Nosso
Evangelho Diário
-
inaugurada em
06-07-07.

Nossos dias e horários:
Segunda, quarta e sexta-feira às 21horas com
vibrações pelo nosso lar;
Quinta-feira e sábado ás 9horas com vibrações pelo
nosso lar e
Domingo ás 21horas com vibrações pelo
nosso
Oratório.

Fato consumado é que, sempre que nos dispomos a
crescer ou nos elevar ou até mesmo, a realziar tarefa cristão, eis que
somos açoitados por diversos sentimentos que envolvem os corações
alheios.
Aqui um que se alimenta da inveja e despeja se desdém
em nossas obras; acolá um outro que traz o ser em chamas e deságua sua
maledicência fruto de sua própria estagnação nos serviços que
realizamos; mais adiante um que ainda não compreende o devotamento e a
abnegação e nos julga loucos a desperdiçarmos as coisas boas da vida; em
outro ponto aquele que deseja estar entre nós, mas que não se esforça e
nem se dedica às obras individuais e perde-se na cobiça do alheio.
Tantos exemplos que podem rondar nosso dia-a-dia e
nosso desejo de crescer e elevar nosso próprio ser. Em dado momento,
parece-nos que os problemas são sempre os mesmos mas envolvendo pessoas
ou situações diferentes e, numa repetição contínua, eis que nos
deparamos com várias oportunidades de trabalharmos aquilo que ainda
carece de aprendizado dentro de nós.
A mensagem escolhida desta semana, nos mostra uma
irmãzinha que queria elevar-se mas que, a cada nova oportunidade,
encontrava dificuldades e abandonava a oportunidade bendita. Carregava
consigo de suas dores e dificuldades e, ante a tarefa, não conseguia
realizá-la pois não enxergava a oportunidade bendita de trabalho,
auxílio e edificação, mas tão somente aquilo que lhe ia em profundidade
no ser.
Desejo que esta leitura nos sirva como um referencial
diante das mazelas e dificuldades que rondam nosso caminhar. Que
possamos nos focar e encontrar dentro de nós a serenidade para mantermos
nossa visão no trabalho que devemos realizar e não nas aparentes
torpezas e dificuldades que o envolvem.
Acompanhemos a leitura:

Jesus no Lar - capítulo 34 - A
serva escandalizada
Ante as exclamações de
Dalila, a esposa de Azor, o tecelão, quanto às maldades de alguns
publicanos de mau nome que a haviam desrespeitado, em praça pública,
justamente quando procurava praticar o bem, relatou Jesus, com
simplicidade:
— Piedosa mulher,
desejando ser mensageira do Reino Divino na Terra, bateu às portas do
Paraíso, rogando trabalho.
Foi atendida,
cuidadosamente, por um anjo que lhe recomendou visitasse uma taberna
para salvar dois homens bons, desprevenidos, que se haviam deixado
embriagar, dominado por insinuações insufladas por Espíritos das trevas.
No dia seguinte, porém, a
enviada reapareceu, chorosa, explicando ao Ministro do Eterno que lhe
não fora possível satisfazer-lhe à determinação, porque o recanto
indicado jazia repleto de jogadores a trocarem palavras obscenas e
cruéis.
O anjo, então, mandou-a a
um esconderijo em floresta próxima, a fim de socorrer uma criança
desamparada.
No outro dia, porém, a
emissária regressou, alegando que não lhe fora exeqüível o trabalho
porque a furna ocultava vários homens e mulheres seminus a lhe ferirem o
pudor feminino.
O Administrador Celeste,
sem desanimar, designou-a para auxiliar uma senhora agonizante, mas,
decorridas poucas horas, a colaboradora voltou, ruborizada, ao ponto de
origem, informando de que não pudera nem mesmo penetrar o quarto da
enferma, porque na antecâmara
o esposo da doente,
palestrando com certa mulher de baixa procedência, projetava um
assassínio para a noite próxima.
O prestimoso Ministro do
Alto, embora com algum desapontamento, determinou-lhe o auxílio a dois
homens dementes situados em extenso vale de imundos.
No dia imediato, a serva
escandalizada retornava célere, esclarecendo que não conseguira alcançar
o objetivo, porquanto os loucos viviam impressionados com cenas de vida
impura, a lhe causarem extrema repugnância.
O Preposto do Altíssimo,
depois de ouvi-la com manifesta estranheza, pediu-lhe amparar uma jovem
que se achava em perigo, mas, em breve, regressava a cooperadora
sensitiva, exclamando que a criatura mencionada podia ser vista numa
festa desregrada, em repulsiva condição moral.
E assim a candidata ao
trabalho celeste atravessou a semana, inutilmente, cultivando a
ineficiência, sob variados pretextos.
Todavia, procurando de
novo o anjo para solicitar-lhe serviço, dele ouviu a exortação de que se
fizera merecedora:
— Minha irmã, continue,
por enquanto, desenvolvendo o seu esforço nas vulgaridades da Terra.
— Oh! e por quê? —
indagou, perplexa. — Não mereço abeirar-me da vida mais alta?
— Seus olhos estão cheios
de malícia — elucidou o Ministro, tolerante —, e, para servir ao Senhor,
o servo do bem retifica o escândalo, com amor e silêncio, sem se
escandalizar.
Calou-se o Mestre por
minutos longos; depois, concluiu sem afetação:
— Quem se demora na
contemplação do mal, não está em condições de fazer o bem.
Os circunstantes
entreolharam-se, espantadiços, e a oração final do culto doméstico foi
pronunciada, enquanto, lá fora, a Lua muito alva, desfazendo a treva
noturna, simbolizava radioso convite do Céu ao sublime combate pela
vitória da luz.
Neio Lúcio por Francisco Cândido Xavier

Seja a paz do Mestre com todos!
Fiorella Romana
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