Este espaço destina-se aos estudos realizados anteriormente na sala de chat de espiritismo do Terra e atualmente no programa PALTALK.
 
 
Sob a Ótica Espírita: encontros aos sábados e às terças-feiras às 22horas (horário de Brasília) na sala do PALTALK.
 

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  Introdução ao Livro dos Espíritos por Herculano Pires

PRECE INICIAL: SENHOR JESUS CRISTO, NESTE MOMENTO, TE PEDIMOS PERMISSÃO P DAR INÍCIO AOS ESTUDO DE HOJE. TE PEDIMOS SENHOR, QUE NOS ABRA O ENTENDIMENTO PARA TODO ENSINO DO BEM. QUE NOS ACOLHA EM TEU CAMINHO DE LUZ E ENTENDIMENTO. MAS COLOCA SENHOR, ANTES DE TUDO,  O AMOR EM NOSSOS CORAÇÕES, PARA QUE POSSAMOS MELHOR VER QUE SOMOS TODOS IRMÃOS NA CAMINHADA E QUE ESTA ESTRADA NO QUAL CAMINHAMOS NOS LEVARÁ AO INFINITO AMOR DO PAI. SEGUIMOS COMO UMA PROCISSÃO SENHOR,  ONDE TODOS SEGUIMOS JUNTOS. UNS CAMINHAM LADO A LADO CONOSCO, OUTROS SENHOR CAEM NA ESTRADA E MUITAS VEZES PASSAMOS INDIFERENTES A ELES.   FAZ-NOS VER SENHOR QUE DEVEMOS ESTENDER AS MÃOS AO IRMÃO CAÍDO, POIS SE UM DIA É ELE, NO OUTRO PODE SER UM DE NÓS. ESTUDEMOS A PALAVRA DO CONSOLADOR, MAS APRENDEMOS TAMBÉM QUERIDOS AMIGOS,  A OLHAR EM TODAS AS DIREÇÕES NA ESTRADA EM QUE ESTAMOS SEGUINDO. QUE A PAZ DE JESUS CRISTO PERMANEÇA COM TODOS NÓS EM LUZ E AMOR.  ASSIM SEJA!

Expositor@: Companheiros de estudos, que sejamos amparados pela espiritualidade nos estudos de hoje.

Falaremos, dentro do bloco do Livro do Espíritos, de INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ESPÍRITOS, e este tema se estenderá por mais semans quantas se fizerem necessárias.

Uma casa não se constrói do telhado para o chão. Assim deve ser encarado o estudo da Doutrina Espírita.

Para tanto, devemos compreender muitas coisas e apreender muitos significados.

Podemos conhecê-los por nome ou por citação em outras obras ou através de companheiros de jornada, mas conhecermos e estudarmos profundamente através do alicerce básico, se torna fundamental.

E qual seria esse alicerce básico da Doutrina Espírita? Sem sombra de dúvidas, dentre outros, é o Livro dos Espíritos. Através dele, recebemos o Consolador prometido e constante dos Evangelhos.

Através deste livro, podemos dizer que uma nova fase da evolução humana se fez presente. Então, Amados de Deus, isso significa que este não é  um livro de consultas ou de advinhações.

É um livro para ser lido, relido, estudado e meditado. A sós e, principalmente, em grupos aonde o proveito se faz maior. A constância nas leituras nele contidas, a compreensão que vai se fazendo e as luzes que vão se acendendo, fazem parte desta proposta de empenho.

Como o Livro dos Espíritos foi o marco inicial da doutrina espírita, precisamos deixar claro que o espiritismo se propagou através e a partir dele.  Antes, muitas coisas nos eram desconhecidas e muitas coisas sequer existiam.

Dentre estas coisas inexistentes, está o termo ESPIRITISMO. Conhecíamos o ESPIRITUALISMO e o NEO-ESPIRITUALISMO e, ainda assim, de maneira muito superficial.

O ESPIRITISMO não inventou os FATOS ESPIRITUAIS, estes já eram conhecidos e interpretados das mais variadas maneiras. Mas, a partir da codificação trazida por Kardec, passou a existir o termo ESPÍRITA e o termo ESPIRITISMO, ambos destinados ao uso somente em locais, instituições e pessoas que seguem o postulado destra doutrina.

Precisamos conscientizarmo-nos de que alguns termos são inapropriados para definir a doutrina espírita, muito embora sirvam como 'referencial' para os leigos. Ingualmente precioso é atentar para o fato de que, nem todo culto ou seita que crê na reencarnação ou que pratica o intercâmbio com a espiritualidade, pode ser chamada de espírita, embora mereçam todo nosso respeito, elas são espiritualistas ou esotéricas.

Todos que crêem  na existência do Espírito são ESPIRITUALISTAS. Mas nem todos os ESPIRITUALISTAS são ESPÍRITAS, os praticantes do Espiritismo.

Com a nova luz que brilhou nos horizontes mentais do mundo, existe uma seqüência histórica que não podemos e nem devemos menosprezar.

Vimos nos estudos do Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo I as três revelações: Moisés, Cristo e o Espiritismo.

Moisés chega até nós, num momento em que a Terra era habitada por civilizações primitivas e, dentro desta primitividade, havia um caos. Moisés chega até nós, para guiar-nos rumo a um novo mundo, surgindo então a BÍBLIA.

Cabe-nos ressaltar que a Bíblia não foi escrita por Moisés, mas ele foi o elo desta primeira codificação do ciclo de revelações que passaríamos a conhecer,  o ciclo cristão.

Através dos ensinamentos contidos na Bíblia, o povo começou  a ser 'moldado'. Em dado momento, quando esse povo já estava espalhado pelo mundo GENTIO, chega-nos Jesus.

Mas, quem era o povo GENTIO? O que significa ser um GENTIO?

Gentio era o povo ou a pessoa que não acreditava em um único Deus, era considerado um idólatra, situação comum na época de Moisés, devido ás diversas culturas que haviam na época, das quais podemos citar os Vedas, na Índia; o culto aos deuses Íris e Osíris, no Egito e entre outros.

Então, quando a palavra de Deus, trazida pelos homens através da Bíblia, estava suficientemente disseminada entre os gentios, chega-nos Jesus, espalhando suas palavras e seu ensinamentos através de seus discípulos que fizeram nascer o Evangelho, local aonde podemos encontrar as várias passagens e palavras do Cristo.

Vejam que interessante, os discípulos foram chamados cristãos pela primeira vez em Antióquia (At 11, 26) , designação que os próprios seguidores de Cristo só começam a aplicar a si mesmos por volta do séc. II.

Ainda, em nos referindo à Bíblia, podemos observar que esta foi a grande síntese dos variados esforços da antigüidade rumo ao espírito. O que não causa estranheza alguma o fato dela gerar estranheza e contradição ao homem moderno. Falamos de uma primeira revelação, de um código hebraico que fundiu os princípios sagrados e as grandes lendas dos povos da época.

A segunda revelação cristã, é codificada através do EVANGELHO, estrela de inenarrável fulgor que brilha no centro da trindade revelatória. Está no centro das três revelações, o Cristo, que traz luz às duas outras, uma representando o passado e a outra o futuro, entrelaçando todas na Trindade.

A terceira revelação, formadora da Trindade, consta do capítulo XIV, do evangelho de João, aonde Jesus, num dos seus sermões de despedida, disse:

"Mas o consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito..."    Jesus designou a vinda do Filho do Homem como a última possibilidade de salvação, indicando também que com ele se desencadeará o juízo, que portanto não é o Filho de Deus que retornará, como muitos se apegam e nem virá sobre uma nuvem de forma sobrenatural, mas sim aparecerá entre nós do mesmo modo que o Filho de Deus se apresentou, como um ser humano.

E eis que o novo código surgiu pelas mãos de Allan Kardec, orientado pelo Espírito da Verdade, no momento exato em que o mundo se preparava para entrar numa fase superior de seu desenvolvimento - por Herculano Pires

Hegel, citado na introdução do LE, sustenta a dialética da idéia (evolução do princípio espiritual através da matéria) e foi augusto filósofo alemão, que nutria a crença de que havia um divisionismo artificial entre o ser e a matéria. Célebre é sua frase de que "Quem exagera o argumento, prejudica a causa".

Na seqüência de sua teoria, temos um comparativo efetuado no que concerne à Trindade. Bíblia, Evangelho e Livro dos Espíritos, representam a antigüidade, o mundo greco-romano-judaico e a modernidade. Mas, não estão isoladas!!

Eis que a Doutrina Espírita não é um caso isolado ou ocasional, mas sim o resultado de um processo histórico, aonde cada etapa deixou sementes para o futuro.

E mantém, de forma cristalina e pura, o esforço feito pelo Alto em trazer-nos as novas coordenadas do pensamento humano. Eis que 'é graças a essa intervenção que os princípios evangélicos passam diretamente, sem necessidade de readaptações ou modificações, em sua pureza primitiva, para as páginas deste livro, como as vigas mestras da edificação da nova era.' (Herculano Pires)

Espíritismo é ciência, filosofia e religião. Com o estudo aprofundado do Livro dos Espíritos, poderemos identificar que o forte da Doutrina Espírita, ao contrário do que muitos pensam, não é a manifestação mediúnica e sim a sua FILOSOFIA, como Kardec há de nos mostrar nos estudos posteriores.

Companheiros de estudos, agradeço-lhes a paciência e o interesse, a colaboração e o auxílio, e abro para que façamos os comentários.

Foram referências para este estudo:
Introdução à filosofia espírita - O problema do Ser (primeira parte)
- O Evangelho de João - História do Cristianismo VI (o cristianismo primitivo)

lásaro: vc acredita que o espíritismo é uma obra pronta ou está em desenvolvimento?

Expositor@: A codificação básica está nos livros que Kardec nos deixou....mas muito tem sido acrescentado....a doutrina espírita está viva e passiva de novos conhecimentos 

Maresia: meu amigo, eu acho q como tudo na vida se desenvolve, não poderia ser diferente c o espiritismo . Por isso estarmos abertos aos ensinamentos dos espíritos comunicantes, isso levando em conta de onde provêm tais comunicações 

Lásaro : eu tbm 

Gato Molenga: a doutrina espirita está consolidada no pentateuco e todas as demais sao ampliaçoes de sua filosofia, por isso mesmo que muitas obras ditas espiritas afrontam o legado kardequiano .

Maresia: vc acha? Dê um exemplo.

