XVI- A
TEORIA MAGNÉTICA E A DO MEIO AMBIENTE - parte II
Ainda no quesito magnetismo,
temos os não menos importantes médiuns curadores, que são apresentados por
Kardec em vários pontos das obras da Codificação. Para referência, cito A
Gênese Segundo o Espiritismo,parte 11, capítulo XV; Livro dos Médiuns, 2.ª
parte, cap. XVI, item 189 e tantos outros trechos de grande importância
para nossos estudos e compreensão.
Creio que podemos finalizar
estas pinceladas sobre magnetismo e falarmos um pouco sobre o que é
sonambulismo, pois a junção dos dois é que se atribui como sendo o que
ocorre em espiritismo.
Sonambulismo [do latim
somnus= sono e ambulare= marchar, passear] - Estado de emancipação da alma
mais completo do que no sonho. O sonho é um sonambulismo imperfeito. No
sonambulismo, a lucidez da alma, isto é, a faculdade de ver, que é um dos
atributos de sua natureza, é mais desenvolvida. Ela vê as coisas com mais
precisão e nitidez, o corpo pode agir sob o impulso da vontade da alma. O
esquecimento absoluto no momento do despertar é um dos sinais
característicos do verdadeiro sonambulismo, visto que a independência da
alma e do corpo é mais completa do que no sonho.
Por esta definição de
sonambulismo, além de conhecê-lo em sua concepção, podemos também perceber
que a alma livre do corpo está em grande domínio da situação.
Falar do sonambulismo, faz
com que citemos a clarividência, pois em "O Livro dos Espíritos" na parte
que trata da emancipação da alma, questão 402, Kardec trata de uma "espécie
de clarividência" que acontece durante os sonhos, onde a alma tem a
faculdade de perceber eventos que acontecem em outros lugares. Neste ponto,
portanto, ele emprega o termo como uma faculdade de ver à distância sem o
emprego dos olhos. Os sonâmbulos seriam capazes deste fenômeno devido à
faculdade de afastamento da alma de seu respectivo corpo seguida da
possibilidade de locomoção da mesma. (q. 432)
Na questão 426 e próximas,
kardec indaga sobre clarividência-sonambúlica e afins, demonstrando assim,
através destas questões, o seu conhecimento prévio acerca da mistura de
ambas. Será juito bom quando adrentarmos a este ponto dos estudos.
Para o momento, podemos
então dar continuidade à linha de indagações sobre o sonambulismo, onde
Kardec pergunta de onde se originam os conhecimentos apresentados pelos
sonâmbulos que eles não possuem em estado de vigília e que não se explicam
diretamente pela percepção sonambúlica.
Os espíritos argumentam que
em estado de emancipação, os sonâmbulos podem acessar conhecimentos que
lhes são próprios, originários de existências anteriores, ou de outros
espíritos com quem comunicam-se (isto está na questão 431 do Livro dos
Espíritos).
Faz sentido, então,
questionar se todos os sonâmbulos são médiuns sonambúlicos, distinção esta
que Kardec aprofundará em "O Livro dos Médiuns". Ainda em "O Livro dos
Espíritos", afirma-se que a maioria dos sonâmbulos vê os espíritos, mas
que muitos deles podem crer que se trate de pessoas encarnadas, por lhes
ser estranha a idéia de seres espirituais.
Bom, temos ainda muitas
outras coisas para verificarmos sobre sonambulismo, mas no momento,
queríamos apenas dar uma pincelada sobre o tema, para que pudéssemos saber
do que exatamente estamos falando quando lemos as afirmações de Kardec
nesta introdução.
Aliás, introdução é isto,
algo que nos leva à entrada de algum ponto ou lugar e, em nosso caso em
específico, a introdução ao Livro dos Espíritos é uma porta de rara
lucidez que nos mostra como poderemos encontrar uma infinidade de
respostas e assuntos variados neste Livro trazido por kardec, com as
elucidações ofertadas pela espiritualidade.
Aonde podemos também frisar
que, embora o livro dos Espíritos seja um livro relativamente pequeno, em
média 400 páginas, é de um conteúdo imenso, principalmente quando o
estudarmos de forma a compreendermos não só as colocações acerca dos fatos
e assuntos, mas também quando procurarmos compreender estes tais fatos e
assuntos em seu nascimento ou existência.
