamente diferentes na vida real.

A internet não é uma casa de loucos. Apenas possui pessoas que a utilizam de forma a parecer ser uma. E isso  ocorre em muitos lugares e envolvendo não só a sexualidade como os demais aspectos da personalidade e integralidade de um ser.

Abordar este assunto é de suma importância, quando nos recordamos de que a juventude em peso está na internet. E um pequeno passeio pelo orkut da vida é de assustar pelo o que podemos ver que tem ocorrido com estes jovens. Dos adultos não falo nada, ok?

E não estou falando de páginas ou comunidades com conteúdo próprio para adultos. Falo das fotos que as meninas de 12 ou 13 anos colocam. Falo do que os meninos acham que é virilidade e coisas do tipo. Chega de chover no molhado. Vocês já entenderam muito bem do que estou querendo falar e agora querem saber o que vou falar. Lá vamos nós!!

Em Eclesiastes, encontramos esta passagem, assaz interessante:

“Alegra-se, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, sabe, porém, que todas estas cousas Deus te pedirá conta” (11:9)

Em estudos anteriores da SOB A ÓTICA, já comentamos sobre a interpretação que é dada á Bíblia e as formas deturpadas que elas assumem. E nesta passagem, como será que podemos ver pelo prisma da Codificação?

Sei que muitos observam pelo lado óbvio, mas eu preferi trazer um lado um pouco poético para esta interpretação. Em nossa juventude espiritual, ou seja em nossa sadia ignorância das coisas, podemos viver livremente sem as grandes responsabilidades que a maturidade intelectual e espiritual nos agregam. Enquanto somos jovens e ingênuos no tocante a estas verdades, teremos nossa oportunidade de vivermos sem maiores pesos na consciência, mas a partir do momento que nos tornamos cientes de muitas coisas, devemos ter para conosco a grande responsabilidade que isso haverá de acarretar.

Por isso brinquei agora a pouco sobre o fato de que podemos, em muitos momentos de nossa vida, alegar que desconhecíamos as verdades. Aliás, gente que adora se auto-culpar, deve lembrar desse detalhe. Em muitos momentos erramos e não foi por maldade, foi por desconhecermos a forma correta de agir. A partir do momento que errarmos sabendo da forma correta de ser, agir e pensar, aí sim creio que devemos nos preocupar com o peso da nossa consciência.

Bom e que tudo isso tem haver com a Doutrina Espírita? Acaso ela recrimina o sexo? Acaso ela repudia o ato sexual? Claro que não, né companheiros. O que ocorre é que, através da Doutrina Espírita podemos compreender o que se passa nos bastidores deste sexo ou sensualismo virtual. Lembrando que o que veremos a seguir, serve também para a vida diária. Apenas quis enfatizar o tema voltado à internet, porque a coisa está feia.

Não podemos começar a falar do assunto sem nos lembrarmos de alguns fatos, dentre eles o da mediunidade. Heloísa Pires, em introdução ao livro de Herculano Pires chamado mediunidade, nos recorda que Kardec dizia que se o fenômeno mediúnico é constante em nossas vidas, se a comunicação entre encarnados e desencarnados ocorre naturalmente devido à ligação telepática, há que estudá-la e aproveitá-la, evitando os prejuízos da telepatia com os desequilibrados.

Já aprendemos sobre a sintonia e a Lei de atração. Neste caso os semelhantes se atraem em suas formas vibracionais e emanações. Nestas horas penso que podemos encontrar a explicação para o ciúmes em determinadas mulheres. Elas, inexplicavelmente, ao conhecerem ou depararem-se com determinada amiga do marido, do namorado ou do irmão, sentem um ciúmes desmedido. Não é a beleza ou algum outro atributo da criatura, mas sim as emanações energéticas e espirituais que se assemelham. Não raro, tirando-se o objeto de disputa (os tais maridos, namorados ou irmãos) passam a ser grandes amigas. Essa teoria é todinha minha, viu gente? Não procurem em livros, por favor.

Que fez kardec? Orientou-nos a que soubéssemos manipular e utilizar de forma produtiva esse processo de telepatia que se forma, evitando assim que nos deixássemos levar e envolver pelas perdas advindas de uma má sintonia. E nesta tecla batemos e rebatemos todos os dias, não é mesmo? Se a tristeza te invade ou algum pensamento depreciativo te toma de assalto, busca mudar o foco de tua mente: vai ler, lavar o carro, correr, cozinhar, enfim, vá se ocupar e ocupar sua mente de algo, para que esse pensamento não se aloje.

Agora, como existe gente safada e inescrupulosa, além de doente e necessitada de sério tratamento psicológico e espiritual, encontramos pessoas que ao deparar-se com estes fatos, aprendem a utilizá-los de forma perversa e egoísta, prejudicando, manipulando e destruindo outros seres. Eis a subjugação. Mas que trem será este, subjugação?

Subjugação - (estar sob o jugo de). Processo em que o Espírito obsessor domina quase por completo a vontade do obsedado, conseguindo levá-lo à prática de atos contrários à sua formação moral.

Aquelas coisas que em dados momentos de nossa vida, não conseguimos compreender como é que praticamos, não é mesmo? As más companhias e más influências das quais devemos manter alguns palmos de distância. Mas, vale que nos lembremos do final da frase de Heloísa Pires na introdução ao livro do Herculano:

Mas se não é por acaso que nos ligamos ao desequilíbrio, os seres humanos que formaram grupo no erro devem agora unir os esforços na educação libertadora pela compreensão da Verdade ensinada através dos séculos por irmãos mais velhos e vivenciada por Jesus.

É a boa e velha lembrança de que o acaso não existe. Embora não vamos salvar o mundo e nem sermos os novos mártires da atualidade, cabe-nos a influenciação proveitosa e em conjunto para a minimização destes fatos. Contribuamos, dentro das nossas possibilidades e respeitando o livre-arbítrio alheio, para que as situações se esclareçam e as pessoas se renovem adentrando aos exemplos do Mestre Jesus e às máximas divinas.

Nesta troca ou exercício da tal faculdade mediúnica, muitas pessoas ainda não se deram conta do que ocorre e do que estão fazendo e se tornam presas fáceis de manipuladores, aproveitadores e sugadores, mais conhecidos por vampiros.

E nem queiram ficar apenas ficar assustados com o termo. Queiram também conhecê-lo em sua plenitude e verão como tudo isso ocorre com grande freqüência em nossa vida, não apenas no âmbito sexual.

Herculano Pires nos diz: A existência de certas formas de vampirismo, como a sexual, que viola os princípios morais e religiosos, foi pouco tratada no Espiritismo em virtude do escândalo que provocava, podendo até mesmo causar perturbações a criaturas simples e excessivamente sensíveis. Perturbação é ter de ver uma filha de 4 anos dançando na boquinha da garrafa ou cantando coisas no estilo ‘as cachorras, ou popozudas’!!

Tagore observou, em sua obra A Religião do Homem, que no mundo moderno nós vivemos de processos vampirescos em sucção do sangue e das energias vitais dos outros, ou seja, agimos antropofagicamente. Segundo algumas pessoas gostam de enfatizar, um bebê costuma vampirizar sua mãe.

Neste nosso estudo é muito feio falar isso, pois os bebês em nada se assemelham aos adultos pervertidos, egoístas, insaciáveis e perdidos aos quais o tema se refere. Aliás, esse trem de ser antropofágico, nada mais é do que se alimentar de seres humanos, lembrando que não estamos falando de canibais que são aqueles que se alimentam da carne humana.....agora, quando alguém for xingar um chefe explorador pode chamá-lo de antropófago, ao invés de destilar palavrões...

Podemos com grande tranqüilidade, dizer que a exploração do homem pelo homem é um processo vampiresco. Trazendo para o tema de hoje, temos as pessoas que se utilizam sexualmente de outras, ou seja, necessitam de suas energias, emanadas através das sensações sexuais. Imaginem no âmbito espiritual das perversões, o que não ocorre nestes atos em que o sexo é utilizado apenas como meio de prazer ou viciação.

Herculano Pires, em seu livro Vampirismo, evidencia bem todas as formas de vampirismo, pois cada uma possui um grau e uma forma diferente de conotação e ação. Para que nos situemos, vale lembrar que segundo ele vampirismo é uma forma de escravização. Escravizamo-nos aos outros por preguiça, por indolência, e os outros se escravizam a nós pelos mesmos motivos.

Se resolvermos ser livres e não nos apegarmos a remorsos, a angústias geradas por nós mesmos, a desesperos que alimentamos masoquistamente, mas descobrirmos que podemos fazer e desfazer as coisas por nós mesmos, não precisaremos sugar dos outros o que temos em nós e assim nos emanciparemos.

Parece tão ingênuo e desprovido de maiores problemas aquelas frases que jogamos ao acaso para homens e mulheres, carregadas de sensualismo e de segundas intenções, não é mesmo? Vão vendo só a corja que estamos trazendo e enviando conosco.

Como diz Herculano, o Vampirismo atual não se nutre de lendas assustadoras, mas de realidades positivas do campo do Psiquismo, que exigem esclarecimento. E se falamos de psiquismo, falamos de mente e mente é energia, sintonia. Oras, então cá estamos novamente falando em codificação e em mediunidade, certo?

Ele também, em 1900 e bolinha, nos lembra que A última novidade que se espalha no meio espírita é a mais velha de todas: a da castidade para homens e mulheres, a fuga ao sexo, esse instrumento do Diabo que é também o instrumento da criação, do povoamento da Terra pelas criaturas de Deus.

Esses anjos assexuados que surgem agora, em revoadas místicas, no meio espírita, não são jejunos apenas em questões genéticas, mas também e principalmente em Espiritismo. Nada conhecem da poderosa síntese histórica e espiritual que Kardec nos deixou.