Gato Molenga: acompanhemos os livros de Joanna de angelis todos eles estao embasados em kardec. Vejamos as obras de Andre luiz, de Emmanuel, 

lásaro: ai dá briga, quando deviamos aceitar, pois o progresso e o desenvolvimento, são leis de Deus 

Gato Molenga: desenvolvimento moral e intelectual partindo da base que nao muda.  Os conceitos de Einstein sao muito semelhantes aos de kardec.

lásaro: a base não muda eu sei, mais vai sendo descortinada aos poucos para nossos, que em nossa arrogancia achamos que descobrimos algo novo

Maresia: onde na verdade tudo existe dentro de nós 

Gato Molenga: o que parece ser novo encontra suas matrizes no passado  do atomo ao arcanjo disse kardec 

Aguinaldo: vc vai destrinchar a introdução do LE?    lá tem muita coisa para lá de interessante 

Expositor@: Faremos sim....todos os itens 

Léon: Na minha compreenção o Consolador Jesus deixou em "Espírito" no Pentecostes, bastando ler e estudar o livro Atos dos Apóstolos, e não 1800 anos depois.  Tanto que o Apóstolo Paulo em sua Epístola I Corintos cap 12 relaciona 9 Mediunidades e no cap 14 descreve como os díscípulos realizavam suas reuniões semelhantes as espíritas.

Expositor@: Boa tarde, Léon. Estudamos aqui a visão espírita. Seja bem-vindo! 

Alcides-Sp: A compreensão do fenômeno só foi possível após o advento da Doutrina Espírita, fato registrado no diálogo com Nicodemus..... 

Léon:No meu entendimento o Espiritismo é a reposição da Doutrina pregada por Jesus, obvío em nova linguagens e neologismo, pois a humanidade evoluiu seu grau de entendimento. 

Alcides-Sp: O Espiritismo é "explicação" e a "educação" do fenômeno mediúnico. 

Expositor@: Faço minhas as palavras do Alcides.... 

lásaro: eu acredito que os fenomenos meduinicos são um forma de despertar o homem para o mais importante, que é a renovação interior 

Ana...: olá, fique confusa com o item 13, poderia esclarecer 

Expositor@: Todos os que crêem em espíritos, ou seja, em vida após a morte, são espiritualistas, já os Espíritas, são apenas aqueles que seguem a Codificação Espírita, pois esse termo foi 'criado' a partir de então, para especificamente designar os adeptos do Espiritismo. Os termos ESPÍRITA E ESPIRITISMO, foram trazidos por Kardec no início da codificação, pois anteriormente já se tinha conhecimento da espiritualidade.  

Ana: realmente, no evangelho de João em nenhum momento Jesus diz que ele voltaria, mas sim que Deus enviaria o espirito da verdade .... e tem uma parte que Jesus disse que tinha muito ainda a dizer mas que os discipulos ainda não estavão praparados para ouvir e que Deus enviaria o espirito da verdade para continuar seu trabalho...  

Expositor@: Muito bem lembrado, Ana...

Léon: Antes da Codificação não havia Consolador no mundo ? Como Paulo fundou as 7 Igrejas ? Antes de Kardec não havia manifestações mediúnicas?  

Aguinaldo: manifestção mediunica existe desde que a Terra existe 

Expositor@:O Consolador prometido por Jesus, viria mais adiante em uma época em que estaríamos melhor preparados para assimilar as verdades. Com certeza haviam manifestações mediúnicas antes de Kardec, ele nos trouxe uma pesquisa minuciosa.....  

Alcides-Sp: Apenas completei suas palavras no sentido que havia mediunismo sim, antes do Espiritismo, pois é um fenômeno psíquico inerente ao homem. Mas a Doutrina além de explicar o fenômeno, deu-lhe a dimensão moral na vida humana!. 

mariluz : "Deus nos concede a cada dia, uma página de vida nova no livro dos tempos. Aquilo que colocamos nela corre por nossa conta " Emmanuel 

PASTOR : CREIO QUE poderíamos nos adentrar mais na análise do elemento histórico, chamado Moisés, pois, foi por demais suscinta a apreciação sobre a personalidade tão paradoxal e tão estrategista deste mero pastor que tornou-se salvador dos clãs de Israel. 

Expositor@:: Anotaremos a sugestão 

Expositor@: FAREMOS A INTRODUÇÃO EM SUA ÍNTEGRA, NO DECORRER DOS ESTUDOS.  

Alcides-Sp: Por sinal a introdução do Herculano é brilhante...Ele era "apaixonado" pela dialética hegeliana....rs  

Ana : Todos os nossos imaõs reencarnados Deus envia com a mesma mensagem , 'so que de uma forma mais ampla e de acordo com o desenvolvimento da sociedade.

mariluz: a doutrina está sempre em evolução, nossos estudos são para que nos aperfeiçoando podemos contribuir para a elevação espiritual do próximo. Estudos como este se fazem necessários sempre. E, voltando sempre ao início damos oportunidades àqueles que estão se aproximando agora destes estudos. 

Alcides-Sp: São necessários anos para fazer um médico medíocre, três quartos da vida para fazer um sábio; como pretender, em algumas horas, adquirir a ciência do infinito? Portanto, não nos enganemos: o estudo do Espiritismo é imenso, toca em todas as questões da metafísica e da ordem social, é todo um mundo que se abre diante de nós; será de espantar que seja preciso tempo, e muito tempo, para o adquirir?  

PASTOR : nobre professor, não poderia ter feito colocação mais precisa que a sua. parabéns 

honey * * : Creio q a doutrina é completa em sua base, mas q devemos sim, ampliar os conhecimentos q adquirimos através dela lendo outros autores q fizeram e fazem isso com muita propriedade, sempre estando atentos àqueles q não fogem a pureza doutrinária 

Expositor@:: Perfeitamente colocado honey**,obrigada!

Prece Inicial: MARESIA
Expositor@: Fiorell@!

 

  
 

  A Codificação Espírita

PRECE DE ABERTURA: QUE A PAZ DO MESTRE JESUS ESTEJA PRESENTE EM NOSSOS CORAÇÕES  PEDIMOS QUE A ESPIRITUALIDADE SUPERIOR NOS AMPARE, DANDO-NOS A TRANQÜILIDADE, E LUZ NECESSÁRIAS PARA QUE MAIS UMA VEZ, ESTA SALA DE ESTUDOS POSSA SER UM LOCAL DE APRENDIZADO A TODOS AQUELES QUE AQUI ESTÃO, ENCARNADOS E DESENCARNADOS  QUE SOMENTE OS IRMÃOS QUE NECESSITAM DE AMPARO E APRENDIZADO POSSAM NESTA SALA ADENTRAR.  QUE ASSIM SEJA

Expositor@: Companheiros em Cristo, que sejamos amparados pela espiritualidade maior responsável pelo bom andamento destes estudos.

O tema de hoje é  A CODIFICAÇÃO ESPÍRITA, constante da introdução do Livro dos Espíritos (LE) e escrita pelo companheiro  J. Herculano Pires, por ocasião da edição especial da LAKE, comemorativa ao centenário do LE, em 18 de abril de 1957.

O LE(Livro dos Espíritos) não é apenas a pedra fundamental  de uma nova codificação.  Na verdade é a 'alma'  ou o seu núcleo central, contendo em seu interior a 'armação' da construção da Doutrina Espírita. 

Podemos verificar que, as demais obras 'pilares' da doutrina, derivam do Livro dos Espíritos e, podemos de forma clara, perceber de onde estas obras surgem, com o intuito de esclarecer e esmiuçar o 'universo' que representam.

Na Bíblia temos o núcleo central representado pelo Pentateuco, no Evangelho temos a moral ensinada pelo Cristo e no LE temos  as partes denominadas Livro I e II até o capítulo quinto, que refere-se a ele mesmo.

Quanto aos demais livros pertencentes à Codificação e que se 'originaram' do LE, podemos vislumbrá-los nos seguintes trechos, que se mostram importantes para consultas futuras e fixação do entrelaçamento das obras, então vejamos:

A)LIVRO DOS MÉDIUNS , seqüência natural deste livro, que trata especialmente da parte experimental da doutrina, tem a sua fonte no Livro II, a partir do capítulo sexto até o final. Toda a matéria contida nessa parte é reorganizada e ampliada naquele livro, principalmente a referente ao capítulo nono: "Intervenção dos espíritos no mundo corpóreo'.

B) O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, é uma decorrência natural do Livro III, em que são estudadas as leis morais, tratando-se especialmente da aplicação dos princípios da moral evangélica, bem como dos problemas religiosos da adoração, da prece e da prática da caridade. Nessa parte o leitor encontrará, inclusive, as primeiras formas de "Instruções dos Espíritos", comuns àquele livro, com a transcrição de comunicações por extenso e assinadas, sobre questões evangélicas.

C) O CÉU E O INFERNO decorre do Livro IV, "Esperanças e Consolações", em que são estudados os problemas referentes às penas e aos gozos terrenos e futuros, inclusive com a discussão de dogmas, como o da ressurreição da carne, e os do paraíso, inferno e purgatório.

D) A GÊNESE, os milagres e as predições, relaciona-se aos capítulos II, III e IV do Livro I, e capítulo IX, X e XI do Livro II, assim como as partes dos capítulos  do Livro III que tratam dos problemas genésicos e da evolução física da Terra (que, aliás, fará parte do próximo bloco de estudos, intitulado MUNDOS REGENERADORES). Esta obra é mais ampla, pois trata de todos os aspectos, tornando-a mais difusa que os outros.

E) Pequenos livros introdutórios ao estudo da doutrina (e que deveriam ser indicados com freqüência maior, pois são o reflexo da mesma embora não se incluam propriamente na codificação), mas também  estão diretamente relacionados com o LE, decorrendo da INTRODUÇÃO  e dos PROLEGÔMENOS. São estes livros introdutórios: O PRINCIPIANTE ESPÍRITA e O QUE É O ESPIRITISMO.

Estas colocações e os seus estudos, deixam claro que as tentativas de separar um ou outro livro do bloco da codificação como sendo uma possível expressão diferenciada de pensamento, caem por terra. Devemos estudá-las e esclarecê-las em profundidade, confrontando as partes citadas.

Em um estudo mais profundo, seria possível mostrar-se o desenvolvimento de certos temas, que apenas colocados pelo LE, vão ter a sua solução em obras posteriores da codificação.

Por isto, irmãos em Cristo, quando estiverdes a debater sobre a Doutrina Espírita e ouvirem alguém citar que 'Já leu todas as obras da codificação' ou que já encontrou 'erros' nas explicações dadas pelos espíritos, atentem ao fato de que somente o estudo aprofundado poderá nos dar alicerces para tais fundamentos.