Bom, após conhecermos um
pouco sobre magnetismo e sonambulismo, vamos ás colocações de kardec:
...segundo uma teoria, todas as manifestações atribuídas aos Espíritos
seriam apenas efeitos magnéticos. Os médiuns ficariam num estado que se
poderia chamar de sonambulismo acordado, fenômeno conhecido de todos os
que estudaram magnetismo.
Temos aqui o tal do
sonambulismo acordado. Aliás, vejam que interessante, segundo o Wikipédia,
crianças entre 5 e 12 podem apresentar este procedimento, ocorrendo entre
15 e 40% destas e, quando adentram á fase adulta, deixam de apresentar
esta característica.
Pôxa...sonambulismo acordado....isso
quer dizer que o médium acordado age como se estivesse dormindo e emancipa
a alma do corpo. Que aliás, existe um nome para este fenômeno, que é
desdobramento.
Mas, cá para nós...se é
sonambulismo, fato que ocorre quando dormimos, não pode ser chamado de
sonambulismo acordado...enfim, vejamos a seqüência das objeções um tanto
pueris, embora calcadas em observações séria.
Neste estado, de
sonambulismo acordado, as faculdades intelectuais adquirem um
desenvolvimento anormal, os círculos da percepção intuitiva se ampliam
além dos limites de nossa percepção ordinária. Dessa maneira, o médium
tiraria de si mesmo e por efeito de sua lucidez tudo quanto diz e todas as
noções que transmite, mesmo sobre as coisas que lhe sejam mais estranhas
no estado normal.
Busquei auxílio em estudo
feito por Jader dos Reis Sampaio, que nos falas sobre as influencias do
mesmerismo em Kardec. Separei algumas partes interessantes:
“Uma primeira influência é a
da terminologia. Kardec "redefiniu" muitos termos do magnetismo. Muitos
leitores do Espiritismo acreditam que ele criou as palavras, mas não é
verdade: Kardec criou conceitos novos. Palavras como espírito e médium são
anteriores ao codificador. O sentido atribuído a elas por Kardec é que é
singular à Doutrina Espírita; são conceitos a partir dos quais ela se
constitui.”
Médium, para o mesmerismo, é
a pessoa que se coloca sob a ação do magnetizador. Para Kardec, "todo
aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos espíritos é, por
este fato, médium." (Kardec, 1861. cap. XIV)
O termo médium sonambúlico
cabe também às duas ciências com acepções diferentes. Para o mesmerismo
este seria qualquer pessoa que entra em estado sonambúlico mediante a
aplicação do magnetismo. Em Kardec os médiuns sonambúlicos seriam apenas
os sonâmbulos capazes de acusar a presença de espíritos e servirem como
seus intérpretes ou intermediários. (Kardec, 1861. § 172 a 174)
A noção de um éter
primordial está presente em "O Livro dos Espíritos" e em "A Gênese",
ampliada e discutida com o nome de "Fluido Universal ou Fluido Cósmico".
Em ambos Kardec também trata de temas como letargia, sonambulismo, dupla
vista, convulsionários e outros temas importantes ao mesmerismo.
O conhecimento do Mesmerismo
e de outras doutrinas contemporâneas a Kardec facilitam o estudo da obra
do codificador e nos permite fazer leituras mais precisas. Obviamente, o
sentido atual de magnetismo, postulado pela Física, difere bastante do
sentido do magnetismo de Mesmer. Ignorar este aspecto é perder o sentido
de muitas afirmações do codificador. Muitos enganos cometidos por leitores
e comentaristas desavisados, e muitas vezes polemistas contumazes, seriam
mais facilmente esclarecidos se conhecêssemos melhor as nossas raízes.
Bom, com esta pincelada do
Jader, creio que ainda uma vez podemos nos conscientizar da importância de
estudarmos para compreendermos as coisas em sua profundidade. Não será da
noite para o dia e nem na primeira vez que conseguiremos discernir e
compreender tudo, mas importante se faz que consigamos um pedacinho por
vez.