Ele faz um comentário meio ácido também, acerca de onde estas criaturas devem ter saído, mas vou me abster de reproduzi-lo e deixo-lhes a dica para lerem o seu livro, assaz interessante!! O que precisamos evidenciar nesta sua frase é a de que já tem um tempinho que existe a falsa apologia à abstinência sexual no meio espírita, como se isso sublimasse ou elevasse alguém. O mesmo vale para o comer ou não comer carne. Mas é um braço que estenderia por demais as nossas colocações de hoje e certamente poderá ser visto em nosso terceiro tema livre que tratará dos animais. Atenhamos-nos ao trem de abster-se sexualmente.

Que terá quisto dizer Herculano quando disse que havia mal entendimento nesta postura? Creio eu que está justamente na forma como devemos fazer uso do sexo. Ele é natural e faz parte dos ‘acessórios’ para que nos reproduzamos, mesmo que já existam técnicas laboratoriais para isto, mas vale lembrar que os dois elementos básicos para gerar uma criança saíram respectivamente do homem e da mulher.

O que está degringolado é a forma como utilizamos o sexo, a ênfase que damos á sensualidade e as inúmeras perversões que criamos e alimentamos. De nada adianta nos abstermos da prática sexual se não podemos olhar para uma criatura, ouvi-la ou sentir seu cheiro, por exemplo, sem alimentarmos pensamentos obscenos e amorosos.

Nisto, me recordo de um exemplo dado por Divaldo em uma de suas palestras, que aborda o tema Sexo e consciência. Dentre outras informações preciosas que ele nos traz, existe uma passagem verídica que ocorreu consigo quando da estadia em casa de companheiros espíritas, por ocasião de um seminário que ele realizava em cidade distante.

Ele estava hospedado em uma casa em que havia uma grande quantidade de pessoas, dentre elas, muitas filhas do casal. Ao deparar-se com uma em específico e que era casada, ele percebeu que era portadora de um forte desequilíbrio. Ao anoitecer, quando todos dormiam, ele ouve alguém bater em sua porta solicitando auxílio. No que se levanta, de chofre, é orientado por Joanna de Angelis (e aí podemos notar um merecimento seu em decorrência da boa sintonia que mantinha) a não abrir a porta sob hipótese alguma. A voz insiste em pedir auxílio e ele a dizer que já está indo. De repente, um som se faz fora da porta e ele a abre.

Depara-se com aquela filha em que notara o forte desequilíbrio, vestida de forma convidativa e seu pai a bater-lhe. A situação estava armada, o pai censurando e querendo bater na filha, enquanto o marido dormia placidamente em outro ambiente. Afora as explicações cristãs dadas por Divaldo, acerca da procedência em casos similares, vale lembrar que tanto ela quanto o marido estavam subjugadas por entidades vampirescas. Ela induzida a fazer e praticar atos como este de procurar sexualmente uma visita na casa de seu pai, e o marido por ser mantido dormindo enquanto tudo ocorria.

Abstraindo-se ainda todo o desenrolar da situação, temos que a atitude de Divaldo foi a de socorrer a moça, mostrando aos demais como ela se encontrava adoentada e necessitada de auxílio. Orou, fluidificou a água, pediu a intercessão e, num sussurro a jovem diz à mãe: parece que algo saiu de mim, mamãe.

Estas são nossas ferramentas para lidar com a situação. Mas por favor, não pensem que é simples e fácil, ok? Existe muito a ser analisado, inclusive o que gera este intercâmbio, quais as coisas e situações que o alimenta e assim por diante. Serve-nos como um pequeno referencial de que não estamos à mercê de criaturas malignas.

Herculano prossegue recordando-nos de que A única força de agir sobre entidades vampirescas e sobre os espíritos em geral, como ensinou Kardec, procede da autoridade moral de criaturas esclarecidas. Só a autoridade moral de um espírito encarnado pode influir sobre o comportamento de espíritos desencarnados.

O que nos faz recordar da atitude de Divaldo ao ser amparado por Joanna. Ela o orientou e intuiu, mas se a mente dele estivesse voltada à viciação ou desejosa de prazeres o circo estaria armado. Aliás, como ele mesmo disse, teriam um imenso espetáculo, pois o pai sabedor das atitudes da filha estava à espreita e iria flagrar os dois

NESTE PONTO, UNI OS ESTUDOS DA SEMANA SEGUINTE:

No encontro anterior, começamos a delinear um pouco do que seria sexo na internet. Lembrando que este tema abordará os sub-temas obsessão, vampirismo sexual, mediunidade, sensualismo e sexo. Mas, mais importante do que qualquer um destes sub-temas é o grande apanhado que devemos retirar deste encontro.

E, o maior e mais preocupante destes elementos a que nos referimos, é justamente o legado que estamos passando aos nossos filhos, jovens, irmãozinhos menores e, até, a nós mesmos.

Precisamos de forma simples e direta nos darmos conta de que existe muito mais além do que o prazer instantâneo em palavras e cenas que podemos observas através da internet. E este muito mais é justamente aquilo tudo que muitos desconhecem: as energias, as necessidades de seres desencarnados e até de serem encarnados envolvidos neste ato. Não estamos falando do sexo sadio praticado entre duas pessoas que se amam ou que buscam a continuidade positiva e harmônica entre ambos, mas falamos sim de tudo aquilo que passa a ser confundido com o que é natural, aceitável e contido dentro da puberdade, da adolescência e dos processos de atração que envolvem as pessoas para que formem, quem sabe, família.

Falamos sim daquelas energias emanadas e que são fruto de momentos fugazes que, ao seu término, geram mais solidão, angústia e necessidade do que antes de serem praticadas. Falamos daquelas ligações emocionais que nos trazem prejuízo ao sono, ao pensar e ao relacionar-se com nossos companheiros reais (maridos, esposas, namorados e namoradas).

Relembrando o fio de pensamento em que paramos no encontro passado, estávamos citando Herculano Pires sobre a moda que invadiu o Movimento Espírita alardeando a abstinência sexual como forma de elevação e purificação e, ao comentar que de nada nos vale abstermos-nos do sexo, se nossa mente não se abstém, lembrei-me de uma passagem de Divaldo em que se hospedou em casa de confrades e foi assediado pela filha casada destes, sendo orientado e amparado por Joanna para que não se deixasse envolver pelo cerco armado para que coisas piores ocorressem.

Falávamos justamente, da sintonia que devemos ter para com a espiritualidade e sobre a passagem de Herculano de seu livro Mediunidade, que nos relata que somente a força moral do encanado é que pode prevalecer sobre estes atos de subjugação.  Herculano ainda nos diz:

A fé em Deus e na Espiritualidade é inata na criatura humana e permanece latente, em forma estática, disponível, no coração dos homens que se entregam à negação materialista. A fé espírita, racional, anti-supersticiosa, manifesta-se como uma graça no coração dos que se conduzem com humildade.

Essa fé permite avançar, na medida exata das nossas potencialidades espirituais. Sem humildade e a consciência de nossa fragilidade humana, estaremos sempre sujeitos a cair nas armadilhas da vaidade tola que todos possuímos e que a maioria cultiva como erva preciosa, quando não passa de erva daninha. Nessas culturas bastardas que o vampirismo nos colhe como flores de guanxuma das terras estéreis.

Ou seja, são nossas inclinações e atuações que nos colocam á mercê destes desafortunados irmãos que necessitam de perversões e libertinagens para se alimentarem. Herculano prossegue em sua narrativa dando um presta atenção em alguns adultos com idade mais avançada, falando nos seguintes termos:

Em contrapartida surgem também os casos de delírios senis em criaturas envelhecidas, que no declínio da vitalidade se tornam ridículas e perigosas, tentando reativar suas energias genéticas sem a compulsão das frustrações de toda uma vida em que esmagaram seus impulsos afetivos.

Para bom entendedor ponto é letra. Eis que nem tudo é influência de espíritos, mas sim de nossa própria mente e compulsão. Certa feita estava indo para meu trabalho quando ouvi alguém falando alguma besteira. Devia ser um elogio na mente da criatura que o proferiu mas enfim, quando me virei e olhei, dei de cara com um senhor que já quase poderia ser meu avô!! Ah, faça-me o favor.

Se lembrarmos do que estamos dizendo acerca do vampirismo e analisarmos que toda mulher que passava na rua devia receber um destes elogios vamos fazer a analogia de que o cidadão poderia ter um monte de desencarnados consigo. E aqui na net, ocorre o mesmo que bem salientou Herculano e muitas das vítimas, são as mulheres solitárias e carentes, crianças ou adolescentes.

Velhinhos que deveriam dar-se ao respeito e que, infelizmente, estão sob o jugo da sensualidade, sob o jugo da decadência moral e espiritual. Criaturas que merecem nossas preces e nosso cuidado. Deu para perceber que o problema é muito mais profundo do que apenas fazer ou deixar de fazer algo, não é mesmo gente? E não somente velhinhos, mas também homens e mulheres em tenra idade, deixando-se ser instrumentos de vampiros que não medem esforços para receberem o que querem.

Como ninguém foge aos imperativos da Lei de Deus, esses seres, que causam desvario sexual, resgatarão em reencarnações futuras à duras penas, podendo ser portadores de doenças eminentemente cármicas como a epilepsia, a lepra, a paranóia, a hidrocefalia, o mongolismo e outras moléstias, como também ter como obsessores vários dos que foram prejudicados em caminhadas anteriores.

Para quem ainda não entendeu muito bem onde mora o problema, trago uma passagem em que Emmanuel nos diz o seguinte: “Toda vez que determinada pessoa convide outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo neste sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelece-se entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais, em regime de reciprocidade”.

