Livro dos Espíritos - Allan Kardec - 1857

Sob a Ótica Espírita: encontros aos sábados e às terças-feiras às 22horas (horário de Brasília) na sala do PALTALK.
 

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Questão 59

(LE) "59- Os povos fizeram idéias bastante divergentes sobre a Criação, segundo o grau de seus conhecimentos. A razão apoiada na Ciência reconheceu a inverossimilhança de algumas teorias. A que os Espíritos oferecem confirma a opinião há muito admitida pelos homens mais esclarecidos."

Essa diversidade se observa em todos os segmentos e assuntos, quando comparamos um povo com o outro. Interessante que, embora tenham todos partido de um ponto semelhante ao reencarnarem em coletividade aqui na Terra, nota-se até os nossos dias que alguns foram fortes, por exemplo, diante da tecnologia, outros diante do humanitarismo, outros na questão agrícola, outro em questões pecuaristas e assim por diante.

Neste pequeno detalhe, podemos perceber nitidamente a influência no meio, ou seja, povos que habitavam em montanhas desenvolveram a pecuária e o pastoreio como seu forte. Povos que habitavam próximo a rios, a agricultura; outros fizeram intermediários entre ambos e assim por diante, evidenciando não apenas o seu conhecimento ‘armazenado’ mas as diversas opções das localidades aonde reencarnaram.

Ainda diante destes conhecimentos adquiridos e desenvolvidos, a razão ao observar e objetivar determinados pontos da vida, não caminhava de forma paralela também, originando-se assim, diversas crenças respaldadas pelo meio em que viviam e conheciam. Quando trazidas à luz da Ciência, estas razões eram derrubadas, pois se confrontavam e desmentiam-se umas às outras.

Imaginem quando isso alcançou esferas maiores, como as verdades sobre a Terra, o universo, a Criação e o Criador, ou seja, Deus. Inclusive em muitos pontos não se reconhece Deus ou se pode notá-lo através de opiniões diversas e disformes.

Quando nos foi apresentada a razão/teoria advinda do mundo espiritual, esta calou profundamente entre homens de conhecimento profundo acerca de muitos ângulos, sejam eles científicos, religiosos, filosóficos. Pessoas de apurado raciocínio e de credibilidade inconteste em sua área de atuação, aceitaram como plausível estas colocações, encontrando em determinados pontos, ainda que discretos, apoio na Ciência humana. A partir de então, foram se aprofundando e encontrando elos entre ambas, tornado ‘comprováveis’ muitos aspectos trazidos pela espiritualidade. Prossigamos:

(LE)"A objeção que se pode fazer a essa teoria é a de estar em contradição com os textos dos livros sagrados. Mas um exame sério nos leva a reconhecer que essa contradição é mais aparente que real resultante da interpretação dada a passagens que, em geral, só possuíam sentido alegórico."

Quando se aborda o aspecto religioso das coisas, temos o grande referencial textos dos livros sagrados. Estes textos, que passaram por uma série de traduções, guardam em muitos momentos passagens altamente deturpadas, não por má fé, mas sim pela troca ou falta de alcance na tradução de determinadas frases ou expressões. Vemos isso com os próprios livros da Codificação Espírita.

Em muitos momentos, ao compararmos a tradução feita por um e por outro, sentidos diferentes e isso faz com que muitos prefiram basear-se na tradução dum ou de outro. Sem desmerecer o mérito e dedicação de cada tradutor, precisamos observar que mesmo um idioma conhecido como o francês, pode sofrer variáveis em suas traduções, principalmente se levarmos em conta que existem expressões idiomáticas não equivalentes e dialetos provincianos.

Somando-se ao fator tradução desde as épocas remotas, o fator compreensão das reais mensagens transmitidas ou fatos ocorridos, eis que temos a confusão que remonta diversas passagens religiosas.

 

Exposição: Fiorell@!

 

 

 

Questão 59 - parágrafo 3 a 8

Nos estudos passados vimos as questões 56, 57 e 58, adentrando á 59. Através delas, pudemos compreender um pouco sobre a forma física de outros planetas, algumas particularidades no tocante às suas fontes de luz e também sobre as peculiaridades que possuímos em nosso planeta e que poderiam, perfeitamente, se ajustarem a mundos mais avançados e de forma mais usual, como vimos, por exemplo, acerca do fenômeno da natureza denominado Aurora Boreal.

Ao adentrarmos à questão 59, começamos a ver um pouco sobre as CONSIDERAÇÕES E CONCORDÂNCIAS BÍBLICAS REFERENTES À CRIAÇÃO. A forma como os diferentes povos encaram a criação e  a maneira como as comprovações científicas tem se imiscuído nestas  crenças. Encerramos falando sobre as diversidades de traduções e a maneira como elas podem interferir ou não no aprendizado da Doutrina Espírita.

No tocante a este ponto, trouxe um artigo interessante que fala um pouco do porquê serem necessárias tantas traduções da Bíblia e aonde as descobertas da Ciência ajudam na interpretação ou tradução do que ali se encontra:

http://www.vidaacademica.net/v1/content.asp?id_conteudo=96

Para hoje, prosseguiremos a partir do parágrafo 3, que nos diz o seguinte:

"- A questão do primeiro homem, na pessoa de Adão, como único tronco da Humanidade, não é a única sobre a qual as crenças religiosas têm de modificar-se. O movimento da Terra parecia, em determinada época, tão contrário aos textos sagrados, que não há formas de perseguição a que essa teoria não tenha dado pretexto. Não obstante, a Terra gira, malgrado os anátemas, e ninguém hoje em dia poderia contestá-lo, sem ofender a sua própria razão."

Adão, como já vimos em outro encontro, trata-se de um sentido figurado que foi dado aos diversos ‘primeiros-homens’ que proliferaram na Terra e em diversas partes ao mesmo tempo, conforme vimos na questão 44.

As sementes de seus corpos estavam espalhadas e armazenadas em diversos pontos, aguardando o momento oportuno de eclodirem e reproduzirem-se entre sim. Mutações e modificações foram sendo feitas, adaptando-as ao Planeta e ás regiões aonde despertaram. O próprio espírito se adaptou ao mundo em que estava, sendo secundado pela espiritualidade amiga responsável por estas adaptações.

No tocante ao movimento da Terra, já vimos por diversas vezes, as cassações e absurdos que foram realizados aos que ousaram apresentar suas teorias, algumas das quais, com grande cunho verídico. Fogueiras foram acionadas, inclusive querendo preservar interesses próprios em detrimento do avanço da humanidade. Prosseguindo, temos que:

A Bíblia diz igualmente que o mundo foi criado em seis dias, e fixa a época da Criação cerca de quatro mil anos antes da Era Cristã. Antes disso, a Terra não existia; ela foi tirada do nada. O texto é formal. E eis que a ciência positiva, a Ciência inexorável, vem provar o contrário. A formação do globo está gravada em caracteres indeléveis do mundo fóssil, e está provado que os seis dias da Criação representam outros tantos períodos, cada um deles, talvez, de muitas centenas de milhares de anos.

Esta é a parte da Doutrina Espírita que muito me atrai, embora em diversos momentos eu não tenha compreensão suficiente para entender a tudo o que ela se refere. Mas vejam só: em alegoria, podemos dizer que Deus acordou inspirado, sacou de uma esfera e em incessante e árduo trabalho, criou o Planeta ou mundo. Depois, cansado de sua inspiração magnífica, descansou, deixando ao homem que cuidasse de tudo.

Já nesta época o homem mostrou-se um mal administrador e, mesmo sem conhecer o que seria a morte ou a dor, foi ameaçado por elas. Ainda assim, não satisfeito, sucumbiu e pôs a perder todas as criações divinas, fazendo com que Deus modificasse todo os seus planos com relação às criaturas que acabara de criar. Quantos atributos mundanos para Deus, não?

No entanto, o que a Ciência nos mostra, através de pesquisas infindáveis, é que aonde se lê dias se podem ler eras. E muitas outras objeções foram sendo apresentadas pelos estudiosos. É aquele ponto em que Herculano Pires se referiu em seu livro a Agonia das Religiões, mostrando-nos a mudança comportamental que se instaurou  na mudança do século e trazendo a saindo os sistemas místicos e dogmáticos, para entrar os pesquisáveis e comprováveis hauridos através dos estudos científicos.

Inclusive, conforme podemos constatar Na Gênese, capítulo XII, a pressão exercida pelos ditos mal compreendidos constantes da Bíblia era tamanha, que muitos cientistas em querendo comprovar e expor determinados fatos, tentavam adequar-se aos seis dias como se fossem seis eras, por exemplo, mas nada que com o estudo desvinculado de qualquer pressão ou necessidade de que estivesse andando em paralelo com os ensinamentos Bíblicos, não trouxesse á baila como sendo totalmente diferente e alegórico, donde já se puderam perceber mais de 25 formações ou eras e perfeitamente caracterizadas. Vejam, inclusive a próxima colocação feita pela espiritualidade:

E não se trata de um sistema, uma doutrina, uma opinião isolada, mas de um fato tão constante como o movimento da Terra, e que a Teologia não pôde deixar de admitir, prova evidente do erro em que se pode cair, quando se tomam ao pé da letra as expressões de uma linguagem freqüentemente figurada. (1) Devemos concluir, então, que a Bíblia é um erro? Não; mas que os homens se enganaram na sua interpretação (2).