Temos como exemplo destes entrelaçamentos, as ligações que existem entre o CRISTIANISMO e o ESPIRITISMO, definindo-se completamente no EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. Assim como o controvertido fato da criação do homem encontra respaldo  definitivo em A GÊNESE.

O chamado 'desenvolvimento destas questões', não significa em momento algum, a modificação dos princípios formados no LE. Alguns assuntos abordados de forma 'nascente' no LE, são desenvolvidos de tal maneira nos demais livros, que ficamos com a impressão de termos encontrado novidades.

No entanto, a verdade consiste no fato de que neste livro elas foram abordadas de forma sintética. Temos um bellíssimo exemplo disto, ao depararmo-nos com a célebre frase de Leon Dinis, nosso querido Allan Kardec:

" A alma dorme na pedra, sonha no vegetal, , agita-se no animal e acorda no homem"

Por esta seqüência poética e naturalista, revelou o processo evolutivo a partir do reino mineral até o reino hominal.

Bom companheiros, pelos estudos de hoje, era isso o que tínhamos a colocar.....as questões para reflexão posterior são as seguintes:

1) O Livro dos Espíritos caminha sozinho na codificação Espírita? 2) Quais são os livros que formam essa 'base' da Codificação? 3) Para você, como deve ser considerado o estudo da Doutrina?

Abro agora para perguntas/comentários e peço-lhes que mantenham o clima de fraternidade e respeito deste ambiente. Obrigada pela atenção e pelo respeito.

Alcides-sp: Prezada irmã, citastes O Principiante Espírita, mas este parece não estar relacionado por Herculano Pires, concorda? 

Expositor@:foi relacionado sim, pelo menos em meu LE 

Alcides-sp:Por favor, para que eu confira com o meu, diga onde achou...por favor....

Expositor@:página 13 item quinto

Alcides-sp: No meu não tem......eu estranho pois este livro não é atribuído à Kardec, inclusive há esta citação no livro O Corpo Fluídico de Wilson Martins. SUpõe-se que seja uma "adaptação" da FEB, como muitas alterações tendenciosas que aconteceram naquela instituição na tentativa de introduzir o conceito docetista! 

Alcides-sp:O Herculano ao lado de muitos outros espíritas, como o próprio Imbassahy que deixou a FEB, mostram os fatos em várias obras.....A minha é a 62a. Edição de Outubro de 2001 

Expositor@:entendi....o meu livro é uma comemoração especial feita pela editora LAKE no centenário do LE   48ª Edição de dezembro de 1988         

fraterna: na verdade eu penso que o primeiro livro a ser concluído LE é a base da codificação espírita  ja que foi o meio pelo qual os espíritos encontraram de mostrar o que realmente somos, os outros trabalhos... vieram a confirmar o que o primeiro quiz que soubéssemos ja que temos que aprimorar o espírito... as outras obras vieram nos ajudar a concretizar o que Cristo em seu tempo ques dizer mas n estávamos preparados para entender... 

Expositor@: exatamente, fraterna....o LE é o marco inicial 

eu* : Oi...eu vi q muitos livros sitados são de André Luiz...pq? 

Expositor@:Desculpe-me companheiro, mas neste estudo não citamos, claramente, André Luiz....  

rafael : amiga..o livro dos espíritos...além dos outros livros da codificação....são ensinamentos que são entrelaçados um no outro....e hj vejo que há autores bons que ajudam nisso...como andre luis...carlos bacelli..edgar armond..que complementam a doutrina 

Flor de Maio:Bem, sabemos que a doutrina espírita, fundamenta-se sob tríplice aspecto: filosofia, religião e ciência.Acredito que, o chamado Pentateuco espírita, sejam um complemento do outro,. cada um, com sua função específica. 

Hélio-Jd: gostaria de perguntar se o LE é a base e há temas que são polêmicos havendo inclusive a posição destoante de alguns colaboradores como André Luiz ao que entendem os espíritas sobre o que quis apontar o LE qual deve ser nossa postura 

rafael : no começo creio que a espiritualidade se preocupou com os alicerçes....muitas outras coisas baseadas na doutrina serão acrescentadas 

Aguinaldo: Emmanuel e André Luiz, sempre foram claros quando colocaram que se qualquer de suas obras fossem contrárias as da codificação, que sempre se ficasse com a codificação 

rafael :bem colocado.....há espíritos superiores ,mesmo ramatís,em seus livros,se baseiam na codificação....então,qualquer livro que seja um desvio dos postulados kardequianos...deve ser visto com mais atenção,pra não nos enganarmos 

mariluz: os livros de Kardec devem ser estudados muito e constantemente para que haja um bom entendimento da doutrina espírita.E o começo dos estudos é efetivamente, o LIVRO DOS ESPÍRITOS 

rafael : a espiritualidade de luz que trabalho diz pra mim o seguinte..é primordial conheçer a fundo as obras kardequianas,mas naum despreze ensinamentos novos que ajudem a doutrina..tiro a essencia boa disso,entende?  

eu* : gostei disso..de tirar a essência boa. 

rafael :tudo o que lemos tem coisas necessárias para aquele momento e coisas que naum são tao necessárias..cabe a nós canalizar a essencia,o que servirá para nosso desenvolvimento espiritual. 

Expositor@: A espiritualidade se preocupou com os alicerces e nós os estamos ignorando.....   

Hélio-Jd:mas será, Aguinaldo, que a nossa compreensão da codificação é extremamente rígida e pensamos que há contrários, quando não o são.

Aguinaldo: a codificação é a base não a última palavra, podemos aceitar coisas novas desde que não firam a base 

Hélio-Jd:concordo Aguinaldo, mas será que ao dizermos que fere a base não estamos sendo dogmáticos e míopes? 

Aguinaldo: depende da colocação, creio que quando a espiritualidade superior nos trouxe a codificação o fez no sentido de nos dando a base nos fizesse pensar, por isso que a doutrina sempre evolui é dinâmica 

Expositor@:Sê bem-vindo, Hélio. Nos nossos estudos aqui no chat, nos basearemos fortemente pelas obras da codificação, o que nada nos impedirá de abordarmos outros livros. Mas, faz-se necessário que compreendamos primeiramente o 'básico' para que partamos para o 'avançado'..... 

Expositor@:Sim, rafael, em momento algum desqualificamos os demais autores, restringimo-nos a colocar os livros recomendados por Herculano como 'podendo' serem constantes da codificação, o que não se sucede com os demais. 

rafael :sim,concordo plenamente   

rafael : compreendo....no livro de armond.....diz-se o seguinte: as verdades foram sendo construídas ao redor do  tempo ,conforme a evolução do ser humano....exemplo..Jesus naum viria na época de Moisés..era necessário uma evolução maior..e o espiritismo naum poderia vir antes...por isso creio que é necessário estudos constantes,outros autores tbém mereçm ser estudados,todos alicerçados na doutrina espírita..mas com universalismo. 

Hélio-Jd:gostei da posição do rafael logo acima

Aguinaldo: sim foi muito boa ... sim , fazer isso, desprezar novos ensinamentos seria parar no tempo. 

rafael :exatamente....   

Aguinaldo:mas sempre baseados na codificação  

mariluz: Isto é correto . Há outros autores, mas o princípio doutrinário está na obra de Kardec 

rafael : kardec na sua época foi duramente combatido..hj espíritas que procuram trazer ensinamentos novos,ou mesmo espíritos de luz,considerados exóticos ou coisa assim,são combatidos,como na época da inquisição   

Alcides-sp:Concordo com tua preocupação, Hélio,  e sou daqueles que trabalha em prol da compreensão primeiro da Doutrina e depois a avaliação das teses posteriores. Ocorre que podemos "aceitar" opiniões de espíritos diversos, mas "jamais" divulgá-las como "espíritas" ou definitivas sem antes colocar em prática a base metodológica da Doutrina, a universalidade dos ensinamentos. Tudo o que for restrito à um espírito, não passa de opinião do próprio e deve ficar na "incubadeira" do bom senso!

Hélio-Jd:realmente Alcides, mas devemos tomar cuidado com extremismos e sectarismos como nossos irmãos evangélicos fazem em relação a nós.

Alcides-sp:Há muitos pontos, por exemplo em André Luiz, que não encontramos explícitos na doutrina....por isso o cuidado extremo com a "interpretação" e divulgação. É comum assistirmos oradores citarem informações as quais nem mesmo sabem a origem.  

Hélio-Jd: sim há muito de novidade e charlatanismo por aí...há pseudo sábios, mas não é por isto que deixaremos de ter a alma aberta ao novo  

Aguinaldo: se nos reportarmos no livro dos médiuns cap II do maravilhoso e sobrenatural, veremos que a doutrina tem suas contestações mas sempre sem base 

Expositor@: Não estamos desmotivando, em momento algum, o estudo a outros autores e outras obras. Não estamos buscando dogmatizações ou ortodoxismos....apenas compreendemos que as obras básicas devem ser bem compreendidas e estudadas com seriedade.....com certeza, existe a evolução também nas obras.....mas, tudo a seu tempo.....de que nos adianta saber sobre desdobramento astral se nem sabemos sobre nossa própria vida? 

Flor de Maio: Muito bem colocado!!! 

rafael : concordo plenamente amiga,por isso estamos aqui pra compreender melhor o estudo pros livros dos espíritos....acho primordial aliçerçcaras base 

M1: exatamente ... principal estudar e estudar muito as obras de Kardec ,pra depois ver outras  

fraterna:concordo..... realmente temos que para subir uma escada pisar primeiro no primeiro degrau...... dai termos que ir passo a passo , ao inves de darmos um PULO   

rafael :amiguinha,concordo com vc,,mas isso vai muito mais além....temos de trazer esses estudos pra nossa vida.  devemos estudar sim....

H : Olá! Pode me falar o que é LE?  

Expositor@: Desculpe-me a abreviação ..LE é Livro dos Espíritos....          

Flor de Maio:Quanto aos estudos, acredito que a implantação do chamado ESDE, nas Casas Espíritas, vieram numa hora muito oportuna. ESDE = Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita. 

Alcides-sp: "O CONHECIMENTO EPIDÉRMICO DA DOUTRINA QUE HERDARAM OS TRANSFORMARAM EM ADVERSÁRIOS DE SI MESMOS" (Herculano Pires- O mistério do Ser ante a dor e a morte)   

H: O que é um livro dos espíritos? 