Trazendo para a net: cada vez que alguém nos diz um gracejo sexual ou uma obscenidade despretensiosa e ‘aceitamos’, ou seja, nos ligamos às palavras e ao o que elas emanam, estamos criando uma troca de energias uma mão dupla de energias circulantes.

Você se conhece e sabe quem é e tem certa noção de com quem se liga, mas e o outro? Já imaginaram, gente, o que estamos trazendo para dentro de nosso lar e de nossa família, quando estamos aqui no micro? Já pensaram que quando desligamos o micro e achamos que ‘tudo aquilo’ acabou e vai recomeçar só quando o religarmos, na verdade, está muito mais vivo e atuante do que pensamos?

Criamos também, infinitas expectativas na outra pessoa. Alimentamos as suas carências, afagamos seu ser e adulamos sua personalidade sedenta de aceitação. E quando cansamos da brincadeira ou encontramos outra presa para deitarmos nosso charme e nosso carisma, o que ocorrerá com aquela a quem nos vinculamos e que criou dependência e necessidade de nossas palavras? Emmanuel responde para nós:

Em tais experiências, quando um dos parceiros lesa o outro na sustentação do equilíbrio emotivo, provoca a “ruptura no sistema de permuta das cargas magnéticas” e caso o parceiro que se sente prejudicado “não possua conhecimentos superiores na autodefesa” pode entrar em pânico ou até mesmo chegar à delinqüência.

Percebam a seriedade da coisa? Além de toda tralha energético-espiritual que estamos trazendo para dentro de nosso espírito, para o convívio com nossos filhos, maridos, esposas ou pais, também somos responsáveis por aquilo que acarretaremos a outrem. Será que todas as pessoas estão sedentas de fortes emoções ou algumas procuram, sinceramente, encontrar alguém para a vida toda?

Exposição: Fiorell@!

 

 
 

 

 

Energia sexual, íncubus e súcubus

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém.

No encontro anterior tivemos uma situação um tanto atípica, quando falamos dos estudos realizados na sala SOB A ÓTICA ESPÍRITA. Tivemos alguns depoimentos, algumas colocações pessoais e o nosso foco esteve muito mais nas vivências, nas dores e nas experiências dos presentes. Foi muito bom e creio que fez bem a todos que participaram.

Lembremo-nos de que o tema sexo na internet envolve alguns sub-temas que são: obsessão, vampirismo sexual, mediunidade, sensualismo e sexo. Mas, mais importante do que qualquer um destes sub-temas é o grande apanhado que devemos retirar deste encontro.

E frisando sempre, o mais importante disto que buscamos com o tema é de justamente nos aprofundarmos mais no que ocorre com o plano espiritual desta situação. O que nos envolve e nos acontece quando estamos alimentando sensualidade, obscenidade e outras coisas que não são continuadoras de um relacionamento a dois de forma séria, única, sem pretensões e satisfações egoístas.

Lembremos-nos do legado que estamos passando aos nossos filhos, jovens, irmãozinhos menores. Lembremo-nos daquilo que estamos trazendo para dentro de nós, revisemos o que nos proporciona e pesemos até aonde ele é benéfico e produtivo.

Aliás, semana passada ficou muito claro que não estamos preparados para lidar com o sexo e assuntos afiliados no plano carnal, quem dirá no espiritual? E quando digo que não estamos preparados, foi por notar como ele faz suscitar dores, mágoas e tantos outros sentimentos dolorosos que acabam permanecendo em nós, decorrentes de algo tão sublime e tão perfeito, quanto à sexualidade.

Aprendemos que o instinto sexual é força poderosa de atração, unindo os corpos físicos, reencontrando as almas, para resgates de débitos, dirigindo os homens para conquistas e objetivos da Lei Suprema: O AMOR, A FELICIDADE E A HARMONIA. Fazemos este uso dela quando estamos levianamente flertando, sendo sensuais ou conquistadores? Atirando para todo lado, como se costuma dizer, né?

Estaremos seguindo harmoniosamente e em consonância com as leis de Deus, ou estaremos fugindo aos problemas e situações que nos rondam, adquirindo mais problemas e dificuldades? Nós já vimos claramente que o suicida pensa isso: que ao morrer encontrará a paz e , ao invés, aumenta indefinivelmente seus tormentos. Lembremo-nos e prossigamos nos estudos.

Temos em Herculano que: a mente viciosa se compraz nas conversas deletérias, nas imagens grotescas, nas expressões desrespeitosas. Escandalizar-se diante dessas coisas, ou repeli-las com violência, é sempre prejudicial e anticaridoso, pois essas pessoas são as que mais necessitam de amparo e orientação.

O mais certo é procurar um meio de ajudá-las a se libertarem dessa viciação. E o meio mais eficaz é orientar a conversação viciosa para aspectos graves, como as conseqüências dos vícios, as situações dolorosas em que se encontram pessoas conhecidas, e a conveniência de tratar-se o sexo com o respeito devido às forças criadoras da Natureza.

Herculano está sob o aspecto cristão, coberto de razão. E, de nossa parte, não podemos nos esquecer, mais uma vez, do livre-arbítrio das pessoas. Respeitemos, embora não signifique que devamos deixar de fazer a nossa parte, principalmente para com aquelas criaturas a quem nutrimos estima e consideração.

Neste mister, temos um comunicação publicada na Revista Espírita de novembro de 1860 em que lemos os seguintes termos:

Aproveitais dos nossos conselhos e do que vos dizemos cada dia? Não; muito pouco. Saindo de uma de vossas reuniões vos entreteis com a curiosidade do fato; do maior ao menor interesse que ela oferece aos assistentes; mas não há um entre vós que se pergunte se pode se aplicar a moral, o conselho que acabamos de prescrever e se está na intenção de fazê-lo - ele pediu, solicitou uma comunicação; a tem: isso basta-lhe.

Volta às suas ocupações diárias em se prometendo rever um espetáculo tão interessante; conta os fatos aos seus amigos, a fim de excitar a sua curiosidade, e somente para provar que os sábios podem ser confundidos; bem poucos o fazem com o objetivo de pregar a moral; bem poucos mesmo procuram se melhorar. A minha lição é severa; não quero, todavia, desencorajar; trazei sempre boa vontade, somente um pouco mais de bons sentimentos a Deus, e menos inveja em querer aniquilar aqueles que não querem crer: isto olha o tempo e Deus. MARIE. (Espírito familiar.)


Olhem lá, não meninos e meninas? É tudo tão bonito quando estamos na casa espírita, ou quando estamos aqui ou ainda, quando lemos um determinado livro, não é mesmo? Afora que sabemos que tudo aquilo caberia direitinho para a nossa vizinha, para aquele colega de trabalho e para tantas outras pessoas que conhecemos e julgamos saber de suas deficiências e necessidades. Para nós mesmos? Imaginem. Eu? Preciso não.

Focalizemos sob dois rumos: o primeiro é de aprender e utilizar com nós mesmos; o segundo é o de na medida do bom-senso, do bom tom e respeito necessário, passarmos adiante este aprendizado.

Voltando ao vampirismo, Herculano Pires, conta-nos que já em priscas épocas, o vampirismo crassava e foi alimentado providencialmente quando a Igreja decidiu instituir o celibato obrigatório aos clérigos e restabeleceu a virgindade sagrada. Em conflito com o próprio mandamento divino do crescei e multiplicai-vos, a geração tornou-se impura e as crianças não nasciam inocentes, mas maculadas pelo pecado original.

O horror ao sexo provocou epidemias de crises místicas nos conventos e mosteiros, dando incremento às perversões sexuais e aos delírios de histeria. Os íncubos e súcubos, demônios pervertidos, atacavam os padres e as freiras nos dormitórios sagrados, levando-os a pecados horrendos e a penitências e cilícios que geravam explosões satânicas de masoquismo. A asfixia das fontes biológicas da espécie custava tão caro que os clérigos tiveram de apelar à hipocrisia e à mentira.

De certa forma, esta passagem que Herculano cita nos esclarece e justifica as atitudes que alguns celibatários apresentam ou apresentavam, no entanto, também nos mostra como o vampirismo não é novidade alguma. Ele apenas se utiliza dos meios e locais em que pode ter facilidades. Antigamente, os templos religiosos e as festanças promovidas pelas realezas, hoje, a internet em larguíssima escala e olhem que nem citei o carnaval, heim gente?

Mas aonde quererá Herculano chegar com estes comentários? Exatamente no ponto de que a asfixia biológica dos seres, quando imposta e mal assimilada, quando sufoca e castra ao invés de ser algo natural e por livre opção, traz mais malefícios do que benefícios.

Esse desvario todo citado e do conhecimento de muitos, também através de inúmeros romances (Conde Rochester é um dos que traz várias destas histórias....Renúncia, de Chico Xavier, é um ótimo livro em estilo romanceado que aborda este tema), nos faz perceber como a liberdade dos idos tempos da barbárie, assim como o excesso de severidade das épocas cristãs, em nada surtiram de diferente. A perdição foi praticamente a mesma.

Ah, quem eram os íncubos e súcubos? Puxa, antes de falar deles, lembram que no primeiro encontro eu citei uma fala de Herculano em que ele dizia que o vampirismo não havia sido estudado em profundidade dentro do espiritismo por ser assunto forte e que muitas pessoas são sensíveis e vulneráveis? Gente, é isso mesmo e devemos atentar muito. Eu, particularmente senti muito isso quando estava pesquisando sobre o que seriam os tais íncubos e súcubos....mas vamos lá...Deus é por nós!!

Os íncubos são demônios, ou espíritos que residem no baixo astral, que tomam a forma masculina, assim podem manter relações sexuais com as mulheres. Os súcubos, são demônios que assumem a forma feminina, desta forma mantém relações sexuais com os homens.

Estes seres são estudados e combatidos desde a antiguidade. Com o passar dos séculos e, devido a grandes ocultistas, magos, padres e freis, santos, dentre outros, foram feitos v rios estudos sobre eles, suas influências, o que causam aos seres humanos, como agem, e várias outras coisas.