(1) As recentes declarações do papa Pio XII, admitindo os cálculos da Ciência para a formação da Terra, confirmam o acerto de Kardec nesta nota. (Nota do tradutor).

(2) Advertência aos que condenam a Bíblia sem levar em conta os fatores históricos e a linguagem figurada do texto.

Procurei por esta informação de Herculano Pires, que é o tradutor de meu livro dos Espíritos, mas me deparei com tanta coisa acerca do Papa XII, que foi meio complicado ‘garimpar’ essa passagem. Aliás, falando em procura e em tentar compreender, outro dia estava em uma comunidade do orkut, que fala de Ciência x Religião ou algo assim. E é assombroso ver como as pessoas se pronunciam ou manifestam em relação a alguma coisa, sem o devido respeito, sem a devida análise e sem até, o devido conhecimento.

Estavam abordando Células tronco e, em muitos momentos, discutiam e se xingavam entre sim, chamando-se de burros, imbecis e daí por diante, como se o fato de acharem isso do companheiro os colocasse em elevada posição. No entanto, quando se prestava atenção aos fundamentos daquilo que estavam tentando passar com uma linguagem rebuscada, podia-se notar o tal do vazio interior ou contido na idéia que externavam.

O mesmo ocorre quando simplesmente dizemos que a Bíblia é um conjunto de ilusões. Estamos errando e de forma muito infeliz, apenas alardeando coisas que nem temos o real conhecimento. Interessante vermos isso partindo dos espíritas, o que demonstra que não leram sequer as obras básicas da Codificação, para afirmarem isso.

Tivessem lido, teriam se deparado com esta frase de kardec contida em A Gênese no capítulo IV: "De todas as antigas gêneses, a que mais se aproxima dos dados científicos modernos, apesar dos seus erros, hoje evidentemente demonstrados, é incontestavelmente a de Moisés". E aonde está esta Gênese? Na Bíblia!!

Ocorre, creio eu, uma pressão muito grande advinda dos companheiros de outras seitas e religiões, que nos dizem coisas como a que não seguimos a Bíblia, que nos colocam em xeque em relação ao Cristo e cosias do tipo. No entanto, nada que o estudo e a serenidade não possam dirimir.

Temos inclusive, uma excelente obra escrita por Herculano Pires intitulada Visão Espírita da Bíblia e que nos proporciona excelentes referenciais a cerca do assunto. Nela, Herculano tece comentários e demonstra comparativos entre passagens Bíblicas e colocações dos livros da Codificação, que nos fazem perceber como o espiritismo caminha em paralelo a ela, dando-lhe sim as devidas interpretações e os devidos entendimentos.

Quanto aos enganos nas interpretações, eis aquilo que falávamos no encontro anterior. Afora as diferenças de tradução, existem também as diferenças de interpretação e de interesses e, como bem frisou o Márcio, um crime no que diz respeito a estas obras. Prosseguindo:

A Ciência escavando os arquivos da Terra, descobriu a ordem em que os diferentes seres vivos apareceram na sua superfície e essa ordem concorda com a indicada no Gênesis, com a diferença de que essa obra, em vez de ter saído miraculosamente das mãos de Deus, em apenas algumas horas, realizou-se sempre pela sua vontade, mas segundo as leis das forças naturais, em alguns milhões de anos.

Em muitos momentos, dentro do Gênesis, encontramos passagens como a de que Deus disse: crescei e multiplicai-vos e, de forma instantânea, cresceram e se multiplicaram. Estas passagens, interpretadas sob aquele prisma de um dia apenas para que tudo se concretizasse, dá-nos a impressão de que Deus é mágico e, ao mesmo tempo, sujeito às nossas intempéries emotivas, como já vimos anteriormente.

No tocante à referida obra, pode-se observar que ela não foi trazida diretamente por Ele burlando suas próprias leis (mais uma vez a falta de justiça e igualdade, privilegiando a si mesmo em detrimento de suas criaturas, algo inadmissível em se tratando de nosso Criador). Enfim, detalhes que podemos e devemos nos ater, para não negarmos simplesmente uma obra. Sempre lembrando que, para o momento em que ela nos foi era trazida, era necessário que assim se procedesse.

Nos filmes que retratam essa passagem, vemos sempre as orgias e festas que o povo confinado no deserto começou a promover, ante a impaciência em esperar o retorno de Moisés com os dez mandamentos e o direcionamento que o povo deveria ter daquele ponto em diante. Prosseguindo temos que:

Deus seria, por isso, menor e menos poderoso? Sua obra se tornaria menos sublime, por não ter o prestígio da instantaneidade? Evidentemente, não. É preciso fazer da Divindade uma idéia bem mesquinha, para não reconhecer a sua onipotência nas leis eternas que ela estabeleceu para reger os mundos. A Ciência, longe de diminuir a obra divina, no-la mostra sob um aspecto mais grandioso e mais conforme com as noções de ter ela se realizado sem derrogar as leis da Natureza.

Esta grandiosidade que é ressaltada, reside justamente no fato de que ao percebermos os detalhes da criação, perceberemos como cada criatura exerceu particular e importante papel nesta mesma criação, e estaremos sim dando o devido crédito e reconhecimento a Deus, pois além de nos criar, ainda nos deu a oportunidade de que buscássemos o aprimoramento, o trabalho, a dedicação e o amor dentro daquilo que estava sendo co-criado.

Oportunidade maior ainda quando nos proporcionou Leis sábias, quando nos permitiu um guia como Moisés, quando permitiu a chegada do Mestre Jesus entre nós e quando se confirmou a promessa do Mestre, acerca do Consolador prometido, que se fez presente através da Codificação Espírita. Ou seja, por mais que se alegue uma brecha imensa entre Ciência e Religião, o que temos visto é a primeira abraçar a segunda, apenas esclarecendo fatos e renomeando situações ou coisas, mas dando o seu respaldo único enquanto Ciência.

A Ciência, de acordo neste ponto com Moisés, coloca o homem por último na ordem da criação dos seres vivos. Moisés, porém coloca o dilúvio universal no ano de 165ª da formação do mundo, enquanto a Geologia nos mostra o grande cataclismo como anterior à aparição do homem, tendo em vista que, até agora, não se encontra nas camadas primitivas nenhum traço da sua presença, nem da presença dos animais, que sob o ponto de vista físico, são da sua mesma categoria.

Os dados mais recentes acerca destas passagens, que consegui encontrar, foram trazidos por geólogos americanos e por volta de 1998; estes geólogos da Universidade de Columbia, William Ryan e Walter Pittman, elaboraram a teoria de que o Dilúvio na verdade seria um mito derivado de uma fantástica catástrofe natural, ocorrida por volta do ano 5600 a.C., nas margens do atual Mar Negro.

Segundo as proposições dos dois pesquisadores, o evento regional teria provocado a migração de diversos grupos sobreviventes – o que explicaria o caráter dito universal (que se encontra em várias culturas) do Dilúvio.

Para os geólogos, o evento foi provocado pelo degelo ocorrido ao final da última glaciação. Em suas pesquisas, analisaram as formações geológicas e imagens submarinas, concluindo que uma grande quantidade de água marinha rompeu o atual estreito de Bósforo, com a elevação paulatina e excessiva do Mar Egeu e dali para o Mar de Mármara, ocasionando a abrupta inundação do Mar Negro.(fonte wikipédia)

Bom, aos pansóficos de plantão, trouxe os seguintes links. Um explica algo sobre a inundação e a correlação com o dilúvio, pela visão Criacionista, ou seja, daqueles seguem a Bíblia. Eles defendem que a descoberta de indícios habitacionais no fundo do Mar Negro se deva à ocorrência de uma inundação desencadeada pela era Glacial.

http://www.scb.org.br/fc/Fc65_06.htm

Um outro ensaio interessante poderá ser encontrado neste link fazendo analogias acerca de quando os arqueólogos encontraram em Nínive da biblioteca do imperador assírio Assurbanípal (668-627 a.C.) e corrida ao ‘ouro bíblico’ que se desencadeou por esta circunstância.

http://www.klepsidra.net/klepsidra23/gilgamesh.htm

Por fim, trouxe um artigo interessante que fala acerca da presença de dinossauros dentro da Arca de Noé e os erros crassos cometidos pelos cientistas ao defini-los sempre como gigantescos:

http://www.luzparavida.net/dinossauros.html

 Pansofianismos à parte a grande realidade na qual precisamos nos deparar é a de que as próprias Ciências encarregadas de assuntar o trem do dilúvio ainda não conseguiram nada de definitivo. Vão sempre retrocedendo em datas, épocas e definições, mas que ele houve, lá isso houve!! No próximo item, temos a seguinte colocação:

Mas nada prova que isso seja impossível; várias descobertas já lançaram dúvidas a respeito, podendo acontecer, portanto, que de um momento para outro se adquira a certeza material da anterioridade da raça humana. E então se reconhecerá que, nesse ponto, como em outros, o texto bíblico é figurado.