Paulo: Bem... entendo que falamos de "vida" espiritual, portanto o Livro dos Espiritos, como o próprio nome bem diz... foi simplesmente uma manifestação dos espíritos comunicando a existência da vida espiritual e em seguida o Evangelho Segundo o Espiritismo, Gênesis, O Livro dos Médiuns.. e outros vieram acrescentar as informações dadas no primeiro, detalhando algumas situações... certo? 

fraterna:meu caro irmão... n acho que a manifestação dos espíritos junto ao codificador, tenha sido considerado com "simplesmente"....  foi um trabalho bem elaborado com fins construtivos... ou não? 

Expositor@: Exato Paulo. Não tão simples, mas muito profundamente.

lua: é bom ter com quem falar sobre nossa religião 

Maresia: é sim minha linda, e aqui aprendemos mais a cada dia 

M@S1 : o q significa codificação

Expositor@: CODIFICAÇÃO É O CONJUNTO DE OBRAS TRAZIDAS PELOS ESPÍRITOS, ATRAVÉS DE MÉDIUNS E COORDENADAS POR ALLAN KARDEC 

Prece Inicial: Aguinaldo
Expositor@: Fiorell@!

 

  
 

  A Filosofia Espírita

Expositor@: O tema de hoje é A FILOSOFIA ESPÍRITA, constante da Introdução ao LIVRO DOS ESPÍRITOS, escrito por Herculano Pires, em comemoração ao centenário do lançamento deste, em 18/04/1957. Segundo pudemos constatar, esta introdução não consta de todas as edições, mas parece-nos ser de grande aproveitamento, por isso, em breve, haveremos de colocá-la no space, para consultas futuras e/ou comentários.

Como vimos no estudo passado, o LIVRO DOS ESPÍRITOS , em sua estrutura, está interligado aos demais livros da codificação, senão lembremo-nos:

A)LIVRO DOS MÉDIUNS , seqüência natural deste livro, que trata especialmente da parte experimental da doutrina, tem a sua fonte no Livro II, a partir do capítulo sexto até o final. Toda a matéria contida nessa parte é reorganizada e ampliada naquele livro, principalmente a referente ao capítulo nono: "Intervenção dos espíritos no mundo corpóreo'.

B) O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, é uma decorrência natural do Livro III, em que são estudadas as leis morais, tratando-se especialmente da aplicação dos princípios da moral evangélica, bem como dos problemas religiosos da adoração, da prece e da prática da caridade. Nessa parte o leitor encontrará, inclusive, as primeiras formas de "Instruções dos Espíritos", comuns àquele livro, com a transcrição de comunicações por extenso e assinadas, sobre questões evangélicas.

C) O CÉU E O INFERNO decorre do Livro IV, "Esperanças e Consolações", em que são estudados os problemas referentes às penas e aos gozos terrenos e futuros, inclusive com a discussão de dogmas, como o da ressureição da carne, e os do paraíso, inferno e purgatório.

D) A GÊNESE, os milagres e as predições, relaciona-se aos capítulos II, III e IV do Livro I, e capítulo IX, X e XI do Livro II, assim como as partes dos capítulos  do Livro III que tratam dos problemas genêsicos e da evolução física da Terra (que, aliás, fará parte do próximo bloco de estudos, entitulado MUNDOS REGENERADORES). Esta obra é mais ampla, pois trata de todos os aspectos, tornando-a mais difusa que os outros.

E) Pequenos livros introdutórios ao estudo da doutrina (e que deveriam ser indicados com freqüência maior, pois são o reflexo da mesma embora não se incluam propriamente na codificação), mas também  estão diretamente relacionados com o LE, decorrendo da INTRODUÇÃO  e dos PROLEGÔMENOS. São estes livros introdutórios: O PRINCIPIANTE ESPÍRITA e O QUE É O ESPIRITISMO.

Esta pequena análise, serve para demonstrar que o LIVRO DOS ESPÍRITOS é o verdadeiro 'esqueleto filosófico' do Espiritismo. Kardec, na página de rosto deste, declarou que este continha "os princípios da doutrina espírita". É, portanto, seu tratado filosófico e, muito embora não tenha sido elaborado em linguagem técnica e não observe os rigores da minuciosa exposição filosófica, é todo um complexo e amplo sistema de filosofia que nele se expõe.

Nas obras de J. Herculano Pires — o único até hoje a quem poderíamos chamar de filósofo espírita da história das idéias, podemos compreender de forma abrangente a filosofia histórica contida na própria filosofia espírita.

Lembremo-nos  que Kardec não era um filósofo, mas sim um discipulo emérito de Pestalozzi, um educador, um especialista em pedagogia. Por isto, vemos o 'aspecto' didático ao invés do que propriamente filosófico que imprimiu ao livro.

O espiritismo não surgiu do nada. Todas as idéias se filiam a uma história. Fazem parte da construção lenta do processo evolutivo do homem. Uma tarefa urgente aos estudiosos da doutrina é contextualizá-la, apreendê-la no devir da História, para melhor compreender suas raízes, seu desenvolvimento e sua importância no tempo e no espaço. (Dora Incontri)

Bom, aqui temos um momento em que se faz importante, prestemos atenção a saber quem era quem. Pestalozzi era discípulo de Rousseau. Nomes que, com certeza cada um de nós já ouviu falar alguma vez, mas que nem todos sabemos quem sejam. Conhecê-los, é conhecer um pouco de Kardec, importantíssimo para que saibamos quem é a 'figura' do codificador da doutrina trazida pelos espíritos.

Rousseau foi a mais profunda influência sobre o pré-romantismo, encontrando-se os traços dessa influência no romantismo francês de Chateaubriand, Lamartine e Victor Hugo; sendo assim, inspirou personagens de Goethe, de Foscolo, bem como personagens de Byron.

Jean-Jacques Rousseau ( 1712/1778) foi um filósofo suíço, escritor, teórico político e um compositor musical autodidata. Uma das figuras marcantes do Iluminismo francês, Rousseau é também um precursor do ROMANTISMO. Rousseau questionou a suposição de que a maioria está sempre correta e argumentou que o objetivo do governo deveria ser assegurar a liberdade, igualdade e justiça para todos, independentemente da vontade da maioria. Filho de pai CALVINISTA e avô HUGUENOTE, encontramos na filosofia de Rousseau, a função principal de libertar o homem.

O ROMANTISMO foi um movimento artístico e filosófico surgido nas últimas décadas do século XVIII na Europa que perdurou por grande parte do século XIX. Caracterizou-se como uma visão de mundo contrária ao RACIONALISMO que marcou o período neoclássico e buscou um nacionalismo que viria a consolidar os estados nacionais na Europa.

O RACIONALISMO é a corrente filosófica que iniciou com a definição do raciocínio que é a operação mental, discursiva e lógica. Este usa uma ou mais proposições para extrair conclusões se uma ou outra proposição é verdadeira, falsa ou provável. Essa era a idéia central comum ao conjunto de doutrinas conhecidas tradicionalmente como racionalismo.

HUGUENOTES na França,  assim eram chamados os PROTESTANTES do século XVI e XVII, em sua maioria, seguidores do CALVINISMO.

O CALVINISTAS eram considerados, no extremo,  profundos conhecedores da Bíblia, moralistas, puritanos, que ponderam todas as suas ações pela sua relação individual com a moral cristã.

O PROTESTANISMO francês iniciou-se com o reformador católico Jacques Lefevre, que iniciou suas pregações em 1514, portanto antes de Lutero.

Bom, já pudemos ter a noção de que não basta sabermos nomes, mas necessitamos conhecer suas idéias, seus ideais e de onde surgiram tais idéias e ideais. Portanto, queridos companheiros de estudos, estudar um livro, uma doutrina ou o que quer que seja, não se resume a 'ler' e 'decorar' o que está escrito. Necessitamos compreender em profundidade e, para isso, devemos buscar fontes complementares e elucidativas.

Atentem para o fato de que se fizéssemos isso com nossos POLÍTICOS, teríamos uma noção maior de em quem estamos votando. Não cometeríamos tantos desatinos políticos e teríamos uma nação melhor orientada. Ou seja, antes de ficarmos reclamando de tudo, deveríamos ver mais a fundo as coisas. Desculpem-me o aparte político, mas, na verdade, isso serve para tudo. Da mesma forma que buscamos as raízes de nossa família, por exemplo, também devemos buscar as raízes de todas as coisas em que cremos ou desejamos conhecer. O conhecimento liberta, certo?

Voltando ao LIVRO DOS ESPÍRITOS......

Rousseau  teve como discípulo o consagrado PESTALOZZI, personagem interessante, pois nítidamente ultrapassou o Mestre Rousseau. Suiço de nascença, Pestalozzi viu-se envolvido nos horrores da invasão francesa à sua pátria. Neste momento, começou a recolher as crianças que vagavam sem pais, casa ou comida e os reuniu em um convento abandonado, dando-lhes educação. Daí inicia-se nosso grande legado na metodologia pedagógica moderna.

Extraímos de seu livro "Minhas indagações sobre a marcha da natureza no desenvolvimento da espécie humana" escrito em 1797, o seguinte trecho no que se refere à moral: "Logo vi que as circunstâncias fazem o homem, mas vi também que o homem faz as circunstâncias, tem uma força em si mesmo que pode conduzir de várias maneiras, segundo sua vontade. (...)"

Dois grandes homens, dois grandes mestres, dois grandes antecessores de Kardec. Para ambos, o próprio desenvolvimento da razão e sua capacidade de compreender e de pesquisar a verdade está relacionada com a elevação de sentimentos. Ou seja, a RETA RAZÃO, de que fala Rousseau, só pode ser exercitada se aquecida pela luz do SENTIMENTO PURO. E dizemos que Pestalozzi superou ao mestre, quando apreendemos-lhe a proposta: Pestalozzi propõe uma educação integral do homem, para desenvolver harmoniosamente todas as potências do espírito, simbolizadas na tríade: cabeça, mão, coração.

Que será essa tríade cabeça, mão e coração? Aonde podemos identificá-la na Doutrina Espírita?

Bom, voltando a Herculano e sua bella dissertação sobre a filosofia espírta, temos a colocação de que, em segundo lugar,  a obra não foi escrita POR KARDEC, mas sim elaborada com as respostas dadas pelos Espíritos às suas perguntas em sessões mediúnicas, com quatro jovens médiuns. 

