Questões
100 - parte final e 101
Encontro passado adentramos aos comentários de kardec, mostrando-nos
como se desenvolveu a Escala Espírita. Ela é fruta de sua pesquisa
diante das manifestações dos Espíritos e informações por eles
fornecidas, através de suas próprias palavras e de suas atitudes diante
das questões ou perguntas que lhes eram propostas.
Seu
comportamento também serviu para que fossem feitas as subdivisões na
escala. De uma maneira simples, existem 3 ordens principais e, com muita
boa vontade e talvez até com uma certa dose de falta de humildade,
Fraterna e eu afirmamos que nos sentimos na segunda escala. Pois é, mas
talvez estejamos sendo um pouco otimistas demais, haja vista o
comentário contido na Revista Espírita de fevereiro de 1858, onde
encontramos o seguinte comentário acerca dos Espíritos pertencentes à
segunda ordem: (...)”Quando, por exceção, se encarnam na Terra, é
para nela cumprirem uma missão de progresso, e nos oferecem, então, o
modelo da perfeição, à qual a Humanidade pode aspirar neste
mundo”.(...).
Aliás,
se formos analisar um pouco, veremos que estamos mais rodeados pelos da
terceira classe do que pelos da segunda. Por que será? Estamos
deslocados ou ainda vibramos mais em conformidade com estes irmãos? E,
em sendo assim, eis que seria mais humilde de minha parte aceitar que
estou muito mais na terceira que na segunda ordem. Embora meu desejo
ferrenho seja estar na segunda...Vamos lá, né?
(...) Os Espíritos admitem geralmente três categorias principais ou três
grandes divisões. Na última, a que está no início da escala, estão os
Espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria
sobre o Espírito e pela propensão ao mal.(...)
Essa
preponderância, como temos visto e como claramente veremos mais adiante,
tem graus de intensidade e variação. Oscila desde a maldade pura e
pérfida, até a inércia no bem e aparente falta de nocividade por parte
do espírito. O que nos faz recordar que um elemento á deriva, pode ser
jogado para qualquer canto, seja ao sabor do vento ou das ondas.
Precisamos sim ter um rumo definido, um caminho escolhido.
Quando
estamos à deriva, ou seja, quando ficamos tais quais baratas tontas
buscando um pouco aqui e um pouco ali, nos perdemos. Nosso referencial
se esvai e somos verdadeiros joguetes nas mãos dos que não possuem
escrúpulos e nem moralidade. Aliás as pessoas ainda não se deram conta
de que, a grande capa que esconde tais pessoas é justamente aquele
elogio rasgado, aquela adulação sem necessidade, o estímulo que nos dão
ao alimentarem em nós a inferioridade dos sentimentos menos dignos e os
pensamentos de vingança, mágoa e revolta.
Quando
decidimos qual caminho queremos seguir, temos em mente que um ambiente
que contenha palavrões, obscenidades, desrespeito, maledicências ou
comentários perversos e, por mais que tenham pessoas queridas nestes
mesmos ambientes, não é o, local mais adequado para estarmos. As
vibrações e sintonias ali colocadas não são das melhores.
Não
significa que estamos fugindo apavorados ou temerosos do que quer que
seja. Significa que, dentro de nosso livre-arbítrio, vamos aonde nos
convém e aonde nos edifica e eleva. Apenas isso. Não é questão de
desrespeito ou de ares de superioridade. É questão de zelo para com as
nossas ainda fragilidades ante a matéria. Voltemos às definições:
(...) Os da segunda são caracterizados pela predominância do Espírito
sobre a matéria e pelo desejo do bem: esses são os bons Espíritos. Os da
primeira categoria atingiram o grau supremo da perfeição: são os
Espíritos puros.(...).
Essa
segunda categoria de Espíritos, embora nos pareça tão ‘familiar’ e até
aconchegante, está um pouco distante ainda. Bem pouco, tenho certeza
absoluta e, talvez, daí essa nossa sensação de familiaridade e
aconchego. Na segunda ordem estão os Espíritos que já aprenderam a fazer
prevalecer o espírito ante a matéria, mas ainda encontram-se sujeitos às
vicissitudes desta. Mais uma vez, busco Francisco de Assis como exemplo,
diante de minha simpatia por este irmão. Temos também Joanna D’arc que,
aliás, segundo companheiros, é espírito que nos acompanha, orienta e
ampara. Ambos, envolvidos pelo amor e pela elevação com que já se
caracterizavam, ainda necessitavam de certas passagens diante da
matéria. Assim foi que cada qual passou por sua provação e realizou sua
missão com grande desprendimento.