Eis aquilo que procuramos com os achados. Não é desmentir essa ou aquela crença, mas sim nos aproximarmos dos dados corretos acerca do surgimento do homem. Aonde seremos levados por esta descoberta? Creio que talvez um fragmento que, ao ser juntado a outros, nos trará aquela comprovação que tanto queremos acerca da existência divina ou de tantas outras dúvidas que rondam o pensar humano. Meu único medo é do que talvez não dê tempo....hehehe

A questão está em saber se o cataclismo é o mesmo de Noé. Ora, a duração necessária à formação das camadas fósseis não dá lugar a confusões, e no momento em que se encontrarem os traços da existência do homem, anteriores à grande catástrofe, ficará provado que Adão não foi o primeiro homem, ou que a sua criação se perde na noite dos tempos. Contra a evidência não há raciocínios possíveis, e será necessário aceitar o fato, como se aceitou o do movimento da Terra e o dos seis períodos da Criação.

Justamente isso que trouxemos nesta noite: saber acerca do dilúvio e de data correta, nos trará algo mais do que apenas a comprovação do erro ou do acerto bíblico (até o momento, estamos percebendo que se trata mais de um erro ou má interpretação) no tocante ao surgimento do homem na Terra. Para saber mais sobre as várias versões que envolvem a Arca de Noé e seus propósitos, existe um resumo muito interessante nestes endereços:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dil%C3%BAvio

http://pt.wikipedia.org/wiki/Arca_de_No%C3%A9

Sigamos o raciocínio da espiritualidade:

A existência do homem antes do dilúvio geológico é, não há dúvida, ainda hipotética, mas eis como nos parece menos. Admitindo-se que o homem tenha aparecido pela primeira vez na Terra há quatro mil anos antes de Cristo, se 1650 anos mais tarde toda a raça humana foi destruída, com exceção apenas de uma família, conclui-se que o povoamento da Terra data de Noé, ou seja, de 2350 antes da nossa era.

Imagino que na cabeça de alguns de vocês esse trem todo de datas deva estar fazendo uma certa confusão na cabeça. Na minha fez e precisei usar de muito ‘equilíbrio’ para desembaraçar todas as datas, Noé, Dilúvio, Moisés, Bíblia, Jesus, homosapiens e etc...Vamos ver só mais um pouco de datas e alinhar todo esse trem, para que fique fácil em nossa mente:

Ora, quando os hebreus emigraram para o Egito, no décimo oitavo século, encontraram esse país bastante povoado e já bem avançado em civilização. A história prova que, nessa época, a Índia e outros países eram igualmente florescentes, mesmo sem levarmos em conta a cronologia de certos povos, que remonta a uma época mais recuada. Teria sido então necessário que do vigésimo quarto ao décimo oitavo século, quer dizer, num espaço de seiscentos anos, não somente a posteridade de um único homem tivesse podido povoar todas as imensas regiões então conhecidas, supondo-se que as outras não estivessem povoadas, mas também que, nesse curto intervalo, a espécie humana tivesse podido elevar-se de ignorância absoluta do estado primitivo ao mais alto grau de desenvolvimento intelectual, o que é contrário a todas as leis antropológicas.

Só a título de curiosidade, gostaria de dizer-lhes que pela Torá, Moisés decidiu ser pai quando tinha por volta de 500 anos e teve 3 filhos, que se salvaram na arca juntamente com suas esposas. Interessante, não?

(http://www.morasha.com.br/edicoes/ed43/noe.asp )

Vamos lá...4.000 anos antes de Cristo, surgiu o homem. Lá pelos idos de 2350 anos antes da chegada do Cristo e da Era Cristã, ocorreu o dilúvio. Em torno de 600 anos depois do dilúvio, quando o povo hebreu chega ao Egito, encontra lá muita gente e muita evolução. Pelos achados e estudos, vemos que nessa mesma época, na Índia e cercanias, já havia uma povoação surpreendente além de culturalmente evoluída e avançada!! Cronologicamente impossível. Geograficamente mal explicado.

Se na época de Noé, como é dito pela Torá, a criatura já vivia mais de 500 anos e em plena atividade reprodutora, que terá ocorrido para tempos depois, o homem viver apenas em torno de 60 ou 70 anos e já ser considerado como velho? Ou seja, muita lenha para queimar nessa fogueira do entendimento.

 Exposição: Fiorell@!

 

 

 

Questões 59 (finalização) e  60

No encontro passado através dos parágrafos que abordamos, vimos um pouco sobre a figura de Adão, o valor positivo da Bíblia, passagens relativas ao dilúvio e ás descobertas da Ciência neste sentido.

Começamos a abordar as diferentes raças existentes na face da Terra e os dados históricos sobre as mesmas que, definitivamente, não batem com os relatos bíblicos. Percebemos como num espaço de 600 anos seria impossível que de um só tronco, pudessem se espalhar tantas criaturas na face da Terra, coisa que ficaria facilmente analisável se olhássemos pela ótica fisiológica das criaturas. Para hoje, prosseguiremos através da seguinte colocação:

A diversidade das raças humanas vem ainda em apoio desta opinião (da impossibilidade de em 600 anos encontrarem tanta evolução e reprodução). O clima e os hábitos produzem, sem dúvida, modificações das características físicas, mas sabe-se até aonde pode chegar à influência dessas causas, e o exame fisiológico prova a existência, entre algumas raças, de diferenças constitucionais mais profundas que as produzidas pelo clima.

Povos diferentes espalhados por localidades diferentes. Vimos isso nas questões anteriores. Apenas relembrando. Vou prosseguir, pois este trecho se explica por si só:

O cruzamento de raças produz os tipos intermediários; tende a superar os caracteres extremos, mas não cria estes, produzindo apenas as variedades. Oras, para que tivesse havido cruzamento de raças, era necessário que houvesse raças distintas, e como explicarmos a sua existência, dando-lhes um tronco comum, e, sobretudo tão próximo? Como admitir-se que, em alguns séculos, certos descendentes de Noé se tivessem transformado, a ponto de produzirem a raça etíope, por exemplo? Uma tal metamorfose não é mais admissível que a hipótese de um tronco comum para o lobo e a ovelha, o elefante e o pulgão, a ave e o peixe. Ainda uma vez, nada poderia prevalecer contra a evidência dos fatos.

Pois é, nos deparamos aqui com exemplos antagônicos, tais quais um elefante e um pulgão. Esse antagonismo na cadeia e na formação dos seres, nada mais quer nos mostrar do que o simples fato de que cada raça possui sua característica própria e, mesmo quando misturada a outras, elas não se perdem, mas se adequam á mistura.

Uma passagem vale a pena ser evidenciada em A Gênese, que retrata justamente sobre estas diferenças e se encontra no capítulo XI item 39:

(...)Do ponto de vista fisiológico, algumas raças apresentam característicos tipos particulares, que não permitem se lhes assinale uma origem comum. Há diferenças que evidentemente não são simples efeito do clima, pois que os brancos que se reproduzem nos países dos negros não se tornam negros e reciprocamente. O ardor do Sol tosta e brune a epiderme, porém nunca transformou um branco em negro, nem lhe achatou o nariz, ou mudou a forma dos traços da fisionomia, nem lhe tornou lanzudo e encarapinhado o cabelo comprido e sedoso. Sabe-se hoje que a cor do negro provém de um tecido especial subcutâneo, peculiar à espécie.

Há-se, pois, de considerar as raças negras, mongólicas, caucásicas como tendo origem própria, como tendo nascido simultânea ou sucessivamente em diversas partes do globo. O cruzamento delas produziu as raças mistas secundárias. Os caracteres fisiológicos das raças primitivas constituem indício evidente de que elas procedem de tipos especiais. As mesmas considerações se aplicam, conseguintemente, assim aos homens, quanto aos animais, no que concerne à pluralidade dos troncos. (Cap. X, nos 2 e seguintes.)(...)


Pois é gente Algumas vezes as coisas podem parecer redundantes e repetitivas, mas fazem parte de nossas bases de compreensão e assimilação. Quando vemos grupos avançados de estudos doutrinários ou segmentos específicos como o médico, por exemplo, abordando os aspectos da Doutrina Espírita, fica até parecendo que kardec era aluno da primeira série, pois eles possuem argumentos tão fortes e consistentes, que Kardec talvez ficasse boquiaberto diante de suas colocações.