Santo Agostinho, livro 15 Cap. 23 em DE CIVITATE DEI, diz:

"É um fato de domínio público e que muitos afirmam havê-lo experimentado ou escutado pessoas autorizadas que tenham experiência disso, que os Silvanos e os Faunos, vulgarmente chamados íncubos, tem atormentado com freqüência às mulheres e saciado suas paixões. Além disto, são tantos e de tal peso os que afirmam que certos demônios chamados pelos Gauleses, Dusios, intentaram e executaram essa animalidade que, negá-lo parece imprudência."

De um site na internet, trouxe algumas outras informações que virão ao encontro daquilo que estamos aprendendo hoje. Alguns ocultistas, hermetistas, magos, estudiosos nestes assuntos, informam-nos que os íncubos e súcubos são gerados por formas pensamentos, que estão correlacionadas com a luxúria e a necessidade de satisfazer apetites animalescos, em âmbito sexual.

Que estes pensamentos energéticos, destoam, em muito do amor verdadeiro que existe entre um homem e uma mulher. Estas formas pensamentos são geradas pela vontade de satisfazer as necessidades sexuais bizarras, apetites eróticos de uma mente desequilibrada... Os íncubos e súcubos tentam as pessoas e sugam-lhes as energias, até o ponto de convalescença. Eles são extremamente perigosos.

Súcubos e Íncubos, fêmea e macho respectivamente, eram os demônios que fecundavam as mulheres durante o sono, causando ao mesmo tempo, pesadelos. Vejam então, que no âmbito espiritual e com a apreciação espírita, temos os vampiros sexuais.

Herculano Pires em sua obra Vampirismo nos diz: Sendo os espíritos nada mais que os homens desencarnados, é fácil compreender-se que as relações possíveis entre homens e espíritos, no campo afetivo e mental, permitem as ligações de espíritos viciados com homens de tendências viciosas. Esse o novo tipo de vampirismo que surgiu das pesquisas espíritas em meados do século XIX.

Esta frase não se distância em nada daquilo que estamos enfatizando até o momento e que a Doutrina Espírita nos faculta como conhecimento. Plano espiritual e plano terreno interagem e co-existem. Oras, se o cabra lá do outro lado quer ter sensações que não pode mais ter, devido ao seu estado etéreo, ou seja, sem matéria, como faz? Procura os semelhantes que pensam como ele, oras!!

E será só para sexo?? Na Revista Espírita de novembro de 1860 existe uma passagem interessante aonde um glutão é interrogado. Vou reproduzir um trecho para que compreendamos que trem é esse de sensações que querem, mas não podem ter. Façamos a analogia do que vou ler sobre partes físicas e alimentos com a sexualidade.

1. Evocação. - R. Meus amigos, eis-me diante de uma grande mesa, mas nua, ai de mim! 2. Esta mesa está nua, é verdade, mas quereis nos dizer para que vos serviria se estivesse carregada de comidas; que farias delas? - Delas sentiria o perfume, como outrora lhe sentia o gosto.

Nota. Esta resposta é todo um ensinamento. Sabemos que os Espíritos têm as nossas sensações e que percebem os odores tão bem quanto os sons. Na falta de poder comer, um Espírito material e sensual se repasta na emanação das comidas; ele as saboreia pelo odor como, quando vivo, o fazia pelo sentido do gosto.

Há, pois, alguma coisa de verdadeiramente material em seu prazer; mas, como em definitivo há mais desejo do que realidade, esse prazer mesmo, estimulando os desejos, torna-se um suplício para os Espíritos inferiores, que ainda conservaram as paixões humanas.

3. Tendes um corpo fluídico, nós o sabemos; mas dizei-nos se, nesse corpo, há um estômago? - R. Estômago fluídico também, onde só os odores podem passar.

4. Quando vedes comidas apetitosas, sentis o desejo de comê-las? -R. Comê-las, ai de mim! eu não o posso mais; para mim essas comidas são o que são as flores para vós: vós as sentis, mas não as comeis; isso vos contenta; pois bem! Eu estou contente também.

5. Isso vos dá prazer em ver os outros comerem? -R. Muito, quando ali estou.
6. Sentis a necessidade de comer e de beber? Notai que dizemos a necessidade; ainda há pouco dissemos o desejo, o que não é a mesma coisa. - R. Necessidade, não; mas desejo, sim, sempre.

7. Esse desejo é plenamente satisfeito pelo odor que aspirais; é para vós a mesma coisa de que comêsseis realmente? - R. É como se vos perguntasse se a visão de um objeto, que desejais ardentemente, substitui para vós a posse desse objeto.

8. Pareceria, segundo isso, que o desejo que sentis deve ser um verdadeiro suplício, não podendo ter o gozo real? -R. Suplício maior do que credes; mas trato de me atordoar em me iludindo.

13. Vedes a outros Espíritos mais felizes do que vós?-R. Sim, vejo que fazem consistir a sua felicidade em louvar a Deus; não conheço isso ainda, meus pensamentos roçam a terra.

14. Dai-vos conta da causa que os tornam mais felizes do que vós? - R. Eu não as aprecio ainda, como aquele que não sabe o que é um prato rebuscado, não o aprecia; isso talvez virá. Adeus; vou à procura de uma pequena sopa bem delicada e bem suculenta. BALTHAZAR.


Perceberam amigos, a similaridade se trocasse o objeto de desejo do desencarnado de comida para sexo? Se trocássemos comida pelo ato sexual? Viram a ênfase que é dada no questionamento sobre desejo e necessidade? A diferença peculiar entre estas duas palavras?

Tragamos isso para o sexo e veremos que ao invés de termos uma criatura rondando e vampirizando a nossa mesa (e aí vai um lembrete aos comedores compulsivos), temos uma criatura rondando e vampirizando nossas emanações sexuais tais quais perfumes exóticos.
 

Exposição: Fiorell@!

 

 
 

 

 

As diversas formas de vampirismo

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém.

No encontro anterior vimos sobre as mentes viciosas que se comprazem em pensamentos e imagens grotescas e conversas deletérias e da compaixão que devemos nutrir, ao invés do escândalo e da censura.

Vimos também sobre a comunicação de um espírito familiar, contida na revista espírita, que nos perguntava o que fazíamos com as revelações que nos eram ofertadas pela espiritualidade.

Abordamos um pouco mais do vampirismo sexual, conhecendo o que ocorria nos tempos antigos, principalmente em mosteiros e igrejas, aonde o celibato era quase uma castração imposta, gerando desequilíbrios imensos e portas abertas aos íncubos e súcubos demônios que agem sobre as perversões e necessidades sexuais e, por fim, vimos uma comunicação contida na revista espírita de 1860 aonde é entrevistado um espírito considerado glutão o Gastrônomo.

Diante das suas respostas, singelas inclusive, no tocante ás suas necessidades relativas á alimentação, nos demos conta de forma suave, como ocorre em relação ao sexo. Bom, relembrando apenas as duas últimas perguntas e respostas, temos que:

13. Vedes a outros Espíritos mais felizes do que vós?-R. Sim, vejo que fazem consistir a sua felicidade em louvar a Deus; não conheço isso ainda, meus pensamentos roçam a terra.

14. Dai-vos conta da causa que os tornam mais felizes do que vós? - R. Eu não as aprecio ainda, como aquele que não sabe o que é um prato rebuscado, não o aprecia; isso talvez virá. Adeus; vou à procura de uma pequena sopa bem delicada e bem suculenta. BALTHAZAR.


Perceberam também o momento aonde devemos ter compaixão de tais criaturas, quando lhe é perguntado acerca da felicidade alheia? Observemos a nota ofertada após esta comunicação:

Nota. - Esse Espírito é um verdadeiro tipo; faz parte dessa classe numerosa de seres invisíveis que não se elevaram, de nenhum modo, acima da condição da humanidade; não têm de menos senão o corpo material, mas as suas idéias são exatamente as mesmas.

Este não é um mau Espírito, não tem contra ele senão a sensualidade que é, ao mesmo tempo, para ele, um suplício e um prazer; como Espírito, não está, pois, entre os infelizes, é mesmo feliz à sua maneira; mas Deus sabe o que o espera numa nova existência! Um triste retorno poderá fazê-lo muito refletir, e desenvolver nele o senso moral, ainda abafado pela preponderância dos sentidos.

Gente, bonito e até fraterno quando olhamos por este prisma. Mas e quando falamos de espíritos recheados de maldade, recheados de más intenções e de perversões diversas? Já imaginaram que ambos possuem o mesmo acesso ao nosso dia-a-dia? Querem manter essa vibração e sintonia com eles ou querem modificá-la?

Lembro-lhes que, em momento algum, a solução se encontra na não prática do sexo. Já pensaram então, se nos abstêssemos de nos alimentar para não sintonizarmos com situações como as do glutão ou dos que vampirizam alimento? Não quero disseminar o pânico entre os puritanos, apenas quero trazer até vocês coisas muito sérias e que precisam ser analisadas.

Nossos adolescentes, já pensaram neles? Nessa onda impactante de baixa espiritualidade que assola o Planeta? Já pensaram em como estão vulneráveis e sem maiores direcionamentos, haja vista a grande quantidade de meninas que engravidam aos 13 ou 14 anos? Se for surpreendente para nós, macacos velhos, todo esse processo de sintonia vibracional, imaginem para eles!! E está ao alcance de quem orientá-los e ampará-los?

Eu, particularmente, teria tido uma vida muito diferente se conhecesse esse trem todo antes. Foi-me necessário viver o que vivi para chegar aonde cheguei, mas hoje penso que eu teria sido grata se me fosse ofertado esse conhecimento tempos atrás. E olhem que, mesmo de posse dele, ainda me vejo sucumbir ao vampirismo alheio, pois como disse no início destes estudos, o vampirismo não se dá apenas no quesito sexual e de desencarnado para encarnado.