Falar
dos Espíritos puros é um tanto longínquo, porque em nosso conceber,
determinadas criaturas já poderiam se enquadrar nesta categoria. Aliás,
quando a verdadeira gratidão invade nosso ser, quando estamos tomados
por humildade, até aquela criatura que alimenta nossos filhos é
considerada justa, pura e bondosa. Fechamos nossos olhos ás suas
mazelas, ás suas imperfeições e a temos em conta de anjo. E, cedo ou
tarde, nos decepcionaremos, pois ela ainda está em evolução. Ademais,
diante das leis de Deus, não se fecham olhos, pelo contrário, os véus
que são retirados quando na erraticidade ou na espiritualidade, deixam
quase que á mostra aonde devemos ou não trabalhar em nosso ser.
Prosseguindo:
(...) Essa divisão nos parece perfeitamente racional e apresenta
características bem definidas. Só nos faltava ressaltar, mediante um
número suficiente de subdivisões, as diferenças principais do conjunto.
Foi o que fizemos com o auxílio dos Espíritos, cujas instruções
benevolentes nunca nos faltaram.(...)
(...) Com o auxílio desse quadro será fácil determinar a categoria e o
grau de superioridade ou inferioridade dos Espíritos com os quais
podemos entrar em contato e, por conseguinte, o grau de confiança e de
estima que merecem. É de certo modo a chave da ciência espírita, visto
que apenas ele pode nos explicar as anomalias, as diferenças que
apresentam as comunicações, ao nos esclarecer sobre as desigualdades
intelectuais e morais dos Espíritos. (...)
Vejam
que kardec utiliza o termo racional. Essa racionalidade a que ele se
refere, é algo que nos falta em muitos momentos. Deixamos-nos envolver e
levar por impulsos, frases ou até mesmo sorrisos e não nos aprofundamos
no raciocínio diante da situação. Essa racionalidade é que, em muitos
momentos, pode nos proporcionar, por exemplo, a paz de espírito ante as
dificuldades e situações diárias. Essa mesma racionalidade, desprezada
por muitos, mal usada por outros, precisa ser nosso caminho do meio.
Necessário que sintamos, mas necessário é que racionalizemos sobre
determinados fatos e situações.
Vocês
devem se recordar que, em estudos passados, abordamos que nem sempre
apenas a razão nos dará a resposta correta. Em muitos momentos
precisamos usar de nosso sexto sentido e até de um certo feedback ou
recordação das situações já vividas, seja envolvendo as pessoas ou as
situações apresentadas no momento. E são tantos ganchos que nos surgem,
que poderíamos passar horas falando acerca da racionalidade como
caminho, mas nos deteremos em apenas mais um que nos recorda que o mesmo
problema, vivido em momentos diferentes, pode requerer soluções também
diferentes. Gosto muito de uma passagem contida em um dos livros de
Roberto Shinyashiki em que ele conta a estória de duas moscas que caíram
em um copo de leite e uma, derrotista, deixou-se naufragar, pois suas
asas estavam molhadas e ela se sentiu fraca diante da imensidão daquele
copo de leite.
A outra
cheia de vida e disposição, pôs-se a bater desenfreadamente as asas, até
que criou um tipo de crosta ou nata ao seu redor e, subindo nela, pode
alçar vôo e sair do copo. Porém descuidada que era, novamente caiu em
outro copo, mas desta vez de água. Mas, como acreditava que já sabia a
solução para essa dificuldade, colocou-se a bater as asas
freneticamente, recusando inclusive, o auxílio de uma companheira que
passava e lhe mostrava o canudinho por onde ela poderia subir.
Resultado, morreu afogada, pois na água a tática usada com o leite não
surte o mesmos efeito. Matérias diferentes, embora similares. Meios
diferentes de solucionar problemas aparentemente iguais.