O que não podemos esquecer é justamente do acúmulo intelectual de tais criaturas, os novos termos que são conhecidos e abordados em nosso dia-a-dia e a facilidade imensurável que temos hoje em dia. À época de Kardec, era preciso acumular pilhas e pilhas de livros para se conseguir uma determinada resposta. Hoje em dia, essa mesma resposta pode ser encontrada mastigada e em diversos livros e páginas na Internet. Muito mais fácil partir de um caminho já trilhado do que trilhar novos.

E o que pouco se observa é que, se depois de mais de 2000 anos ainda não compreendemos os ensinamentos do Mestre, ensinamentos estes que estão apenas voltados á nossa moralidade e ao nosso caráter, quem dirá em apenas cento e tantos anos compreendermos em profundidade e em grau adiantado, toda a parte científica e filosófica da Doutrina Espírita. O que se vê neste meio tão erudito e rebuscado em palavras é também aquilo que vemos nos meios em que a inteligência escassa e o palavreado predominam, apenas mudam as coisas: ao invés de dizerem que determinada criatura é burra, alegam em sua profunda sabedoria que ela está enganada, o equivalente a chamá-la de burra.

Ocorreu isso com Galileu, Einstein e ainda haverá de ocorrer com muitas pessoas. Infelizmente, os pseudos-sábios e intelectuais utilizam-se de muitas palavras e pouco conteúdo; exercitaram aquilo que estamos exercitando agora: a minúcia no compreender e assimilar, mas externam de forma desprovida de caridade e fraternidade, respeito e consideração pelo muito que outros tiveram de caminhar para encontrar o que eles hoje encontram mastigado.

E quando kardec se mostra minucioso nas alegações e nos esclarecimentos, o faz a mando da espiritualidade superior encarregada de nos trazer as obras da codificação. Estes irmãos sabiam muito bem das dificuldades, dos percalços e, até creio que nem seremos frívolos em dizer que em muitos momentos devem nos olhar e se apiedarem do tanto de tempo que perdemos com determinadas coisas.

Em muitos momentos devem perceber que já viram estes mesmos filmes em outros Planetas e envolvendo outros assuntos e acabam por exercitar seu amor e tolerância ao próximo e a gente aqui, martelando ferro frio. Enfim, apenas fico estarrecida quando vejo alguns pseudo-debates doutrinários. Vejamos lá como finaliza Kardec a questão 59:

Tudo se explica, pelo contrário, admitindo-se a existência do homem antes da época que lhe é vulgarmente assinalada; a diversidade das origens; Adão, que viveu há seis mil anos, como tendo povoado uma região ainda inabitada; o dilúvio de Noé como uma catástrofe parcial, que se tomou pelo cataclismo geológico; (1) e tendo-se em conta, por fim, a forma alegórica peculiar ao estilo oriental, que se encontra nos livros sagrados de todos os povos.

Neste item um, temos a seguinte explicação dada por Herculano Pires:

(1) As escavações arqueológicas realizadas por Sir Charles Leonard Wolley, em 1929, ao norte de Basora, próximo ao Golfo Pérsico, para a descoberta de Ur, revelaram os restos de uma catástrofe diluviana ocorrida exatamente quatro mil anos antes de Cristo. Ao encontrar a camada de lodo que cobria as ruínas da Ur primitiva Wolley transmitiu a notícia ao mundo nos seguintes termos: “Encontramos os sinais do dilúvio universal”. Trabalhos posteriores comprovaram o fato, mostrando que houve um dilúvio local no delta do Tigre e do Eufrates, exatamente nada ata assinalada pela Bíblia. Este fato vem confirmar a previsão de Kardec (N.do T.)

Bom gente, no encontro passados vimos e cansamos de ver informações mais atuais sobre as mesmas situações e que só nos chegam para corroborar aquilo que Kardec trouxe-nos pela Codificação. Ademais, finalizaremos com este último parágrafo da questão 59:

Eis porque é prudente não se acusar muito ligeiramente de falsas as doutrinas que podem, cedo ou tarde, como tantas outras, oferecer um desmentido aos que as combatem. As idéias religiosas, longe de perder, se engrandecem, ao marchar com a Ciência; esse o único meio de não apresentarem ao ceticismo um elo vulnerável.

Acho que talvez agora vocês entendam porque falei sobre os debates espíritas, logo mais acima. Kardec nos diz que não é prudente acusemos de falsas as doutrinas que podem, cedo ou tarde, desmentir estes mesmos que as combatem. Imaginem a prudência e o bom-senso que não devemos ter ao dizer, por exemplo, que kardec precisa ser revisto. Gente, quem fará essa revisão? Quem possui as qualidades similares á ele ou o respaldo necessário da espiritualidade para isso? Uffa...desculpem-me, mas acho que me senti muito incomodada com um debate que observei, pior que ele abordava Células-Tronco....Terça-feira, 01-07-08, adentraremos a esse trem, se tudo correr bem!!

Finalizado esta questão, eis que podemos e devemos concluir que a existência do homem é anterior aos 4.000 anos alardeados pelas religiões e que o homem se originou por processo muito mais acurado e minucioso do que a saliva em meio ao barro. Formas alegóricas de nos mostrarem que a saliva de Deus (sua vida) fecundou a terra aonde estavam agasalhadas as sementes dos seres, inclusive, os humanos.

Bom, virando a página do capítulo III que trata da Criação e adentrando ao IV, que trata do princípio Vital, teremos algum material interessante inclusive para os estudos de transplantes que realizamos as terças-feiras. No prólogo temos a seguinte colocação:

(...) Os seres orgânicos são os que trazem em si mesmos uma fonte de atividade íntima, que lhes dá a vida; nascem, crescem, reproduzem-se e morrem; são providos de órgãos especiais para a realização dos diferentes atos da vida e apropriados às necessidades de sua conservação. Compreendem os homens, os animais e as plantas.

Quando buscamos alguns referenciais acerca de quem seriam os tais seres orgânicos em seu nascedouro, eis que encontramos preciosa informação contida em A Gênese e que delibera sobre a formação primária dos seres. E mais uma vez nos vemos ás voltas com o estudo das camadas da Terra.

(...)Com efeito, o estudo das camadas geológicas atesta, nos terrenos de idêntica formação, e em proporções enormes, a presença das mesmas espécies em pontos do globo muito afastados uns dos outros. Essa multiplicação tão generalizada e, de certo modo, contemporânea, fora impossível com um único tipo primitivo.(...).

Quando buscamos essa fonte acerca do nascedouro, é justamente por termos estudado tudo aquilo que estudamos até então no capítulo III do Livro dos Espíritos, que trata da Criação. Neste novo capítulo, vamos conhecer um pouco mais da minúcia de tais seres, os orgânicos e inorgânicos, mas gostaríamos que o princípio de tudo não ficasse esquecido.

E é isto que a ciência já atesta ao mostrar os fatos e evidencias que são escarafunchados nas profundezas das camadas da Terra. E nós, com aquela eterna dúvida que nos ronda a mente (terei sido uma pedra ou um cachorro no princípio de minha vida? Só lembrando: Mineral não tem vida, não abriga nenhum princípio espiritual), teremos a oportunidade mais uma vez, através de detalhes e comentários adequados, percebermos que o material é o mesmo, mas o destino não.

Desde que dentro da concepção de seres orgânicos, ou seja, seres vivos e que possuem funções específicas para realizarem o ciclo de nascimento, vida, reprodução e morte, eis que todos são feitos do mesmo material e este material vai passando por todas as etapas evolutivas, o que não significa que nós tenhamos um dia estagiado lá entre as amebas, embora muitas pessoas sejam assim denominadas. A grande diferença está justamente naquilo que nos anima, enquanto seres humanos, o princípio inteligente, que estudamos anteriormente.

Compreenderemos melhor alguns aspectos da ‘vitalidade’ que nos envolve e teremos noção de como essa vitalidade se forma e em quais momentos específicos isso se dá. Vamos lá à definição dos inorgânicos:

Os seres inorgânicos são os que não possuem vitalidade nem movimentos próprios, sendo formados apenas pela agregação da matéria; os minerais, o ar, etc.

Delanne em Evolução Anímica anos diz: "No mundo inorgânico, tudo é cego, passivo, fatal; jamais se verifica progresso; não há mais que mudanças de estados, que em nada modificam a natureza íntima da substância". Ainda assim, nas miudezas da natureza e do cosmos, alguns estudiosos conseguem encontrar dúvidas no tocante a essa diferença e acabam trazendo questões interessantes.

Por exemplo, dado os mecanismos de formação de certos elementos, os cristais, por exemplo, surge a dúvida se eles não seriam elementos vivos e orgânicos, ou seja, providos de vida. E nisso trouxe a colocação do Dr. Ary Lex (
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/estudo/atuacao-do-principio.html ) acerca deste raciocínio:

(...) Realmente, os cristais têm formas características: as suas moléculas se agregam formando cubos, pirâmides de bases hexagonais ou octogonais, e assim por diante. Porém aqui a única semelhança é a forma, mas esta é conseqüência apenas de leis físicas de atração, que levam as moléculas do cristal a se agruparem formando figuras geométricas. Os cristais não têm nenhuma das outras qualidades dos seres vivos: são formados geralmente de moléculas pequenas; não nascem, nem crescem, nem morrem, permanecendo indefinidamente, até que um agente externo dissolva as moléculas no líquido que os abriga. Não reagem aos estímulos externos, não têm metabolismo e não evoluem (...).