Kardec prossegue sendo coerente ao dizer:
Não seremos nós quem
contestará o poder do sonambulismo, cujos prodígios presenciamos,
estudando-lhe todas as facetas, durante mais de trinta e cinco anos.
Concordamos que, de fato, muitas manifestações espíritas podem ser
explicadas por esse meio.
Mas uma observação
prolongada e atenta mostra uma multidão de fatos em que a participação do
médium, a não ser como instrumento passivo, é materialmente impossível.
Aos que participam desta
opinião, diremos como já dissemos aos outros: Vede e observai, porque
seguramente ainda não vistes tudo”.
Nesta hora, cabe um
comparativo a esta afirmação de kardec. Quando ele diz ter estudado uma
determinada situação por 35 anos, devemos acreditar no que ele está
falando e lembrarmos de sua característica ímpar ao realizar todas as
coisas em sua vida: a profundidade com que se dedicava a tudo e a
seriedade com a qual se empenhava em tais coisas.
Pela bibliografia de kardec,
podemos observar tratar-se de uma pessoa realmente estudiosa. Muitos de
nós, hoje em dia, dizemos que estudamos determinada coisa há x anos. Por
exemplo, muitos gostam de dizer que estudam a Doutrina Espírita a mais de
30 anos (Já nesta hora, insuflam o peito e ficam batendo nele tal qual
gorilas, detentores que são de ‘toda’ a teoria espírita e que é
inadmissível aceitar qualquer contestação acerca das verdades que estão
alardeando...aliás, por vezes, nestes mesmos momentos, são de uma
humildade comovente ao afirmarem que apenas são singelos servos e
instrumentos da espiritualidade – resta saber se da superior ou da
inferior...hehe).
Por essas e por outras
tantas pérolas, cabe-nos esta ressalva acerca da declaração de Kardec. Sem
querer endeusá-lo, mas se o homem falou que estudou, podem crer que ele
assim o fez. O que, aliás, me faz trazer até vocês uma frase de kardec,
datada de 1858, em que diz:
43- ...”o magnetismo preparou o caminho do Espiritismo e os rápidos
progressos desta última doutrina são devidos, incontestavelmente, à
vulgarização dos conhecimentos sobre a primeira. Dos fenômenos do
magnetismo, do sonambulismo e do êxtase às manifestações espíritas, não há
mais que um passo..."
Prosseguindo, temos
kardec respondendo ás perguntas sobre de onde teria vindo a teoria
espírita e quem a revelou, com a simples colocação:
Precisamente, esses mesmos
médiuns de quem exaltais a lucidez. Se, portanto, essa lucidez é tal qual
como a supondes, por que teriam eles atribuído aos Espíritos aquilo que
teriam tirado de si mesmos? Como teriam dado ensinamentos tão lógicos, tão
sublimes, tão preciosos sobre a natureza sas inteligências extra-humanas?
Pois vejam que coisa tão
simples, não é mesmo, gente? Se os contestadores afirmam que tudo o que é
trazido pelas pessoas as quais chamamos de médiuns, nada mais é do que
aquilo tudo que conseguem apreender em seu estado liberto do corpo, para
que tais pessoas tão bem vistas por eles mesmos, teriam a necessidade de
atribuí-los a outrem, ainda que espíritos?
Aí, como diz kardec, de
duas,uma: ou eles são lúcidos, ou não são!! E o raciocínio se desenvolve
de forma espetacular, pois kardec continua-o dizendo que se são tão
lúcidos e se pode confiar em suas veracidades, não se poderia admitir que
mentissem, ocasionando uma contradição em nosso próprio afirmar.
E a parte tão interessante
que kardec salienta, consiste no fato de que se os fenômenos provém do
médium, deviam ser idênticos para um mesmo indivíduo e não se veria a
mesma pessoa falar linguagens diferentes, nem exprimir alternadamente as
coisas mais contraditórias. Essa falta de unidade nas manifestações de um
mesmo médium prova a diversidade das fontes. Se pois, não podemos
encontrá-las todas no médium, devemos procurá-las fora dele.