É interessante observar que a excelência doutrinária inegável do Espiritismo, codificado por Allan Kardec deve-se, em sua quase totalidade, à mediunidade de quatro meninas. Através da inocência e da potencialidade mediúnica dessas quatro inocentes crianças, foram trazidas à Terra explicações notáveis, questões complexíssimas das mais variadas áreas da filosofia, ciência e religião, mantendo-se irrefutáveis até os dias de hoje —sobretudo o aspecto moral. Os opositores gratuitos do Espiritismo jamais tocam neste assunto, pois trata-se de um fato difícil para se depreciar e muito menos para se refutar.

As meninas foram: Caroline e Julie Boudin (16 e 14 anos, respectivamente), Ruth Japhet e Aline Carlotti— verdadeiros anjos reveladores da nova mensagem do Céu para os dias futuros. As reuniões, a princípio, realizavam-se na intimidade da casa da família Boudin e as respostas dos espíritos eram transmitidas por meio da cesta de bico, a que se adaptava um lápis. As meninas punham as mãos sobre a cesta que se movia, escrevendo mensagens, com absoluta impossibilidade sincrônica de ação dos médiuns na escrita. Esses escritos, que deram origem a O Livro dos Espíritos, seriam, posteriormente, comparados aos de outros médiuns, todos rigorosamente escolhidos pelo codificador.

Companheiros, é possível imaginar as dificuldades e os desafios que foram superados por estes espíritos iluminados, para nos trazer a CODIFICAÇÃO ESPÍRITA? É possível olharmos este exemplo de superação, abnegação e dedicação e analisarmos qual é nossa contribuição para com a doutrina?

Nosso empenho, por maior que seja, ainda é ínfimo diante do empenho destes valorosos irmãos. O que não significa, em momento algum, que devemos desanimar, mas sim apercebermo-nos das FACILIDADES com as quais somos bafejados e que desperdiçamos! Muito temos a realizar e muitas facilidades nos são proporcionadas. Temos  muitas e maiores preocupações materiais proporcionadas pela 'evolução', mas também temos muitos subsídios para nosso aproveitamento e dos que nos cercam.

Em terceiro lugar, o Livro dos Espíritos, não se destinava a formar escola filosófica e nem a satisfazer aos meios especializados em filosofia, mas sim apenas a divulgar de maneira ampla os princípios da doutrina espírita, convocando os seres para o estudo e conhecimento de uma realidade superior a todas as reflexões do conhecimento.

Em quarto lugar, ainda segundo Herculano Pires, fato que poderemos verificar em estudos posteriores, Kardec foi cuidadoso ao advertir, na parte do Livro dos Espíritos os PROLEGÔMENOS, que evitava os prejuízos dos espíritos de sistema, ou seja, a obra foi elaborada de forma RACIONAL e sob os ditames da Espiritualidade Superior.

PROLEGÔMENOS - (Origem: Wikipédia): Área da Teologia Sistemática que trata da metodologia da pesquisa teológica, suas fontes e procedimentos. É neste locus que se encontra a análise da questão da revelação divina.

Como podemos notar, a idéia é 'estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, livre dos prejuízos do espírito de sistema" e não criar uma nova escola filosófica, o que implicaria toda uma rígida sistematização. ao encontro deste propósito, temos o feliz pensamento dos filósofos modernos, dentre eles Max Scheller, que nos brinda com esta pérola: "Dispomos de uma antropologia científica, outra filosófica e outra teológica, que se IGNORAM entre si"

Kardec, ao alegar que não gostaria de submeter-se ao 'prejuízo dos espíritos de sistema', desviou-se justamente desta afirmativa de Scheller e sucumbir a eles, seria a própria negação dos objetivos da doutrina.

Quanto ao problema de linguagem técnica, não podemos nos esquecer que o Livro dos Espíritos destinava-se ao grande público e não apenas aos grandes conhecedores, lembrando assim, algumas 'quebras' observadas no deccorer da história, como a de Descartes, que utilizou-se do francês para escrever sua grandiosa obra, o "Discurso do Método", sendo que a língua 'oficial' da filosofia era o latim, mas não acessível a todos.

O método didático utilizado por Kardec, não seria a primeira vez apresentado em um livro de filosofia. Espinosa, em "A Ética", também utiliza-se deste método. Aliás, aqui há de se abrir um vasto campo para estudo, quando observamos similaridades de estrutura, de posição, de ligações históricas e de princípios, entre o citado livro de Espinosa e o Livro dos Espíritos.

ESPINOSA foi um dos grandes RACIONALISTAS da filosofia moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.

RACIONALISMO  é a corrente filosófica que iniciou com a definição do raciocínio que é a operação mental, discursiva e lógica.

Segundo DESCARTES, O RACIONALISMO é a posição segundo a qual somente a análise lógica ou a razão pode propiciar desta forma o desenvolvimento da análise científica, do método matemático, que passa a ser considerado como instrumento puramente teórico e dedutivo, que prescinde de dados empíricos (ou seja, dispensa dados que se baseiam somente na experiência e não nos estudos), aplicados às ciências físicas que levaram a uma crescente fé na capacidade do intelecto humano para isolar a essência no real e ao surgimento de uma série de sistemas metafísicos fundados na convicção de que a razão constitui o instrumento fundamental para a compreensão do mundo, cuja ordem interna, aliás, teria um caráter racional".

Yvonne Castellan, num estudo em que, por vezes, se faz gritantemente injusta, mas de alguma forma simpática ao estudo da doutrina, refere-se ao Livro dos Espíritos afirmando que:

18* "O sistema é completo, e compreende uma metafísica, inteiramente repleta de considerações físicas ou genéticas e uma moral". Segundo Herculano Pires, se ela houvesse feito uma análise mais séria, teria visto que a estrutura  é mais complexa do que supôs.

19* Temos aqui, dois pequenos apartes. O primeiro, refere-se à lembrança de que, Herculano Pires, é nosso grande referencial no tocante às traduções fidedignas dos livros da Codificação. Herculano Pires, dentro de sua fidelidade á doutrina trazida por Kardec, não se submete aos que querem floreá-la ou deturpá-la, ainda que de forma ingênua. Então, se não for  exagero de nossa parte, podemos afirmar que 'colocamos a mão no fogo' pelas escritas de Herculano Pires. Mas, companheiros de estudos, não nos esqueçamos sempre de passarmos tudo pelo crivo da análise raciocinada, da comparação e do aprofundamento dos termos, pois atrás de uma 'vírgula', podemos encontrar uma deturpação nas Obras.

O segundo aparte, que nada mais é complementação do primeiro, sugiro-lhes que verifiquemos a frase de Yvonne, numa linguagem mais acessível:

" O sistema (O LIVRO DOS ESPÍRITOS) é completo, e compreende um estudo da filosofia, de forma além da física e, por conseguinte, do mundo natural(...)"

Quando Herculano diz que sua escrita é gritantemente injusta, refere-se ao fato de que o Livro dos Espíritos (...) começa pela metafísica, passando depois à cosmologia (Universo), à psicologia, aos problemas propriamente espíritas da origem e natureza dos espíritos e suas ligações com o corpo, bem como aos da vida após a morte, para chegar, com as leis morais, à sociologia e à ética  (Sociologia: ciência que se ocupa dos assuntos sociais e políticos, especialmente da origem e desenvolvimento das sociedades humanas em geral e de cada um em particular - Dic. Michaelis), e concluir, no Livro IV, com as considerações de ordem teológica  sobre as penas e gozos futuros e a intervenção de Deus na vida humana. (Teologia é também uma ciência, sobrenatural e das criaturas enquanto ordenadas a Deus, tratando da fé, da esperança e da caridade. - Dic. Michaelis)

 Temos ainda, no Livro dos Estudos, diante destas palavras de Herculano, a certeza de que esta obra realmente foge às exigências opressoras e à perda de sua essência, desenvolvendo-se numa seqüência  livre e dinâmica.

 Expositor@:Fiorell@

 

  

 Dialética Espírita

Expositor@: Adentrando ao estudo de hoje, precisamos fazer um pequeno complemento no estudo anterior, no qual falávamos sobre  a Introdução ao Livro dos Espíritos, por Herculano Pires, na parte de A FILOSOFIA ESPÍRITA.

Circulamos por vários aspectos que mostram a diferença entre a filosofia na DOUTRINA ESPÍRITA e a filosofia de uma forma geral, como é conhecida. Falamos atambém, de aspectos semelhantes, aonde Kardec utilizou-se de uma forma acessível de comunicação, desde o idioma utilizado até a estrutura livre e dinãmica.

Nos primórdios do Cristianismo, temos Santo Agostinho e São Tomaz, necessitando recorrer a sistemas antigos criados por Platão e Aristóteles, para a criação da chamada filosofia cristã, o que já não ocorre com a Doutrina Espírita, que possui sua 'forma' ideal a ser consagrada pelo futuro, com as vantagens que já abordamos neste estudo.

Ainda assim, podemos notar, de forma curiosa, que muito embora seja diferente em sua base filosófica, o Livro dos Espíritos se enquadra numa forma clássica e fecundantemente livre da tradição filosófica: o diálogo.

Finalizando sobre o aspecto filosófico,  Kardec nos diz: "Sa force est dans sa philosophie, dans l'appel qu'il fait à la raison, au bon-sens" . De forma aproximada em meu francês, temos que ele nos diz: "Sua força está em sua filosofia, na chamada que faz para a razão e  com  bom senso.".

Ou seja, companheiros de chat, O Espiritismo, é forte em sua estrutura e nos convoca à filosofia, sem perdemos o bom-senso e a razão. Em vista disso, eis a grande verdade que devemos, sempre, nos lembrar: Kardec não começou a estruturação da CODIFICAÇÃO da Doutrina dos Espíritos, pelos fenômenos. Por que nós temos que ser diferentes? Aprenderemos mais estudando apenas as manifestações e nos esquecendo das partes estruturais da doutrina?

A partir de agora, vamos, dentro da introdução de Herculano Pires, adentrar à DIALÉTICA ESPÍRITA.

Bela palavra: 'dialética' e, de certa forma, nos faz lembrar de diálogo, por motivos óbvios. Mas, já paramos para analisar o que, realmente, vem a ser a dialética? Compreendamos mais a palavra e compreenderemos melhor o que significa ter um Livro embasado na dialética e mais, compreenderemos também, como a beleza de nossa Doutrina não se faz apenas por adoração ou fé, mas sim, por fundamentos, bases e formas coerentes com cada palavra que podemos encontrar em suas obras, pertenecentes à codificação.

Dialética: conceito que tem dois significados. Para os filósofos gregos, era a arte do diálogo. Retrabalhado pelos filósofos marxistas, passou a designar o processo de discussão exata do real. [do grego dialektikós, pelo latim dialecticu] – 1. Argumentação dialogada, segundo a filosofia antiga. 2. Desenvolvimento de processos gerados por oposição que provisoriamente se resolvem em unidades (tese e antítese; numa categoria superior – a síntese).

