Notícias Históricas - parte VI
A noite
de hoje nos promete a observação acerca dos Fariseus. Se prestarmos
atenção, veremos que no dia de hoje muitos irmãos podem ser chamados de
fariseus, por conta do pejorativo com que o nome tornou-se conhecido.
Alguns nomes nos são conhecidos nos dias de hoje como pertencentes a
religiosos e até a companheiros de doutrina. Dentre os mais famosos,
temos: hipócritas e sofistas.
Diretamente da
wikipédia, temos que (...) hipocrisia é o ato de fingir ter crenças,
virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra
deriva do latim e do grego ambos significando a representação de um ator,
atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a
designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos. Um
exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação
enquanto realiza a mesma ação. (...).
Vira e mexe
dizemos aos outras: ‘Deixa de ser hipócrita!’ e é bem isso, deixe de falar uma
coisa e fazer outra ou até mesmo de criticar aquilo que você mesmo faz e não
admite. Outro conhecido nosso é o sofista:
(...)
Sofisma é argumento capcioso com que se pretende enganar ou fazer calar o
adversário. Popularmente se diz que sofisma é um engano, logro. Sofismar é
torcer o argumento ou a questão. Dar aparências de verdade a (asserção que se
sabe ser falsa). Popularmente se diz que é lograr, iludir. (...) Algumas
criaturas são versáteis em usar de sofismas, ou seja, raciocinam por sofismas,
criando confusão e até mesmo falsas impressões sobre as pessoas.
Geralmente,
estes dois tipos de criaturas, hipócritas e sofistas, são intolerantes,
intransigentes, donos da verdade e de difícil trato quando são contrariados ou
suas verdades são postas em cheque. Excelentes explanadores possuem grande
dificuldade em reconhecer os próprios erros e desenganos. Fazem parte de todas
as religiões e situações, inclusive matrimoniais, pois são assim, até
compreenderem que é necessário fazer-se humilde na acepção do significado, para
começar a compreender o próximo e a si mesmo sem véus ou meias verdades.
Bom, esta
pequena introdução sobre hipócritas e sofistas, foi por conta da frase
conhecidíssima de Jesus: “Aí de vós escribas e fariseus, hipócritas!” Os
escribas veremos logo adiante, os fariseus, verificaremos agora:
(...)
FARISEUS – (Do hebraico: divisão, separação). – A tradição constituía parte
importante da teologia judaica. Consistia na reunião das interpretações
sucessivas dadas aos trechos das escrituras, que se haviam transformado em
artigos de dogma. Isso era, entre os doutores, motivo de discussões
intermináveis, na maioria das vezes sobre simples questões de palavras ou de
formas, à semelhança das disputas teológicas e das sutilezas da escolástica
medieval. Daí surgiram diferentes seitas, que pretendiam cada qual o monopólio
da verdade, e como acontece quase sempre, detestando-se cordialmente entre si.
(...)
Que forte isso,
não gente? Detestarem-se cordialmente! Algo que deveria aproximar as criaturas,
trazer-lhes a luz da razão e da igualdade é, antes de tudo, o motivo pelo qual
se desentendem e até nutrem reservado ódio. Nós, seres humanos em evolução,
possuímos este grande problema: se é igual a nós ou como nós pensa, serão amados
e até festejados, do contrário, nutriremos aversão e trataremos com
indelicadeza, reserva e até distanciamento.
Ou seja, por
conta do radicalismo e da tradição, que nada mais é do que a via pela qual os
fatos ou os dogmas são transmitidos de geração em geração sem mais prova
autêntica da sua veracidade que não essa transmissão, o que nos faz perceber os
excessos cometidos em nome de uma crença. Aliás, temos isso em todos os setores
de nosso viver e dentro da própria Doutrina Espírita.
Outro fator
interessante é no que diz respeito ao dogma que nada mais é do que o ponto
fundamental e indiscutível de uma crença religiosa, por isso se diz que a
Doutrina Espírita não é dogmática ou possui dogmas. Dogmas são encontrados em
muitas religiões como o cristianismo, islamismo e o judaísmo, onde são
considerados princípios fundamentais que devem ser respeitados por todos os
seguidores dessa religião. Como um elemento fundamental da religião, o termo
"dogma" é atribuído a princípios teológicos que são considerados básicos, de
modo que sua disputa ou proposta de revisão por uma pessoa não é aceita nessa
religião. Dogma se distingue da opinião teológica pessoal. Dogmas podem ser
clarificados e elaborados, desde que não contradizem outros dogmas. A rejeição
do dogma é considerada heresia ou blasfêmia em determinadas religiões, e pode
levar à expulsão do grupo religioso. Vale lembrar que o termo dogma é usado
muitas vezes de maneira pejorativa para se referir a qualquer crença que é
mantida insistentemente, como nos debates entre os marxistas, ás vezes, é
aplicada a convicções políticas[3], ou ao fanatismo religioso. Seguindo:
(...) Entre
essas seitas, a mais influente era a dos Fariseus, que tinha Hilel como chefe,
doutor judeu nascido na Babilônia, fundador de uma célebre escola, onde se
ensinava que a fé só era dada pelas Escrituras. Sua origem remonta aos anos 180
ou 200 antes de cristo. Os fariseus foram perseguidos em diversas épocas,
notadamente sob o domínio de Hircânio, sumo pontífice e rei dos judeus, e sob o
domínio de Aristóbulo e Alexandre, reis da Síria. Não obstante, como este último
lhes restituiu as honras e os bens, eles recuperaram o poder, conservando-o até
à ruína de Jerusalém, no ano 70 da era cristã, quando então o seu nome
desapareceu, em conseqüência da dispersão dos Judeus. (...)