Uma outra teoria, diz que o
médium é ainda a fonte das manifestações, mas em vez de tirá-las de si
mesmo, tira-as do meio ambiente. O médium seria uma espécie de espelho
refletindo todas as idéias, todos os pensamentos e todos os conhecimentos
das pessoas que o cercam; nada diria que não fosse conhecido de pelo menos
uma delas.
kardec prossegue: Essas
pessoas, incapazes de negar a existência de um fenômeno que a ciência
comum não consegue explicar, e não querem admitir a intervenção dos
Espíritos, explicam-no a seu modo. A teoria que sustentam (como tantas
outras, não é mesmo pessoal?) seria sedutora, se pudesse abarcar todos os
fatos, mas assim não acontece.
E quando se demonstra, até á
evidência, que algumas comunicações do médium são completamente estranhas
aos pensamentos, aos conhecimentos, às próprias opiniões de todos os
presentes, e que essas comunicações são muitas vezes espontâneas e
contradizem as idéias preconcebidas, elas não se entregam por tão pouco.
hehe...lembrei-me de Tomé,
ao deparar-se com o Cristo e dizendo que não acreditava, até tocar em suas
chagas. Assim será com todos quantos descrêem e não aceitam as coisas que
são provadas e comprovadas de forma coerente e lúcida – haverão de aceitar
e concordr apenas quando forem ‘tocados’ por elas.
êita...também me lembrei
daqueles que colocam o dedo em nosso nariz e dizem com toda empáfia: então
me prova que espírito existe.....hehehe.....são pessoas que nem se tiverem
os seus mais caprichosos requisitos atendidos, aceitarão, pois ainda assim
dirão que é ilusão de ótica, que houve maracutaia, que a palavra foi usada
no plural e era singular, etc, etc, etc....
Enfim....segundo os
contestadores, o médium teria a capacidade de adentrar á irradiação
proporcionada pelas cidades, países, no mundo inteiro e até em outras
esferas, isso quando não proviesse de si mesmo.
kardec, demonstra nesta
suposição destas criaturas, que a teoria deles é menos simples e menos
provável que o é a Doutrina Espírita, pois eles supõe uma causa ainda mais
maravilhosa. Se formos aceitar a suposição deles, teríamos que admitir que
seres de outras esferas planetárias depositam na mente de um único
individuo todo o conhecimento por eles adquiridos e assim vai....
enfatizando as palavras de Kardec, temos:
A teoria sonambúlica e a
outra que poderia se chamar de reflectiva (que seria esta última que
abordamos), foram imaginadas por alguns homens; são opiniões individuais,
formuladas para explicar um fato, enquanto a Doutrina dos Espíritos não é
uma concepção humana; foi ditada pelas próprias inteligências que se
manifestam, quando ninguém a imaginava e a opinião geral até mesmo a
repelia.
kardec continua sua reflexão
questionando aonde os médiuns teriam ido buscar essa doutrina que não
existia no pensamento de outro ser vivente ou como era possível que
coincidentemente milhares de médiuns espalhados por todo o planeta,
disseram as mesmas coisas, sem mesmo terem se visto antes.
Enfim, pequenas coisas que
se tornam exaustivas quando analisamos a nossa crença e a nossa fé, que
seriam consideradas cegas diante destas criaturas, afinal, seria como se
nos faltasse o raciocínio se apenas aceitássemos tudo o quanto uma
criatura inteligente e conceituada, tal qual o fora Kardec, sem contestar
ou conhecer em profundidade de onde vieram.
Existem ainda, os
questionamentos envolvendo o fato de que as primeiras manifestações na
Franca e na América, não ocorreram através da escrita ou da fala, mas sim
através das conhecidas pancadas, que formavam palavras e frases. E foi aí
que obtiveram a revelação de se tratarem de espíritos as formas
inteligentes que se manifestavam.
Então, ainda uma vez Kardec
simplifica a situação, lembrando-nos de que se na fala e na escrita podia
haver a interferência do médium, no tocante ás pancadas o mesmo não se
daria.
Discorrendo sobre a postura
que iria adotar, kardec nos esclarece que proporia várias fontes de
reflexão aos contraditores e ele mesmo faz questionamentos que julga serem
conclusivos:
Por que a inteligência que
se manifesta, qualquer que seja, recusa-se a responder a algumas perguntas
sobre assuntos perfeitamente conhecidos, como por exemplo, o nome e a
idade do interrogante, o que ele traz na mão, o que fez na véspera, o que
pretende fazer amanhã e assim por diante? Se o médium é o espelho do
pensamento dos presentes, nada lhe seria mais fácil de responder.