Interessante esta afirmação, pois embora possa nos parecer um elemento vivo, ele é apenas um elemento que possuiu formas diferentes de apresentação. E a maneira como o tema é abordado por Delanne, mostra-nos como devemos usar do nosso raciocínio para com as questões que se nos apresentam.

Ele compara fatos, busca entendimento e exerce a lógica ao lidar com a situação. A lógica aliada ao bom-senso e ao estudo dá a ele a segurança em poder dissecar uma dúvida e apresentar as respostas necessárias. O mesmo se deu com o vírus, tido como ser vivo e que, no entanto, é uma ‘coisa’ formada dentro de uma célula. Sem a célula o vírus não sobrevive e não pode ser considerado como elemento orgânico.

o Dr. Ary Lex nos fala nos seguintes termos:
(...)Quanto aos vírus, o problema já é mais difícil. Vejamos um resumo do que nos ensina Luc Montagner, um dos maiores virologistas do mundo, que conseguiu identificar o vírus da AIDS (Vírus e Homens, Luc Montagner. Tradução de Maria Luiza Borges - Jorge Zahar Editor -1995). Diz ele: "No fim do século XIX, quando a origem bacteriana das doenças infecciosas foi reconhecida, o termo vírus ou vírus filtrantes passou a ser aplicado a agentes transmissíveis, que são invisíveis ao microscópio e passam através dos filtros de porcelana, que retêm as bactérias.Foi assim que se demonstrou a origem viral de doenças que afetam plantas, como o mosaico do tabaco, e outras responsáveis por doenças animais e humanas, como a gripe, a poliomielite, a varíola etc.. A invenção do microscópio eletrônico permitiu observá-los diretamente".

Continua Montagner: "Os vírus são seres vivos? Não exatamente, porque só existem no interior das células de que são parasitas. O programa genético está inscrito na banda magnética formada pelo ARN ou pelo ADN. Ele é centenas de milhares de vezes mais curto que aquele que contém o programa genético da célula. Para poder sobreviver no exterior da célula, o vírus está encerrado numa casca de proteínas, a qual por vezes está cercada por um invólucro de lipídios".

Penetrando célula, o vírus começa a se reproduzir, usando o material da própria célula. Enzimas específicas produzem milhares de cópias do ADN, cujo mecanismo não citaremos, por desnecessário. Todas elas são mensagens que dirigem a síntese das proteínas virais. Formam-se nossos vírus, que saem das células, indo infectar outras.
Estudando esses fatos, os biologistas e infectologistas ficaram na dúvida se poderiam ou não considerar os vírus como seres vivos. Primeiro, porque só conseguem viver dentro de células, reproduzindo-se às custas do material destas. Segundo porque não têm as demais características dos seres vivos.

Interessante, não gente? Perceberam como é necessário esmiuçar a questão para poder afirmar se é um elemento orgânico ou inorgânico? Ainda assim, talvez só compreendamos realmente o que há de querer dizer com tudo isso, lá na questão 70 em diante. Mas fica o raciocínio e o exemplo de como devemos encarar as propostas que nos são colocadas.

Para muitos, trata-se apenas de responder 'a espiritualidade disse'...Mas não é assim. Eis, mais uma vez, o tríplice aspecto de nossa Doutrina. E, neste caso, o científico fala mais alto. Imaginem no trem das células tronco que haveremos de abordar entre a próxima semana e a outra? Enfim, adentremos as questões e vejamos o que podemos compreender:

60. É a mesma a força que une os elementos materiais nos corpos orgânicos e inorgânicos?
Resp. – Sim, a lei de atração é a mesma para todos.


O que é esse trem de força que une os elementos a que Kardec se refere? Justamente a atração! Ou seja, o mecanismo de formação de ambos, orgânicos e inorgânicos, é o mesmo. Trata-se da atração entre as moléculas e células. E este aparte é muito rico, quando percebemos que para os orgânicos, fatores como o ambiente (envolvendo ar, umidade, calor e a tal da composição química encontrada no ambiente) aos essenciais para a manifestação da sua existência. Vamos á próxima questão e poderemos falar um pouco mais destes fatores:

 Exposição: Fiorell@!

 

 

 

Questões 61 a 63

Nos estudos passados finalizamos a questão 59 e, conseqüentemente, o capítulo III do Livro dos Espíritos, que trata da Criação. No capítulo IV, estamos abordando um pouco mais do lado científico do Livro dos Espíritos e que nos fala do Princípio Vital. A primeira parte, na qual estamos, trata dos seres orgânicos e inorgânicos.

Vimos um pouco sobre estes e também sobre a força de atração que une todos estes elementos. Embora já tivéssemos adentrado à questão 61, trouxe-a de volta para que mantivéssemos o fio de pensamento nas colocações seguintes. Aliás, gostaria de dizer-lhes que o Marcio sugeriu que déssemos uma olhada no livro de Camille Flammarion sobre  Vibrações - Teclado Universal, pois está relacionado a todos os princípios a serem vistos, que tem relação com uma coisa chamada ‘ambiente energético’. Relativo às questões 60 e 61 e elucidando parte das demais.Vamos a elas:

61. Há uma diferença entre a matéria dos corpos orgânicos e inorgânicos?
Resp. – É sempre a mesma matéria, mas nos corpos orgânicos é animalizada.


Para bordar melhor a diferença entre estes dois aspectos, trouxe-lhes um resumo preparado por Dr. Ary Lex ao citar Gabriel Dellane. Primeiro, vamos conhecer acerca da forma dos seres orgânicos:

(...) (a) FORMA: Geralmente os seres brutos não têm forma própria, ao passo que os vivos possuem forma específica. Por exemplo: quando falamos "areia", não estamos determinando forma alguma, nem quantidade; quando dizemos "mosca", estamos nos referindo a um ser que tem forma e tamanho certos. Se a areia tivesse um principio inteligente ou espiritual, ele corresponderia a um grão de areia ou a toda a areia do litoral? (...)

Parece-nos preto-no-branco e até simplista esta definição, mas ela pode, isolada, dar margem a dúvidas e divagações. Por isso, conheçamos as demais, para que elas se completem e nos ofereçam uma visão mais concreta acerca de quem são os orgânicos e os inorgânicos:

b) PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS: Os minerais apresentam composição química simples, sendo as moléculas formadas de poucos átomos, ao passo que a substância viva é complexa. Suas moléculas possuem milhares de átomos, como o caso da hemoglobina e das proteínas em geral. A composição dos seres brutos, além de simples, é estável, enquanto que a instabilidade caracteriza os vivos, pois a matéria organizada está em constante renovação. Mas não é só. Para haver vida, é preciso haver protoplasma, componente das células, formado principalmente por proteínas.

Eis aí mais um motivo para que o ‘vírus’ possa ser visto como um ser orgânico, ou seja, vivo. Poderia ser assim definido, não fosse aquele esclarecimento cedido pelo dr. Luc Montagner e que consta do estudo passado. Vejamos mais uma colocação dada por Delanne:

(...) Na Terra, só pôde surgir a vida no momento em que, na atmosfera, por meio das descargas elétricas, uniram-se metano, amônia, água e hidrogênio, formando-se os primeiros aminoácidos (Experiências de Urey e Miller). Estes se combinaram, formando proteínas, as quais se aglomeraram nos conservados e estes originaram células (Oparim, cientista russo). Todas as células têm cromossomos e ADN, que não existem nos minerais. (...)

Viram que interessantes estas informações? Mesmo através de todas as colocações das quais tomamos conhecimento anteriormente, sobre as vontades de Deus e a criação do mundo, se ainda mantivéssemos alguma dúvida no tocante ao início da vida, eis que a ciência nos traria mais um aparte para que víssemos as condições necessárias para que se iniciasse a vida na Terra.

E eles não falam de coisas distantes daquilo que estudamos até então. Energia foi necessária para que, ao juntar-se aos demais elementos, isso tudo virasse vida. E, lembrando ainda uma vez, de um de nossos estudos, talvez uns 5 atrás, aonde o cientista afirmava que as moléculas de vida estavam circulando pelo espaço,tais quais sementes, caindo sobre a Terra como uma chuva de elementos que estavam aguardando a atração com outros tantos elementos e as condições favoráveis para começarem a manifestar a eclosão da vida contida em si. Vejamos outro fator diferencial entre orgânicos e inorgânicos:

c) IRRITABILIDADE: Frente aos estímulos do meio exterior, os seres vivos reagem, por meio de movimentos, produção de secreções, reações agressivas ou tantas outras. Os minerais não têm irritabilidade: podemos bater numa pedra, aquecê-la, dar choques elétricos, que não teremos resposta alguma.