Vejamos o que mais Herculano nos diz no tocante a este assunto: Os problemas da perversão sexual, do alcoolismo, dos tóxicos e das tendências criminosas entram assim numa nova perspectiva, escapando ao círculo fechado da hereditariedade biológica, dos processos endógenos para a abertura, dos processos exógenos.

As pesquisas de Kardec nesse sentido foram decisivas. O tratamento desses casos tornou-se mais seguro, confirmando-se a teoria pelos fatos de cura, particularmente dos casos considerados incuráveis. Posteriormente, os resultados obtidos nos Centros Espíritas, e em muitos hospitais espíritas, deram de sobejo a plena confirmação dessa descoberta ao mesmo tempo assustadora e consoladora.


Êita homem para falar coisas que desconhecemos, mas vamos lá entender sua frase. Quer dizer Herculano que após as pesquisas realizadas por Kardec dentro da Codificação Espírita, todos estes problemas relativos ao sexo, ao alcoolismo e às tendências criminosas, ganharam uma nova forma de serem vistos.

Antes tudo advinha do interior dos seres e só podia ser conhecido como doença ou como desvio da conduta pessoal. Hoje, estas coisas são vistas por processos que chegam através do exterior, mas que estão ligadas ao íntimo de cada um. Eis a tal da mediunidade ou interferência de outros seres sobre as nossas vontades e querenças.

Embora existam relatos de pesquisas e interpretações dadas aos sonhos, por exemplo, a propriedade ao assunto foi trazida por Kardec. Vemos isso diariamente em Casas Espíritas através dos processos de desobsessão. E existe toda uma seqüência natural entre estes processos e o de vampirismo, conforme nos elucida Herculano:

A Fisiologia da Natureza, segundo a lei da diferenciação na unidade, mostra-se estruturada e funcionalizada, pelos mesmos sistemas adaptados a cada reino. Ou seja, tudo ocorre em todos os reinos da Natureza, tendo suas Leis de acordo com o reino em referência, conservando-se sua individualidade.

Da seiva do vegetal ao sangue dos animais e do homem, das estruturas óticas inferiores às superiores, a organização é a mesma. Dos sistemas de motilidade e percepção e de alimentação e assimilação das plantas, ao homem o sistema de funcionalidade só varia no tocante às adaptações específicas.

Da mesma maneira e pela mesma razão, o parasitismo vegetal se desenvolve na direção do parasitismo animal e do vampirismo hominal-espiritual. E assim como o parasitismo influi no desenvolvimento das plantas e no comportamento dos animais, o vampirismo influi no comportamento humano individual e social.


Isso que Herculano está dizendo nada mais é do que nos mostrar que em todos os reinos existem estes mesmos processos. Vemos isso no reino vegetal em que plantas nascem e vivem grudadas em outras, numa verdadeira simbiose, assim como o mesmo ocorre no reino animal, aonde temos pulgas, carrapatos, sanguessugas e demais criaturas que necessitam do sangue alheio para sobreviverem.

Ocorre que, dada evolução e característica ímpar do reino hominal, o vampirismo nele se torna algo assaz preocupante, pois quando referendado na natureza, é algo aceitável e integrante da sustentabilidade natural, mas de homem para homem é preocupante e de encarnado para encarnado, aterrorizante.

Herculano enfatiza que entre os vários elementos, coisas e seres que agem sobre o comportamento humano, o mais perturbador e o que mais profundamente ameaça as estruturas físicas e espirituais do ser humano é o vampirismo, porque é a atuação consciente de um ser sobre outro, para deformar-lhe os sentimentos e as idéias, conturbar-lhe a mente e levá-lo a práticas e atitudes contrárias ao seu equilíbrio orgânico e psíquico.

Olhem a maldade tomando forma e se tornando perigosa. Não estamos mais falando de dois ‘pombinhos’ enamorados em uma praça, mas sim de conglomerados, de organizações e de entidades totalmente voltadas ao mal e distantes das leis de amor e caridade. Passamos longe e faz tempo, daqueles pobres seres que apenas querem remeter-se às lembranças de quando ainda estavam na carne e adentramos a parte importante e perigosa da situação. Vejam:

No parasitismo, mesmo no espiritual, há uma tendência de acomodação do parasita na vítima. A lei é a mesma do parasitismo vegetal e animal. A entidade espiritual parasitária procura ajustar-se ao parasitado, na posição de uma subpersonalidade afim. Ambos vivem em sintonia, mas o parasita à custa das energias do parasitado, cujo desgaste naturalmente aumenta de maneira progressiva. Ambos ganham e perdem nessa conjugação nefasta.

Aquele que quer sugar nossas vibrações ou emanações se ajusta ao nosso ser de forma a que as energias e sensações circulem por ambos. Lembrando sempre, que uma entidade que vive num mundo tão desprovido de todos os sentimentos, características e valores cristãos, não deve ofertar coisa boa ao encarando de quem está sugando essas forças. É uma troca, sempre se lembrem. Sai de mim, por exemplo, e entra no vampirizador e dele sai retornando a mim.

Isso me lembra sempre do rato. Ele come e urina ao mesmo tempo, contaminando a comida e o local de onde se alimenta. Todo alimento, seja ele cereal ração animal ou o que quer que seja, deve ser jogado fora por vários motivos higiênicos, mas, sobretudo pelo fato de nesta urina tão nojenta poder estar alojado o vírus da leptospirose. Que estará alojado nas emanações que estamos recebendo na troca com estes ‘vampiros’ espirituais? Voltando ao Herculano:

O parasitado (encarnado) sofre duplo desgaste de suas energias mentais e vitais e o parasita (espírito) cai na sua dependência, perdendo a sua capacidade individual de sobrevivência e conservação. A morte do parasitado (encarnado) afeta o parasita (espírito), que morre sugestivamente com ele, pois perdeu a capacidade de viver, sentir e pensar por si mesmo.

Os casos de pessoas dependentes, excessivamente tímidas, desanimadas, inaptas para a vida normal, essas de que se diz que "passaram pela vida, mas não viveram", são tipicamente casos de parasitismo.

Notem que interessante esta colocação de Herculano ao no dizer que quando o encarnado morre, tal é a simbiose e dependência do espírito que está sugando, que ele também morre. Mas como alguém já morto pode morrer novamente, não é mesmo.

Viram a profundidade dos laços que estamos criando, alguns até de livre e espontânea vontade? Alguns de forma consciente, quando alegam: isso é mais forte do que eu? Será? Será que estamos à mercê destas forças e destas criaturas? Vamos ver isso ainda neste tema de estudos. A defesa, a precaução e o amparo de que dispomos. Relembrando ainda um pouco sobre os ‘morto-vivos’, temos que:

As próprias condições orgânicas dessas pessoas, que não reagem devidamente aos socorros medicamentosos, à alimentação e aos estímulos do meio, de práticas espirituais ou físicas, decorrem de deficiências orgânicas, mas também da sobrecarga invisível do parasitismo espiritual.

As medicações estimulantes e os tratamentos psicológicos raramente produzem os efeitos desejados. Mas a conjugação desses recursos habituais com o tratamento espiritual para a expulsão do parasita, que representa no organismo da vítima uma forma de subvida consumidora, geralmente produzem efeitos surpreendentes.

Já temos aqui uma pequena luz dos recursos de que dispomos. Aqueles casos tão excêntricos que perturbam as pessoas e que não encontram resposta nos tratamentos médicos convencionais e nem a cura através do tratamento psicológico e emocional.

Tem horas que é quase leviano de nossa parte, mas quantas vezes não ouvimos relatos de pessoas que são possuidoras de transtornos inimagináveis e que não encontram cura ou alívio nos tratamentos convencionais que fazem e, quando adentram a uma religião ou buscam a Doutrina Espírita, encontram lenitivos e cura?

E quando eu digo que estas pessoas adentraram a uma religião, quero enfatizar que a Doutrina Espírita não inventou esta situação toda e nem é única detentora da sua cura ou melhoria, apenas que pelos processos e formas de ver as coisas que temos, acreditando na continuidade da vida, percebendo que aqueles a quem chamamos de inimigos ou maléficos estão ligados a nós por sintonia ou débitos anteriores, por também termos a compreensão de que entre o plano físico e o espiritual existe apenas a diferença sutil entre a matéria como conhecemos e a matéria espiritual propriamente dita.

É isto que Kardec quis dizer ao enfatizar as palavras de que “A verdade vos libertará”, trazendo para a codificação a necessidade de que estudemos de que aprendamos e de que compreendamos uma série de coisas, além de efetuarmos, primeiramente em nós, as mudanças necessárias.

Não vamos resolver nada se contratarmos capangas espirituais e dermos uma corrida naqueles que nos circundam, muito pelo contrário, isso será um efeito a curto prazo e carregado de imensos débitos, pois os que nos servirão quererão receber e os que foram escorraçados haverão de voltar. Só alcançaremos alguma vitória ou resolução dos problemas, quando modificarmos a nós mesmos....por isso o trem se chama reforma íntima!! Acompanhemos Herculano na busca pelo equilíbrio:

Os recursos espirituais são os passes espíritas, a freqüência regular a reuniões mediúnicas, o estudo e a leitura dos livros espíritas básicos, a prática da prece individual diária pelo parasitado em favor do parasita ou parasitas.

Exposição: Fiorell@!

 

 
 

 

 

Vampirismo, telepatia e desobsessão.

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém.