Colocada a pergunta, a
resposta que podemos encontrar é um tanto quanto simples: porque quem está
se comunicando tem vontade própria e não é necessariamente apenas um
reflexo do médium. E nesta hora, como que movidos por respostas que
calariam a dúvida de todos quantos o desejassem, os adversários contrapõe
novas perguntas, tal qual esta:
Por que os Espíritos, que
tudo devem saber, não podem dizer coisas tão simples, segundo o axioma:
“Quem pode o mais, pode o menos?”
Diante desta máxima
conhecida, os contraditores já concluem que não se trata de espíritos os
que respondem.
Deixo-lhes a pergunta para
que respondam com a vossa compreensão da Doutrina.
Mas, Kardec bem lembra o
fato de que são Espíritos superiores que não se dignam a responder
perguntas ociosas e ridículas e nem se deixam envolver por berlindas ou
arapucas.
Aliás, neste ponto, podemos
nos recordar do Cristo, quando foi questionado acerca de se os judeus
deveriam pagar os impostos a César, no que Jesus perguntou como era a
moeda a ser paga e em ouvindo a resposta de que em uma face o valor e na
outra havia a figura de César, Jesus simplesmente arrematou: A César o que
é de César e a Deus as coisas que a Ele pertencem.
Ainda, nas perguntas que o
próprio kardec formula, com o intuito de esclarecimento acerca de tais
questionamentos, temos esta:
Por que os Espíritos vêm e
vão, muitas vezes, num dado momento, e por que, passando este momento não
há nem preces nem súplicas que os façam voltar?
Realmente, Kardec nos lembra
muito bem que, se realmente a informação fosse proveniente do meio aonde o
indivíduo adquire as intervenções mentais, seja dele ou seja dos
companheiros em derredor, neste exato momento seria facilmente atendido o
pedido, pois a soma de todas as energias mentais desejando a volta da
comunicação, faria com que o médium continuasse a obter as respostas tal
qual como dantes, ou seja, a sua clarividência permaneceria.
E, encerra este aparte
acerca das objeções feita pelos contraditores referente à teoria magnética
e ao sonambulismo, ressaltando o que se segue:
Se entretanto, o médium não
cede aos desejos da assembléia, apoiado pela sua própria vontade, é porque
obedece a uma influência estranha, tanto a ele quanto aos demais, e essa
influência demonstra com isso a sua independência e a sua individualidade.
Pronto. Temos aí, de forma
límpida e clara a explicação de que não é o médium quem faz a hora, mas
sim o espírito que está a se manifestar através dele. Espírito que nada
mais é do que a tal da ‘coisa’ que possui independência e individualidade.
Muito bom esse capítulo e
muito clara a postura de Kardec ante assuntos tão simples e exaustivos.
Kardec, vale lembrar, por conta do magnetismo, sofreu o processo de
pacientes que se sentiram insatisfeitos com o tratamento e, na própria
revista espírita, colocou 3 comunicações de Mesmer, além de em inúmeros
artigos, fazer as analogias e continuidades entre o magnetismo e a
doutrina.
Falar nisso, trouxe-lhes um
trecho da Revista Espírita de outubro de 1859, em que Kardec relata o
seguinte fato:
"Um jovem que não conhecia o
magnetismo senão de nome, e jamais o praticara, ignorando,
conseqüentemente, as medidas de prudência que a experiência ensina, propôs,
um dia, magnetizar o sobrinho do dono do hotel no qual jantava; depois de
alguns passes o menino caiu em sonambulismo, mas o magnetizador
improvisado não soube como fazer para tirá-lo desse estado, que se seguiu
de crises nervosas persistentes. Daí uma queixa na justiça feita pelo tio
contra o magnetizador. Dois médicos foram chamados como peritos. Eis o
extrato de suas declarações na justiça, que são quase idênticas, pelo
menos quanto à conclusão. O restante vocês podem acompanhar neste link:
http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/re/1859/10b-o-magnetismo-reconhecido.html
Exposição por Fiorell@
|