E assim
temos a racionalidade. Embora ela seja importantíssima em determinados
momentos que nos requerem lucidez, em outros tantos, talvez quem seja
requerido seja algum sentimento outro, aonde ambos se completarão. Nunca
as coisas são exatamente iguais, nem para nós nem para os outros. E
quando vemos situações em que as pessoas passam várias vezes pelo mesmo
problema, embora envolvendo pessoas diferentes, cabe a ela ver como está
agindo ou reagindo diante da situação. Seus problemas, muitas vezes, são
reflexo de seu condicionamento mental ou daquilo que a pessoa oferta aos
outros.
Por
isso a nossa Ana Maria Braga (Fraterna) insiste tanto no otimismo, na
auto-estima e amor próprio. Sabemos que a vida nos devolve aquilo que
ofertamos. As pessoas que já aprenderam a lição, costumam ofertar a
outra face, mas aquelas que se encontram ainda envolvidas na chama da
‘turba’, estas nos devolvem exatamente na mesma moeda. Ainda estão
presas à lei de Talião. E não são elas que devem mudar porque assim
achamos necessário. Somos nós que devemos nos modificar buscando as leis
de amor que o Mestre exemplificou. Quem sabe elas se sintam
sensibilizadas com nosso exemplos, também.
Como na
leitura do evangelho desta manhã, em que o Mestre fora acusado de louco
ao curar aos sábados, ferindo os costumes da época, supostamente
pregados por Moisés. E Jesus mesmo mostrando á multidão que era
necessário que se julgasse as coisas não pela aparência, mas sim pela
justiça, foi tratado com sarcasmo e desdém. Lucidez, meio termo. Tanto
para aprendermos, não?
Não
podemos encerrar esta parte trazida por kardec sem enfatizarmos que é
através desta escala, aliada aos tantos esclarecimentos que a Ciência
Espírita nos mostra, que poderemos compreender as diferenças entre as
comunicações, talvez os desencontros de informações e até mesmo
interpretar melhor aquilo que nos chega.
Quando
nos damos conta do ‘todo’ envolvido em uma situação, se é que assim já
conseguimos, eis que a ponderação e a lucidez se fazem mais claras e
fáceis, haja vista o fato de não nos prendermos apenas a uma pequena
passagem. Como nos desenhos infantis, por exemplo, aonde alguém é
atraído para uma armadilha seguindo um pedaço de queijo ou uma coxa de
frango. Está tão atraída e envolvida pela iguaria que a apetece, que
fica fascinado e sequer consegue ver a cordinha que a está puxando. E
pior, nem percebe para que caminho está seguindo.
Precisamos dessa lucidez para lidar com os dois planos. Ela nos
auxiliará a perceber pensamentos que não são nossos, pensamentos
edificantes, pensamentos maléficos ou pensamentos vazios. Devemos estar
sempre alertas e o conhecimento nos auxilia. Gente, a doçura não se
perde, nem a sensibilidade. Pelo contrário, quanto mais aprendemos e
estamos caminhando em direção ao Mestre, mais amorosos nos tornamos e,
ser amoroso, não significa ser meloso. Finalizando os comentários de
kardec, temos que:
(...) Observaremos, todavia, que nem sempre os Espíritos pertencem
exclusivamente a esta ou aquela classe. Seu progresso apenas se realiza
gradualmente e, muitas vezes, mais num sentido do que em outro, e podem
reunir as características de mais de uma categoria, o que se pode notar
por sua linguagem e seus atos.(...)
O
último comentário que podemos fazer acerca desta situação, reside mais
uma vez, no fato de que embora possamos utilizar escala espírita de
forma especulativa e vazia, ou seja, sem grandes interesses ou valores
edificantes, nós também podemos nos servir dela para compreender as
diferenças evolutivas entre os Espíritos. E isso não deve
desqualificá-los ou relegá-los a este ou aquele ponto, por pertencer à
primeira, segunda ou terceira. Embora haja notória distinção entre as
escalas, nosso comportamento deve ser similar em se tratando das três. É
o nosso grande objetivo e o ideal que buscamos alcançar.