Esclarecendo, temos que: • Tese — É uma colocação inicial, uma idéia que se apresenta, uma proposição.

• Antítese — É a proposição contrária à tese. Revela um mecanismo de oposição, é uma idéia que se contrapõe à tese.

• Síntese — É o resultado do processo de tese e antítese e se expressa em uma idéia que mantém o que há de correto ou legítimo entre as proposições opostas. A síntese é a união dos opostos.

No tocante ao conceito de dialética, já temos aqui um nome: Marx. Mas, em se tratando do assunto, temos outros, como Hegel, Engels e o mais importante dos três: Hamelin. Este último, Hamelin é o mais importante, pois ele conseguiu trazer toda a fecundidade que a dialética possui. Enquanto Hegel desenvolveu o corpo, composto por tese, antítese e síntese e, mais tarde, Marx e Engels retiraram o diálogo da forma perceptiva da natureza do ser e trouxeram para um sentido materialista e revolucionário.

Oras, pois, o que é um sentido materialista e revolucionário? É a supremacia dos interesses da sociedade sobre os interesses dos indivíduos, e defendendo a substituição da livre-iniciativa pela ação coordenada da coletividade.

Afinal, foi MARX  um intelectual alemão considerado um dos fundadores da Sociologia. Também podemos encontrar a influência de Marx em várias outras áreas tais como: filosofia, economia, história já que o conhecimento humano, em sua época, não estava fragmentado em diversas especialidades da forma como se encontra hoje. Teve participação como intelectual e como revolucionário no movimento operário, sendo que ambos (Marx e o movimento operário) influenciaram uns aos outros durante o período em que o autor viveu.

FRIEDRICH ENGELS foi um filósofo alemão que junto com Karl Marx fundou o chamado socialismo científico ou marxismo. Ele foi co-autor de diversas obras com Marx, sendo que a mais conhecida é o Manifesto Comunista. Sem dúvida nenhuma, Engels foi um filósofo como poucos: soube analisar a sociedade de forma muito eficiente, influenciando diversos autores marxistas.

Já Hamelin, trouxe as definições das partes mais férteis, fazendo a aliança da tese e da antítese na geração de uma nova idéia ou tese. E assim caminha a dialética do Espiritismo. Ao invés de dar ênfatizar a contradição, ou seja, trabalhar em cima de fatos que se contradizem, busca a harmonia e a fusão dos contrários, para uma nova criação. Une coisas, supostamente contraditórias e  cria assim uma nova forma. Eis aí, a linha de diálogo do Livro dos Espíritos.

Eis a supremacia e a beleza do diálogo que se desenrola no Livro dos Espíritos. Jamais, homem algum, mesmo os modernamente seguros, foi tão fundo buscar as informaçãos do invisível, contradizendo-o, questionando-o, inquerindo-o e, enfim, buscando-lhe de forma anlítica e rigorosa , para adquirir seus mais profundos segredos.

Vejam que interessante, Sócrates por todo nós, extremamente conhecido, discutia com o Oráculo de Delfos, local aonde sacerdotizds profetizam, e ouvia seu 'daemon', conhecido pelos gregos, como espírito iluminado, Mas, Kardec foi mais além!! Buscou o mundo invisível e dele fez análises rigorosas, ouvindo não só a espiritualdiade superior, como a inferior também; buscando assim descobrir cada resposta à seu questionamento sobre  as formas de vida, sobre os mecanismos das relações entre estas formas e nós.

Como método dialético podemos exemplificar com uma definição de Emmanuel a cerca dos testamentos e Deus - " O Velho Testamento seria um apelo dos homens a Deus e o Novo Testamento, a resposta de Deus."

Citando Herculano Pires na íntegra: "Aceitando essa imagem, podemos dizer que «O Livro dos Espíritos» é a síntese desse diálogo, é o momento em que segundo a definição de Hamelin, o apelo e a resposta se fundem na compreensão espiritual, abrindo caminho a uma nova fase da vida terrena."

Fontes: Como o pensamento se organiza para produzir o texto - Copyright Klick Net S.A. - Wikipédia -

Expositor@: Fiorell@!

 

  

 

  Legitimidade do Livro

Expositor@:Que seja paz e harmonia em nosso encontro de hoje!!

O tema de hoje, seqüência da Introduçaõ ao Livro dos Espíritos, por Herculano Pires, ítem a LEGITIMIDADE DO LIVRO, não precisa de muitas explicações.

São colocações claras e objetivas acerca da autenticidade do Livro dos Espíritos e fatos que vieram a corroborar essa veracidade. Um deles, é a publicação de A GÊNESE, em 1868, quase onze anos após a publicação do Livro dos Espíritos, e que só fez frisar a solidez deste. Nodecorrer destes anos, a experiência em momento algum,  abalou os princípios fundamentais nele contidos.

Aliás, hoje, 150 anos após, com certeza o codificar poderia chegar até nós e dizer as mesmas coisas. Estamos a menos de 10 dias da comemoração do 150º aniversário de lançamento do Livro dos Espíritos. Um marco sem tamanho na vida de milhares de pessoas. As comemorações por este fato, fazem-se dignas da data que se festeja e, para conhecer um pouco mais sobre elas, os companheiros podem acessar o http://www.espiritismo150anos.org.br/ e lá encontrarão toda a programçaõ deste valoros evento.

Devemos salientar que, nestes 150 anos, o mundo se transformou de maneira vertiginiosa, aonde a ciência ganhou grande espaço e destaque, e sua seriedade e profundidade foram reviradas de ponta a ponta e, mesmo os conceitos filosóficos que sofreram tremendos impactos.

Ainda assim, podemos dizer que, alguns conceitos, olhados de forma aparente, são desmentidos ou colocados em dúvida pela ciência. Um exemplo disso é o FLUIDO UNIVERSAL, confundido com o conceito científico de ÉTER ESPACIAL. Façamos aqui, um generoso aparte sobre FLUIDOS (Fluido [do latim fluidu] – 1. Fluídico. 2. Diz-se das substâncias líquidas ou gasosas. 3. Que corre ou se expande à maneira de um líquido ou gás. Ver: Eflúvio, Fluídico, Fluido universal, Fluido vital). Vejamos um a um:

O Fluido UNIVERSAL, como conhecemos e aprendemos, trata-se de: 1. Plasma divino, hausto do Criador, elemento primordial em que vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres. 2. É o princípio material do universo, do qual se derivam todas as coisas materiais mediante alterações e combinações ainda insondáveis. 3. As matérias derivadas do fluido universal apresentam-se nos estados sólido, líquido, gasoso e no estado fluídico propriamente dito, também chamado de fluido espiritual, tanto que, enquanto os três primeiros podem ser manipulados pela mão do homem, o último é sensível ao poder do pensamento e da vontade dos Espíritos. É também conhecido por Fluido Cósmico.

Hummmmm....olhem que interessante......temos também o Fluido Animalizado ou Fluido Magnético ou Fluido Vital - Fluido magnético que nos seres orgânicos desenvolve-se sob o estímulo do princípio vital. Normalmente se refere ao fluido próprio de um médium. Este se  combina com o fluido universal acumulado por um Espírito comunicante para produzir uma manifestação espírita.

Já o Fluido ESPIRITUAL - Fluido Universal desenvolvido ou acumulado pelo Espírito sob a ação de seu pensamento. Já a denominação Fluido Expansível refere-se ao fluido espiritual emitido pela parte expansível do perispírito, isto é, aquela que sob seu domínio e pensamento pode se combinar com o fluido animalizado de um médium.

Temos ainda, o Fluido VITAL – Princípio orgânico extraído do fluido universal, com a propriedade de animar todos os seres vivos, e que retorna ao depósito da natureza quando do processo de morte biológica.

Uffa, hajam fluidos!!! E eis uma coisa muito importante, feita com este conhecimento e largamente adotada na Doutrina Espírita: a FLUIDOTERAPIA, Fluidoterapia [do latim: fluidu + do grego: therapeía] – que nada mais é do que o tratamento feito com fluidos: passes, irradiação, água magnetizada.

Pergunto-lhes, para finalizar este aparte de fluidos, qual é o que nos mantém e que retorna para a espiritualidade no ato do desencarne é cobiçado pela espiritualidade inferior e,  prontamente 'recuperado' pela espiritualidade superior? E por que eles, espiritualidade inferior, possuem tanto interesse por este fluido?

Bom, como vimos, trata-se do FLUIDO VITAL e que poderá ser estudado mais adiante ou individualmente, na Parte Primeira – Capítulo 4 do Livro dos Espíritos.

Bom, voltando á nossa introdução, gostariamos de salientar o que alguns chamam de MÉTODO KARDEC e que, de certa forma, tornou-se o método sa própria doutrina, pois tem em sua simplicidade a garantia da eficácia necessária. Podem ser resumidos da seguinte maneira, atentando-se para a grande utilidade do mesmo, em nosso dia-a-dia doutrinário:

1º) Escolha de colaboradores mediúnicos insuspeitos, tanto do ponto de vista moral, quanto da pureza das faculdades e da assistência espiritual;

Bom companheiros, temos aqui neste ponto, um detalhe que, ao me ver, se faz muito interessante. É fato sabido e consumado, que todos somos médiuns, alguns com o desenvolvimento mediúnico mais 'adiantado' do que outros. mas, é fato questionável, quando se diz que a mediunidade e a moralidade não devem andar juntas. Oras, a mediunidade há de se desenvolver, independente da moralidade da criatura, mas quanto melhor a moral, mais credibilidade haverá em sua manifestação mediúnica...

2º) Análise rigorosa das comunicações, do ponto de vista lógico, bem como do seu confronto com as verdades científicas demonstradas, pondo-se de lado tudo aquilo que não possa ser logicamente justificado;

Neste ponto, não precisamos nos alongar. Não é de bom tom e nem seguro, que fechemos nossos olhos e aceitemos todas as comunicações, sem analizar-lhes de forma profunda.

3º) Controle dos Espíritos comunicantes, através da coerência de suas comunicações e do teor de sua linguagem;

4º) Consenso universal, ou seja, concordância de várias comunicações, dadas por médiuns diferentes, ao mesmo tempo e em vários lugares, sobre o mesmo assunto.

A afronta que Kardec fez com todas as respostas, buscando a similariedade e a concordância entre elas, trazendo assim, credibilidade às mesmas.