Aqui os fatos
giram em torno do que eles chamam da segunda dispersão ou diáspora do povo
judeus, que ocorreu principalmente por conta da idolatria e rebeldia com que o
povo judeu se portava perante a Deus, que segundo rezam as tradições, lhes tirou
as terras prometidas até que retomassem a obediência a Deus, que então seriam
restaurados como nação soberana e senhora do mundo.
Já dá para
entendermos um pouco mais do porquê de tantos conflitos, guerras e determinismo
referente a este povo, não? Donos da verdade, prepotentes em relação até o
próprio criador, é um povo que muito precisou sofrer para se depurar e, haja
vista as condições em que vivem ainda hoje, pode-se dizer que ainda não se
modificaram muito. Na sequência da história, com a destruição do Segundo Templo
pelos romanos e a conseqüente dispersão do povo de Israel, os judeus passaram a
ser perseguidos, confinados e discriminados, criando as bases do anti-semitismo.
Como conseqüência das dificuldades econômicas da Europa, no início do século
passado, e das perseguições religiosas e sociais sofridas em seus países de
origem, muitos judeus vieram para o Brasil em busca de uma vida melhor,
fixando-se em sua grande maioria no Rio Grande do Sul.
Fontes ainda
nos dizem que os romanos destruíram Jerusalém, e isso acarretou uma nova
diáspora, fazendo os judeus irem para outros países da Ásia Menor ou sul da
Europa. As comunidades judaicas estabelecidas nos países do Leste Europeu ficam
conhecidas como Asquenazi (netos de Noé). Os judeus do norte da África (sefardins)
migram para a península Ibérica. Expulsos de lá pelo crescente cristianismo do
século XV, migram para os Países Baixos, Bálcãs, Turquia, Palestina e,
estimulados pela colonização européia, chegam ao continente americano.
(...) Os
fariseus desempenhavam papel ativo nas controvérsias religiosas. Observadores
servis das práticas exteriores do culto e das cerimônias, tomados de ardoroso
proselitismo, inimigos das inovações, afetavam grande severidade de princípios.
Mas, sob as aparências de uma devoção meticulosa, escondiam costumes dissolutos,
muito orgulho, e sobretudo excessivo desejo de dominação. A religião, para eles,
era mais um meio de subir do que objeto de uma fé sincera. Tinham apenas
exterioridades e ostentação de virtudes, mas com isso exerciam grande influência
sobre o povo, passando para este como santos personagens. Eis porque eram muito
poderosos em Jerusalém. (...)
Vamos lá
compreendendo algumas coisas, que também ouvimos muito em relação á Doutrina
Espírita. Não praticamos o proselitismo. Mas que trem é esse? Prosélito é o novo
convertido a uma religião, a uma seita ou a um partido. Ardoroso proselitismo é
aquilo que vemos comumente: criaturas querendo nos converter á sua crença ou
religião e a todo custo! Não seremos salvos, não somos verdadeiros tementes a
Deus, somos pagãos e por aí vai. Para os espíritas em específico, tem o trem de
sermos necromantes, ou seja, fazermos adivinhações através de espíritos e também
de termos parte com o diabo a quem chamamos de irmão. Uffa.. tem muito mais, mas
estes exemplos já nos servem para vermos como o radicalismo não é frutífero e
nem respeitoso.
A parte mais
feia de tudo isso, não bastasse aquilo que acabamos de citar, é a de que tudo
isso é realizado de maneira aparente e ostensiva, como bem é salientado por
Kardec. Infelizmente, temos isso até hoje: prega-se uma coisa ao próximo e
realiza-se outra em casa. Não preciso citar exemplos, pois todos nós conhecemos
pessoas que possuem uma fachada e um interior completamente diferente.
O texto foi
retirado deste site, onde é possível ler um pouco mais acerca das profecias
Profecias Cumpridas.
Aliás, outra
parte preocupante é justamente a de que (...) tinham apenas exterioridades e
ostentação de virtudes, mas com isso exerciam grande influência sobre o povo,
passando para este como santos personagens(...), mas Jesus conhece o íntimo
de todos nós, mesmo aqueles que batem no peito e dizem:’ isso é entre minha
consciência e Deus’. Outro grande problema de criaturas que agem desta maneira é
justamente o poder que exercem sobre as pessoas. As mais atentas percebem o que
se passa, mas muitas estão tão perdidas em si mesmas e nas redes da própria
imperfeição, que não conseguem distinguir o certo do errado, o que fala manso e
diz verdades, do que as vivencia.
Nós espíritas,
sabemos que isso gera um processo de continuidade dos compromissos individuais e
dos laços entre as criaturas, vida após vida até que consigam acertar os
ponteiros. Se alguém seguir sozinho, com certeza pedirá para voltar e acompanhar
o que retarda, por conta daquela tal afirmativa: ‘Isso é entre minha consciência
e Deus’.
Tomo a
liberdade de deixar este último parágrafo para o próximo encontro, pois contém
muito mais do que sequer podemos divisar. É um ponto importante que nos mostra o
que fizeram os que foram desmascarados e aquele que desmascarou. Servir-nos-á,
com certeza, para que entendamos as consequências do reto proceder, aquele mesmo
reto proceder que é escarnecido, perseguido e atormentado pelos fariseus atuais.
Exposto em
03-03-2010 por Fiorell@!