No decorrer dos quatro últimos encontros, pudemos abordar sobre o que seria sexo na internet, conhecer um pouco das sensações que um desencarnado experimenta ao buscar através dos encarnados as sensações de que carece, isso ao lermos a entrevista realizada com o Espírito Balthazar constante da Revista Espírita, falamos um pouco sobre vampirismo e, principalmente, identificando quem seriam os seus grandes representantes, Íncubos e Súcubos.

Nesta noite, na medida do possível, finalizaremos o sub-tema vampirismo e adentraremos a obsessão e formas de tratamento. Lembrando que os estudos anteriores se encontram em nosso site.

Aliás, é esta a recomendação de Herculano Pires no tocante ao tratamento dos casos detectados como sendo de vampirismo:

Os recursos espirituais são os passes espíritas, a freqüência regular a reuniões mediúnicas, o estudo e a leitura dos livros espíritas básicos, a prática da prece individual diária pelo parasitado em favor do parasita.

Por enquanto é aquilo que falamos até então sobre as ferramentas que estão ao nosso alcance para o tratamento e a libertação, acrescido de que devemos buscar auxílio em uma Casa Espírita ou Grupo Espírita. Bom, esse trecho sobre o auxílio na Casa Espírita é super interessante. Já deu para termos uma noção de como ocorre essa troca entre encarnado e espíritos ‘parasita’ e das conseqüências que ela pode gerar. Para nós enquadrados que estamos nos conceitos espíritas, fica o alerta de Herculano:

Se não encararmos o parasitismo e o vampirismo em termos rigorosamente doutrinários, no devido respeito ao método Kardeciano, estaremos sujeitos a ser enganados por espíritos mistificadores que passarão a nos vampirizar. Porque o vampirismo é um fenômeno típico das relações interpessoais. Vejam como é mais abrangente do que nos damos conta e como vai muito além do sexo:

Na vida material como na vida espiritual o vampirismo é um processo comum e universal do relacionamento afetivo e mental das criaturas. É vampiro o sacerdote que fanatiza um crente e o submete às suas exigências para explorá-lo com a promessa do Céu, como é vampiro o demagogo político que fascina os adeptos de suas idéias e os leva ao sacrifício inútil e brutal da revolta e do terrorismo. Exemplinho básico e do qual nunca poderíamos imaginar sair um vampiro, não?

É vampiro o espírita ou o médium que fascina os ingênuos com a falsificação de poderes que não possui, revelando-lhes supostas reencarnações deslumbrantes e conduzindo-os ao delírio das suas ambições de grandeza. Este é outro que nem passaria pela nossa cabeça... É vampiro o negocista esperto que suga as economias de seus clientes com falsas promessas para um futuro improvável. Este quase um vampirismo material.

Olhem a parte que nos interessa particularmente: É vampiro o galanteador donjuanesco que se apossa da afeição das mulheres inseguras para explorá-las. Para comentar esta passagem, resta-nos apenas enfatizar que na internet ninguém tem rosto ou corpo. Quando muito, passamos a ter voz, mas do contrário, somos a criação daquilo que desejarmos. E nesta criação, envolvemos as pessoas, mostrando-lhes uma falsa realidade que é utilizada para envolver, receber emanações sexuais e vibrações de baixo teor, além daquelas acompanhadas de sexo individual, propriamente dito.

Continuando com Herculano e as várias facetas vampirescas em nosso dia-a-dia: É vampiro o alcoólatra ou o toxicômano que semeia a desgraça em seu redor. É vampiro o espírito sagaz ou vingativo que suga as energias das criaturas humanas e subjuga outros espíritos para agir na conquista e dominação de outras, e assim por diante, na imensa e variada pauta do vampirismo material e espiritual.

Não se sintam doloridos companheiros e nem alimentem mágoas. Embora Herculano seja duro em suas palavras, ás vezes até beirando ao erro ou exagero, quando adjetiva algum companheiro de jornada, ele não está falando nenhuma coisa fantasiosa ou mentirosa.

Se bem observarmos, todas essas situações que ele nos citou são situações em que encarnados agem em malefício de outrem, ainda que em alguns casos sem intenção. Ninguém decide ser, por exemplo, um viciado para prejudicar ou sugar a outrem, mas acaba fazendo-o por tabela.

O que é bem diferente dos casos citados como sendo os que nitidamente agiram de má fé, e quantos outros exemplos não podemos acrescentar e que nem nos damos conta, não é mesmo? E, voltado ao nosso tema, temos os exploradores das emoções, os que se comprazem em buscar a pornografia de forma explícita e tantas outras situações que vemos diariamente.

Este final de semana retrasado teve a feira erótica aqui em SP e foi alardeado na TV e em determinados noticiários da internet. Terminou o tal do Big Brother e só se ouve falar que as participantes estão fazendo ensaios ou aceitando propostas de revistas masculinas e tantas outras miudezas que vem junto com o pacote sensualismo imperando a qualquer custo. Faz parte da grande ferramenta de que se utilizam quase todos os meios de comunicação e os segmentos de diversos setores.

Para que a gente compreenda melhor, imaginem aquela nossa foto sensual que fica no orkut, imaginem quantas pessoas não estarão vendo? Que tipo de pessoa estaremos atraindo para nós? Quais as vibrações que receberemos? Vamos orar de um lado e descuidar do outro? Eu revi as minhas fotos....

Finalizando com Herculano, temos que diante de todos estes exemplos que citamos: (...) a cura do vampirismo não é mais do que um processo de separação dos implicados, de afastamento do vampiro da órbita de sua vítima. Mas não basta esse primeiro passo. É necessária a persuasão dos implicados pela doutrinação espírita. A doutrinação é a transmissão do conhecimento doutrinário às duas partes.

Sem essa transmissão o processo não se completa e a cura será apenas uma suspensão do vampirismo por algum tempo. Como ensinou Jesus (e vemos nos Evangelhos) podemos afastar os valentões que se apossaram da casa, limpá-la e arrumá-la. Mas se ela ficar vazia os valentões convidarão outros parceiros e a retomarão. Nesse caso, o estado da habitação será pior do que antes. Conforme o grau de compromissos e responsabilidades mútuas entre os vampiros e suas vítimas, o tratamento será mais ou menos prolongado. . Falamos de um exemplo similar quando nos referimos ás pessoas que começam a estudar e trabalhar a sua mediunidade: neste caso é como se ela limpasse um terreno, retirando raízes velhas, lixos, árvores que não dão frutos e uma série de outras tranqueiras. Mas se o cidadão pára e não vai além, esse terreno será campo fértil para as ervas daninhas, que encontrarão um território limpinho e sem utilidade.

Os vampiros são teimosos, insistentes, pois o vampirismo é para eles o meio de se manterem na rotina de seus vícios. A vítima, por sua vez, está sovada no vampirismo e acostumada na entrega de si mesma sem relutância. A freqüência regular da vítima aos passes e às sessões mediúnicas é o único meio possível de fortalecê-la para a resistência necessária. Não nos iludamos com as melhoras instantâneas. É o ganha pão destas entidades, não pode largar o osso assim tão fácil!

Os vampiros não largam facilmente as suas vítimas. Afastam-se estrategicamente e voltam com mais fúria na primeira oportunidade favorável. É necessário que as vítimas curadas estejam convencidas disso e preparadas para repeli-los em suas investidas manhosas. Apesar dessas dificuldades, em trabalhos bem dirigidos conseguem-se não raro resultados relativamente rápidos que permitem maiores possibilidades na consolidação da cura.

Bom, como tudo que nos cerca em nossos viver, nada é fácil. Mesmo aquelas coisas que dão certo e de forma aparentemente instantâneas, também necessitaram de preparo, análise, empenho e etc. Não poderia ser diferente nestas situações. E quando eu disse em um dos encontros anteriores que se eu soubesse disso tudo mais cedo, muita coisa teria sido diferente, foi justamente por notar que as variadas formas de vampirismo podem estar, inclusive, se aproveitando de uma característica muito comum em nós: a dificuldade em dizer não!!

Nos deixamos envolver pelos pensamentos de ‘que será que ele (a) vai pensar’ até o ‘não sei dizer não – não gosto de magoar’ e diante destes conceitos equivocados de inter-relacionamento com as pessoas, nos entregamos á mercê dos sugadores, dos parasitas e dos que abusam de nossa boa-vontade e de nosso ser. Se trouxermos para a NET, veremos que por mais que pareça, nem sempre é fácil dizer não a uma criatura, pois não queremos magoar ou agir de forma anticristã. E olhem que nem falei da sensação de culpa que nos acomete quando achamos que contrariamos ou não agradamos alguém.

Mas uma coisa deve ficar clara em nossa mente: o que é caridoso e cristão, não desgasta aquele que pratica ou doa. Se tiver algo te incomodando ou despertando a preocupação quando fazes, para, analisa e medita. Se for o caso, vá até o final do Evangelho Segundo o Espiritismo e faz a prece que solicita conselho à espiritualidade. Com certeza o crivo deles haverá de te auxiliar. Vejam como Herculano trata deste detalhe:

Os processos vampirescos abrangem as mais variadas modalidades, de acordo com as tendências humanas. O vampirismo mais perigoso é o que se passa no plano das idéias. A ligação mental se estabelece de maneira imperceptível. Pessoas demasiado sensíveis, predispostas ao fanatismo em qualquer campo, tornam-se presas fáceis de entidades do mesmo tipo, que acabam por levá-las à loucura. Manias, tiques, ojerizas, escrúpulos exagerados e ridículos, às vezes apenas levemente perceptíveis em criaturas humanas, são lentamente levadas ao máximo pela ação vampiresca.

Ou seja, de nossas dificuldades e falhas, se aproveitam estes espíritos para ali fazerem sua colheita, plantando mais desequilíbrio e desarmonia em nossa mente e em nosso ser. Vejam como temos, hoje em dia, tantas pessoas envolvidas e tomadas por fobias inenarráveis, não é mesmo? Será que pelo processo de vampirismo ou parasitismo, poderíamos encontrar solução para estas questões de fobias? Se sim, cabe aqui as recomendações dadas acima no tocante ao tratamento a ser realizado em uma Casa Espírita além das preces, leituras e estudos edificantes.