Delanne usa um exemplo até triste, quando ele quer enfatizar esta diferença entre ambos. Ele nos fala de uma rã que foi decepada e, a partir daí pode-se constatar que ao desligarmos os circuitos nervosos cessou a vida, ou seja, o comando se encontrava na mente e no núcleo nervoso. O restante do corpo passou a ser apenas uma massa e, embora cada órgão possuísse suas funções individuais e características (coração, rins, pulmões), e funcionassem em conjunto, nada disso ocorreu sem um comando central. Vamos a mais um:

d) METABOLISMO: O ser vivo retira do meio ambiente os alimentos de que necessita, incorporando-os ao seu organismo (anabolismo). No desgaste vital, decompõem-se substâncias do seu corpo, produzindo-se resíduos, que são eliminados (catabolismo). A glicose é queimada, produzindo energia, gás carbônico e água. Os minerais não têm metabolismo. Uma pedra do pico do Jaraguá, lá está, do mesmo jeito, há muitos milhões de anos.

Esse processo de entrada de alimento e subsistência, aliada á saída do alimento com a eliminação do material trabalhado e aproveitado, demonstram um processo funcional do chamado elemento orgânico. Em se tratando de um elemento inorgânico, pode até haver o desgaste natural (exposição à chuva, vento, calor, atrito, etc), mas não se trata de um processo que partiu do elemento, assim então denominado inorgânico. Por último, temos o comparativo denominado EVOLUÇÃO:

e) EVOLUÇÃO: Todo ser vivo nasce, cresce, vive, reproduz-se e morre. Os minerais não apresentam esse ciclo vital: eles não nascem e nem morrem - sua duração é ilimitada. Imaginemos, por um desvario da imaginação, que um bloco de granito tivesse um princípio espiritual. Coitado dele - ficaria preso, imutável, sem evoluir, durante muitos milhões de anos.

Pôxa vida, se analisarmos o vírus sob este prisma, poderemos até ficar na dúvida, não é mesmo? Afinal, ele cresce, vive, reproduz-se e morre. Interage com o meio, é bem verdade para poder efetuar estes processos, mas parece que está mais para um ser vivo do que um ser estático, não é mesmo? O que temos até então, é a característica predominante: inorgânico.

E o que podemos adiantar para o momento é que o vírus não consegue viver sem os demais elementos que subtrai do ambiente aonde se encontra (organismo vivo, seja animal ou vegetal) e também pelo fato de que não se adequar ás demais características concernentes aos seres orgânicos. Uma simples questão de lógica, observação. Mas que se torna imensamente profunda quando percebemos que temos de observar na profundidade, ou seja, não apenas no aspecto, mas no interior da estrutura.

Sem falar que ele só vive porque se alimenta do meio em que está. Olhem lá, mais uma vez, o trem do vampirismo ou do parasitarismo. Bem aquilo que concluímos no encontro passado acerca de TRANSPLANTES: muitos aspectos da Doutrina podem ser utilizados e adequados em outros assuntos, temas e até situações. Por isso do conjunto e que assim precisa ser analisado. Vamos á próxima:

62. Qual a causa da animalização da matéria?
Resp. – Sua união com o princípio vital.


Interessante isso, não? Por animalização da matéria, podemos subentender vida. Princípio vital x animalização. Quando a matéria tida como inorgânica, ou seja, sem vida, se une ao princípio vital, eis que ela se torna animalizada, ou seja, orgânica!! Este princípio, como bem explica Kardec em a Gênese no capítulo X e item 16, é ativo nos ser vivente e extinto nos ser morto. E, se não me engano, no estudo passado Paulo perguntou algo sobre qual era a formação inicial da cadeia existencial. Eu não soube responder e mais ninguém confirmou o que ele disse, ou seja, se eram as amebas as primeiras formas vivas.

Como lição de casa, fui lá xeretar e eis que encontro a tal da colocação que responde à pergunta dele e ainda acrescenta ao trem de animalização da matéria. Tinha lido e exposto aqui, algo acerca das Mônadas. E, na realidade, a mônada não é a primeira forma viva, mas sim um elemento básico e estrutural da matéria, de que são compostas as próprias partículas atômicas, ou seja, antes daquilo que Paulo perguntou. Acompanhemos a colocação de Emmanuel em seu livro “A Caminho da Luz”, psicografia de Chico Xavier e vejamos também a resposta ao Paulo:

“(...) Uma camada de matéria gelatinosa envolvera o orbe terreno nos seus mais íntimos contornos. Essa matéria, amorfa e viscosa, era o celeiro sagrado das sementes da vida. O protoplasma foi o embrião de todas as organizações do globo terrestre, e, se essa matéria, sem forma definida, cobria a crosta solidificada do planeta, em breve a condensação da massa dava origem ao surgimento do núcleo, iniciando-se as primeiras manifestações dos seres vivos. Olhem lá a resposta à pergunta do Paulo: Os primeiros habitantes da Terra, no plano material, são as células albuminóides, as amebas e todas as organizações unicelulares, isoladas e livres, que se multiplicam prodigiosamente na temperatura tépida dos oceanos”.(...)

Por protoplasma podemos entender em fisiologia como sendo o liquido contido nas células vegetais ou animais. Por extensão, qualquer substância contida no interior das células. (
http://win2nt239.digiweb.com.br/cgi-bin/delta.exe/dicionario/verbete?ID=59117 ). Lembram-se, meninos e meninas que logo acima, nas definições dos seres orgânicos e inorgânicos, abordamos um pouco das propriedades Físico-Químicas de ambos? E foi ali mesmo que falamos disto aqui: Para haver vida, é preciso haver protoplasma, componente das células, formado principalmente por proteínas.

E era isso que estava envolvendo a Terra; um embrião de todas as ‘formas’ do globo terrestre e ao se condensar eis que começa a surgir a vida e as tais células albuminóides, amebas e etc...Aliás, vejam que interessante... esse trem de célula albuminóides faz parte das proteínas e é encontrado principalmente no leite, nos ovos e no sangue. É vida pra tudo quanto é lado, né? Começo de tudo....Obrigada Paulo, por levantar a questão.

Só lembrando: Mônada: s.f. Unidade simples, indecomponível. (A mônada de Leiniz define-se como uma substância simples, dotada de percepção e de tendência. As mônadas são em número infinito e não têm nascimento nem morte.) || Biol. Ser de organização muito simples.

E que será esse poderoso princípio que é denominando de vital? Na próxima questão podemos observar algo mais acerca dele:

63. O princípio vital é propriedade de um agente especial, ou apenas da matéria organizada; numa palavra, é um efeito ou uma causa?
Resp. – É uma e outra coisa. A vida é um efeito produzido pela ação de um agente sobre a matéria. Esse agente, sem a matéria, não é vida, da mesma forma que a matéria não pode viver sem ele. É ele que dá vida a todos os seres que o absorvem e assimila.


Lá em A Gênese, podemos conceber o raciocínio de Kardec que nos diz que qualquer observação que seja feita com relação a esse assunto (e que ainda não é conclusiva em nenhum setor), pode-se dizer que ele existe e que seus efeitos são observáveis. E ainda nos demonstra através de exemplos que quando são observados corpos orgânicos e ele é EFEITO, não pode ser reconstituído, embora continue exercendo sua ação sobre a matéria.

Já quando ele é CAUSA nestes mesmos corpos orgânicos, se analisarmos todos os elementos constitutivos, alguns podem ser recuperados, como é o caso do oxigênio, do hidrogênio, do azoto e do carbono, mas quando acaba o princípio vital neles contidos, não podem ser reconstituídos, pois não mais existindo a CAUSA não mais será possível reproduzir o EFEITO.

Olhem lá um exemplo simples e de fácil compreensão: os corpos orgânicos podem ser comparados a pilhas elétricas que funcionam desde que tais pilhas estejam nas condições desejadas para que se produza a eletricidade que é a vida. E esta mesma vida se detém quando cessam estas condições: eis a morte.

Lembram-se que na terça-feira, estávamos abordando sobre o transplante de órgãos e falamos sobre isso? Questionávamos sobre a possibilidade de um órgão trazer consigo as vibrações daquele corpo em que habitava. E Eurípedes Kühl utilizou-se deste mesmo exemplo das pilhas, mostrando-nos que retirado o órgão das condições desejadas, ou seja, de dentro do corpo humano, ele mantém-se vivo por um período determinado, mesmo que artificialmente, mas que quando adentrar ao novo corpo estará apto a produzir a tal da energia ou da eletricidade comparando com a pilha.

Aliás, curiosidades à parte, alguém já ouviu dizer que quando colocamos pilhas velhas dentro do congelador por um período (acho que duas horas), ela retoma uma pequena sobrevida? Pois é. Funciona por um curto espaço de tempo, mas não cria a energia dentro dela. Apenas o processo de resfriamento faz com que ela se dilate (já viram que pilhas paradas vazam um liquido ardido e nojento, né?) e nesta dilatação acaba-se utilizando aquele restinho que ia para o lixo.