Metodologia que em parte, já havia sido ensinado por João em sua primeira epístola (IV:1), bem como pelo apóstolo Paulo, em sua primeira epístola aos Coríntos. As raízes do método kardeciano estão no Novo Testamento.

Aliás, coisas distintas e que não devem ser confundidas: método doutrinário e método de investigação cinetífica dos fenõnemos espíritas. 

Um outro problema, levantando de forma acontestar a veracidade da obra, dá-se no tocante ás assinaturas de celebridades em certas comunicações, mas que são explicadas por kardec, de forma clara nos capítulos XI e XII, na INTORDUÇÃO AOS ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA.

Em sua sinceridade, kardec optou por ser fiel aos Espíritos que lhe revelaram a doutrina. Ocultar-lhes os nomes seria deixar uma possibilidade de lhe atribuirem a obra, e ele sempre fez questão de precisar que não passava de um colaborador doas autores espirituais. E que colaborador, não?

Fontes: Vocabulário Espírita  //

Expositor@: Fiorell@!

 

  
 

O problema Científico e o Religioso

Expositor@: O problema científico, segundo a introdução de Herculano Pires em comemoração ao centenário de lançamento do Livro dos Espíritos, é um comentário muito interessante, fazendo ressaltar a posição de Kardec no tocante ao aspecto científico da Doutrina Espírita.

Este trecho poderá ser verificado nos capítulos VII e VIII da introdução ao estudo da doutrina espírita e, lá, poderemos observar a preocupação de Kardec em nos mostrar que o caráter científico da doutrina espírita, é um car[ater próprio, pois é uma ci~encia que usa de seus próprios métodos objetivando o ESPÍRITO e não a MATÉRIA.

Isto nos leva a questionar o por que de caráter científico? Por que Kardec insiste neste termo e por que os contraditores da Doutrina Espírita tentam utilizar este ponto, como se fosse um calcanhar-de-Aquiles da doutrina?

Kardec insiste neste ponto, o caráter científico, pois o 'lançamento' do Livro dos Espíritos, abriu uma nova era no estudo dos problemas espirituais que envolviam e,até hoje, envolvem a humanidade. Até então, estes problemas eram tratados de forma empírica, ou seja, de forma a tratar das coisas como curandeiros ou  excluindo qualquer TEORIA PRÓPRIA para LIGAR os resultados das experiências.

Nossa maravilhosa Doutrina Espírita é isso: ciência, filosofia e religião INTERLIGANDO-SE e construindo elos saudáveis e duradouros em torno da espiritualidade.

As religiões, de uma forma geral, baseadas em seus sistemas teológicos, em suas ordens ocultas, em seu corpo teosófico ou místico, elucidavam os problemas ou assuntos referentes ao espírito, sempre convergindo para o lado 'misterioso', nem sempre ao alcance dos comuns e não tão privilegiados como alguns 'conhecedores do além', que conhecemos em muitas passagens históricas, sejam egípcios, hindus, etc.

O Espiritismo trouxe-nos a possbilidade de averiguarmos os problemas espirituais sob uma ótica diferente, a ótica da vivência e da experiência, ótica esta que podemos aplicar às coisas materiais.

E, mais uma vez citando Marx, temos uma anlogia interessante, apresentada por Herculano Pires:

Antes e depois de Marx, os marxistas socialistas, não conheciam um divisor. Marx se tornou o 'divisor' destes conceitos. AO Livro dos Espíritos ´pe igual: trouxe-nos o divisor: antes dele tínhamos que tudo o que se referia à espiritualidade era de uma concepção irrealizável e conhecida apenas como projeção de um futuro ideal e, após ele, temos que os problemas do espírito sairam da forma abstrata e adentraram á forma acessível ao racionalismo investigatório e, até mesmo, à pesquisa experimental.

A grande chave se reduziu a uma coisa simples: conhecimento das leis que regem o universo.

Espinosa nos diz, em forma de tese, que há impossibilidade do milagre, pois ele seria violação da ordem natural, comprovou-se em suas demostrações. Ou seja, companheiros, não existem milagres....existem leis naturais que envolvem e interagem entre o plano material e o plano espiritual, leis estas que podem ser conhecidas através do capítulo III desta base da doutrina espírita, que é o Livro dos Espíritos.

O sobrenatural só existe para aqueles que desconhecem as leis naturais. Somos um universo de sistema único e todas as suas partes se entrosam na grande estrutura que somos.

Adentremos agora, ao item PROBLEMA RELIGIOSO.

Começa aí, um ponto importante que devemos ressaltar como diferencial, em se tratando de doutrinas.

Kardec inicia a parte 'religiosa' da Doutrina Espírita, desde as primeiras páginas do Livro dos Espíritos, ressaltando que Deus não é visto pela espiritualidade como um Ser com ações e faculdades humanas , ou seja, um ser antropomórfico. Deixa claríssimo: DEUS É INTELIGÊNCIA SUPREMA, CAUSA PRIMÁRIA DE TODAS AS COISAS".

Vejam um comparativo e verifiquemos uma confusão típica relacionada à nbossa Doutrina:

Espinosa define Deus como sendo uma substância infinita, erroneamente confundindo esta definição como sendo Deus o Universo.

Kardec define como a INTELIGÊNCIA INFINITA, e é confundida sua definição como HOMEM FINITO, ou seja, Deus é o homem em sua total perfeição.

E, na terceira comparação, temos que a parte religiosa da Doutrina espírita que é confundida com formalismos religiosos.

Para exemplificar e acender vossas colocações, busco uma recente matéria acerca da LEGALIDADE DO CASAMENTO ESPÍRITA, fato que ocorreu recentemente na Bahia. lembro-lhes que a Bahia é berço de diversos sincretismos, dentre eles o religioso. Local tremendamente eclético no que tange às culturas religiosas.

Bom, para os que desconhecem, cito-lhes, resumidamente o fato ocorrido que pode ser visto nesta reportagem ( http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u119343.shtml ):

Foi realizado um 'casamento' numa casa espírita, em Salvador. Dias depois, uma corregedora, anulou o casamente, alegando sabiamente que o não tinha as liturgias e sagrações necessárias à realização de um casamento. O casal recorreu daqui e dali, alegando que realizaram este matrimônio, seguindo as tradições do espiritismo. Paro minha narrativa neste ponto e passo-lhe a lembrar-lhes da citação de Herculano que me remeteu a este fato atual:

E, na terceira comparação, temos que a parte religiosa da Doutrina espírita que é confundida com formalismos religiosos.**

Neste link, vocês poderão ler uma entrevista de José Medrado, em recente encontro realizado em São Paulo aonde ele destaca 'a suvidade' do espiritismo na Bahia. Leiam e tirem suas conclusões. Caso queiram , ficaremos felizes em vê-las em nosso space, por isto, já coloquei esta matéria por lá. Cliquem em:
http://sobaoticaespirita.spaces.live.com

Links e referências deste estudo:

http://www.feal.com.br/destaques.php?id=363
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u119343.shtml
www.telma.org.br/publicacoes.html

Expositor@: Fiorell@!


 

 
 

  Problema religioso - parte II e Estudos Futuros

Expositor@: Finalizando no tema de hoje, a abordagem sobre o PROBLEMA RELIGIOSO, por Herculano Pires (não esqueçam, somos compostos de três pilares: ciência, filosofia E religião), temos nas palavras dele, que a religião espírita é traduzida em espírito e verdade. Sabemos o que interessa a Deus?

Sim!!Sabemos que para Ele, não interessam os rituais ou o convencionalismo nos 'cultos', quase sempre 'vazios', mas sim, o pensamento e o sentimento do homem.

Relembramos esta bella comparação:

"A adoração da divindade é uma lei natural, quanto  a lei de gravidade. O HOMEM GRAVITA PARA DEUS como a PEDRA GRAVITA PARA A TERRA e ESTA PARA O SOL."

Citando Herculano Pires na íntegra, temos a coerente colocação:

Deus, como inteligência infinita ou suprema, é o que é. Não comporta especulações ociosas, definições imaginosas. O homem deve conter-se nos limites de si mesmo, cuidar das suas imperfeições, melhorar-se. Basta-lhe saber que Deus existe, e que é justo e bom.Disso ele não pode duvidar, porque «pela obra se reconhece o obreiro», a própria natureza atesta a existência de Deus, sua própria consciência lhe diz que ele existe, e a lei geral da evolução comprova a sua justiça e a sua bondade.

Descartes afirmava, com grande propriedade, que tal qual a marca de sua obra, Deus está presente em nossa mente/consciência e, sem ir muito longe, podemos perceber esse comportamento inclusive nos selvagens que, de alguma forma adoravam alguma coisa.

Tal fundamento é confirmado pela espiritualidade e extendido, quando mostra-nos que esta marca está também inserida na natureza e em todas as coisas.

Por volta de 300 e tantos anos antes de Cristo, tínhamos Aristóteles, grande pensador de sua época, muito versátil e abrangente, definindo Deus de forma quase completa a não ser pelo detalhe de dizê-lo distante e indiferente ao homem. No mais, extremamente feliz ao afirmar que DEus não se assemelha em forma física ao homem e tem enorme poder de atração, afastando-se apenas, quando diz Deus como sendo indiferente ao cosmo.

Porque Deus é providência, Deus é amor, é o criador e o pai de tudo e de todos.

Podemos encontrar uma definição muito próxima às tríades druídicas, para o Universo, expressa na questão 27 do Livro dos Espíritos, aonde temos que existem dois elementos predominantes no universo o espírito e a matéria, incluso entre eles DEus, o centro do universo.

Lembrando apenas que a matéria, porém, não é só o elemento palpável, pois há nela o fluido universal, o seu lado fluidico, que desempenha o papel de intermediário entre o plano espiritual e o propriamente material.

Quando Herculano Pires cita as tríades druídicas, está alargando nosso conhecimento no sentido de nos situar no contexto histórico, aonde os druídas eram conhecidos como sacerdotes, mas isso na verdade não é comprovado pelos textos clássicos, que os apresentam na qualidade de filósofos (embora presidissem cerimônias religiosas, o que pode soar conflitante). Se levarmos em conta que o druidismo era uma religião natural, da terra baseada no animismo, e não uma religião revelada (como o Islamismo ou o Cristianismo), os druidas assumem então o papel de diretores espirituais do ritual, conduzindo a realização dos ritos, e não de mediadores entre Deus e o homem.(by Wikipédia).