Serão
estes pontos que, somados, nos auxiliarão a modificar nossa postura
íntima frente às cosias e situações. Se a barbárie, se o crime, se a
mentira e tantas outras cosias nos afligem, aprenderemos a nos
posicionar frente a estas situações sem nos desarmonizarmos ou
desequilibrarmos, sem vibrarmos com rancor ou mágoa. Estaremos
encontrando nosso equilíbrio interior e daremos um grande passo para
ascendermos rumo ao ideal evolutivo que nos cabe: a perfeição com que
fomos criados. Vamos ás subdivisões:
Terceira ordem – Espíritos imperfeitos
Questão 101 Características gerais – Predominância da matéria sobre o
Espírito. Propensão ao mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as más
paixões que são suas conseqüências. Eles têm a intuição de Deus, mas não o compreendem. Nem todos são essencialmente maus. Entre alguns há mais leviandade,
inconseqüência e malícia do que verdadeira maldade. Alguns não fazem o
bem nem o mal; mas, apenas pelo fato de não fazerem o bem, já demonstram
sua inferioridade. Outros, ao contrário, se comprazem no mal e ficam
satisfeitos quando encontram a ocasião de o fazer.(...)
Talvez
essa explicação analisada de forma superficial é que nos faz sentir que
estamos fora desta categoria da escala. Quando pensamos em maldade nos
recordamos de coisas atrozes, de atos que nos causam repugnância e até
vertigens, no entanto, se esmiuçarmos esta colocação apresentada,
veremos que existe a palavra inconseqüência. Como podemos compreender a
inconseqüência diante da nossa permanência na terceira ordem desta
escala?
Quantas
vezes fazemos algo e não nos damos conta de que aquilo é prejudicial?
Até que aprendemos, não é mesmo? Só saberemos que aquele reles chiclete
que jogamos no chão ou o inofensivo papel de bala, são prejudiciais à
natureza e ao meio ambiente, quando nos quedarmos a analisar a situação
ou quando alguém nos fazer tomar conhecimento, por exemplo, que se todas
as pessoas que passarem naquela mesma rua, durante o dia e jogarem um
papelzinho de bala como nós fizemos, já serão milhares fazendo
exatamente a mesma coisa. Somem-se milhares de papéis que adentram a um
bueiro sem serem varridos e o que temos? Enchentes!!
Mas foi
um gesto inconseqüente, não? E assim se processa diante de nossas
fraquezas morais, diante de nossa falta de cultivo das moralidades.
Alguns extremistas, gostam de alardear uma frase contida em nossas obras
da codificação. A frase nos diz que o espírita é responsável pelo mal
que cometa e pelo bem que deixe de fazer. Oras, isso não é crime e
castigo, gente! Não devemos nos sentir entre a cruz e a espada ou
naquela tradicional figura de que se ficar o bicho come e se correr o
bicho pega.
Essa
alusão, assim como tantas outras contidas em nossas obras básicas e na
vida como um todo, é para que reflitamos que não basta não sermos maus.
É necessário que façamos o bem também, do contrário seremos responsáveis
pelo que deixarmos de praticar. Se alguém nos pede socorro e em nossa
inércia não reagimos, é uma omissão e, independente de ser por
comodismo, por egoísmo ou por despreparo, é um ato bom que deixamos de
praticar, quiçá prejudicando alguém. O que não significa que devamos
sair correndo e socorrendo cada borboleta que está saindo do seu casulo.
Até para fazer o bem é necessário que tenhamos discernimento e sensatez.
Muitos
estão habituados com o dilema que se apresenta em uma casa espírita e em
muitos momentos, no tocante à entrega da cesta básica, por exemplo.
Quantas controvérsias e discussões não são geradas por conta de
tentarmos buscar se estamos corretos ou errados, não? E, no final, a
resposta parte do interior de cada um, formando quem sabe um consenso. E
esse conflito nada mais é o uso do nosso discernimento e do nosso
raciocínio convidando-nos a ponderar sobre se realmente estamos fazendo
o bem ou alimentando alguma situação destrutiva. Se sabemos que aquele
alimento está sendo mal utilizado, seremos responsáveis pela manutenção
da sua entrega.