O mesmo se dá com alguns corpos orgânicos, como os órgãos, por exemplo. Podem ser mantidos em condições adequadas e variadas a cada tipo, mas não vão funcionar sozinhos, pois não são vidas, são ‘matérias animadas, corpos que receberam vida’.

Então, temos que pilhas enquanto recebem o princípio vital como EFEITO, passam a dar vida a um determinado aparelho (brinquedo, por exemplo), CAUSANDO-LHE a movimentação. Cessado o EFEITO, alimento da pilha, cessa a CAUSA, ou seja, o movimento.

EFEITO sem pilha, não é nada, apenas EFEITO, sem gerar uma CAUSA. Pilha sem EFEITO, não é anda, apenas algo inorgânico. Lembrem-se que, neste exemplo, a pilha seria o equivalente a um corpo inorgânico. Dúvidas?
 

Exposto em 28-06-08 por Fiorell@!

 

 

 

Questões 64 a 68

Semana passada ficamos embananados com as pilhas, as causas, os efeitos, os orgânicos e os inorgânicos, ou seja, aprece que o trem não fluiu para alguns.... Aqueles que ficaram com dúvida, por um acaso, passaram pelo site para ler o estudo e apontar aonde não entenderam?E também, para os que ficaram em cima do muro com relação aos vírus, bioquímicos, cientistas e outras opiniões no tocante aos vírus serem classificados como seres vivos ou não, trouxe-lhes um link que delimita algumas situações e que seria interessante a sua apreciação na íntegra, assim, talvez, possamos compreender melhor as colocações feitas na semana retrasada e passada acerca da qualificação do vírus:


Atuação do Princípio Inteligente não começa nos minerais.

Encerramos os estudos semana passada, mostrando que o princípio Vital é o ‘x’ que dá vida ao corpo inorgânico, por outro lado, ele sozinho não é nada, assim como um corpo aonde não existe este fluído, só pode ser denominado inorgânico. O princípio vital se recompõe dentro dos seres orgânicos e, quando da falência destes, volta ao universo.

Bom, vamos a um pouco mais de questões para visualizarmos melhor todo este princípio:

64. Vimos que o espírito e a matéria são dois elementos constitutivos do Universo. O princípio vital formaria um terceiro?
Resp. – É um dos elementos necessários à constituição do Universo, mas tem a sua fonte nas modificações da matéria universal. É um elemento, para vós, como o oxigênio e o hidrogênio, que, entretanto, não são elementos primitivos, pois todos procedem de um princípio.


Neste pergunta, Kardec tenta chegar á definição de que o PRINCÍPIO VITAL seria um terceiro elemento do Universo, como vimos que Espírito e matéria o são. É a mesma questão que fora colocado quando da soma do princípio inteligente à matéria. O princípio inteligente não é um terceiro elemento, assim como o PRINCÍPIO VITAL também não o é. Este, o princípio vital, retira sua constituição e modificações no fluido cósmico universal, ou seja, é mais um dos elementos constitutivos do universo, assim como os exemplos citados pela espiritualidade: oxigênio, hidrogênio, etc.

E quando é enfatizado que não são elementos primitivos, deseja-se dizer que não são elementos iniciais. Podem gerar outros, mas vieram de um elemento universal. Derivam de algo. Este algo, sempre: o princípio universal. No caso do principio vitral, quando unido á matéria, gera o organismo vivo.

64ª. Parece resultar daí que a vitalidade não tem como princípio um agente primitivo distinto, sendo antes uma propriedade especial da matéria universal, devida a certas modificações desta?
Resp. – É essa a conseqüência do que dissemos.


E eis a pergunta confirmando a resposta anterior: a vitalidade, ou seja, a vida que se encontra nos elementos orgânicos, não é algo inicial, mas sim derivado de um princípio primeiro que, movido por suas modificações, dá como resultado o princípio vital.

65. O princípio vital reside num dos corpos que conhecemos?
Resp. – Ele tem como fonte o fluido universal; é o que chamais fluido magnético ou fluido elétrico animalizado. É o intermediário, o liame entre o espírito e a matéria.


Nesta pergunta, parece que, finalmente, começamos a divisar o Princípio Vital com maior facilidade: ele recebe outros nomes no decorrer das suas manifestações que se explicam e esclarecem a quê vieram. Ainda assim não é fácil. A espiritualidade nos responde que ele é o gerador dos fluidos magnético ou animalizado ou vital, mas que não é um ‘corpo’ como busca compreender Kardec. É um intermediário, que está entre o espírito e a matéria (e não é perispírito, por favor). É um fluido intermediário. Vejamos esta definição que encontrei no Vocabulário Espírita contido no site Espírito.org:

(...) Fluido Animalizado, Fluido Magnético, Fluido Vital - Fluido magnético que nos seres orgânicos desenvolve-se sob o estímulo do princípio vital. Normalmente se refere ao fluido próprio de um médium. (...).

Ou seja, está lá o tal do princípio Vital na pilha e esta junção, pilha e principio vital, gera estes fluídos que são os que movimentam o brinquedo, como vimos anteriormente.

66. O princípio vital é o mesmo para todos os seres orgânicos?
Resp. – Sim, modificado segundo as espécies. É ele que lhes dá movimento e atividade, e os distingue da matéria inerte: pois o movimento da matéria não é a vida; ela recebe esse movimento não o produz.


Simples se nos recordarmos daquilo que vimos até então. Difere de ser para ser. A matéria recebe o princípio, não a produz por livre e espontânea vontade. (...) A atividade do princípio vital é alimentada durante a vida pela ação do funcionamento dos órgãos, do mesmo modo que o calor, pelo movimento de rotação de uma roda. Cessada aquela ação, por motivo da morte, o princípio vital extingue-se, como o calor, quando a roda deixa de girar. Mas o efeito produzido por esse princípio sobre o estado molecular do corpo subsiste, mesmo depois dele extinto, como a carbonização da matéria subsiste à extinção do calor.

A roda gerou o calor e este, em algum momento, gerou o fogo. O Fogo carbonizou a madeira. A roda parou de girar, cessou o calor e, conseqüentemente o fogo. A carbonização gerada na madeira permanece. Em se tratando de vida: princípio vital no organismo vivo é reproduzido pelas funções deste organismo. Cessada a função destes órgãos (a paralisia), eis que o fluido vital se extingue naquele corpo, permanecendo apenas o efeito que ele produziu no corpo enquanto ainda estava ali, ou seja, acaba o princípio vital e a vida, mas todo o processo molecular que foi progressivamente alterado não retroage.

(...)Os órgãos se impregnam, por assim dizer, desse fluido vital e esse fluido dá a todas as partes do organismo uma atividade que os põe em comunicação entre si, nos casos de certas lesões, e normaliza as funções momentaneamente perturbadas. Mas, quando os elementos essenciais ao funcionamento dos órgãos estão destruídos, ou muito profundamente alterados, o fluido vital se torna impotente para lhes transmitir o movimento da vida, e o ser morre. (Fonte Curso básico de Espiritismo ADEP) (...).

O organismo também é um conjunto, aonde as partes embora tenham funções definidas e aparentemente isoladas, funcionam em conjunto e interagem entre si, renovando-se na medida de suas potencialidades. Na inadequação dessa possibilidade e, em cessando-se a vida útil daquele órgão, pode-se optar pela colocação de novo órgão (o transplante), fazendo assim com que o conjunto volte a funcionar em harmonia e complementando-se.

Ou seja, embora o principio vital tenha sua fonte de forma inesgotável na natureza (ou no Fluido Cósmico universal), não significa que seremos seres vivos inesgotavelmente. A vida útil dos órgãos é que determinará o fim da vida. Existe uma interação que vale a pena enfatizemos e consta da próxima questão:

67. A vitalidade é um atributo permanente do agente vital, ou somente se desenvolve com o funcionamento dos órgãos?
Resp.- Desenvolve-se com o corpo. Não dissemos que esse agente, sem a matéria, não é vida? É necessária a união de ambos para produzir a vida.


Explicação interessante pode ser observada através desta seqüência:

(...) A quantidade de fluido vital esgota-se. Pode tornar-se insuficiente para a conservação da vida se não for renovada, pela absorção e assimilação das substâncias que o contêm. O fluido vital transmite-se de um indivíduo para outro. Aquele que o tiver em maior porção pode dá-lo a quem o tenha a menos, e em certos casos prolongar a vida prestes a extinguir-se (Fonte Curso básico de Espiritismo ADEP) (...).

Observamos isso através do passe, não é mesmo? Momento de fraternidade e de caridade, em que transmitimos ao próximo um pouco da nossa vitalidade e da nossa energia, acrescidas daquilo vem da espiritualidade. Eis a magia do abraço, do toque, do carinho!