E, emendando a este fato, o de nos situarmos na história, temos ali a palavra ANIMISMO,  termo cunhado pelo antropólogo inglês Sir Edward B. Tylor, em 1871, na sua obra Primitive Culture (A Cultura Primitiva) e muito utilizado e vista dentro da doutrina espírita, que pode ser conhecida da seguinte forma em suas origens:

Pelo termo Animismo, ele designou a manifestação religiosa na qual se atribui a todos os elementos do cosmos (Sol, Lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, árvores, plantas) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite) um princípio vital e pessoal, chamado de "ânima", que na visão cosmocêntrica significa energia, na antropocêntrica significa espírito e na teocêntrica alma.

E podemos viajar nesta definição, trazendo-a para a visão espírita, que nos é brindada pelas colocações de Aksacof, que no século passado, admitiu um tríplice determinismo para os fenômenos mediúnicos, perfeitamente válido à luz dos conhecimentos atuais.

Fenômenos explicáveis unicamente pelas funções clássicas da subconsciência e que, portanto, se situam nos domínios da psicologia - personismo (Aksacof), fenômenos subliminais (Myers), automatismo psicológico (Janet).

Fenômenos explicáveis pelo que hoje denominamos funções Psi ou, como diziam os metapsiquistas, “as faculdades supranormais da subconsciência”.

Aksacof reuniu-os sob a denominação de animismo, porque, na realidade, indicam que existe no homem um sistema não físico, uma alma.Infelizmente, a palavra tem várias acepções.Aplica-se à doutrina de Stahl que vê na alma o princípio da vida orgânica; significa a tendência a atribuir vida anímica a todas as coisas, inclusive objetos “inanimados” - como fazem as crianças e os povos primitivos - ou, ainda, a “crença segundo a qual a natureza é regida por almas, espíritos, ou vontades análogas à vontade humana” (Cuvillier - Pequeno vocabulário da língua filosófica”.)

O animismo, no sentido que lhe deu o sábio russo, é a terra própria da atual parapsicologia.

“Fenômenos de personismo e de animismo na aparência, porém reconhecem uma causa extra-mediúnica, supraterrestre, isto é, fora da esfera de nossa existência”. AKsacof - Animismo e Espiritismo - dois volumes publicados pela FEB

Lembrando-lhes que, o fenômeno anímico na esfera de atividades espíritas significa a intervenção da própria personalidade do médium nas comunicações dos espíritos desencarnados, quando ele impõe nelas algo de si mesmo à conta de mensagens transmitidas além-túmulo.

Busquem, para complemento e maior conhecimento deste 'fenômeno' no Livro dos Médiuns, em obras de Ernesto Bozzano, Hermínio C. de Miranda, o citado Aksacof, dentre outros.

Como podemos perceber, embora a DOUTRINA ESPÍRITA tenha sido trazida através da codificação de Allan Kardec, grande intermediador entre a espiritualidade e nós, muitos dos conceitos, estudos e certezas já existiam desde priscas épocas, sendo apenas 'ajustadas' e, em alguns casos, reformuladas dentro da ótica correta.

Importa conheçâmos estes ângulos, para nos certificarmos de que Espiritismo não é invencionisse e nem coisa de outro mundo (embora trate dele...rsrs), pesando e analisando bem quais são os focos e temas que buscamos dentro da doutrina. Conhecê-la em sua profundidade é mais do que ter algumas respostas na ponta da língua; é também saber da história que a precede para que possamos entender o problema teológico surgido após a mesma.

Sim, companheiros, temos um PROBLEMA TEOLÓGICO, um PROBLEMA RELIGIOSO, aonde muitos ensinamentos chocam-se brutalmente com os ensinamentos ofertados através da Bíblia, dentre eles o de  que 'DEUS CRIOU O HOMEM À SUA IMAGEM E SEMELHANÇA'.

E, para que não saiamos daqui sem essa resposta, devemos buscá-la no item 88 do Livro dos Espíritos:

88 - Os Espíritos têm uma forma determinada, limitada e constante?

- Aos vossos olhos, não; aos nossos, sim. O Espírito é, se quiserdes, uma flama, um clarão ou uma centelha etérea.(Todo este trecho se refere ao Espírito puro desprovido de perispírito. Necessário atentar para essas variações, afim de não confundirmos as explicações - Nota do Tradutor).

Como se vê, o homem, na sua essência, naquilo unicamente em que ele pode assemelhar-se a Deus: não é um animal de carne e osso, nem mesmo uma forma humana em corpo espiritual, mas uma centelha etérea. Foi assim que Deus o fez à sua imagem e semelhança. 

Passadas as colocações sobre o problema de Ceus e sua criação, o Livro dos Espíritos adentra ao recheado terreno das controvérsias da destinação humana. Podemos compreender um pouco mais, se nos reportarmos às questões 100 em diante, que trata da chamada ESCALA ESPÍRITA, um esquema da conhecida ESCADA DE JACÓ.

A chamada escada de Jacó, é um sonho (consultemos, mais tarde,  as questões 400 do Livro dos Espíritos, que aborda sono e sonhos) que ele tem em que vê anjos subindo e descendo. Em seu topo encontra-se Deus a dizer-lhe que lhe dará as terras aonde  dorme, assim como à sua descedência, que serão como o pó da terra a dilatar-se por todos os cantos e aonde haverão famílias benditas sobre a Terra. Bom, nem vou me alongar, mas com enorme certeza, podemos ter um belo estudo se confortarmos estas duas partes.

Ah, companheiros. Como podemos ver, pequenos detalhes quando esmiuçados, podem trazer muita luz, compreensão e significado às coisas. Por tanto, convoco-os a estudar com afinco o Livro dos Espíritos, que em seqüência a estes aspectos, aborda a encarnação dos espíritos e a finalidade da vida terrena.

Mostra-nos a aberração à inteligência, que é  o materialismo. Segue então, pelo espírito e pelo sentimento religioso, impregnado de um sentido cristão. E eis o que a doutrina espírita  mostra porque se traduz em espírito e verdade.

Saibamos sempre que, a Deus, não interessa o externo. E tenho certeza de que todos aqui presentes, já se aperceberam disso. Aperceberam-se de que a Deus não importam as plavras e as oferendas, mas sim o que lhe vai na mente e no sentimento. E, mais uma vez, a espirtualidade se mostra clara, com relação a isso, no item 653:

" A verdadeira adoração está no coração. Em todas as vossas ações, imaginai sempre que um senhor vos observa."

Em momento algum o Livro dos Espíritos deixa de lado o culto religioso; apenas coloca de forma clara as suas reais necessidades de manifestação e, sobretudo, enumera a prece sentida como o seu maior e mais alto grau de acessibilidade a Deus. A prece sentida e feita do coração, com palavras que jorram da alma.

Mais tarde, essa mesma 'religião espírita', nos será apresentada através do Evangelho SEgundo o Espiritismo, de forma a basear-se nas leis naturais, sem dogmas, rituais ou celebrações, mas sim como uma religiosidade sem mistérios e maiores aparatos.

E, ao encerrar o quadro religioso do Livro dos Espíritos, Kardec mais uma vez nos brinda com a perfeita troca entre espiritualidade e encarnados, trazendo-nos o aspecto moral, que vai desde a nossa 'lapidação' enquanto seres egoístas, viciosos e egoístas, mostrando-nos que as penas e gozos nada mais são do que Ação e reação, causa e efeito.

Finalizando esta lustrativa introdução de Herculano Pires, deparamo-nos com o item ESTUDOS FUTUROS.

Temos nosso Livro dos Espíritos comemorando, em 18 de abril p.p., seus 150 anos de 'vida'. Sua estrutura, como bem picelamos até agora, nos estudos desta introdução, nos mostra ser um tratado filosófico, e seu conteúdo se relaciona com todos os aspectos fundamentais do conhecimento.

Iludem-se os que crêem possuir um aspecto simplório e superficial, baseado em perguntas e respostas. Como tão bellamente definiu Herculano Pires:

Sua simplicidade aparente é tão ilusória como a da superfície tranqüila de um grande rio.

Iludem-se os que acham que a clareza dos textos e das colocações (que nem sempre nos são tão claras), faz com que sua compreensão se dê sem antes, compreendermos todos os 'alinhavos' entre todos os assuntos abordados.

Diante disto, não me resta outra saída, a não ser reproduzir as palavras de Herculano Pires em seu mais ferrenho desejo:

"(...)«O Livro dos Espíritos» vem sendo lido e meditado, no mundo inteiro, mas pouco se tem cuidado de analisá-lo em suas múltiplas implicações e em sua mais profunda significação. Acreditamos que o segundo século do Espiritismo, que se iniciou neste ano, será assinalado por uma atitude mais consciente dos próprios espíritas em face deste livro, e que estudos futuros virão revelar, cada vez de maneira mais clara, o seu verdadeiro papel na história do conhecimento.

Para concluir, lembremos que sir Oliver Lodge, o grande físico inglês, uma das mais altas expressões de cultura científica do nosso tempo, considerou o Espiritismo, no seu livro sobre «A imortalidade pessoal», como «uma nova revolução copérnica». E Léon Denis, o sucessor de Kardec, legítima expressão da cultura francesa, proclamou no Congresso Espírita Internacional de Paris, em 1925, e no seu livro «Le Genie Celtique et le Monde Invisible», de 1927, que o Espiritismo tende a reunir e a fundir, numa síntese grandiosa, todas as formas do pensamento e da ciência.

Bom, companheiros de chat, era isto que pretendíamos passar-lhes.

Dentro deste despretencioso estudo e compreensão da introdução por Herculano Pires, almejamos a busca de um panorama geral do que é o Livro dos Espíritos em um contexto histórico e social, comparando-o e situando diante dos maiores tratados científicos, religiosos e filosóficos.

Posicionando, dentro da história, o que é o Livro dos Espíritos e como ele pode ser visto e aceito, compreendido e analisado.

Sem mais, deixamos espaço para comentários e colocações voltadas a estes estudos que realizamos ao longo destes últimos meses. Que sejam, por gentileza, buscando como tema o Livro dos Espíritos.

Para o próximo encontro, começaremos a abordar a INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA, constante de todas as obras, por tratar-se de seu corpo oficial, ofertado por Kardec e pela espiritualidade.

Desde que começamos a estudar o Livro dos Espíritos, alguma coisa se modificou em cada um de vocês?

Alguma atitude passou a se fazer presente, diante dos fatos da vida e dos estudos da doutrina espírita?

http://www.espirito.org.br/portal/cursos/curso-basico-mediunidade-13.html - excelente apanhado sobre animismo

Expositor@: Fiorell@!



 

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