EU não queria me alongar no tema vampirismo, mas não tem como deixar de conhecê-lo um pouco mais para que possamos compreender o que ocorre nas situações envolvendo o desequilíbrio sexual, sensual e de baixo calão a que nos entregamos em nome do prazer. Por isso, trouxe mais um trechinho de Herculano:

(...) estamos viciados na futilidade, na satisfação dos prazeres fáceis, sentimos a saudade aguda dos chamados momentos felizes, da euforia dos sentidos enganadores, e, atraídos pelo passado recente, tentamos voltar às condições perdidas. Os vampiros caem então sobre nós e nos colhem de novo em suas garras e bocas vorazes. Não obstante, não foram eles que nos conquistaram, fomos. nós mesmos que nos entregamos, e a força e o poder com que eles nos dominam não são deles, mas nossos.

Gente, esta parte é de suma importância ao nosso entendimento. Em encontros passados algumas pessoas sugeriram estar á mercê e em defesas no tocante a esta situação anticristã, mas perceberam como podemos ser responsáveis por ela? Perceberam como, embora a situação exista, fomos nós quem abrimos a porta e demos guarida a ela?

Não devemos nos sentir culpados ou constrangidos. É o exemplo que utilizei lá em cima: até quando não sabemos dizer não para as pessoas, estamos abrindo estas portas! Vejam lá, mais um esclarecimento sobre como estes irmãos agem sobre nós:

Vivendo no plano extra-físico, os vampiros agem sobre nós por indução mental e afetiva. Induzem-nos a fazer o que desejam e que não podem fazer por si mesmos. Podemos resistir a essas induções e fazê-los afastar-se de nosso ambiente, com a simples recusa de atendê-los. Mas se aceitamos viciosamente suas ordens, acabam por nos dominar.

Assim nos tornamos em seus servidores e seus comparsas, estabelecemos com eles fortes vínculos afetivos e sensoriais ou mentais. Quanto mais os obedecemos, mais submissos nos tornamos. Os vampirizados que se queixam de falta de força para resisti-los mentem a si mesmos. A resistência ao vampiro é um momento decisivo da nossa vida. Nesse momento é que se revela na prática o nosso livre-arbítrio, a nossa liberdade individual, a nossa capacidade de querer e fazer.

Talvez seja este o momento mais difícil de nossa relação com estes seres: a decisão firme e convicta de nossa parte em não mais compactuar e não mais se deixar envolver por eles. Esta decisão deverá ser única e irreversível. Se ela se reverter, é porque não foi feita em plenitude.

Quando realmente viramos a mesa em nossa vida, viramos e tudo vai pelo chão. Teremos o trabalho de recolher a sujeira, de realinhar a mesma, de recolocar comida, utensílios e decoração sobre a mesma, mas a mesa foi virada e pronto. Quando a decisão é reversível, é só porque tiramos ou separamos uma coisinha aqui e outra acolá.

Não é fácil, não é sem sofrimento ou sem aprendizado, m\s é uma conquista imensurável para o nosso espírito. Vejam lá Nossa vontade é sempre mais forte do que a supomos, mas nunca saberemos quanto pode e vale se não a pusermos em ação.

E prosseguindo, temos que A telepatia, hoje considerada não apenas em suas manifestações excepcionais, mas como meio normal e constante de intercomunicação humana subliminar, mostra-nos um aspecto sutil de vampirismo, que tanto pode ser negativo como positivo, segundo o demonstrou o Prof. John Herenwald. Vivemos num mar de pensamentos que nos afetam a todo instante. E usamos os nossos meios de seleção, de maneira instintiva, para acolher uns e repelir outros.

E é precisamente no ato de selecionar, escolher e assimilar, que encontramos, ao mesmo tempo, as fontes do auto-vampirismo e da nossa responsabilidade individual pelo desenvolvimento e a propagação do vampirismo. E encontramos, ao mesmo tempo, a prova do nosso livre-arbítrio, no plano da razão onde ele se mostra consciente, e no plano da afetividade em que aparece compulsivo e inconsciente.

Conhecemos estes procedimentos em outras situações, falamos muito da sintonia quando nos referimos à obsessão e ao laço que formamos com o obsessor. No vampirismo não é diferente. E vejam que interessante Herculano aborda um enfoque que também conhecemos por outro nome ou descrição: quando ele nos diz do livre-arbítrio que no plano da afetividade se encontra compulsivo ou inconsciente, ele nada mais está dizendo do que aquilo que sempre dizemos sobre o amor ter razões que a própria razão desconhece.

É o nosso livre-arbítrio dotado de seleção, escolha e assimilação que deixamos de lado e somos levados apenas pelas sensações ou sentimentos da situação. Cabe-nos retomar as rédeas em nossas mãos e raciocinarmos, refletirmos, ponderarmos e decidirmos. E quando dizemos que o tratamento espiritual auxiliar nesta situação é justamente porque:

Conhecendo o problema das relações telepáticas e o das captações paranormais em geral, dominamos facilmente o panorama das perturbações. Temos assim os dados necessários para conseguir o restabelecimento do equilíbrio do vampirizado, submetendo-o à técnica espírita da doutrinação, que poderá estimular as suas reações, praticamente bloqueadas pela vampirização.

Com a prece, o passe e as sessões de manifestações mediúnicas, dirigidas por pessoas esclarecidas e bem integradas na doutrina, o reerguimento da moral da vítima não tarda a se manifestar. Os estímulos espíritas agem com eficácia. E, ao mesmo tempo, as entidades interferentes e perturbadoras, que se ligaram à vítima atraídas pela lei de afinidades espirituais, vão sendo esclarecidas e afastadas, aliviando a carga da vítima.

Mais do que estimulações morais, deve-se recorrer ao esclarecimento racional do problema. A criatura humana é sempre mais sensível às explicações lógicas do que às exortações puramente morais e geralmente piegas, desvalorizadas pela ação corrosiva da hipocrisia de pregadores que fazem o contrário do que ensinam. A vítima de vampirismo e os seus algozes necessitam de estímulo racional, pois a prática vampiresca se funda sempre nos processos sensoriais e afetivos.

Enfoque claro daquilo que ocorre e se espera de um tratamento de desobsessão e mais, mostra também como nós deixamos de colaborar quando agimos embasados pelas seguintes posturas:

São sempre criaturas que alegam carência de amor, de afetividade, como crianças mimadas que passam pelos traumatismos do abandono as maiores vítimas. Por isso mesmo são também inconstantes, inseguras, fugindo ao tratamento sempre que possível. Geralmente, quando os obsessores começam a deixá-las, inquietam-se e sofrem recaídas perigosas, nas quais pretendem reencontrar os afastados. A viciação, seja de que tipo for, amolece a vontade humana e só com a ajuda enérgica de doutrinadores habilidosos e vigilantes, insistentes na decisão de salvá-las, poderão retê-las no tratamento necessário.

Temos um companheiro que freqüenta nossas salas que sempre nos diz que não é passando a mão na cabeça das pessoas que poderemos auxiliá-las. E, se formos observar bem, veremos que realmente, muito dengo não auxilia nestas situações. Posturas enérgicas, inclusive, não significam ausência de amor ou caridade, pelo contrário, são reflexo destas em sua maior expressão.

Nossos filhos quando nos sentem permissivos ao extremo, vão nos solicitando sempre mais e mais, como que testando nossos limites e querendo nos dizer que desejam nosso amor sim, mas que a permissividade com a qual os envolvemos, faz brotar em seu ser o sentimento de que tanto faz como tanto fez se eles existem ou não para nós.

Permitimos tudo, inclusive aquilo que lhes trará prejuízo e, nem nos damos conta de estarmos assinando uma nota falsa em que está escrito desamor, quando achamos que estamos oferecendo amor. Lembrem-se: ser firmes e enérgicos não significa ter ausência de amor. Nossa gente... como dói ser enérgica com a criatura que amamos, notar-lhe sua revolta e sua indignação....mas como é gratificante perceber-lhe o desabrochar e o evoluir.

Exposição: Fiorell@!

 

 
 

 

 

Manipulação dos sentimentos

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém.

Conforme estivemos estudando no decorrer destes encontros, ao nos depararmos com algumas situações, estamos mais do que apenas usufruindo de seus pretensos benefícios e gozos.

Estamos em muitos momentos, seja no bem ou no mal, criando laços e sintonias, que haverão de se propagar indefinidamente. Quando falamos indefinidamente não estamos exagerando. Se você socorre uma pessoa que está se afogando, haverá um círculo de gratidão a envolver-te.

Inúmeras pessoas que amam a criatura que estava se afogando, haverão de ser-te gratas e com elas, em te desejando o bem, haverão outras que por tabela haverão de se achegar. No mal, não existe diferença, pelo contrário, talvez até um pouco mais de ênfase devido à baixa moralidade dos seres envolvidos que, em muitos casos, nada perdem com a situação. Nada perdem entre aspas, ok?

Quando estamos envolvidos em situações ligadas à sexualidade, devido á sua proximidade com a matéria, estamos nos avizinhando de muitas situações. Por exemplo, como já citamos anteriormente, ao praticarmos o sexo por esporte, hobby ou egoísmo, estamos externando vibrações de inferioridade e atraindo similares.

Sei que em alguns momentos muitos não gostam de utilizar o termo vampiro e preferem adotar uma postura um tanto mais cristã, denominando estes irmãos de espíritos inferiores. Creio neste ínterim, notarmos uma distinção entre espíritos inferiores, tão somente pela sua condição evolutiva e espíritos inferiores pela sua situação em uso do livre-arbítrio, ou seja, praticando o mal por livre e espontânea vontade.