Nossas
responsabilidades aumentam ao passo que nosso conhecimento também. E não
adianta nos escondermos embaixo do edredon e dizermos: também não quero
aprender mais anda! Isso não tem como! Pela dor, pelo amor, por estudos
e ou por qual situação for, seremos chamados ao aprendizado. Se optarmos
por fechar nossos olhos ou não aceitarmos, estaremos fazendo uso do
direito que nos cabe, mas a que preço, não? As crianças nos ensinam, a
natureza nos ensina, os animais nos ensinam. Deus é generoso, não esta
apenas nos cobrando, mas está também a todo instante nos dando a
oportunidade de demonstrarmos esse aprendizado ou de colhê-lo seja lá de
onde for, assim como o lírio é colhido no pântano. Seguindo....
(...) Os Espíritos pertencentes à terceira ordem podem aliar a
inteligência à maldade ou à malícia; mas qualquer que seja seu
desenvolvimento intelectual, suas idéias são pouco elevadas e seus
sentimentos mais ou menos inferiores. Seus conhecimentos sobre as coisas do mundo espírita são limitados e o
pouco que sabem se confunde com as idéias e os preconceitos da vida
corporal. Eles podem nos dar apenas noções falsas e incompletas, mas o
observador atento encontra, muitas vezes, em suas comunicações
imperfeitas, a confirmação das grandes verdades ensinadas pelos
Espíritos Superiores. (...)
Conseguimos discernir isso com alguma facilidade, não? Aliás, se
queremos aprender um pouco mais a como distinguir determinados espíritos
através de suas comunicações e narrativas, sugiro que busquemos o livro
O Céu e o Inferno, das obras básicas da codificação. Nele, podemos
encontrar muitos relatos, além de esclarecimentos e explicações
ofertadas por kardec sobre muitos casos ali relatados.
Outra
fonte farta é a Revista Espírita, muito embora esteja distribuído de
forma aleatória, ou seja, conforme chegavam e as edições eram
preparadas, quem quiser passar bons momentos literários, basta acessar
algum site que as disponibilize e terá acesso a farto material e muitas
informações relativas a muitos assuntos, inclusive as manifestações e
seus caracteres. Kardec ainda nos diz acerca dos Espíritos da terceira
ordem:
(...)Seu caráter se revela pela sua linguagem. Todo Espírito que em
suas comunicações revela um mau pensamento pode ser classificado na
terceira ordem. Por conseqüência, todo mau pensamento que nos é sugerido
vem de um Espírito dessa ordem. Eles vêem a felicidade dos bons e isso é, para eles, um tormento
incessante, porque sentem todas as agonias que originam a inveja e o
ciúme.(...)
Temos
aqui alguns exemplos que nos mostram porque ainda podemos nos considerar
na terceira ordem, não? Aquele nosso colega de trabalho que, apesar de
todos os nossos esforços, consegue a promoção na nossa frente. Aquele
nosso ex-noivo ou ex-noiva que casou e nós ainda não desencantamos
daquela situação. Aquela pessoa que foi mãe e nós ainda não. Vixi, o que
não nos faltam são exemplos de situações cotidianas em que a grama do
vizinho sempre é mais bonita do que a nossa, não? Eis aí uma
característica dos espíritos da terceira ordem. Nem só de assassinos
cruéis é formada essa ordem, torno a repetir.
Podem
possuir a inteligência e a fala acurada, mas o seu conteúdo é oco. Suas
mensagens são desprovidas de profundidade e passivas de contrariedade a
cada novo parágrafo. Pode se dar ao fato de que ainda estão aprendendo,
como também pode ser justamente por não conseguirem sustentar a máscara
que acoberta a frivolidade ou maldade.
Nós,
encarnados, podemos usar do subterfúgio de nos calarmos ante
determinadas situações, não deixando transparecer aquilo que nos vai em
mente, se bem que nossa face e os nossos gestos podem nos denunciar. No
que diz respeito aos espíritos, seria interessante que lêssemos o
capítulo XXIV do Livro dos Médiuns, que fala acerca da Identidade dos
Espíritos, passando por distinção entre bons e maus espíritos.
Exposto em 27-09-08 por Fiorell@
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