Alguns fazem isso através da fala, envolvendo ao interlocutor com emanações de renovação e fé. Embora exista a entrega através da tal imposição de mãos, pudemos ver nos estudos realizados sobre Sexo na Internet, que isso também pode ser retirado de nós, como quem nos rouba. No item 67ª, que finaliza este segmento denominado ”Seres Orgânicos e Inorgânicos”, temos a seguinte colocação:

67ª. Podemos dizer que a vitalidade permanece latente quando o agente vital ainda não se uniu ao corpo?
Resp. – Sim, é isso.


Entendamos aqui nesta pergunta que a vitalidade, ou seja, a vida está de alguma forma reservada ou guardada na natureza, ativando-se quando da união do princípio vital com a matéria, para que em conjunto, formem o ser orgânico ou o ser vivo. Vejamos esta última colocação de Kardec:

(...) O conjunto dos órgãos constitui uma espécie de mecanismo, impulsionado pela atividade íntima ou princípio vital, que neles existe. O princípio vital é a força motriz dos corpos orgânicos. Ao mesmo tempo em que o agente vital impulsiona os órgãos, a ação destes entretém e desenvolve o agente vital, mais ou menos como o atrito produz o calor (...).

Uma troca entre ambos. Um proporciona a vida e o outro, através da vida adquirida, proporciona a manutenção deste. Como em uma engrenagem, os órgãos também se desgastam e passam a produzir em menor intensidade, até que suas energias se esgotam e eis a resposta já da próxima pergunta:

68- Qual é a causa da morte, nos seres orgânicos?
Resp. – A exaustão dos órgãos.

É isso, exaustão. A troca passa a ser cada vez menor, não mais repondo aquela energia vital, até que em dado momento, o órgão pára, cessando assim a função do princípio vital de animar, e que retorna ao local adequado da natureza.

68ª- Pode-se comparar a morte à cessação do movimento numa máquina desarranjada?
Resp.- Sim, pois se a máquina estiver mal montada, a sua mola se quebra; se o corpo estiver doente, a vida se esvai.


Interessante que por mal arranjada, podemos entender outras coisas. Por exemplo, se formos analisar pelo lado científico-orgânico da coisa, veremos, por exemplo, que as várias células em nosso corpo possuem um determinado tempo de renovação, ou seja, renascem constantemente, mas cada qual com uma velocidade relativa ao seu biótipo.

Quando falamos das células da pele, por exemplo, temos a realidade de que quando chegamos aos 30 anos, começam a ocorrer as renovações em uma velocidade menor e a cada x tempo (geralmente um década como referencial), estas renovações tornam-se cada vez menores, eis aí a necessidade de repormos determinados elementos regeneradores.

Se olharmos bem para a pele do rosto, por exemplo, veremos que se a criatura não toma dois litros de água por dia, não se alimenta de forma saudável e natural, além de utilizar um hidratante ou protetor facial, esta pele haverá de se apresentar cansada e envelhecida. Trazendo para um comparativo de menor escala: cessou a movimentação da máquina regeneradora e eis a morte da pele se manifestando.

Bem sabemos que isso ocorre.....vejamos a planta, elemento vivo e orgânico: se não dermos água (alimento) eis que ela definha e morre, pois sua constituição precisa deste alimento para funcionar corretamente e renovar-se enquanto vida útil. Simples e básico, né?

A propósito, todos de protetor solar em mãos? Inclusive quem fica o dia inteiro dentro do escritório? Esse trem é importante, heim gente?

Exposto em 05-07-08 por Fiorell@

 

 

 

Questões 69 a 71

Após falarmos mais algumas questões acerca do princípio vital e vermos que ele não é um corpo, mas sim mais um elemento constitutivo do universo, sendo também derivado do princípio universal, ou seja, não é um elemento inicial ou primário, eis que passamos à sua vida útil, ou seja, á vitalidade que nos confere e como adentra aos organismos vivos ou seres orgânicos. 

Lembrando que os estudos anteriores se encontram em nosso site, assim como textos referencias pertinentes que nos são encaminhados. Na questão 69 temos: 

69- Por que uma lesão do coração, mais que a dos outros órgãos, causa a morte?

Resp. – O coração é uma máquina de vida. Mas não é ele o único órgão em que uma lesão causa a morte; ele não é mais do que uma das engrenagens essenciais.

Vejam que a resposta da espiritualidade já se completa por si só, não nos cabe adendo neste quesito. Inclusive, é assunto importante e faz parte de um capítulo que pode ser encontra no livro Caminho, Verdade e Vida, no 120, o qual lemos na quinta-feira. Não menosprezemos nosso veículo físico!!

O que podemos acrescentar são duas informações que julgamos úteis e importantes para a reflexão individual. A primeira nos diz o seguinte: (...) Praticamente tudo no corpo é regulado pelos hormônios. Eles estão entre os mais poderosos agentes biológicos, influenciando, por exemplo, nossa resposta ao estresse (...). Motivo importantíssimo para que as pessoas compreendam duas coisas: mulheres possuem uma carga hormonal mais elevada. A segunda é que a tão satirizada TPM é coisa séria e assim deve ser encarado tanto pelos homens, quanto pelas próprias mulheres.

Quem dentre as mulheres se observar um pouco mais, saberá exatamente quando está no período em que os hormônios estão acelerados e poderá compreender e verificar a real necessidade de se equilibrar estes tais hormônios. E um grande segredo: nem sempre é só usar remédios. O equilíbrio poderá vir através de alimentação regular e, pasmem: exercícios!! Cuidem deste trem que Deus nos emprestou: o corpo. Os hormônios e os amigos agradecem.

Outro apontamento que notamos naquela mesma colocação que fazíamos acima, serve para homens e mulheres e está ligado ao nosso dia-a-dia: (...) Cardiologistas pensavam que as pessoas mais propensas a sofrer ataque cardíaco - as com personalidade "tipo A" - fossem apressadas, altamente competitivas e hostis.

Recentemente percebeu-se que o problema não é tanto o estilo de vida acelerado ou a ambição compulsiva, mas a hostilidade. As pessoas que respondem a chefes prepotentes ou engarrafamentos no trânsito com irritabilidade - que vivem dizendo "Ai, que saco!" - secretam até 40 vezes mais cortisol das glândulas supra-renais.

Cortisol em excesso, é tóxico para o organismo. Assim, pessoas do "tipo A" são cinco vezes mais propensas a sofrer doenças e morrer cedo do que as "tipo B", que têm mais cabeça fria. A secreção excessiva de cortisol também afeta a nossa cognição - literalmente mata as células cerebrais no hipocampo, a região do cérebro responsável pela memória (...).

http://super.abril.com.br/superarquivo/2004/conteudo_125370.shtml

Tenho certeza absoluta que não lhes trouxe nenhuma novidade, mas apenas um lembrete de que devemos ter mais zelo com nosso corpo. Tudo começa em nossa mente, nas descargas de energias que mandamos para ele. Como diria Emmanuel: (...) A cólera e o desespero, a crueldade e a intemperança, criam zonas mórbidas de natureza particular no cosmo orgânico, impondo às células a distonia pela qual se anulam quase todos os recursos de defesa, abrindo-se leira fértil à cultura de micróbios patogênicos nos órgãos menos habilitados à resistência. Nossas emoções doentias mais profundas, quaisquer que sejam, geram estados enfermiços (...). 

Lembrando que fazemos e acontecemos emocionalmente, dando tanta ênfase e importância a determinadas coisas, sofremos imensuravelmente por determinados acontecimentos que talvez nem acontecerão para que depois tudo se acabe, em termos físicos, como nesta próxima questão:

70- Em que se transformam a matéria e o principio vital dos seres orgânicos após a morte?

Resp. – A matéria inerte se decompõe e vai formar novos seres; o principio vital retorna à massa.

E o nosso espírito, ser eterno, fica cheio de bagagem inútil. Os desentendimentos, os ciúmes, os orgulhos e as vaidades. Equilíbrio e tudo isso será benéfico. Tendência a estas coisas e teremos o descalabro. Em excesso, a soberba. Em falta, temos o amor-próprio fragilizado. Uffa...Eis o bendito equilíbrio. Vejamos as palavras de Kardec:

(...) Após a morte do ser orgânico, os elementos que o formaram passam por novas combinações, constituindo novos seres, que haurem na fonte universal o princípio da vida e da atividade, absorvendo-o e assimilando-o, para novamente o devolverem a essa fonte, logo que deixarem de existir (...).

Vimos isso, anteriormente, quando estudamos a matéria. Nada se desperdiça, tudo se reaproveita em um ciclo contínuo. Agora, para aqueles que ainda tem dúvidas, eu pergunto: será que aquela parte de carbono que compõe o nosso corpo, por exemplo, ao ser reabsorvida pelo meio e reempregada em outro corpo, orgânico ou inorgânico, levará consigo algum resquício de nosso espírito ou de nossa memória?