Vocês vão me perguntar, mas Fiorella que diferença faz? Não são apenas espíritos que ainda não alcançaram determinado grau de evolução? E eu terei de responder-lhes que, infelizmente, faz muita diferença sim.

Da mesma forma que hoje, nesta sala, a maioria está empenhada em aprender, compreender, conhecer e refazer passos ou caminhos tortuosos em sua vida, muitos se reúnem também apenas para badernar, muitos se reúnem apenas para provocar a desarmonia e muitos se reúnem, dotados de grande inteligência e potenciais, para praticar o mal e enfatizar seu lado perverso. Não queremos julgar esta ou aquela criatura, mas devemos estar conscientes de nossa vulnerabilidade ao abraçarmos, por exemplo, um lobo vestido em pele de cordeiro.

Que sucede em nossa vida? Quantos exemplos precisamos ver e ter para que acordemos diante das dificuldades que cada ser encontra em seu caminhar? Faz parte de nossa evolução ou de nosso aprendizado, as características negativas. Nenhuma criatura está isenta destas posturas, pelo menos daquelas que moram conosco, trabalham em nossa empresa, fornecem o pão, pregam esta ou aquela seita e tantas outras posições aonde encontramos seres humanos normais e em caminho de ascensão.

Mesmo grandes mártires ou avatares possuíam algo a ser renovado ou lapidado em si mesmo e podemos falar isso sem temer estarmos sendo injustos; missionários que sejam em algum momento necessitaram repassar ou rever determinadas situações, não apenas em benefício de outrem, mas em benefício de si mesmos em forma de aprendizado ou prática.

Imaginem os mortais comuns, sujeitos aos vícios, paixões e fragilidades da matéria. Motivo a mais para que não nos descuidemos. Tem muita gente que diz que para tudo, basta tenhamos vigilância e oração. E fica fácil: vai na casa espírita, ouve a palestra, toma o passe, vigia e ora. Tudo estará resolvido? Tudo foi dito e ensinado? Em tudo estamos prontos para seguir adiante ou existem meandros que necessitam ser explorados e conhecidos com maior profundidade?

Por exemplo, alguém tem noção do que seja uma manipulação? Pelo aspecto psicológico, já se deram conta do que seja manipular? Vamos lá conhecer alguns aspectos e ver aonde eles se encaixam nos processos obsessivos a que nos sujeitamos diante das baixas vibrações que emanamos em muitos momentos. Farei breves pinceladas em excelente texto que encontrei acerca do assunto. Chamo-os para que o leiam na íntegra assim que se fizer possível, pois além de extremamente lúcido, este texto é de fácil compreensão e assimilação e, tenho certeza, dará chaves a muitas portas que desejamos abrir. Leiam com avidez, a avidez de quem quer aprender; leiam com serenidade, a serenidade de quem quer perseverar; leiam com a mente aberta, uma mente que quer se libertar.

"Manipular equivale a manejar. De per si, somente os objetos são suscetíveis de manejo. Posso utilizar uma esferográfica para minhas finalidades, guardá-la, trocá-la, descartá-la. Estou no meu direito, porque se trata de um objeto. Manipular é tratar uma pessoa ou grupo de pessoas como se fossem objetos, a fim de dominá-los facilmente. Essa forma de tratamento significa um rebaixamento, um aviltamento. Esta redução ilegítima das pessoas a objetos é a meta do sadismo.

Ser sádico não significa ser cruel, como geralmente se pensa. Implica em tratar uma pessoa de uma forma que a rebaixa de condição.O amor erótico dos sedutores do tipo Dom Juan é possessivo, e na mesma medida une-se ao engodo e à violência. Na realidade, aí não há ternura, mas sim redução de uma pessoa a objeto. A violência de tal redução não fica menor ao afirmar que se trata de um objeto adorável, fascinante. Estes adjetivos não retiram do substantivo "objeto" o que ele tem de injusto, de não ajustado à realidade"

Perceberam por este pequeno parágrafo que a manipulação está trazendo em si a forma de poder? De domínio? E não se enganem: falsos profetas, como nos adverte o evangelho, são manipuladores de nosso bom-senso, de nosso saber e de nosso conhecer. Como muitas criaturas que, em consonância com sua baixa moralidade, buscam nos humilhar com seu conhecimento e tentam exercer este domínio sobre nós. Quem tem a inteligência de forma amorosa e fraterna, pega na mão de seu companheiro e junto caminha, partilhando, acrescentando e dividindo; não aponta simplesmente e diz: você tem que fazer isso.

É uma pequena forma de manipulação. De domínio. E qual a finalidade disso? Vamos ver as outras questões do artigo que estamos usando como referencial e teremos um contexto geral:

"Manipula aquele que quer vencer-nos sem convencer-nos, seduzir-nos para que aceitemos o que nos oferece sem dar-nos razões. O manipulador não fala à nossa inteligência, não respeita nossa liberdade; atua astutamente sobre nossos centros de decisão a fim de arrastar-nos a tomar as decisões que favorecem seus propósitos."

Relacionado a este aspecto, o autor usa o exemplo de uma propaganda de automóvel em que apenas aparece o veículo, uma bela modelo e imagens exóticas. A propaganda, de forma indireta, nos diz que se você tiver determinado carro terá o mesmo status ou poder de quem possui belas mulheres, vive em bellos lugares e coisas do tipo. Eis aí, a manipulação de nossos sentidos, trazendo-nos o desejo de aquisição de um veículo não pelo seu potencial automotivo, mas sim pelos sentimentos e desejos que ele desperta em nós. Vai saber quanta potência, quanta estabilidade e quanta economia o carro oferece? Basta-nos sentir que seremos quase deuses ao possuí-lo. E eis que este é um pequeno exemplo de manipulação.

Aonde entra a manipulação no sexo na internet? Naquele cidadão (ou cidadã) que chega até nós, dizendo-nos galanteios, trazendo-nos flores virtuais, proporcionando-nos presentes e mostrando-nos uma realidade que ele ou ela mesmo construiu como sendo verdadeira: a da pessoa gentil, romântica, carinhosa, compreensiva, amiga e tantas outras qualidades que, se buscarmos no dia-a-dia, veremos que sequer chegam perto de suas atitudes com filhos, parentes ou colegas. Ilude-nos, manipulando nossos sentimentos e nossas crenças em sua imagem ou em suas qualidades. Está cheio disso na vida real também.

E na hora em que escrevo isso, no momento em que me recordo das diversas situações pelas quais já passei em minha vida e das quais disse a vocês serem referenciais para que eu entenda que ainda me encontro sujeita ao vampirismo, principalmente do encarnado para encarnado, fico me perguntado: para quê tudo isso? Que lucra um cidadão ou uma cidadã que age desta forma? Prossigamos no texto e entendamos mais um tisco:

"A manipulação corresponde, em geral, à vontade de dominar pessoas e grupos em algum aspecto da vida e dirigir sua conduta. A manipulação comercial quer converter-nos em clientes, com o simples objetivo de que adquiramos um determinado produto, compremos entradas para certos espetáculos, nos associemos ao clube tal... O manipulador ideólogo pretende modelar o espírito de pessoas e povos a fim de adquirir domínio sobre eles de forma rápida, contundente, massiva e fácil. Como é possível dominar um povo desta forma? Reduzindo-o de comunidade a massa." Olhem lá, os falsos profetas dentro dos conceitos religiosos.

"As pessoas, quando têm idéias valiosas, convicções éticas sólidas, vontade de desenvolver todas as possibilidades de seu ser, tendem a unir-se solidariamente e estruturar-se em comunidades. Devido à sua coesão interna, uma estrutura comunitária torna-se inexpugnável. Pode ser destruída de fora com meios violentos, mas não dominada interiormente por meio de assédio espiritual. Se as pessoas que integram uma comunidade perdem a capacidade criadora e não se unem entre si com vínculos firmes e fecundos, deixam de integrar-se numa autêntica comunidade; dão lugar a um punhado amorfo de meros indivíduos: uma massa.

Duas pessoas, um homem e uma mulher, que compartilham a vida numa casa mas não se encontram devidamente unidas formam uma massa. A massa se compõe de seres que agem entre si como se fossem objetos, através de justaposição e choque. A comunidade é formada por pessoas que unem seus âmbitos de vida para dar lugar a novos âmbitos e enriquecer-se mutuamente."

Gente, percebam que bella essa informação. Vejam aonde entra a diferença, por exemplo, do sexo sadio, daquele que se pratica de forma harmoniosa e daquele visa apenas satisfações egoístas. Um casal que vive debaixo de um mesmo teto que seja, mas que não estão unidos em ideais e tantas outras formas de respeito e amor, simplesmente formam um processo de manipulação, de domínio, de intriga. E como alguém pode exercer esse domínio ou essa subjugação?

Primeiro atraindo-nos em nossas fragilidades e deficiências. No caso de uma crença religiosa, por exemplo, a falta de conhecimento nos torna vulneráveis e suscetíveis de acreditarmos em tudo o que nos é dito com convicção. Tenhamos cuidado gente para não sermos apenas seguidores, ao invés de partes atuantes. No caso da sedução emocional, a linguagem mais uma vez entra de forma nos tornar convencidos de algo ou alguma coisa, buscando nossas fragilidades momentâneas e, quem sabe, até aquele desabafo que ingenuamente realizamos ao encontrar um ombro amigo. Tenho certeza que se eu pedisse para que fossem colocadas rosas na área de texto, por cada pessoa que já se viu vitimada emocionalmente através de desabafos e confianças que depositou no sexo oposto, teríamos um número chamativamente elevado.

O manipulador busca em nós as portas. Sonda-nos, conhece-nos e usa nossas próprias palavras ou emoções para nos manter dominados.